Ser julgado, condenado, cumprir a pena imposta e depois voltar a ter uma vida normal é que deveria acontecer com todo cidadão que cometa algum crime. Mas nem sempre acontece desta maneira. Para um ex-presidiário conseguir um trabalho é uma tarefa das mais difíceis, pois o preconceito é muito grande para com estes cidadãos.
Para mudar esta realidade o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou em dezembro de 2008 o programa "Começar de Novo, com o objetivo de sensibilizar a população e empresários da necessidade de recolocação, no mercado de trabalho, dos presos libertados após o cumprimento de penas.
E é baseado neste programa que ex-presidiários vão participar das obras que serão realizadas para garantir a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014. O anúncio foi feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, em entrevista coletiva realizada na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas, na última sexta-feira (03/04) em Maceió, durante a abertura oficial do mutirão carcerário no Estado.
Para isso foi celebrado um acordo com o CNJ, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), que se comprometeram a usar a mão-de-obra dos egressos do sistema prisional. Segundo o ministro, essa medida “dará oportunidade aos presos evitando que eles voltem a cometer delitos”.
O ministro Gilmar Mendes lembrou que o Supremo Tribunal Federal foi o primeiro órgão público a participar efetivamente do Programa Começar de Novo. Desde o início do ano, o STF emprega 49 egressos do sistema carcerário, dois deles no gabinete do ministro.
E você, daria emprego a um ex-presidiário?
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Fonte: Agência CNJ de Notícias