13 de fevereiro de 2010

Curitiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras

Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência coletiva; Marc Giget (França), diretor-fundador docuritiba Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.

Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.

“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentável. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.

Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unido s) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.

Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, como a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.

Inscrições – As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 21 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.

Apoio: Planeta Voluntários

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010

Saiba mais: www.cici2010.org.br

Fonte: Agência de Notícias do Terceiro Setor

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10 de fevereiro de 2010

Receita de felicidade

Parece piegas o título deste artigo, para não dizer... mas dizendo..., ridículo. Mas enfim, vira e mexe creio que todos nós em algum momento nos questionamos quanto ao que fazer para vivermos mais felizes, posto que, em última instância, quem não busca isso?

Digamos que seja uma busca atávica essa de encontrarmos felicidade. Busca que transcende a história, os costumes, as épocas. O perfil psicológico do ser humano mudou e sempre trouxe consigo o reflexo das leis biológicas, sociais, econômicas e culturais de uma determinada época. As necessidades do homem do século XXI, em termos afetivos, materiais, sociais, políticos e econômicos por certo não são as mesmas daquele da Idade Média ou da antiga Grécia.felicidade

Porém, em que pese essas diferenças, o desejo de ser feliz é algo que se mantém, como se fosse uma linha de ligação entre os tempos, entre os homens. O que muda é a forma de pensar-se feliz. Uns imaginando alcançar um grande amor, outros, ganhando mais dinheiro, alguém, tendo filhos e enfim, a lista pode ser infinita. São momentos apenas... tudo bem... pois como dizia Vinicius de Moraes, que sejam eternos enquanto duram. A finitude deles talvez seja a marca do que é ser feliz. Somos felizes por que há a dimensão do tempo. Tudo acaba e nada dura para sempre, tanto para o bem quanto para o mal. Quando algo se mantém por um tempo indeterminado, a sensação de felicidade se esvai. Parece que tem que haver a surpresa, o embevecimento do encontro com o desconhecido, o novo. Na verdade nada é igual: como o tempo não se mantém, o vivido não volta mais e, portanto os novos momentos não serão exatamente iguais aos que foram experienciados.

Temos a tendência a repetir determinados padrões de comportamento, como por exemplo, o mesmo jeitão de relacionar-se com as pessoas, a mesma forma de amar, etc, porém, a nova vivência sempre traz consigo a marca do inusitado, da diferença também. Para sentir o prazer dos momentos felizes eles precisam ter fim e... ter o recomeço, para que consigamos demarcar a diferença entre o que nos apraz ou não.

Voltando à Receita de Felicidade, podemos dizer então que os ingredientes mudam de acordo com o gosto de cada um, o que significa que não há uma receita que sirva para todos. Porém, digamos, que algumas evidências se mantêm, quanto ao “modo de fazer”. O filósofo grego Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, escrito em torno do ano 347 antes de Cristo, coloca:

“Contudo, mesmo que a felicidade não seja uma graça concedida pelos deuses, mas nos venha como um resultado da virtude e de alguma espécie de aprendizagem ou exercício, ela parece incluir-se entre as coisas mais divinas...

... quem quer que não esteja mutilado em sua capacidade para a virtude pode conquistá-la por meio de um certo tipo de estudo e esforço. Mas se é preferível ser feliz dessa forma a sê-lo por acaso, é razoável supor que seja assim que se atinge a felicidade... Confiar ao acaso o que há de melhor e de mais nobre seria um completo contra-senso.” (Claret,2007, p.31)

Dentro dessa concepção, há que se ter disciplina para alcançar alguns objetivos. De nada serve uma inteligência e sensibilidade se não forem canalizadas através de métodos de estudo, por exemplo, ou de estratégias para alcançar metas. Quanto aos sentimentos também ocorre algo semelhante. Para realizar nossos anseios vale o olhar premeditado, a conversa ensaiada o rumo delineado para alcançar o horizonte, mesmo que...chegando lá... nos alegremos e tenhamos que pensar... e agora, para onde vou?

OBS: As receitas culinárias nos servem para fugazes momentos. A cada vez que fazemos um bolo recorremos a elas, posto que ele sempre acaba e precisa ser feito novamente para degustá-lo.

Por: Návia T. Pattussi/Psicanalista/naviat@terra.com.br

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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9 de fevereiro de 2010

Volta às aulas e o peso das mochilas

As aulas começam e um velho problema está de volta: o excesso de peso nas mochilas escolares e seus conhecidos malefícios. O sobrepeso induz a má postura e pode redundar em sérias doenças da coluna. O alerta é do médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann, diretor da Clínica Reichmann, de Chapecó, especializada em ortopedia e traumatologia, videoartroscopia de ombro, joelho e quadril. “A responsabilidade não é apenas da família, mas também da escola”.

Os pais devem orientar os filhos e fornecer mochilas com rodinhas, sempre que possível. As escolas, por sua vez, devem proporcionar armários, diminuir o máximo possível o peso das mochilas, criando um sistema tal que os livros pesados fiquem nas próprias salas de aula. O excesso de peso em mochilas afeta a coluna vertebral, provoca dores nas costas e induz a má postura e agravamento dos desvios da coluna, que podem ser do tipo cifose, lordose ou escoliose.mochila

Reichmann assinala que a prática clínica permite constatar que 40% dos estudantes reclamam do excesso de peso e padecem de dores nas costas e nos ombros. Explica que o peso da mochila não deve superar a 8% do peso corporal do aluno.

Alguns estudantes, principalmente crianças, colocam a mochila nas costas e passam grande parte do tempo com ela, muitas vezes até depois do turno da aula, em brincadeiras. Essa prática é prejudicial à saúde. O médico orienta que deve-se permanecer o menor tempo possível com a mochila e sempre retirá-la quando encerrar a jornada. “Jamais deve-se brincar com ela, pois sobrecarrega a coluna vertebral e a mochila deve ser usada sempre no alto das costas e não no meio ou embaixo” explica Reichmann.

Os problemas causados pelo excesso não afetam somente jovens estudantes, mas adultos e idosos também podem sofrer com mochilas pesadas demais. Nesses casos, as dores e tendinites nos ombros acompanham as dores nas costas. As mochilas tipo carteiro, que os estudantes usam somente num lado do ombro, são mais prejudiciais ainda, pois, desequilibram a musculatura de um lado do corpo em relação ao outro.

Enfim, a solução passa por várias providências: diminuir o peso dentro da mochila, ginástica especializada para corrigir má postura, mochilas com rodinhas, armários escolares para colocar materiais volumosos e pesados, etc.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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8 de fevereiro de 2010

Bendito seja o Haiti!

A tragédia que fez o Haiti desabar é mais um golpe sobre um povo com o qual toda a América Latina tem uma dívida histórica. O Haiti foi promotor dos ideais da Revolução Francesa, da luta contra a escravidão, do anti-colonialismo e do americanismo bolivariano.

Sob os escombros de sua tragédia, o Haiti carrega o fardo de uma trajetória sabotada. Compreender historicamente como esta região foi sistematicamente arrasada é a única maneira de evitar que se pense, como fez o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que uma maldição se abateu sobre aquele país. Um breve panorama nos permite ver a injustiça contra um povo que tem um legado bendito para toda a América.

A região onde se encontra o Haiti viu, ao longo dos séculos, o massacre de sua população inhaiti_bandeiradígena, a escravização de negros trazidos pelo tráfico, a divisão artificial em domínios fabricados ao gosto do colonizador (espanhol e francês), sua separação definitiva em dois – Haiti, de um lado, República Dominicana, de outro –, as tentativas de reconquista colonialista, a permanente intervenção norteamericana e frequentes golpes de Estado, entre eles o que deu origem a uma das ditaduras mais abomináveis que se pode mencionar (de Papa Doc e Baby Doc, de 1957 a 1986).

Esta é a herança que antecipa a extrema dificuldade que haverá para por novamente de pé um país que teve frustradas suas tentativas de construção autônoma e democrática do Estado.

A tragédia que fez o Haiti desabar é mais um golpe sobre um povo com o qual toda a América Latina tem uma dívida histórica. Trata-se de um legado muitas vezes esquecido, calcado em lutas tornadas inglórias. O Haiti foi promotor dos ideais da Revolução Francesa, da luta contra a escravidão, do anti-colonialismo e do americanismo bolivariano.

A região onde hoje se localiza o Haiti e a República Dominicana compunha o complexo das Antilhas, que havia se tornado, no século XVIII, o principal concorrente do açúcar brasileiro. Celso Furtado, no clássico “Formação Econômica do Brasil”, mostrou o impacto que causou o açúcar antilhano, mais barato que o brasileiro, para a decadência daquele ciclo.

Ao final do século XVIII, ajudado pelo desenrolar da Revolução Francesa, a ilha (antes unificada sob o nome de Santo Domingo) foi sacudida pela revolta dos escravos. Confrontados com um povo que reclamava os próprios ideais proclamados pelos revolucionários, os franceses se viram obrigados a reconhecer o fim da escravidão. O fizeram como se fosse uma concessão, embora não houvesse outra opção. Para além da moral revolucionária, os franceses estavam diante de um levante de uma população negra organizada e armada para defender sua república. Enfrentá-la demandaria mobilizar forças que eram essenciais para defender a própria França da invasão estrangeira, patrocinada pelas demais monarquias européias, aliadas ao rei deposto (Luís XVI).

Ao criar uma área livre de escravos, Santo Domingo provocou um efeito importante sobre toda a América. Criou o medo de que sua revolução se espalhasse, mostrou que era possível sobreviver sem escravismo e que se podia confrontar e vencer Napoleão (que queria reconquistar aquele território e trazer de volta a escravidão). A Inglaterra, que vivera a experiência de intensas rebeliões de escravos na Jamaica, conjugou razões suficientes que a levaram a capitanear a luta contra o tráfico: o abolicionismo, o liberalismo e a geopolítica de contenção do domínio francês. Em 1815, o Congresso de Viena, que formalizou a derrota napoleônica, trouxe como uma de suas resoluções a da extinção do tráfico de escravos (mesmo que limitada ao norte do Equador).

Os haitianos foram parte importante do processo que transformou o trabalho assalariado em opção mais vantajosa de exploração do trabalho do que a escravidão. Tornaram a abolição não apenas uma questão moral, filosófica e retórica, mas um tema político de primeira grandeza.

O Haiti foi base de apoio a Bolívar em sua luta pela libertação da América espanhola e portuguesa. O país lhe emprestou soldados, armas e munição, com uma única condição: a de Bolívar libertar escravos onde quer que os encontrasse. A mesma generosidade o levou a apresentar-se como opção para receber negros libertos vindos do Sul dos EUA.

No século XIX, o país foi diretamente afetado pelas doutrinas que propugnavam a supremacia dos EUA sobre todo o continente: a doutrina Monroe (“a América para os americanos”) e a do “destino manifesto”. No século XX, tal política se desdobrou em prática de intervenção sistemática, sendo cunhada por Theodore Roosevelt como o “big stick” (“o grande porrete”).

A política colonialista européia e, depois, americana pesaram sobre o Haiti como uma sistemática sabotagem à estruturação de um Estado igualitário, soberano e capaz de servir como alavanca para o desenvolvimento de seu povo. É curiosa a tese de Samuel Huntington (“O Choque de Civilizações), reproduzida por alguns jornais, de que o Haiti isolou-se do resto do mundo. Infelizmente, ele não teve esta chance.

A falta de Estado explica, agora, a falta de estruturas minimamente preparadas para socorrer pessoas diante da atual tragédia. Consequência imediata: um país que, após o terremoto, tornou-se um retrato daquilo que Thomas Hobbes chamou de Estado de natureza: a luta de todos contra todos, pela sobrevivência imediata. Uma situação em que a vida se torna, mais uma vez citando o filósofo inglês, solitária, pobre, suja, brutal e breve.

Bendito seja o Haiti!

Texto de: Antonio Lassance, cientista político, pesquisador do IPEA, professor do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) e assessor da Presidência da República.

Fonte: ALC

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