6 de dezembro de 2008

Oscar da Água - Veja os Vencedores

Fonte : Agência Nacional de águas

O “Oscar da Água”. Assim foi batizado o Prêmio ANA 2008, entregue na noite de quinta-feira, 04/12, no auditório da Caixa Cultural de Brasília, em cerimônia na qual foram anunciados os vencedores de cada uma das seis categorias: Governo, Empresas, Organismos de bacia, Academia, Organizações não-governamentais e Imprensa. A Agência Nacional de Águas (ANA) oferece Prêmio para reconhecer iniciativas que contribuam para a gestão e o uso sustentável das águas brasileiras.

Os vencedores:

Governo

Um modelo de Gestão de Abastecimento de Água para Comunidades Rurais - Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh/RN) Natal (RN) - Experiência do Sistema Adutor Serra de Santana (RN)


Ao longo dos últimos anos, o governo do Rio Grande do Norte desenvolveu uma considerável estrutura de transposição de bacias hidrográficas para levar água tratada para todos os cantos do estado. Reconhecendo a necessidade de gerenciar de forma eficiente os mananciais e os sistemas adutores, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) desenvolve em caráter experimental, desde 2005, um projeto com foco no sistema adutor Serra de Santana. A expectativa é de que o modelo de gestão proposto seja adotado em outros sistemas do estado.

Empresas


Gestão de Recursos Hídricos na Jalles Machado S/A - Jalles Machado S/A Goianésia (GO)


Com uma área de plantio de cerca de 38 mil hectares, a agroindústria sucroalcooleira Jalles Machado desenvolve uma política de gestão de recursos hídricos com alcance nas áreas agrícola, industrial e administrativa (interna). Suas atividades estão em consonância com a legislação ambiental federal, estadual e municipal, refletindo o compromisso da empresa com uma produção ambientalmente sustentável.

ONGs

De olho nos mananciais - Instituto Socioambiental (ISA) São Paulo (SP)

A ameaça de escassez de água nas grandes cidades tem relação estreita com a poluição dos mananciais e o desperdício de água. As mudanças de comportamento necessárias para reverter o quadro de degradação e proteger as fontes de água da Região Metropolitana de São Paulo impulsionaram o Instituto Socioambiental (ISA) a lançar em 2007 a campanha “De Olho nos Mananciais”.

Organismos de bacia

Projeto de Educação Ambiental Pingo d’água - Consórcio para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi (Copati) Londrina (PR)


Considerando a importância da combinação escola-educação ambiental para a formação dos jovens cidadãos, o Consórcio para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi (Copati) criou em 2001 o Projeto de Educação Ambiental Pingo d’Água. A idéia é ir além dos “porquês” de se cuidar do meio ambiente: ensinando como fazê-lo.

Imprensa

Trilogia: Mares, Desertos e Chuvas do Sertão - O Povo Fortaleza (CE)

Série de três cadernos especiais, “Mares, Desertos e Chuvas do Sertão” propõe novos olhares sobre o Semi-árido brasileiro. Os repórteres enveredam pelo caminho do jornalismo humanizado e da grande reportagem. Descartam o estereótipo a carcaça de boi e o chão rachado do açude para revelar um Nordeste ressurgente, sustentável e transfomador.

Academia

Construção de uma linhagem bacteriana apta para biorremediação de efluentes contaminados por metais pesados - Universidade de São Paulo (USP) São Paulo (SP)


São numerosos os focos de deterioração de águas pelo lançamento de esgotos, efluentes industriais e insumos agrícolas, impactando o meio ambiente e as populações. A literatura descreve casos variados de perdas de biodiversidade e de contaminação de pessoas por metais pesados. O projeto da Universidade de São Paulo (USP) reflete a preocupação com esse cenário, em busca de um processo remediador viável dos pontos de vista econômico e ecológico.

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Pêssego certificado chega ao mercado

Fonte: Embrapa

Chega aos consumidores, pelo segundo ano consecutivo, o pêssego cultivado no Sistema de Produção Integrada, atividade desenvolvida de forma pioneira pela Cooperativa Pradense, de Antônio Prado, com o acompanhamento técnico da Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves -RS).

A Produção Integrada é um programa coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, direcionado para vários produtos agropecuários, que visa a obtenção de alimentos mais saborosos, seguros, de qualidade, cultivados com as melhores técnicas e com controle oficial.

A Produção Integrada de Pêssego (PIP) é um projeto nacional coordenado pelo professor José Carlos Fachinello da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), que conta com ações regionais em Porto Alegre, Pelotas e na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, e nos Estados do Paraná e São Paulo. Começou em 1999 com o estabelecimento das normas da cultura, mas somente agora, após oito anos conseguiu-se a certificação pelo Inmetro, como resultado do trabalho de pesquisa e extensão desenvolvido pela equipe de técnicos e produtores envolvidos.

Segundo César Luís Girardi, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, os principais diferenciais do sistema a utilização de produtos autorizados para a cultura, além da redução do uso de agroquímicos, devido ao emprego do monitoramento das principais pragas pelo uso de armadilhas e racionalização no emprego de fertilizantes sintéticos.

Como identificar

Para identificar o pêssego da produção integrada nos mercados, o consumidor deverá ficar atento e procurar por embalagens plásticas (cumbucas) que possuem uma faixa com o logotipo da Produção Integrada e etiquetas que permitem identificar e rastrear todos os procedimentos e registros realizados durante o ciclo produtivo. No interior da embalagem, existe um folheto com informações nutricionais do pêssego, dados da Produção Integrada e uma deliciosa receita. O ponto de venda também estará identificado com um banner que apresenta os benefícios deste tipo de produção.

Entendendo a certificação:

O produtor (Cooperativa) aceita de forma voluntária participar do programa de produção integrada.

É designado um responsável técnico que receberá treinamento e coordenará a implementação da produção integrada junto aos produtores.

Tudo o que é empregado no pomar de pessegueiro é registrado num caderno de campo incluindo as adubações, datas de poda, inseticidas e fungicidas aplicados, etc.

Algumas práticas como aplicação de herbicidas em área total, inseticidas altamente tóxicos e de grande carência não podem ser empregados.

A adubação deve ser feita de forma equilibrada, sem excessos.

Somente podem ser utilizados produtos permitidos (registrados) para a cultura, respeitando o período de carência (último dia entre a aplicação e a colheita).

Todo este procedimento é auditado (fiscalizado) por uma certificadora registrada no Inmetro. No caso deste programa, o Sebrae tem auxiliado no pagamento.

No "packing house" as embalagem são também auditados para verificar a higiene e a separação dos pêssegos da produção integrada.

No momento da colheita, são enviados pêssegos para análise de resíduos de agrotóxicos.

Caso todo este procedimento seja cumprido e não sejam detectados resíduos, o produtor recebe a certificação e pode comercializar o produto com o selo da produção integrada.

Todo o produto é rastreado, ou seja, em cada embalagem tem um número com os registros que permitem saber quem é o produtor e todas as ações realizadas no pomar.
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5 de dezembro de 2008

Dia do Extensionista Rural

Fonte : Epagri

A Epagri(Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC SA ) realizou na manhã desta sexta-feira (5) um evento em homenagem ao Dia do Extensionista, que é comemorado no dia 6 de dezembro. O diretor de Desenvolvimento Rural e Mercado, Ditmar Alfonso Zimath, ofereceu um café da manhã para os funcionários da empresa, que se reuniram no hall de entrada da sede para uma confraternização.

“Com apenas 1% do território brasileiro, Santa Catarina é o quinto maior produtor de alimentos do País. Isso é resultado, também, do esforço dos extensionistas”, destaca Ditmar. Segundo ele, todos os colaboradores da Epagri, de alguma forma, são extensionistas porque se dedicam à qualidade de vida das famílias rurais e ao desenvolvimento da agricultura, da pecuária e da pesca catarinense.

Após o evento, foi aberta uma pequena exposição no showroom da empresa sobre a história da extensão rural em Santa Catarina. São instrumentos de trabalho, produtos agrícolas, fotos e outros objetos que retratam a rotina desses profissionais. “Muitos desses instrumentos que hoje são vistos como peças de museu fizeram parte do dia-a-dia dos extensionistas ao longo de décadas”, destaca Ditmar.

52 anos de história

O serviço de Extensão Rural de Santa Catarina iniciou no dia 29 de fevereiro de 1956 sob a designação de Escritório Técnico de Agricultura (ETA) – Projeto 17. Em 1957, o Governo do Estado viabilizou a transformação do ETA em uma associação civil sem fins lucrativos de direito jurídico privado: a Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (Acaresc), que atuou com essa denominação até abril de 1991, quando foi incorporada à Epagri.
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CERENE também precisa da sua ajuda!





O CERENE(Centro de Recuperação Nova Esperança), que atua desde 1989 no tratamento e reabilitação de dependentes químicos (álcool e outras drogas), possuindo quatro unidades de tratamento, sendo uma delas em Blumenau. As outras três em ficam em Palhoça - SC, São Bento do Sul - SC e Lapa - PR.

As fortes chuvas e os grandes deslizamentos, que causaram grandes estragos no Vale do Itajaí, principalmente em Blumenau, também não pouparam o Cerene. Os prejuízos foram apenas materiais, porém abalaram de forma concreta a estrutura física da entidade.

Uma moradia foi totalmente destruída, outras duas moradias foram condenadas pela Defesa Civil e outras duas estão interditadas por tempo indeterminado. Um dos dois alojamentos, cozinha e refeitórios, também foram interditados fazendo com que a capacidade de atendimento fosse reduzida de 44 vagas para 28, fazendo com que emergencialmente foseem transferidos vários
residentes que estavam em tratamento para outras unidades do CERENE e também alguns desligamentos ocorreram.


O CERENE oferece tratamento segundo modelo psicossocial de Comunidade Terapêutica, onde uma das principais ferramentas terapêuticas é a convivência entre os pares (dependentes em tratamento), juntamente com os colaboradores da equipe multiprofissional que também residem no espaço comunitário da entidade. É esta convivência dos dependentes em tratamento, num ambiente familiar, com o apoio e orientação da equipe de colaboradores, a principal ferramenta terapêutica para a reabilitação da dependência das drogas. Por isso a necessidade de reconstrução das residências para a equipe de colaboradores que atende o público alvo do CERENE.

"Os desafios são gigantescos, assim como é gigantesca, a nossa vontade de reconstruir o que foi destruído e de melhorarmos ainda mais este espaço que ao longo de seus quase 20 anos, tem feito a diferença na vida de milhares de famílias. O CERENE, quer e vai continuar levando esperança às famílias que vivem com o problema da dependência química."

Faça parte deste grande projeto e ajude o CERENE a continuar resgatando vidas das Drogas!

Para doações em dinheiro:
Banco do Brasil.
AG 0095-7 C/C 81.112-2
Bradesco:
AG 0333-6 C/C 151.500-4.


Doações de material de construção, alimentos, móveis e roupas, pelos fones: (0xx47) 3337-1997
ou 3337-0007 ou pelo e-mail:
cerene@cerene.org.br .

Para conhecer melhor acesse www.cerene.org.br
Fonte: Mauricio Rossa - Secretário Executivo


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Concurso para residência médica em Blumenau

De 8 a 18 de dezembro estão abertas as inscrições para o concurso público para ingresso no Programa de Residência Médica em Medicina de Família e
Comunidade para o ano de 2009 em Blumenau.


As inscrições podem ser feitas na Escola Técnica de Saúde (ETS) da Secretaria Municipal de Saúde de Blumenau, na rua 15 de Novembro, 55, Centro, 3° andar, na sala da Comissão de Residência Médica, no horário das 8h às 12h. Pela internet neste link , processo seletivo Residência Médica, das 10h de 08/12/2008 às 13 horas do dia 17/12/2008.

Serão 4 vagas à disposição. Podem participar médicos de todo o pais. O início do programa é 2 de fevereiro de 2009 e a taxa de inscrição é de R$ 100,00. A Residência Médica é um curso de Pós-graduação e seu treinamento em serviço é cumprido em
regime de tempo integral e plantões, com carga horária de 60 (sessenta)
horas semanais, perfazendo um total de 2880 (duas mil, oitocentos e oitenta)
horas anuais. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 8838-7974 com Rafael de Franceschi.
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Balneário Camboriú pronta para o verão


Show vom a Família Lima anuncia a chegada do Verão


Por: Mirella Huelsmann


Balneário Camboriú está pronta para o verão. Após o período de chuvas, toda a estrutura na área central encontra-se restabelecida e será palco de mais um grande show nacional, na Praça Almirante Tamandaré.


Com elementos do rock & roll, jazz e música eletrônica inseridos na partitura original do compositor erudito Carl Off, a Família Lima apresenta na Praça Almirante Tamandaré seu mais ousado projeto: Carmina Burana. O espetáculo gratuito marca a abertura da temporada de verão de Balneário Camboriú e acontece dia 16 de dezembro, às 21h.


O vocalista e integrante mais jovem da banda, Lucas Lima, é o responsável pela produção e direção musical do show, que traz canções consagradas em um contexto sonoro contemporâneo.


Além dos trechos de Carmina Burana, a apresentação ainda traz sucessos próprios e de outros compositores. O show é aberto ao público e promovido pela Prefeitura de Balneário Camboriú, através da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico.
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4 de dezembro de 2008

Estudantes de Blumenau participam de resgate e tratamento de animais






Texto: Alessandra Meinicke/Estagiária Beatriz Gaviolli






Para socorrer os animais que ficaram vulneráveis a doenças e principalmente ao abandono, em decorrência da situação de calamidade pública em Blumenau, uma ação conjunta com a Vigilância Sanitária do município, curso de Medicina Veterinária da FURB(Universidade Regional de Blumenau) e as ONGs Focinho Feliz e Associação Protetora dos Animais – Aprablu - inicia na tarde desta quinta-feira um mapeamento nos abrigos e ruas de Blumenau para avaliar a situação e cadastrar animais que necessitam de cuidados.

De acordo com o coordenador do projeto, médico veterinário e professor da FURB, Luiz Carlos Kriewall, os animais encontrados abandonados permanecerão no local nesse primeiro momento. “Isso será necessário porque muitos donos podem voltar ao local para recuperá-los”, afirma. Já com o auxílio de acadêmicos do curso de Medicina Veterinária, os animais que forem encontrados doentes ou machucados serão encaminhados para o biotério da Universidade, localizado no campus 5. “Lá os bichos receberão atendimento, comida e, para os casos mais graves, cuidados cirúrgicos”, explica.
Segundo Luiz Carlos, após a avaliação inicial será possível mensurar o número exato de animais abandonados ou machucados. “Após os cuidados clínicos eles serão devolvidos para as famílias, mas vão precisar de ração e atenção”, enfatiza.
Quem quiser ajudar com a doação de ração ou até adotar um animalzinho, pode entrar em contato com a ONG Focinho Feliz através do e-mail: contato@focinhofeliz.com.br
Mais informações com o professor Luiz Carlos pelo telefone 9982 8957.
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Retomadas as operações de busca no Morro do Baú

Fonte: Secretaria Executiva da Justiça e Cidadania

Com a autorização do Departamento Estadual de Defesa Civil, equipes de resgate, coordenadas pelo Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CMSC), retomaram, nesta quinta-feira (4), as operações de busca e resgate de corpos e possíveis sobreviventes nas áreas consideradas de alto risco do complexo do Baú, no município de Ilhota.

O acesso ao local foi liberado apenas para as equipes que realizam o trabalho de resgate, devido à possibilidade de novos deslizamentos. O CBMSC apresentou um plano de contingência especial com o objetivo de garantir a integridade física dos envolvidos na operação. O acesso de particulares e da imprensa continua proibido.

De acordo com os geólogos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que estiveram no local, a liberação definitiva da área pode demorar até 20 dias.

Conforme o comandante Geral do CBMSC, coronel Álvaro Maus, um posto de comando foi montado na região para operar com toda a segurança necessária. “ Trata-se de um operação que demanda diversos cuidados, devido ao risco do terreno, porém, todas as medidas de segurança estão sendo adotadas. Nas outras regiões as operações acontecem normalmente”, explica.
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Primeira diplomata brasileira

No ano de 1918, o então Ministério do Exterior brasileiro, abriu concurso para o preenchimento de vaga de terceiro oficial e para espanto geral, uma mulher se candidata ao cargo. Maria José Rebelo Mendes a Maria Mendes.

Imediatamente, esta inédita situação é motivo de espanto e surpresa. os mais importantes advogados do Brasil na época, Rui Barbosa e Clóvis Bevilácqua, foram consultados. Ambos emitiram parecer favorável à inscrição de Maria José. Dias depois depois, o ministro do Exterior Nilo Peçanha autoriza:

"Não há na Constituição da República nenhum dispositivo que impeça às mulheres o acesso aos cargos públicos. O Código Civil vigente também também estabeleceu a mais completa igualdade entre o homem e a mulher quanto ao gozo e exercício dos direitos privados. Num dos artigos artigos prevê que as mulheres possam ser admitidas ao exercício das funções administrativas, quando estabelece que considera-se sempre autorizada pelo marido a mulher que ocupar cargo público.

Não sei se as mulheres desempenhariam com proveito a diplomacia onde tantos atributos de discrição e de capacidade são exigidos. Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuassem a direção do lar, tais são os desenganos da vida pública, mas não há como recusar a sua aspiração, desde que disso careçam e fiquem provadas as suas aptidões."

Em outubro de 1918, Maria José foi aprovada em primeiro lugar.
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Prêmio ANA 2008

A Agência Nacional de Águas (ANA) entregará o Prêmio ANA 2008 nesta quinta-feira, 04/12, às 19h30, no auditório da Caixa Cultural de Brasília, para as melhores iniciativas em seis categorias: Governo, Empresas, Organismos de bacia, Academia, Organizações não-governamentais e Imprensa.

Durante a cerimônia, serão apresentados exemplos de boas práticas de conservação e uso racional da água, que vão desde o replantio de matas ciliares até a manipulação de microorganismos para o combate à poluição dos rios do país.

272 candidatos se inscreveram à premiação. Deste total, foram escolhidos 18 finalistas após a avaliação da Comissão Julgadora, composta de pessoas com notório saber em recursos hídricos. O julgamento dos trabalhos foi balizado pelos seguintes critérios: efetividade; impactos social, cultural e ambiental; potencial de difusão/replicação; adesão e participação social; e originalidade.

Três iniciativas concorrem ao Prêmio ANA 2008 em cada categoria. Os ganhadores de cada uma delas receberão o Troféu Prêmio ANA, inspirado na logomarca da Agência. A peça, de autoria do mestre-vidreiro italiano Mário Seguso, tem aspecto de pedra bruta lapidada e detalhes que lembram as ondas do mar. Todos os finalistas também receberão uma bailarina em alumínio reciclado e conchas, feita por famílias de artesãos do litoral capixaba. A peça será oferecida pela Agência como reconhecimento ao mérito de todas as iniciativas finalistas do Prêmio.
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Fórum em defesa do piso dos professores

A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa de Santa Catarina lançou ontem(3/12/2008), o Fórum Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Professores. O grupo é composto por parlamentares de oito bancadas elegeu o deputado Pedro Uczai (PT) para coordenar os trabalhos que visam a implantação do piso salarial nacional de R$ 950 no estado.

Além de Uczai, integram o Fórum os deputados Sargento Amauri Soares (PDT), Joares Ponticelli (PP), Professor Grando (PPS), Professora Odete de Jesus (PRB), Narcizo Parisotto (PTB), Darci de Matos e Serafim Venzon (PSDB).

Já o PMDB não indicou um representante para compor o Fórum, já que o governador Luiz Henrique questiona a constitucionalidade do piso no Supremo Tribunal Federal (STF) junto de outros quatro governadores.

Professores de várias regiões do estado e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sinte) prestigiaram o lançamento. Eles afirmaram que o Fórum terá um papel importante na mediação do diálogo entre a categoria, os demais parlamentares e o próprio governo.

Primeiras ações

Convocação do Secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, para esclarecer questões referentes à implementação da Lei Federal 11.738/08, que institui o piso. O requerimento foi aprovado ainda na sessão ordinária desta quarta-feira e a perspectiva é que o secretário compareça ainda este ano.

Outra ação já definida é a de trabalhar para que os recursos necessários à implantação do piso no estado sejam contemplados, o que pode incluir a apresentação de emenda ao orçamento 2009.
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Médicos recebem treinamento sobre leptospirose

Setenta médicos da região Norte e Nordeste de Santa Catarina receberam ontem, quarta-feira (3), capacitação para atuar no tratamento da Leptospirose. O treinamento ocorreu no auditório da Udesc e foi organizada pela Gerência de Saúde da Secretaria Regional de Joinville em parceria com a Secretaria de Saúde de Joinville. O curso foi ministrado pela Dra. Carin Albino, da Secretaria de Saúde de Joinville.

O gerente de Saúde da SDR Joinville, Douglas Machado, faz um alerta para o risco da ocorrência de leptospirose neste momento pós-enchente. Em todos os casos suspeitos é coletado sangue para confirmação ou não da existência da doença que tem período de encubação de 3 a 30 dias.

“É importante que todos aqueles pacientes que foram classificados como suspeitos autorize o serviço de Vigilância Epidemiológica a coletar seu sangue para realização do exame”, afirma Machado.

A Gerência Regional de Saúde recomenda que as pessoas lavem suas casas com água e hipoclorito de sódio a 2,5% na seguinte proporção: para um balde de 20 litros de água, adicionar quatro xícaras de água sanitária. “Toda limpeza deve ser feita com luvas e botas de borracha evitando o contato direto com a água ou lama,” esclarece o gerente.

Quando houver suspeita da contaminação da água a ser ingerida, é necessário utilizar duas gotas de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para cada litro de água e aguardar 30 minutos para consumir. A limpeza na caixa de água também deve ser feita.
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3 de dezembro de 2008

Cai número de desalojados e desabrigados em SC

Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação

Caiu para 35.325 o número de desalojados e desabrigados em Santa Catarina, sendo 8.089 desabrigados e 27.236 desalojados. A tendência, segundo o major Emerson Emerin, gerente de mobilização de desastres da Defesa Civil do Estado, é que esse número diminua a cada momento. "Em decorrência da diminuição das chuvas e da liberação de algumas áreas atingidas está proporcionando a volta de muitas pessoa para casa", disse Emerin.

O número de mortos, até o momento, é de 117, sendo o maior registro em Ilhota, com 37, seguido de Blumenau, com 24. Em Luiz Alves são dez mortos, um em Brusque, um em Bom Jardim da Serra, 16 em Gaspar, 13 em Jaraguá do Sul, um em Pomerode, dois em Rancho Queimado, dois em Benedito Novo, quatro em Rodeio, três em Itajaí, um em São Pedro de Alcântara, um em Timbó e um em Florianópolis.

São 14 os municípios com registro de calamidade pública: Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Camboriú, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Itapoá, Luis Alves, Nova Trento, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó.

Segundo o último levantamento da Defesa Civil, feito nesta quarta-feira (3), às 16 horas, o número de municípios que possuem abrigos é de 14, com o total de 111 abrigos. São eles: Antônio Carlos, Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Imbituba, Itajaí, Itapoá, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio, Schroeder e Timbó.
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Pesquisadoras portuguesas ajudam na implanção de sistema de previsão da qualidade do ar

Fonte: Assessoria de Comunicação Epagri/Ciram

As pesquisadoras portuguesas da universidade de Aveiro, Alexandra Monteiro e Anabela Carvalho, estão na sede da Epagri/Ciram em Florianópolis, desde o dia 1º de dezembro, para estudos relacionados à fase final do projeto “Modelagem da poluição fotoquímica na região metropolitana de Porto Alegre”. O pesquisador Marcelo Romero de Moraes, que atua na Epagri através da Fundagro, é o representante do Projeto em Santa Catarina. Ele é meteorologista com doutorado em engenharia.

O projeto, aprovado em 2006 por meio de edital para cooperação bilateral, encerra no início de 2009 e objetiva analisar a concentração do gás ozônio na região metropolitana de Porto Alegre. Esse ozônio que se forma na camada mais próxima da terra é resultado da poluição do ar e pode ser muito nocivo à saúde do homem e dos outros seres vivos, explica Marcelo.

Na prática, o projeto vai criar e aplicar na região metropolitana de Porto Alegre um sistema de previsão da qualidade do ar. Ele é resultado da união de dois softwares e poderá prever também a emissão de outros tipos de gases. O ozônio foi escolhido nessa fase experimental do projeto por se formar basicamente nas grandes metrópoles, resultante da formação de oxidantes químicos.

Nesta visita as pesquisadoras portuguesas farão os testes preliminares do sistema. Segundo Marcelo, o maior desafio é levantar todas as fontes poluentes (fixas, como chaminés de fábricas e móveis, como veículos), para alimentar o sistema.

Essa é a segunda vez que as pesquisadoras portuguesas vêm ao Brasil por conta deste projeto. Os cientistas brasileiros também estiveram duas vezes em Portugal para dar andamento aos estudos. O projeto é coordenado por Davidson Martins Moreira, da universidade gaúcha Unipampa e Carlos Borrego, da Universidade de Aveiro, ex-ministro o meio ambiente de Portugal e uma das maiores autoridades mundiais no assunto.
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Paris setembro de 1793

O escritor Mauro Camargo lança na próxima sexta-feira (5/12/2008), às 19h, no hall do Teatro Municipal de Itajaí seu quarto livro, intitulado Paris setembro de 1793. O romance está sendo publicado pela Editora Lachatre de São Paulo. O tema principal é a reencarnação, porém, fugindo do estilo dos romances reencarnacionistas tradicionais. O autor resgata fatos da Revolução Francesa que narram os antecedentes ao surgimento do espiritismo.

Karla Freitas e Rafaelo de Góes serão algumas das atrações musicais do coquetel de lançamento. O público presente também será presenteado com a participação dos cantores Giana Cervi, Luciana Weiss e Marinho Uriarte, em uma apresentação com texto de Mauro Camargo e músicas de Chico Buarque de Holanda.

Sinopse do livro

Michel de Laroche, escritor francês de best-seller, mergulha nas cenas de seu romance narrado em meio ao terror da Revolução Francesa. Produtos de sua mente, os personagens viveram os meses terríveis durante os quais Robespierre estava no poder e mandava milhares para a guilhotina. A ficção ganha estranhos ares de realidade quando os personagens passam a interferir em sua vida. Michel parece ultrapassar a fronteira da loucura. Ou seriam fantasmas retornando o passado para narrar suas versões da história? Mauro Camargo foge do lugar comum e resgata fatos da Revolução Francesa que narramos antecedentes do surgimento do espiritismo.

O romance está na primeira edição, circulará pelos clubes do livro e em breve deve estar disponível nas livrarias. O preço do livro é R$30 e haverá alguns exemplares à venda no lançamento.
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Ceia de Natal para desabrigados


A Fundação Cultural de Blumenau prepara uma série de atividades alusivas ao Natal e que serão desenvolvidas nos abrigos espalhados pela cidade. Nesta quarta-feira (03) haverá uma reunião para definir a programação e a participação de voluntários.


Dentre as propostas é de fazer uma ceia de Natal, doação de livros e brinquedos para os desabrigados. Haverá ainda a participação de artistas da Fundação Cultural durante os eventos.


A intenção é de percorrer, de quatro a cinco abrigos por dia. As datas serão definidas durante a reunião desta quarta-feira (03). O presidente da FCB espera pela colaboração, também da classe empresarial.


Banda Municipal


A Banda Municipal apresenta músicas natalinas nos próximos dias 8, 9 e 11, 15, 16 e 18, sempre às 16h na escadaria da Catedral São Paulo Apóstolo, no Centro.
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Santa Catarina continua linda


O cantor e compositor baiano Gilberto Gil, ofereceu apoio aos catarinenses e colocou-se à disposição da Secretaria de Estado do Turismo para cantar que "Santa Catarina continua linda".


Segundo o secretário de Estado de Turismo Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, a música "Aquele Abraço", canção consagrada as belezas do Rio de Janeiro, deve fazer parte de uma campanha publicitária que começa a ser veiculada no dia 19 de dezembro, dia da abertura oficial da temporada de verão no Estado.


Knaesel diz que, apesar de ainda não estar definido o uso da imagem de Gilberto Gil, a idéia do abraço de gratidão do catarinense no Brasil será o centro da campanha. O projeto piloto da campanha, que será veiculada na mídia nacional, será apresentado na próxima segunda-feira ao secretário.


A idéia, segundo o secretário, é transmitir a imagem de que o Estado é seguro, junto com o agradecimento pela solidariedade ao nosso povo convidando o turista a receber pessoalmente esta gratidão e o abraço dos catarinses.
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2 de dezembro de 2008

Liberadas obras no gasoduto Bolívia-Brasil em Gaspar

A Defesa Civil de Santa Catarinou liberou no início da noite desta terça-feira (2) as obras de conserto no gasoduto Bolívia-Brasil, em Gaspar. As obras serão retomadas na quarta-feira (3). O duto está rompido desde o dia 23, em decorrência das fortes chuvas, e as obras haviam sido suspensas por motivo de segurança.

De acordo com o major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil, a empresa TBG, responsável pelo gasoduto, apresentou um plano de contingência especial com o objetivo de garantir a integridade física do pessoal que trabalha na obra. A Defesa Civil vai coordenar a segurança da obra e fazer um acompanhamento até o seu final.

"A nossa preocupação sempre foi com a segurança das pessoas que trabalharão lá, por isso a obra foi interditada. Agora, diante do plano de segurança, decidimos pela liberação", explica o diretor da Defesa Civil.

Anexo ao plano de contingência, a empresa elaborou um plano de abandono do local, caso venham ocorrer acidentes. No plano a TBG informou que cerca de 40 pessoas trabalharão nos reparos e que o duto deve voltar a sua normalidade em dez dias.
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Marion, sinônimo de progresso ou de degradação ambiental ?

Colaboração: Secom, Patrícia Nonnenmacher

O nome de uma máquina ficou marcado na história da região de Criciúma e divide opiniões. A Marion, para uns, sinônimo de progresso, para outros de degradação ambiental, é objeto de exposição na Casa da Cultura. Promovida pela Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Memória do Carvão – Marion pode ser visualizada por meio de fotos e fragmentos de textos, porém, chama a atenção, uma réplica da máquina, confeccionada pelo mineiro aposentado Antônio Marcílio, 72 anos.






Antônio conta que a idéia de fazer a mini-Marion, ou “seu brinquedinho” , como define, surgiu por uma inspiração divina e levou um ano e meio para ser finalizada. O aposentado, nunca chegou a operar a Marion, mas acredita que o equipamento é parte da história de uma cidade que ficou conhecida como a Capital do Carvão.

Segundo ele, muitas pessoas observam o invento e comentam que esta foi uma máquina da destruição. Mas ele não concorda. “A máquina não destruiu a natureza. Ela foi operada pelo homem. Com ela não veio a destruição, veio o pão. Eu mesmo sobrevivi da extração do carvão”, salientou.

A mini-Marion pesa 102 quilos e é controlada por um painel mecânico e elétrico que simulam todos os comandos da verdadeira, com 20 engrenagens e 47 rolamentos. A mostra fica na Casa da Cultura até sexta-feira (5).


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Viva, Blumenau! Blumenau, viva!

Artigo dos professores:
Celso Pereira de Magalhães, Diretor da Faculdade Metropolitana de Blumenau (FAMEBLU)
Everaldo da Silva professor de cursos de graduação e pós-graduação no Grupo UNIASSELVI
publicado na edição desta terça-feira, dia 2 de dezembro, no jornal de Santa Catarina.


No limiar do século XVIII, os iluministas já refletiam sobre a bondade e o altruísmo, alegando que faziam parte da natureza humana. O filósofo Jean-Jacques Rousseau propôs que a chave para a felicidade das pessoas era o livre crescimento da personalidade infantil, ou seja, a partir do momento em que despertasse naturalmente a bondade das crianças, os adultos estariam aptos a viver numa agradável sociedade.

Nesse passo, acreditando que o mal vem do exterior, Rousseau também afirmou que o homem nasce perfeito e a sociedade o corrompe. Lembramos que nosso desejo pela bondade, pela justiça e pela verdade nos capacita a sermos honestos e virtuosos. Hoje, vemos crescer a importância da manutenção dos laços familiares, assim aumentando a cooperação humana.

Apesar de muitos considerarem que o ser humano é programado como máquina de sobrevivência para viver de forma egoísta, vimos o contrário, mais uma vez, em Blumenau, apesar de muitas vezes ser tachada como uma cidade onde o capitalismo e o consumismo são candentes.

Blumenau demonstra novamente que seu povo, mesmo aquele que não nasceu na cidade, tem o poder de solidarizar-se de forma bela e harmoniosa, uma espécie de altruísmo verdadeiro.

Convém ponderar que a natureza e a cultura participam e interagem na formação das características genéticas e culturais do ser humano.

É imperioso destacar que o potencial de aprendizagem do povo blumenauense é digno de aplausos, sendo crucial para que esta linda cidade se mantenha viva e forte nos próximos anos, principalmente agora que necessita se reerguer.

Não é o momento de ficarmos apenas criticando ou apontando falhas nas políticas públicas, mas, sim, de unirmos forças para que, juntos, possamos sair desta situação catastrófica que vive a cidade de Blumenau e entorno.

Andando nas ruas de Blumenau, já nos bairros mais próximos do Centro, ficamos tristes ao ver o estado em que ficou a cidade. Blumenau estava linda, limpa, bem cuidada (...). É lastimável o que aconteceu.

O comportamento individualista, que é tão latente em nossos dias, perdeu espaço aqui em Blumenau. Independente da classe social, todos fomos atingidos.

Viva, Blumenau! Blumenau, viva! É o que todos nós que moramos nesta cidade queremos e pedimos em nossas orações neste momento.
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1 de dezembro de 2008

Governo deve flexibilizar limite para saques do FGTS por vítimas das cheias

Yara Aquino Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu hoje (1º), em reunião com ministros da coordenação política, liberar e flexibilizar as regras para o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para as pessoas atingidas pelas enchentes em Santa Catarina. Técnicos do governo vão estudar formas de viabilizar a flexibilização das regras com o objetivo aumentar o limite do saque.

Atualmente, em casos de desastre natural e de decretação de estado de emergência ou de calamidade pública, trabalhadores da região atingida podem sacar R$ 2.600 do FGTS, de uma só vez. O saque do FGTS em tais situações é autorizado pelo Decreto 5.113, de 2004. Além disso, os recursos do fundo só podem ser levantados em casos de demissão sem justa causa e de aposentadoria.

De acordo com assessores do Palácio do Planalto, na reunião de hoje, o presidente Lula afirmou que “tudo o que for necessário para a reconstrução de Santa Catarina será feito”.

O problema de Santa Catarina foi o tema predominante da reunião. A conclusão dos participantes é que o governo teve forte atuação no caso, tomando as medidas necessárias e com a velocidade correta.

Lula determinou que o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ministro Jorge Félix, coordene uma reunião com os ministros que tenham ações envolvidas com o socorro ao estado para avaliar que outras medidas podem ser tomadas pelo governo.
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Uma reflexão sobre as enchentes e deslizamentos

Recebi por e-mail esta cópia de um artigo assinado por profissionais da FURB, UNIVALI, UNESC, UFSC, CREA/CONSEMA, entre outros. O texto é longo, mas vale a pena ler e refletir.

No final tem um link para um abaixo assinado para uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental.

Criação do código ambiental catarinense: uma reflexão sobre as enchentes e deslizamentos

As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.

Por que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros.

Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral. A quantidade de chuva de fato impressiona. Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d'água da floresta amazônica. Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense. Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.

Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação forem sendo aperfeiçoados. De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar. Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe.

É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d'água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas). A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d'água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia.

Já os deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas. O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo. A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade. As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o material deslizou.

A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupa r e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não levá-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajaí, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário. Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza. Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar. A postura não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e cultivos nas áreas rurais, como mostram as denúncias freqüentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região. A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade.

Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terreno é uma conquista da natureza , que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbrio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vai conquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica. O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra. As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, rios e encostas.

Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos. Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade.

Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio. Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação. Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado.

É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados. Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.

Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)
Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)
Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)
Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)Profa. Iliane Kohler (UFSC)
João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)
Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)
Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)
Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)
Prof. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)
Prof. Dr. Luciano Florit (FURB)
Prof. Dr. L uiz Fernando P. Sales (UNIVALI)
Prof. D r. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)
Prof . Dr. Marcus Polette (UNIVALI)
Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)
Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)
Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

Blumenau, 28 de novembro de 2008

Se você também quer uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental e deseja que os parlamentares saibam disso, acess e o site www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado
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3 Histórias de solidariedade

Crianças de escola no Rio Grande do Sul expressam solidariedade em redações

Em meio a centenas de donativos que chegam a Blumenau, uma mensagem de apoio inusitada: 33 redações elaboradas por alunos do ensino fundamental da Escola Estadual Afonso Pena, do município de Francisco Westphalen, no Rio Grande do Sul, expressam a solidariedade dos pequenos diante da catástrofe que abala a população. “Não desistam de andar, existem barreiras, mas não desistam de passar” ou “Estamos torcendo para que tudo volte ao normal”, são algumas das frases que permeiam os textos. Em todas as redações, há preocupação das crianças com um assunto que não é brincadeira, mas, sobretudo, a mensagem é de fé. Todos os textos serão expostos nos abrigos ativados pela Defesa Civil.

Detentos de Joinville doam comida para desabrigados

A partir desta segunda-feira (1º/12), os 270 dos 360 detentos da Penitenciária Industrial de Joinville (PIJ) entram na campanha como forma de contribuição aos desabrigados pelas fortes chuvas em Santa Catarina. A forma encontrada por eles foi a doação das marmitas do jantar e destinar esta refeição às pessoas que precisam de comida.

Motorista viajou mais de dez horas para trazer donativos

O motorista Nelson Rigo, da empresa TransNova de Cascavel (PR), viajou mais de dez horas para trazer donativos na Escola Estadual Osvaldo Aranha, um dos locais arrecadação da campanha em Joinville. Acompanhada de sua esposa, ele foi o primeiro a descarregar os mantimentos na manhã de sábado (29). “O proprietário da empresa cedeu dois caminhões para o transporte destes materiais que foram coletados em Cascavel. Esta é a contribuição do povo do Oeste do Paraná com os desabrigados catarinenses”, expõe Rigo.
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Jovens voluntários auxiliam trabalho de distribuição de mantimentos

O centro de recebimento e distribuição da Defesa Civil, com sede no aeroporto de Navegantes, possui uma ajuda importante, conforme explica o capitão Edir, do órgão estadual. Cerca de 60 jovens da região do Alto Vale do Itajaí, voluntariamente, auxiliam no trabalho de triagem do material, carregamento de caminhões e aeronaves. Como estímulo, a Defesa Civil, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), embarca os jovens nas aeronaves que irão entregar mantimentos. “Achei importante estimulá-los a voar e promover o contato com as localidades para eles terem dimensão do trabalho sendo realizado por eles”, explica o capitão Edir.

A área do hangar do aeroporto de Navegantes utilizada como centro de abastecimento e recebimento precisou ser aumentada no último domingo (30) devido à demanda de doações. Três containers foram colocados próximo ao local para comportar todo o material recebido. A distribuição de material é realizada por via terrestre, preferencialmente, e aérea, nas áreas isoladas ou de difícil acesso. “Contamos com a ajuda de quatro viaturas tracionadas: duas do Ibama e duas da Eletrosul, que conseguem fazer a entrega pontualmente”, afirma o capitão.
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Festival de Hip Hop Black Cat arrecada doações

Considerando o difícil momento em que se encontra Blumenau e região, a organização do Festival de Hip Hop Black Cat decidiu que o evento pode ser utilizado como uma forma de colaborar com a população.

É com este objetivo que o Festival será realizado amanhã, 2 de dezembro, às 20h, no Teatro Carlos Gomes.

A organização pede a todos os participantes e ao público que contribuam, doando produtos de higiene pessoal, toalhas e roupas de cama que serão recolhidos na entrada do auditório Heinz Geyer.

Central de arrecadação de donativos da Vila Germânica continua a necessitar de voluntários

A Central de arrecadação de donativos que funciona no Parque Vila Germânica, continua a necessitar de voluntários durante a semana, inclusive após as 18:00 horas. Desde o início da Operação Esperança cerca de 300 caminhões com donativos chegaram à Central até o último fim de semana. Da Central os donativos seguem para os 58 abrigos em pick-ups e jipes.

Nos 57 abrigos a grande necessidade ainda é alimentação, com destaque para os itens feijão, café, trigo, sal, açúcar e leite em pó Nan (para recém-nascidos) e alimentos para celíacos (sem glúten).
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Deslizamento atinge equipe da Força Nacional de Segurança durante operação

Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação

O diretor da Defesa Civil Estadual, major Márcio Luis Alves, confirmou no início da noite deste domingo (30), que durante operação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na localidade de Maximus, em Luis Alves, ocorreu um deslizamento que atingiu a equipe de oito integrantes e as duas vítimas que estavam sendo removidas do local: uma criança de seis anos e um adolescente de 16. "Este é o primeiro acidente que nós temos com uma equipe onde dois profissionais foram hospitalizados. A situação é de muito risco porque nós temos não só as equipes trabalhando, mas algumas pessoas ainda que se negam a sair dessa área que é de alto risco". A operação da FNS ocorria por via terrestre, com o objetivo de retirar as pessoas deste local.

O bombeiro Milton Pitan, de Rio Grande do Sul, está com ferimentos graves e foi encaminhado ao hospital Marieta Bornhausen, em Itajaí, assim como a criança e o adolescente. PItan está na UTI e se encontra em quadro estável, sem risco de morte, segundo informações do capitão Giovanni Matiuzzi, comandante da FNSP em SC. Um segundo bombeiro, soldado Vieira, também do estado gaúcho, foi ferido e encaminhado ao posto avançado do Samu, em Luis Alves, para receber o primeiro atendimento. De acordo com o capitão da FNSP, Vieira possui uma luxação no ombro e passa bem. Os demais seis integrantes sofreram escoriações leves e também foram atendidos no posto de Luis Alves.

“Nós não temos nem como acessar algumas áreas e estamos evitando presença das pessoas na comunidade. Há uma resistência muito grande e temos que coordenar essa entrada nas áreas de risco, porque tem muita gente querendo ajudar, mas a forma de ajudar tem que ser cautelosa", afirma o major Márcio Luis Alves.

Segundo ele, as pessoas que entram nas áreas de risco tem que ter equipamentos adequados e instrução adequada para não ser parte do problema. "Nós queremos solução. Ainda existem muitas pessoas em área de risco. Neste local onde deslizou e colegas foram afetados, tiramos agora há tarde 40 pessoas e ainda tem muita gente a ser retirada, porque o acesso é muito difícil".
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30 de novembro de 2008

Chuvas este ano tiveram aumento de 350% em Blumenau

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Epagri, repassados ao comandante das operações de resgate na região de Blumenau, Coronel Carlos Olímpio Menestrina, do Corpo de Bombeiros do município, choveu entre agosto e novembro de 2008 o total de 1.533,5mm por metro quadrado na região. O total é quase 350% a mais do que no mesmo período no ano anterior, quando foram registrados 443mm nos quatro meses.

Durante o ano de 2007, a chuva acumulada que caiu na cidade teve o índice de 1307,1mm. Já em 2008, já foi registrado 2.363,8mm na cidade. A quantidade de água que caiu foi quase o dobro, desconsiderando o último mês do ano.

Vivo doa celulares

Para facilitar a comunicação entre os abrigos ativados em Blumenau a Vivo doou 61 telefones celulares para a Operação Esperança. Os equipamentos permitem ligações gratuitas entre todos os telefones móveis da Vivo, com prefixo 47. A doação aconteceu em parceria com a Nokia, responsável pela fabricação dos equipamentos.

Os telefones entrarão em funcionamento após serem distribuídos aos responsáveis pelos abrigos, nesta segunda feira, 01/12.

Blumenau tem aproximadamente 10 suspeitas de leptospirose

A Diretora Técnica do Hospital Santa Isabel, Marianne Ramos de Lima e Silva, informou hoje à Secretaria da Saúde de Blumenau da existência de casos de possível contágio pelo bacilo da leptospirose. Com as enchentes, aumentou o contato de pessoas com águas contaminadas, que cria maior preocupação com doenças bacterianas e virais para evitar epidemias.

Com necessidade de confirmação por exame depois do período de encubação da doença, que vai de 7 a 10 dias, os casos suspeitos de leptospirose já estão sendo tratados com antibióticos. Dor na região da panturrilha, dor de cabeça, dores no corpo, esclera dos olhos amareladas são alguns dos sintomas da doença causada pelo bacilo Leptospira interrogans. O contato com o bacilo da doença se dá principalmente por via cutânea, por meio de machucados em contato com a água contaminada.

O bacilo, na natureza, é encontrado na urina de roedores. A leptospirose pode levar a complicações como insuficiência renal aguda e distúrbios de coagulação no fígado, quadro clínico conhecido como icterohemorrágico.
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Barrichello doa uniforme para ajudar atingidos pelas chuvas em SC


O piloto brasileiro Rubens Barrichello doou neste domingo (30) o uniforme completo que usou na última etapa da Fórmula-1 em Interlagos para ajudar os flagelados pelas chuvas em Santa Catarina. O piloto fez a entrega do macacão, luvas e sapatilhas para a presidente da Fundação Nova Vida, a primeira-dama Ivete Appel da Silveira, durante o Desafio Internacional das Estrelas, realizado no kartódromo dos Ingleses, em Florianópolis, na tarde deste domingo.


O uniforme de Rubinho será leiloado para levantar recursos a serem destinados aos atingidos. O Desafio das Estrelas teve um caráter solidário nesta edição, ajudando as vítimas das enchentes em Santa Catarina, destacou o vice-campeão da F-1 e promotor do evento, Felipe Massa. Rubinho foi o grande campeão ao somar um ponto a mais que Lucas Di Grassi. O ex-piloto Michael Schumacher teve problemas e acabou abandonando a última prova.


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Psicólogos e assistentes sociais definem metas

Fonte: Secretaria de Estado de Coordenação e Articulação

Uma reunião realizada nesse domingo (30), na sede da Defesa Civil, em Florianópolis, definiu as principais ações a serem desempenhadas pelos psicólogos e assistentes sociais diante do cenário de desastre.

Sob a coordenação da psicóloga e assistente social da Secretaria Nacional de Defesa Civil, Daniela Lopes, membros dos Conselhos Regional de Psicologia e de Assistência Social e também representantes da ONG Save the Children (Salvem as Crianças) deram um panorama de como se encontra a situação dos abrigos atualmente.

Já existem psicólogos trabalhando com as pessoas atingidas pelas chuvas, como no caso de Blumenau, que conta com a colaboração de 40 profissionais que se dividem pelos 60 abrigos existentes na cidade.

"O ambiente de um abrigo pode gerar muito estresse para as pessoas e isso precisa ser trabalhado. Além disso eles precisam de orientação para retomarem suas vidas, e tudo isso precisa de acompanhamento psicológica especializado", afirma Daniela Lopes, que é referência nacional para trabalhos com abrigos em desastres. Além dessas ações, a força-tarefa pretende ter como prioridade tornar o abrigo um ambiente o mais agradável possível para as crianças, com áreas de recreação e atividades que possam trabalhar o psicológico delas.

Daniela lembra também que é fundamental o trabalho psicológico na parte de informação da real situação às pessoas e que, aquelas que se recusarem a sair de casa ou a permanecerem nos abrigos, sejam obrigadas a fazê-lo. "Um dia de sol pode ser perigoso porque as pessoas acham que já podem voltar para suas casas e acabam, às vezes, sendo atingidas", comenta ela.

Santa Catarina já teve esse trabalho com psicólogos na enchente do carnaval no início do ano e depois disso o Conselho Regional de Psicologia criou oficinas em diversas regiões do Estado para a capacitação de pessoal.
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Defesa Civil identifica casas em situação de risco

Desde a última sexta-feira (28) a Defesa Civil de Blumenau começou a "adesivar" as áreas de risco em Blumenau (SC). A intenção é evitar as famílias retornem aos seus lares e sejam vítimas de novos desabamentos. Os adesivos foram produzidos pela Prefeitura de Blumenau e, neste domingo, a expectativa é de que chegue a duzentos o número de propriedades que estarão marcadas.

A Secretaria de Planejamento e a Defesa Civil estão localizando as áreas de risco e fazendo o parecer sobre o imóvel. Já a secretaria de Habitação e Regularização Fundiária aplicam os adesivos na porta das casas com ajuda de uma assistente social e da Polícia Militar, já que muitos tentam evitar o parecer que diz se devem ficar ou não em suas casas.

Balanço da Operação Esperança em Blumenau - Atualizado 30/11/2008 as 19h

População atingida 103 mil pessoas
População desabrigada 25 mil pessoas
Número de abrigos públicos 57
Pessoas alojadas nos abrigos públicos 4.981 pessoas
Vítimas fatais 24 (3 afogamentos e 21 soterramentos)
Energia Elétrica 95% restabelecido
Abastecimento de Água 85% restabelecido
Pessoas envolvidas na Operação Esperança 5.389 (3.889 pertencentes a 19 instituições + 1.500 voluntários)
Pessoas removidas e resgatadas Via aérea 563 pessoas
Pessoas removidas e resgatadas por terra 4.500 pessoas.
Suprimentos distribuídos via aérea 15,4 toneladas
Operações Aéreas 145


Operação limpeza

A Prefeitura de Blumenau já iniciou os trabalhos de limpeza nos principais corredores de serviço da cidade. As ruas Dois de Setembro, Das missões e a região do entorno do Parque Vila Germânica, por onde passam muitos caminhões com mantimentos e água, por exemplo, já estão recebendo os serviços prévios de limpeza. A intenção é facilitar o trânsito e retirar os entulhos acumulados nas vias por onde transitam veículos de grande porte. Cerca de 20 pessoas participam dos trabalhos que incluem 2 caminhões trucados, 5 caminhões toco, 2 retro escavadeiras e 3 caminhões pipas. Quem quiser colaborar com a limpeza pode levar os entulhos no aterro sanitário, que fica na rua Engenheiro Udo Deeke, nos fundos do terminal do Aterro, bairro Salto do Norte.
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Novas equipes chegam para ajudar em SC

Na noite deste sábado (29), desembarcaram no aeroporto de Navegantes equipes da Cruz Vermelha, bombeiros militares de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, com quatro cães farejadores. Juntamente com equipes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e bombeiros voluntários locais, este grupo atua no sistema de comando de incidência em Ilhota. O objetivo é centralizar as informações para melhor atender as necessidades de cada município da região.

Defesa Civil prioriza entrega de doações por rodovias

A entrega de doações aos municípios afetados pelas fortes chuvas do último final de semana já é realizada por via terrestre, de acordo com as condições das estradas. Caminhões de órgãos estaduais e federais fazem a entrega de mantimentos e medicamentos às populações. Conforme a Defesa Civil neste domingo (30), a principal necessidade neste momento são colchões, lençóis e travesseiros.

Segundo orientações do capitão Edir da Defesa Civil, é preferível que as doações sejam realizadas em dinheiro, por meio das contas bancárias disponíveis, para que o órgão compre este material. Caso contrário, a indicação é que os donativos sejam entregues na Defesa Civil Municipal.

As contas bancárias são:

Banco SICOOB/SC – 756 – agência 1005, conta corrente 2008-7;
Caixa Econômica Federal – agência 1877, operação 006, conta 80.000-8;
Banco do Brasil – agência 3582-3, conta corrente 80.000-7
Besc – agência 068-0, conta corrente 80.000-0;
Bradesco S/A – 237 – agência 0348-4, conta corrente 160.000-1;
Itaú S/A – 341 – agência 0289, conta corrente 69971-2;
Sicredi – 748 – agência 2603, conta corrente 3500-9;
Santander – 033 – agência 1227, conta corrente 430000052

O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ 04.426.883/0001-57. A Defesa Civil de SC alerta sobre ação de golpistas pela internet. A Defesa Civil não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio.

Resumo do Desastre atualizado às 09:30 do dia 30 Nov 08.

Registro de 78.707 desalojados e desabrigados, sendo 27.410 desabrigados e 51.297 desalojados. São 110 ÓBITOS e 19 desaparecidos confirmados e mais 1.500.000 afetados.
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Sistema poderá prever com antecedência nível do rio

Epagri/Ciram testa sistema que prevê inundações com três dias de antecedência

Fonte: Assessoria de Comunicação Epagri/Ciram

Santa Catarina já tem operando em modo piloto na bacia do Rio Araranguá um sistema de monitoramento que possibilita prever com três dias de antecedência o nível do rio. Ou seja, as enchentes poderiam ser previstas três dias antes, possibilitando a emissão de alertas em tempo hábil para que autoridades e moradores tomassem as providências necessárias para evitar mortes e maiores prejuízos.

O projeto, denominado “Modelagem Hidrológica na Bacia do Araranguá” é desenvolvido pelo Recursos Hídricos da Epagri/Ciram. Ele será apresentado pelo coordenador do setor, Gerson Conceição, na próxima quinta-feira (4 de dezembro) a pesquisadores do Brasil inteiro durante curso promovido no Rio de Janeiro pela Sociedade Brasileira de Meteorologia (SBMET) com apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

O sistema consiste em um software produzido pela uma organização de agricultores dos Estados Unidos que combina uma série de variáveis para prever o comportamento de rios. Para fazer tal previsão é preciso que o programa esteja alimentado com diversas informações, como as condições de uso e ocupação do solo, relevo do terreno, tipo de solo e dados climatológicos. Depois começam os testes até que o sistema passe a reproduzir parcialmente a realidade.

Também é necessário contar com uma rede de estações hidrológicas que possa alimentar o sistema com as informações coletadas diariamente. Só na bacia do Araranguá a Epagri/Ciram conta com 35 unidades destas estações, que foram construídas com tecnologia desenvolvida na própria empresa.

A relação entre o índice de chuvas e as cheias dos rios não é tão simples como se pode imaginar. Gerson Conceição explica que além das chuvas, a vazão do rio é influenciada por outros fatores, entre eles o tipo e o uso que é dado ao solo nas regiões ribeirinhas. O que o sistema faz é combinar todas essas variáveis de forma a montar um modelo do comportamento esperado do rio nas diversas situações climáticas.

Além de possibilitar a emissão de alertas para cheias com mais precisão, o sistema traz a grande vantagem de possibilitar o planejamento de gestão ambiental. Ou seja, vai permitir aos pesquisadores conhecer que tipo de uso e ocupação deve ser dada ao solo para evitar as enchentes e, conseqüentemente, tragédias como a que assolou o estado de Santa Catarina.
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