20 de fevereiro de 2010

Você conhece a espuma que mata?

É uma tecnologia sinistra, mas necessária, criada para eliminar rapidamente grandes plantéis – mais precisamente, 1.000 aves por minuto – e preservar as condições sanitárias de toda a cadeia produtiva. “Esperamos nunca precisar usar”, declarou o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila, ao apresentar aos técnicos, produtores e empresários a máquina de espuma (*) fabricada nos Estados Unidos cuja finalidade é eliminar lotes de aves de forma operacionalmente rápida, biologicamente segura e gerencialmente eficaz.

espumovel

É a primeira do país e sua demonstração exigiu o pedagógico sacrifício de 400 frangos na propriedade rural de Valdir Schoulten, no município de Arabutã.

“O maior patrimônio da cadeia industrial avícola de Santa Catarina, considerada a mais avançada do país, é seu status sanitário”, assevera Ávila, ao enfatizar que a aquisição do equipamento foi motivada pela consciência preservacionista. Nesse aspecto essencial reside a importância em adquirir e incorporar um equipamento de proteção e controle sanitário inédito no Brasil e de tecnologia avançada.

Criar uma estrutura operacional e logística para o extermínio rápido de grandes plantéis de aves, em eventuais casos de ocorrências sanitárias, é uma exigência do plano de emergência avícola que todos os Estados devem ter. Trata-se de um cenário hipotético que deve ser imaginado como possível para que todas as ações de intervenção, correção e controle sejam previstas e estruturadas. Assim, se ocorrer, a cadeia produtiva estará equipada para reagir com rapidez e eficiência.

espumavanca

É uma questão vital de prevenção, explica o coordenador do comitê de sanidade avícolas da ACAV, médico veterinário Paulo Roberto Pelissaro. Os elos da cadeia produtiva – criadores, indústrias, técnicos – preparam-se para um evento, trabalhando intensamente para que ele, na realidade, jamais aconteça.

A iniciativa da ACAV, pioneira no Brasil, foi elogiada pelo Ministério da Agricultura, pelas indústrias e pelos produtores rurais. O superintendente federal Francisco Van de Casteele disse que se trata de uma avançada ferramenta, extremamente útil dentro do plano de emergência avícola. O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de SC, Osório Dall Bello, classificou a preservação do status sanitário da cadeia avícola brasileira “uma questão de segurança nacional” em razão de sua expressão econômica e social.

Os avicultores aprovam a medida da ACAV, assegura o presidente do Sindicato dos Criadores de Aves de SC (Sincravesc), Valdemar Kovaleski.

A iniciativa da ACAV, instituição que reúne os principais conglomerados agroindustriais de aves, é colocar em ação esse moderno equipamento nos casos em que a eliminação total de plantéis de aves torna-se imperiosa para garantir a sanidade do setor.

O equipamento, que custou cerca de 200 mil reais, funciona sobre uma plataforma móvel, podendo ser deslocado em um caminhão ou puxado por reboque. Sua finalidade é eliminar lotes de aves de forma rápida, eficaz e segura. Emprega uma tecnologia que combina água com um composto de alta capacidade espuminógena.

espumata

Para entrar em funcionamento, após constatada a ocorrência sanitária, o conjunto (montado sobre pneus e deslocado por tração de caminhonete ou caminhão) é conduzido até a porta do criatório de aves. Um dispositivo aspersor acoplado à máquina e montado sobre rodas é removido e deslocado até a extremidade oposta do interior do criatório. Quando acionado, começa a aspergir uma espuma densa com altura regulável de até um metro. A espuma precisa estar 30 centímetros acima da cabeça dos frangos ou perus.

À medida que emite espuma no ambiente, o dispositivo vai se movendo em direção ao conjunto principal, ao qual está ligado por uma mangueira que serve como tração e duto para água e outros elementos que formam a espuma atóxica e biodegradável.

A espuma, em razão do tamanho de suas moléculas, impede a troca de gases pelas aves, que morrem asfixiadas, porém sem sofrimento. Em apenas 15 minutos, a máquina elimina 15.000 frangos alojados em um aviário padrão de 100 metros de comprimento por 12 de largura. Em 30 minutos elimina 30.000 aves em um grande aviário.

A máquina de espuma permanecerá baseada na cidade de Concórdia, especificamente na unidade industrial da Sadia, mas, estará disponível para uso em qualquer município do Estado de Santa Catarina. Em três a cinco horas será possível deslocar-se para qualquer ponto do território barriga-verde para ser utilizado em situações em que houver a necessidade de eliminação de aves em grande quantidade, controlando evento sanitário ou epizootécnico.

O equipamento não combate nenhuma patologia em particular, mas, entrará imediatamente em operação quando houver necessidade de controle sanitário.

O diretor executivo da ACAV, Ricardo Gouvêa, explica que a gigantesca dimensão da cadeia produtiva catarinense – a segunda maior do país – torna necessário esse equipamento. Santa Catarina abate cerca de 700 milhões de aves por ano, criadas por 10 mil avicultores, a maioria no sistema de integração agroindustrial.

– “Se houver necessidade de eliminar alguns plantéis por motivos sanitários, estaremos lidando com milhares e, talvez, milhões de frangos que seriam abatidos nos próprios estabelecimentos rurais. Isso não pode ocorrer de modo manual e improvisado, mas de forma científica e industrial”, explica Gouvêa.

A preocupação máxima da Associação Catarinense de Avicultura é o absoluto controle sanitário em face da importância econômica, social e humana da avicultura catarinense. O Estado produz 1,4 milhão de toneladas de carne, das quais exporta 850 mil toneladas e obtém divisas da ordem de 1 bilhão de dólares ao ano. Emprega diretamente 35 mil pessoas e, indiretamente, 80 mil trabalhadores.

(*) máquina de espuma AVI – FOAMGUARD ST3, fabricante KIFCO

Texto e fotos por: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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18 de fevereiro de 2010

O primeiro beijo é determinante?

O beijo é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente em uma pessoa. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual. Beijar é uma das coisas mais gostosas, mas você só vai curtir ao máximo esse momento se estiver sensível a todos os sentidos envolvidos no beijo. O primeiro beijo é algo muito particular e vai depender de vários fatores: sua personalidade, conhecer alguém interessante e acontecer uma situação favorável. Não adianta marcar hora e lugar, o beijo vai acontecer de uma forma natural.

Agora um estudo norte-americano publicado na revista científica Evolutionary Psychology, que analisou reações e percepções de mais de mil pessoas sobre o beijo, 59% dos homens e 66% das mulheres afirmaram que, após o primeiro beijo, já perderam o interesse por alguém quem se sentiam atraídos anteriormente. Para os pesquisadores da Universidade de Oklahoma (Texas), isso ocorre porque é durante obeijo1 beijo que sentimos se há ou não afinidade corporal e afetiva com o outro e, quando ele não agrada, é sinal de que a intimidade entre o casal não vai acontecer.


Outro aspecto apontado pelos pesquisadores é que o beijo tem pesos diferentes para homens e mulheres e estes são fundamentais para o sucesso da relação. Para a ala masculina, o beijo é uma ferramenta primordial para aumentar a possibilidade de envolvimento em uma relação sexual. Já para elas, ele funciona como forma de avaliar algumas habilidades do parceiro como o hálito e o gosto de suas bocas. Além disso, elas consideram a aparência dos dentes como uma das principais variáveis analisadas para tomar a decisão de beijar alguém.

O estudo aponta ainda que, após certo tempo de relação, o beijo perde a importância para os homens e que há ainda uma diferença no tipo de beijo preferido por homens e mulheres. Os homens declararam preferir beijos mais molhados e com mais contato de língua.

Segundo o estudo, o resultado é uma decorrência da menor capacidade de os homens de detecção químico-sensorial em relação às mulheres, necessitando assim de uma maior quantidade de saliva para fazer sua avaliação da parceira.
Além disso, os pesquisadores consideram que a troca salivar poderia ter uma função biológica de transportar substâncias, como hormônios ou proteínas, nas bocas das mulheres para tentar influenciar sua propensão à relação sexual.

Fonte: Site Minha Vida

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16 de fevereiro de 2010

Saiba o que é e como funciona uma intervenção federal

Na última quinta-feira (11/2), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou ao Supremo um pedido de intervenção federal em relação ao Distrito Federal por conta do esquema de corrupção que envolve o governador do estado, José Roberto Arruda, preso por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

Para esclarecer o que é uma intervenção federal, quem pode requerê-la e onde ela deve ser ajuizada, o canal oficial do Supremo Tribunal Federal no YouTube disponibilizou um vídeo em que o ministro aposentado do STF Carlos Velloso explica tudo sobre o pedido de intervenção federal. Além disso, Velloso  informa quais elementos devem estar presentes para que essa excepcionalidade possa ser solicitada, quem determina a intervenção federal e o que acontece com a unidade da federação que sofre uma intervenção.

Veja o vídeo:

Fonte: Supremo Tribunal Federal

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14 de fevereiro de 2010

Aids é mais feminina e gay

Os números mais recentes da aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual. Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.


Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexcamizinhaualidade, são algumas dessas razões.

No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.


Como uma resposta a essa realidade, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulhres fará uma campanha publicitária por ocasião do carnaval, com mensagens dirigidas para esse público. Pela primeira vez, a ação terá dois momentos. No primeiro, veiculado uma semana antes dos dias de folia, as peças tratam do uso da camisinha. Na semana seguinte ao carnaval, outros materiais falarão sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV quando se viveu alguma situação de risco.

Para incentivar o uso do preservativo entre os jovens de 16 a 24 anos, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou a Campanha de Prevenção e Enfrentamento da Aids no Carnaval 2010, no sábado, dia 6, na Vila Olímpica da Mangueira, no Rio de Janeiro. Com o slogan "Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre." e tendo como garoto-propaganda um preservativo com a voz da atriz Luana Piovanni, a idéia é estimular o sexo seguro e diminuir as taxas de infecção, principalmente, entre as meninas e homens gays dessa faixa etária durante a folia que invade o país. No Carnaval 2010, serão distribuídos gratuitamente 55 milhões de preservativos em todo o Brasil.


“A campanha usa mensagem bem didática, para mostrar que o preservativo é uma maneira importante eficaz e segura de impedir a transmissão desta e de outras doenças sexualmente transmissíveis e também evitar uma gravidez indesejada. Principalmente no carnaval, onde lidamos com esta questão: uma mistura de desejo e brincadeira”, ressaltou o Ministro, lembrando que pela primeira vez a campanha também falará sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV.
Esta etapa será veiculada a partir de Quarta-feira de Cinzas, e focada no público que não usou camisinha durante os festejos e que poderá recorrer ao teste anti-HIV. “É um teste rápido disponível para quem quiser fazer. Está garantida a confidencialidade e a preservação da individualidade. O principal objetivo é possibilitar que a pessoa saiba se está contaminada e como se deve tratar”, esclareceu Temporão.

Conheça o site da campanha: www.usesempre.com.br

Fonte: Portal da Saúde

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Simples Rural pode ser a salvação para o campo

A proposta de criação do “Simples Rural”, um sistema jurídico-tributário para simplificar as relações no setor primário da economia e racionalizar a carga de impostos, é defendida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). “Essa alternativa pode ser a salvação do campo”, prevê o presidente José Zeferino Pedrozo.

A proposta está sendo analisada pelo grupo de trabalho que está estudando uma reformulação da política agrícola brasileira e deve apresentar, até maio, uma visão geral do que foi previamente apelidado de “Simples Rural”. O grupo é formado por representantes dos produtores rurais, Bancos, indústrias e governo e pretende com a medida dar maior transparência às informações do setor produtivo nacional, ao migrar a estrutura familiar das propriedades rurais para uma estrutura empresarial.lavouras

Na prática, a idéia é transformar as propriedades rurais em empresa, para que elas possam oferecer dados possíveis de serem fiscalizados sobre sua atividade. Pedrozo lembra que o governo já teve uma experiência positiva com o Simples, que trouxe para a legalidade muitas empresas de pequeno porte e poderia ser aplicada para o agronegócio.

Pedrozo é otimista e acredita que a transformação das propriedades rurais em empresas permitiria encontrar soluções para o endividamento do setor produtivo. Em sua avaliação, a mudança permitiria que o agente que fosse financiar o plantio de uma safra, por exemplo, tivesse uma visão geral da atividade. Pelo sistema atual, as operações de financiamento são individualizadas, ou seja, um mesmo produtor pode pegar financiamento oficial do governo, emitir uma Cédula de Produto Rural (CPR) junto a uma trading e ainda comprar alguns insumos com uma revenda.

A Faesc atribui o endividamento das classes produtoras rurais a atual estrutura de financiamento, apesar de ter sido viável enquanto não existia um controle inflacionário. O presidente da Faesc acha previsível que parte dos produtores ofereça alguma resistência, mas diante da falta de crédito, provocada pela crise internacional, o momento é dos mais favoráveis para a mudança: a safra que está sendo colhida já contou com uma maior participação de recursos próprios dos agricultores e tende a ficar ainda pior.

O presidente da Faesc sustenta que a proposta deve ser baseada na transparência tributária e em uma estrutura integrada de financiamento. O objetivo é evitar que, em caso de contratempos – como estiagem, ferrugem –, o setor fique endividado.

Pela proposta em estudo, os produtores passariam todos à condição de pessoa jurídica – mas até lá haveria uma transição que levaria dois ou três anos. Em troca, os agricultores seriam beneficiados com a criação de faixas com diferentes percentuais de imposto, assim como acontece hoje no Simples: conforme aumenta o faturamento, cresce o percentual recolhido.

Outras mudanças seriam decorrentes, como a alteração na periodicidade do recolhimento dos impostos. A declaração continuaria sendo feita todos os anos; o que mudaria seria o pagamento. Com isso, seria criada uma espécie de conta de débito e crédito para cada produtor. Um período maior para recolhimento favoreceria a atividade, já que os anos em que há lucro compensariam outros de prejuízo.

Outra inovação seria a integração do sistema de financiamento, que pressupõe a criação de cadastro único dos agricultores. Com isso, os recursos federais atualmente destinados ao financiamento seriam alocados para o seguro rural, deixando o crédito com os Bancos.

MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

marcos.bedin@mbcomunicacao.com.br

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