11 de fevereiro de 2011

Dono de choperia pensa que vive na Idade Média

Assim defeniu, o juiz Roberto Lepper, a atitude do proprietário de uma choperia, ao proferir a sentença que o condenou a indenizar um cliente.

O empresário Jocemir Ademir da Veiga, proprietário da choperia Zum Schlauch, em Joinville, foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais em benefício de Bruno Otto Baetchtold, agredido no interior do estabelecimento após discussão sobre uma comanda pendente de pagamento.


Segundo o autor da ação, ele já teria quitado sua conta e saía do estabelecimento quando foi interpelado pelo proprietário e mais um segurança. Bruno foi levado para as dependências da choperia e, neste momento, agredido por Jocemir, que teria batido sua cabeça contra a parede, provocando-lhe um corte no couro cabeludo.


O empresário negou tal versão. Disse que foi o próprio cliente, embriagado, que debateu-se e chocou a cabeça contra a parede até sangrar para não ter que pagar a conta de R$ 400,00. Choperia


"Além de ser deveras fantasioso pensar que alguém, mesmo sob pressão, reaja debatendo-se contra a parede com força tal que seja suficiente para se auto lesionar, tal afirmação vai de encontro ao que disseram, num só timbre, as testemunhas ouvidas" , anotou o juiz Roberto Lepper.


Até o sócio da choperia, Norton Fabrício Silva, admitiu em seu depoimento judicial que Jocemir desferiu um empurrão na região do peito de Bruno, com força suficiente para projetá-lo para trás e provocar o choque de sua cabeça contra a parede, motivo das lesões constantes no laudo pericial.


"Pode até ser que Bruno estivesse um pouco alterado em razão das bebidas alcoólicas [...]o que, por razões óbvias, sequer deveria ter causado surpresa aos administradores da casa. Contudo, o rapaz não mostrou-se reticente à solicitação do segurança, nem deu ensanchas a receber, como retribuição, a desatinada agressão perpetrada pelo destemperado Jocemir, que, pelo visto, pensa que vive na Idade Média e não num Estado Democrático de Direito" , ponderou o magistrado

Para o juiz Lepper, mesmo que Bruno estivesse saindo sem dispor de recursos para pagar a conta – conduta que caracteriza crime previsto no artigo 176 do Código Penal, fato sequer comprovado, a solução para o impasse deveria ter sido aquela que sempre está ao alcance de todos que agem dentro da lei: acionar a autoridade policial competente.


“Ao impôr-se a justiça pelas próprias mãos com o propósito de fazer valer um suposto direito, transgrediu-se a lei. Nada – absolutamente nada – justifica o comportamento hostil manifestado por Jocemir, respaldado pelo segurança do botequim”, censurou o juiz. Para o magistrado, a agressão de Bruno foi “covarde” e “despropositada” e, com certeza, custou-lhe bem mais que o sangramento na cabeça.

O fato de ter sido agredido frente a amigos e demais freqüentadores da choperia , acrescentou, já justificaria a reparação moral. “Ser enxovalhado, tachado de caloteiro  e, ainda agredido publicamente, é algo que desestrutura a psique de qualquer ser humano. O episódio dificilmente será esquecido por quem vivenciou situação tão humilhante", encerrou o juiz. Em paralelo, tramita na Comarca de Joinville ação criminal em função das lesões corporais sofridas por Baechtold. (Autos nº 038.06.058303-4/038.06.051652-3)

Fonte: TJSC

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10 de fevereiro de 2011

Varal de cortina, a vingança maligna

Ela passou o primeiro dia empacotando todos os seus pertences em caixas, engradados e malas. No segundo dia, ela chamou os homens da transportadora que levaram a mudança.

No terceiro dia, ela se sentou pela última vez na bela mesa da sala de jantar, à luz de velas, pôs uma música suave e se deliciou com uns camarões, um pote de caviar e uma garrafa de Chardonnay.

Quando terminou, foi a cada um dos aposentos e colocou alguns pedaços de casca de camarão, besuntados com caviar, nas cavidades dos varais das cortinas. Depois ela limpou a cozinha e se foi.

Quando o marido retornou com a nova namorada, tudo estava um brinco nos primeiros dias. Depois, pouco a pouco, a casa começou a feder. Eles tentaram de tudo: limpando, lavando e arejando a casa. Todas as aberturas de ventilação foram verificadas à procura de possíveis ratos mortos e os tapetes foram limpos com vapor.Varal


Desodorantes de ar e ambiente foram pendurados em todos os lugares. A empresa de combate a insetos foi chamada para colocar gás em todos os encanamentos, durante alguns dias, durante os quais tiverem de sair da casa, e no fim ainda tiveram de pagar para substituir o caríssimo carpete de lã. Nada funcionou. As pessoas pararam de visitá-los. Os funcionários das empresas de consertos se recusavam a trabalhar na casa.. A empregada se demitiu..

Finalmente, eles não suportavam mais o fedor e decidiram se mudar. Um mês depois, apesar de terem reduzido o valor da casa em 50%, eles não conseguiram um comprador para a casa fedorenta. A notícia se espalhava e nem mesmo corretores de imóveis locais retornavam as ligações. Então, eles tiveram de fazer um grande empréstimo no banco para comprar uma casa nova.

Então a ex-esposa ligou para o marido e perguntou como andavam as coisas. Ele disse a ela o martírio da casa podre. Ela escutou pacientemente e disse que sentia muitas saudades da casa antiga e que estaria disposta a reduzir a parte que lhe caberia do acordo de separação dos bens em troca pela casa.

Sabendo que a ex-mulher não tinha idéia de como estava o fedor, ele concordou com um preço que era cerca de 1/10 do que valeria a casa. Mas só, se ela assinasse os papéis naquele dia mesmo. Ela concordou e em menos de uma hora, os advogados deles entregavam os documentos.

Uma semana depois, o homem e sua namorada assistiam, com um sorriso malicioso, os homens da mudança empacotando tudo para levar para a sua nova casa... incluindo os varais das cortinas.

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9 de fevereiro de 2011

Você já conhece o barrigudinho?

Ainda não? Pois agora você vai conhecer. Ele é chamado também de buchudinho, lebiste, guarú-guarú ou guppy. É  rústico e resiste à variações no ambiente; além disso, reproduz muito rápido, o que facilita a sua disseminação e sobrevivência.

Na verdade é um peixe muito comum no Brasil, que conta com mais de três dúzias de espécies. E o mais importante é que ele ajuda a combater à dengue. Por isto a Embrapa Meio-Norte lançou a cartilha “O barrigudinho na batalha contra a dengue”.RCUI210

Os peixes dessa espécie se alimentam das larvas de mosquitos, o que contribui para a redução do inseto, principalmente nas fases de vida aquática. A adoção dos peixes no programa de combate à dengue reduz o risco de infecção da população, além de diminuir o uso de inseticidas.


A cartilha, organizada pelo pesquisador Luiz Carlos Guilherme e pela analista Dione Cavalcante Costa, é uma das ferramentas do Programa Embrapa e Escola, por meio do Projeto Reestruturação do Programa Embrapa e Escola na Embrapa Meio-Norte, que prevê ações educativas que visam oferecer orientação a estudantes do Ensino Fundamental e Médio sobre a importância da ciência e tecnologia no desenvolvimento sustentável e na preservação dos recursos naturais.


De acordo com os autores, a cartilha, por meio da educação ambiental, tem como objetivo, promover a conscientização ecológica baseada na mudança de atitudes e na adoção de posturas novas perante o meio ambiente, e consequentemente, contribuir para a formação de adultos responsáveis.cartBarrigudinho


Com isso, a educação de crianças sobre o papel do barrigudinho facilita o engajamento delas nas ações de cidadania, tornando-as mais conscientes quanto à necessidade da participação de todos no controle das condições que favorecem a multiplicação dos agentes causadores de doenças. Nesse sentido, a cartilha atua como uma ferramenta educativa e auxilia professores e agentes de zoonose na conscientização das crianças sobre a dengue e a importância do papel de cada um no seu controle.


A cartilha, que tem tiragem de 4 mil exemplares, foi criada pelas crianças Tiago Guilherme Faria e Júlia Guilherme Faria e adaptada pelos organizadores. A publicação pode ser adquirida na Embrapa Meio-Norte, em Teresina, com a analista Dione Cavalcante Costa, pelo telefone (86) 3089-9101 ou pelo endereço eletrônico dione@cpamn.embrapa.br<mailto:dione@cpamn.embrapa.br>.

Para informações sobre o Projeto Dengoso, entrar em contato com o pesquisador Luiz Carlos Guilherme pelo endereço eletrônicoguilherme@cpamn.embrapa.br<mailto:Guilherme@cpamn.embrapa.br> ou pelo telefone (86) 3315-1202.

Fonte: Embrapa

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8 de fevereiro de 2011

Mochilas: Tirem este peso das costas dos estudantes

Fevereiro é o mês da volta às aulas. Materiais escolares novos, cadernos bonitos, a saudade dos colegas e as inúmeras histórias de férias para contar. Porém, geralmente um problema passa despercebido: o peso das mochilas com tantos objetos para carregar.

Com o tempo, as consequências aparecem. O excesso de peso em mochilas afeta a coluna vertebral, provoca dores nas costas e induz a má postura e agravamento dos desvios da coluna, que podem ser do tipo cifose, lordose ou escoliose. O alerta é do médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann, diretor da Clínica Reichmann, de Chapecó, especializada em ortopedia e traumatologia, videoartroscopia de ombro, joelho e quadril.

Muitas vezes, as crianças nem percebem o enorme esforço para carregar mochilas tão pesadas. Cabe aos pais orientar os filhos e fornecer mochilas com rodinhas, sempre que possível.“A responsabilidade não é apenas da família, mas também da escola”, acrescenta Reichmann. As escolas também devem disponibilizar armários, diminuir o máximo possível o peso das mochilas, criando um sistema tal que os livros pesados fiquem nas próprias salas de aula.Peso das mochilas afeta a coluna e provoca dores nas costas

Reichmann assinala que a prática clínica permite constatar que 40% dos estudantes reclamam do excesso de peso e sofrem com dores nas costas e nos ombros. Explica que o peso da mochila não deve superar a 8% do peso corporal do aluno.

Alguns estudantes, principalmente crianças, colocam a mochila nas costas e passam grande parte do tempo com ela, muitas vezes até depois do turno da aula, em brincadeiras. Essa prática é prejudicial à saúde. O médico orienta que o uso da mochila deve ser no menor tempo possível. “Jamais deve-se brincar com ela, pois sobrecarrega a coluna vertebral. Além disso, a mochila deve ser usada sempre no alto das costas e não no meio ou embaixo” explica.

Os problemas causados pelo excesso não afetam somente jovens estudantes, mas adultos e idosos também podem sofrer com o uso de mochilas pesadas demais. Nesses casos, as dores etendinites nos ombros acompanham as dores nas costas. As mochilas tipo carteiro, que os estudantes usam somente num lado do ombro, são mais prejudiciais ainda, pois desequilibram a musculatura de um lado do corpo em relação ao outro.

A solução desse problema passa por várias providências: diminuir o peso dentro da mochila, ginástica especializada para corrigir má postura, mochilas com rodinhas, armários escolares para colocar materiais volumosos e pesados, etc.

 

Texto e Foto: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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7 de fevereiro de 2011

Você sabe qual a doença infecciosa que mais mata no mundo?

Dados divulgados em  2010, alertam que 9,4 milhões de pessoas, em todo mundo, tinham a doença em 2008. Só no Brasil, 73 mil casos foram notificados no mesmo ano. É uma doença causada por uma bactéria (germe) que se espalha pelo ar, em geral quando alguém que sofre dessa doença tosse ou espirra.


Se você não sabia, ainda é a tuberculose, a doença infecciosa que mais mata no mundo. Qualquer pessoa pode ser infectada pelos bacilos da tuberculose, porém as que são HIV positivas correm risco maior de contrair a doença. Embora a tuberculose possa ocorrer em qualquer lugar do corpo, apenas a tuberculose pulmonar e da garganta são contagiosas e as mais fatais.


Apesar dos medicamentos serem adquiridos de forma gratuita no Brasil, os cerca de seis meses de cuidados, além dos efeitos colaterais causados pela medicação, faz com que muitas pessoas interrompam o tratamento. Mas uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Santa Catarina desde 2007 estuda uma nova maneira de tratar a tuberculose e pode reduzir o quadro de desistência durante esse processo.
Os estudos se concentram em uma das enzimas que a Mycobaterium tuberculosis libera dentro da célula humana, chamada de PtpA. Sem a liberação dessa enzima, a bactéria que causa a doença não consegue se desenvolver no corpo humano e acaba morrendo. Enquanto a maioria das pesquisas estuda novos antibióticos para matar a bactéria, um grupo da UFSC preocupou-se em encontrar e estudar compostos químicos que atuam como inibidores da enzima PtpA.



“Os antibióticos usados atualmente no combate à doença são tóxicos e o tratamento com eles muito longo. Vimos nos inibidores um potencial tratamento para a tuberculose”, explica o professor do Departamento de Bioquímica da UFSC e coordenador do Centro de Biologia Molecular Estrutural (Cebime), Hernán Terenzi. O trabalho é desenvolvido em colaboração com os professores Rosendo Yunes e Ricardo Nunes (Departamento de Química da UFSC), Javier Vernal (Cebime), pós-doutorandos, alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica. Já foram testados mais de 200 potenciais inibidores.


Realizados a partir da técnica de ensaio in vitro, os experimentos indicam que cinco inibidores reagiram muito bem quando em contato com a enzima liberada porMycobacterium tuberculosis. Em 2008, os resultados sobre os mais apropriados foram divulgados na revista científica Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. Mas o melhor ainda estava por vir.
Em 2009, a equipe composta por profissionais das áreas de Bioquímica e Química da UFSC entrou em contato com o pesquisador Yossef Av-Gay, do Canadá. Conhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre o bacilo que causa a tuberculose, Av-Gay havia descoberto onde e como a enzima PtpA atua nos macrófagos, um tipo de célula que defende o corpo humano de organismos estranhos.


O contato entre os pesquisadores foi promissor. Pela primeira vez foram estudados inibidores para a PtpA e o professor canadense se interessou pela parceria. Yossef Av-Gay cultivava em laboratório os macrófagos e testou a reação deles com os inibidores indicados pelos brasileiros. A cooperação foi uma alternativa às condições de testes no Brasil.


A segunda etapa de experimentos rendeu outro artigo, publicado em abril de 2010 na revista Bioorganic & Medicinal Chemistry Os estudos focaram a produção de um modelo para a estrutura da enzima em contato com os inibidores, a fim de entender como o inibidor reage quimicamente com essa proteína liberada pela bactéria. O artigo também aborda o tempo de reação desses compostos químicos. O inibidor mais eficiente no combate ao bacilo matou, em três dias, quase a totalidade das bactérias nos macrófagos humanos.


Agora, o grupo está analisando detalhadamente a ligação entre inibidor e enzima para estudar mais a fundo suas interações. No artigo a equipe destaca os resultados positivos, que podem beneficiar, no futuro, o mundo inteiro: “Esses inibidores são facilmente obtidos, a baixo custo, têm estrutura simples e podem representar um potencial terapêutico no combate a tuberculose”, comemora o professor Terenzi.


Mais informações com o professor Hernán Terenzi, e-mail: Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher. / (48) 3721-9589
Por Cláudia Mebs / Bolsista de Jornalismo na Agecom
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