11 de junho de 2013

A eficiência da Osteopatia no tratamento de hérnias de disco

O uso da osteopatia para tratar pacientes com hérnia de disco apresenta resultados significativos e pode evitar a cirurgia em boa parte dos casos. O tratamento consiste na correção dos corpos vertebrais e no seu desbloqueamento, provocando maior mobilidade e descomprimindo a coluna vertebral, o que consequentemente, diminui os sintomas.

Além de evitar a cirurgia e as complicações, que muitas vezes, a técnica permite reduzir os custos e o tempo de recuperação. “Os casos clínicos em que atendo, apresentam resultados positivos e, além de tratar hérnias discais, a técnica pode ser utilizada na redução de outros tipos de dores severas”, ressalta o fisioterapeuta Osteopata da Clínica Reichmann de Chapecó, Edson Bramati.Herniadisco

A hérnia discal é uma patologia do disco intervertebral, que está situado entre duas vértebras e funciona como "amortecedor", mantendo as vértebras unidas e possibilitando o movimento. É formado por um núcleo fluído (pulposo) e a "carapaça" externa (anel fibroso).

Bramati explica que a hérnia discal é a "rotura" do anel com saída do conteúdo (o núcleo) para o exterior. O núcleo, ao sair, pode causar compressão das estruturas neurológicas como, por exemplo, a raiz nervosa ou ainda provocar inflamação. “A deformação do anel sem rotura é uma protusão menos grave”, salienta Bramati.

As hérnias lombares são as mais frequentes. Podem causar dor ciática verdadeira (uma dor que se entende da nádega ao pé), lombalgia (dor nas costas), compressão do nervo femoral (dor até o joelho) e compressão do nervo obturatório (dor até a nádega). As hérnias cervicais vêm logo em seguida, causando cervicobraquialgia (uma dor que se estende do ombro à mão). Em ambas, nos casos mais graves, pode haver parestesias (dormência) e perda de força muscular.

A importância do tratamento consiste em desbloquear e descomprimir (técnicas de tração, descompressão discal), ou seja, fazer correção da coluna vertebral, em toda a lesão muscular, trabalhando e tratando as chamadas cadeias lesionais de compensação que, geralmente, levam os pacientes a desenvolverem problemas desta natureza. Também é fundamental indicar alguns exercícios para a reeducação postural para evitar recaídas. “Temos que ver o paciente como um todo e, é isso, que procuramos com o tratamento osteopático”, finaliza Bramati.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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