5 de outubro de 2011

Em outubro, Santa Catarina é só festas

No mês de outubro, Santa Catarina transforma-se no melhor e mais animado destino turístico do País. Em diferentes cidades do Estado acontecem dezenas de festas típicas de grande e médio porte, que chegam a reunir mais de dois milhões de pessoas. São as chamadas “Oktoberfestas”, onde a dança, a música, a comida típica e o chope, resgatam as tradições herdadas dos imigrantes alemães, italianos, portugueses, açorianos, austríacos, entre outras etnias, que formaram a base do povo catarinense.


Tudo começou com a Oktoberfest de Blumenau, cidade fundada em 1850 no Vale do Rio Itajaí-Açú, com o propósito de levantar o ânimo de seus moradores abalados por duas grandes enchentes em 1983 e 1984. Depois de três edições, a  festa estava consolidada e a partir de 1987 ganhou a simpatia nacional, passando a receber, em média, 750 mil visitantes a cada edição. Seu sucesso foi o ponto de partida para a criação de outros eventos do gênero em cidades próximas, que pela sua organização e interesse despertado na população local e nos turistas, permitiram consolidar um verdadeiro “Circuito de Festas” na Santa e Bela Catarina.festas outubro 2011

Não é difícil fazer todo o circuito. Em uma semana é possível visitar boa parte das festas, principalmente porque as distâncias entre as cidades sedes são pequenas, oscilando entre no máximo 170km e no mínimo 35km de via rodoviária, entre as que se situam próximas do litoral.

É o caso de Blumenau, sede da Oktoberfest; de Brusque, com a Fenarreco; de Itajaí, com a Marejada; de Jaraguá do Sul, com a Schützenfest e a Festa do Imigrante de Timbó. Mais para o interior acontece a Tirolerfest , em Treze Tílias e no norte do Estado a Oberlandfest em Rio Negrinho. A Oktoberfest, em Itapiranga,  se realiza próximo da divisa com a Argentina. Já na Capital, Florianópolis, ocorre a Fenaostra e no Sul de Santa Catarina, em Forquilhinha, festeja-se a Heimatfest (Festa das Origens).

Confira aqui o calendário das festas

Fonte: Santur

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2 de outubro de 2011

Desabafo

Um caixa de supermercado diz a uma senhora idosa que está passando suas compras:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que as sacolas de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.CaixaSuper

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou um rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protege-lo, não plástico bolha ou pallets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisávamos ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lamina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Recebido por e-mail.

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