6 de fevereiro de 2010

Aceita-se Sampaio

O açougue do Silvestre, a loja de material de construção Vai-lá, o mercadinho do Cícero, o sacolão da Adelia, a barraca de frutas e doces do Seu José e a lanchonete Salgados 0,50 - onde tudo custa cinquenta centavos, evidentemente, - são alguns dos mais de 20 estabelecimentos que já aceitam o Sampaio.

Na parede do açougue, logo acima dos adesivos da MasterCard e da Visa , pode-se ler: aceita-se Sampaio. Não se trata de uma nova bandeira de cartão de crédito. É apenas o nome da moeda social que circula no bairro Jardim Maria Sampaio, na periferia de São Paulo. "Não precisamos pagar nenhuma taxa e ainda ajudamos a desenvolver a economia da região", orgulha-se Silvestre Rodrigues de Oliveira, dono do estabelecimento e morador do bairro há quase 40 anos.

Com pouco mais de seis meses de vida, o Sampaio, que estampa no verso figuras como o educador Paulo Freire e a líder comunitária local Dandara, é emitido pelo banco comunitário União Sampaio, criado pelos moradores da comunidade com a ajuda de organizações não governamentais.BancoSampaio

O bairro é pobre e estimativas apontam que um terço da população dessa região, pertencente à subprefeitura de Campo Limpo, sudoeste de São Paulo, more em favelas. Silvestre tem uma vida um pouco mais confortável. Mudou-se para lá com o pai aos nove anos de idade para trabalhar em uma olaria - onde hoje funciona a escola. Aos 12 começou num açougue e aos 14 se tornou o proprietário. Trabalha sozinho desde a morte do pai. "Para contratar um funcionário teria um custo de mais de R$ 1 mil por mês e eu não tiro isso limpo aqui no açougue", diz.

Ele é quem mais recebe o Sampaio. Não é muito. Cerca de R$ 200 por semana. Mas o estabelecimento é uma espécie de destino final das notas. Os comerciantes recebem o dinheiro em suas lojas e usam para compras na padaria, no mercadinho, na farmácia ou nos outros estabelecimentos do bairro que aceitam a moeda. "O dinheiro fica circulando, mas no fim todos vêm comprar carne aqui comigo. Daí uso o dinheiro para pagar minhas duplicatas no próprio banco", conta Silvestre.

Ele consegue pagar suas contas porque o União Sampaio funciona também como um correspondente bancário do Banco do Brasil e é a única agência das imediações - a mais próxima fica no bairro vizinho, Campo Limpo. As similaridades com um banco tradicional, no entanto, terminam aqui.

O ciclo da moeda social, por exemplo, começa sempre com um empréstimo para moradores da região, entre 200 e 300 sampaios, feito a juro zero, algo impensável no sistema financeiro tradicional - há uma taxa de administração fixa de 1%. Quando o morador paga a dívida, já em reais, um novo empréstimo é feito, sempre mantendo-se o mesmo lastro, de R$ 2 mil - como não há depósitos à vista, não existe a figura do multiplicador bancário, que caracteriza os bancos comerciais.

A aparência também não lembra um banco comum. Não há portas giratórias, nem segurança armado. Em uma pequena sala de pouco mais de 6 metros quadrados , nos fundos da ONG União Popular de Mulheres, funciona a sede e a única agência do União Sampaio. À direita, uma espécie de guichê, com a maquininha leitora de cartão que faz às vezes do caixa do banco. No comando, Edmílson do Nascimento. "Chego a atender 20 pessoas por dia", diz.

Dentro da agência, uma mesa para as reuniões do comitê de crédito, responsável pela aprovação dos empréstimos, e um computador - recheado de software livre - onde fica Rafael Orlandi Mesquita, o Rafa, espécie de gerente. Um enorme mapa da região - feito à mão - adorna a parede e ressalta os estabelecimentos que ainda não aceitam a moeda e merecem uma visita. Sempre na rua, Maria do Socorro Silva, a agente de crédito, é responsável pela análise dos potenciais clientes.

Hoje são 51 instituições como a União Sampaio espalhadas pelo país e que movimentam mais de R$ 1,5 milhão, diz Antônio Haroldo Pinheiro Mendonça, da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego. A maioria está no Nordeste e cada comunidade mantém cerca de R$ 30 mil em lastro, dinheiro esse que vem, geralmente, de doações. As notas sociais são numeradas e têm sistemas de segurança para evitar falsificações.

O número de instituições avança, mas o começo não é nada fácil. "No dia da inauguração, a agência não estava pronta, porque o pedreiro atrasou a obra. As notas também demoraram dois meses para chegar, mas conseguimos inaugurar mesmo assim", conta Rebeca Regatieri, da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade de São Paulo (USP) e uma das responsáveis pela implantação do banco junto com Ana Gabriela Moreira Pudenzi e Beatriz Rossi Corrales, também da USP.

O convênio com a universidade garantiu o apoio, o treinamento e a verba para as instalações e para o salário dos três funcionários, Edmílson, Rafa e Socorro. Mas esse acordo terminou no fim do ano passado e os três estão sem receber.

Agora, correm para tentar novas parcerias com organizações nacionais e internacionais e também tentam agilizar a concessão de microcrédito, que poderia gerar uma renda para o banco se tornar sustentável. "Esse é um projeto de longo prazo e é preciso de dois a três anos para um banco comunitário se manter sozinho", estima Rebeca, que está no último ano do curso de economia na USP.

Um banco comunitário tem duas fontes de receita. Ganha um percentual fixo por transação realizada na sua agência, como o pagamento de contas, tal qual qualquer correspondente bancário do Banco do Brasil. Mas essa receita é pequena. O maior percentual deve vir do repasse do microcrédito produtivo, com juros entre 2% e 2,5% ao mês, dos quais 1% fica com o BB, 0,5% com o Instituto Palmas - que faz a gestão dos recursos - e o restante com o banco comunitário.

As dificuldades são enormes, mas o cenário começou a mudar para os bancos comunitários. Desde o início deste ano eles passaram a ser reconhecidos oficialmente pelo Banco Central. Henrique Meirelles, presidente da autoridade monetária, assinou, no dia 4 de janeiro, um acordo de cooperação técnica com o Ministério do Trabalho e Emprego para o "estudo e acompanhamento" dessas instituições.

Esse parece ser o final feliz de uma história mais antiga, em que o relacionamento com o governo nem sempre foi assim amigável. O primeiro capítulo foi nos anos 90, em Fortaleza. Mais especificamente no Conjunto Palmeira, periferia da capital cearense. Foi lá que João Joaquim de Melo Segundo teve a ideia de montar o primeiro banco comunitário. O objetivo era conceder microcrédito para os pequenos empreendedores da comunidade e evitar que a pobreza acabasse com as poucas iniciativas do bairro.

A ideia deu tão certo que o Banco Palmas cresceu. Cresceu tanto que anos depois Joaquim, como é conhecido, pensou: "As pessoas estão prosperando, mas estão gastando tudo o que recebem fora daqui. E se a gente criasse uma moeda que só circulasse no bairro e incentivasse o consumo na região, para que a riqueza pudesse ficar na comunidade".

Assim surgiu o Palmas, a primeira moeda social do Brasil. "O bairro é pobre não porque não tem dinheiro, mas porque perde seu dinheiro, sua poupança. A moeda social tem a função de deixar o dinheiro circulando localmente", diz Joaquim. De fato, o volume de compras na comunidade pulou de R$ 1,5 milhão, em 1998, para cerca de R$ 6 milhões no ano passado, 4 vezes mais.

Não demorou para que a iniciativa chamasse atenção do Banco Central, que detém o monopólio da emissão de moeda e tascou um processo em cima de Joaquim. Foram anos de batalha até que saísse a decisão final: moeda social é uma moeda complementar, assim com o bilhete de ônibus e o vale alimentação. Desde que tenha lastro em real e seja conversível, ela não é ilegal.

Na melhor estratégia "se não pode vencer, junte-se a eles", o BC assinou a parceria com o Ministério do Trabalho, o que garantiu a legalidade e manteve a iniciativa de Joaquim. Hoje uma Oscip (organização da sociedade civil de interesse público, nome técnico das ONG), o Banco Palmas deu origem aos Instituto Palmas, que é responsável pela abertura da maioria dos bancos comunitários existentes no país, entre eles o Banco União Sampaio. É o instituto também que coordena o repasse do microcrédito produtivo orientado, desde 2005, em uma parceria com o Banco do Brasil.

Aerton Paiva, sócio da consultoria Gestão Origami, especialista em sustentabilidade para empresas, afirma que iniciativas como essa estão presentes em diversos países do mundo e não representam risco ao sistema financeiro. "Não há risco sistêmico, porque as moedas têm lastro em reais", diz.

Ele avalia ainda que essa abordagem é uma forma bastante interessante de atender as populações ainda não assistidas pelos bancos. "O sistema financeiro não é inacessível porque é caro, mas sim porque não atende às necessidades e não tem produtos adequados para essas faixas de renda", diz Paiva.

De fato, esses bancos conseguem atender a demanda local. Atuando como correspondente, os bancos comunitários oferecem até 14 serviços financeiros diferentes, como crédito, pagamento de contas, microseguros entre outros. Oferecem ainda outros serviços, como bolsa de empregos e treinamentos para a população. Mas mesmo essas instituições ainda não ganharam totalmente a confiança dos moradores e dividem opiniões.

Adelia, por exemplo, dona de um sacolão no Jardim Maria Sampaio, ofereceu certa resistência a aceitar a nova moeda. Só foi convencida pela insistência do marido. Já Raquel Rosa Gomes, dona da Perfumaria Kell, faz até campanha para que a moeda ganhe mais visibilidade. Ela estipulou que os produtos comprados com o Sampaio teriam 5% de desconto na sua loja. "Temos de devolver algo de onde tiramos nosso sustento", diz Raquel.

O Jardim Maria Sampaio fica a 20 quilômetros do centro da capital mais rica do país. Esquecido pelos governantes, o bairro marca a divisa de São Paulo com Taboão da Serra, de um lado, e com Embu, do outro. A separação é feita pelo sinuoso e bastante instável córrego Pirajuçara, que costuma alagar as páginas do jornal todo início de ano com notícias de enchente. "O piscinão não dá conta", diz Edmílson, "olha como está cheio de lixo", aponta, do alto da Avenida Augusto Barbosa Tavarez, que concentra o comércio do bairro.

Por ali, os bancos sociais dão seus primeiros passos, mas as iniciativas se acumulam pelo mundo. Um dos países com o maior número de moedas sociais é, curiosamente, a Argentina. A professora brasileira Heloisa Primavera, uma das maiores especialistas no assunto e que mora naquele país há mais de 40 anos, conta que por lá elas são bastante difundidas e chegaram a atingir quase 1 milhão de pessoas, logo após a crise que assolou o país no início da década passada.

Os chamados clubes de troca - reuniões de pessoas para fazer escambo de mercadorias - se proliferaram com a crise argentina. Estima-se que 800 mil pessoas faziam suas compras regularmente em locais alternativos naquele país.

Heloisa se diz uma consumidora dos clubes de troca - que também existem no Brasil e deram origem a muitos bancos comunitários. Bastante radical, para ela, um dos grandes problemas das sociedades e que gera a pobreza é o uso especulativo que se faz do dinheiro hoje no mundo. "A moeda deveria circular, não ser acumulada".

No Brasil também há iniciativas que vão além dos bairros da periferia. O Cubo Card, por exemplo, surgiu de uma iniciativa do Espaço Cubo, uma organização cultural de Cuiabá, Mato Grosso, que promove festivais de música pelo país. O Cubo Card funciona como uma espécie de moeda para a transação de produtos e serviços que giram em torno dos eventos, até mesmo de patrocínios e ganha cada vez mais adeptos.

Fonte: http://www.fbes.org.br

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5 de fevereiro de 2010

O Câncer também pode ser prevenido

Em 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, a Secretaria de Estado da Saúde, de Santa Catarina(SES), fez um alerta para os casos de câncer, provocados a partir de infecções, que poderiam ser prevenidos. Entre as mais comuns estão a aids, a hepatite B e o HPV, doenças evitáveis com a adoção de medidas simples e baratas, como o uso da camisinha e a aplicação de vacina. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 40% dos 12 milhões de casos de câncer no planeta são preveníveis.

O estado de Santa Catarina, no sul do Brasil,  ainda não possui dados sobre a associação entre estes fatores, mas os profissionais de saúde vêm detectando um aumento do número de casos de câncer em pacientes com doenças infecciosas. Esse novo cenário surge em função do avanço do tratamento da aids, por exemplo, que proporciona longevidade e maior sobrevivência aos portadores do vírus HIV. Neste sentido, a União Internacional contra o Câncer (UICC) lançou uma campanha com o lema "O Câncer também pode ser prevenido". A mobilização conta com o apoio do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e de outras 300 organizações em mais de 100 países.cancer

"A aplicação de vacinas e mudanças no comportamento sexual, com o uso de camisinha, que diminui o risco de transmissão da aids, do HPV e de outras doenças infecciosas, são medidas essenciais para prevenir a contaminação por doenças que podem, no futuro, provocar o surgimento do câncer", afirma a oncologista e coordenadora de registro do câncer do Cepon, Senen Dyba Hauff. A vacina HPV protege contra o Papiloma Vírus Humano, que pode levar ao câncer cervical, a terceira maior causa de morte por câncer em mulheres, e a vacina contra o vírus da hepatite B protege contra o câncer de fígado, a terceira maior causa de morte por câncer em homens.

A médica também chama a atenção para a importância da realização de exames preventivos de colo de útero, os papanicolaou, obrigatórios para todas as mulheres que já tiveram pelo menos uma atividade sexual. Enquanto nos países desenvolvidos esse tipo de câncer praticamente não existe, nos em desenvolvimento a taxa de incidência chega a 26%. "Além desses cuidados, o câncer também está relacionado a outros fatores. Para aumentar a imunidade, é fundamental que as pessoas pratiquem atividades físicas, não fumem, usem o protetor solar e tenham uma boa alimentação".

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina</ span <>

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2 de fevereiro de 2010

4.790 trabalhadores escravos resgatados

A escravidão no Brasil durou quase quatro séculos e teve início nos primeiros anos da colonização portuguesa, caracterizada pela submissão de uma pessoa a outra, pela exploração da mão-de-obra de negros e negras, e pelas condições degradantes de seres humanos traficados da África. Mesmo após a abolição, sua condição de vida ficou praticamente inalterada, por causa dos costumes laborais violentos dos grandes proprietários de terras. Apenas com a Constituição Federal de 1988 o Brasil começou a resgatar esta dívida histórica.

A 1ª Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, iniciada em 28 de janeiro, é um marco na luta contra o trabalho escravo. Primeira grande denúncia foi feita por D. Pedro Casaldáliga, Bispo Católico de São Felix do Araguaia no estado de Mato Grosso. De 1995 a abril de 2008 foram resgatados 4.790 trabalhadores em 221 fazendas do estado de Mato Grosso. Iniciada a campanha de assinaturas da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê expropriação das terras onde o crime seja comprovado.

Estas informações foram lembradas no culto ecumênico concelebrado pelo padre jesuíta João Inácio Wenzel e pelo pastor luterano Teobaldo Witter, no auditório da Secretaria de Estado de Justiça, Segurança e Cidadania, na capital. Esta campanha da cidadania foi assumida pelo Governo Federal após 120 anos da abolição da escravatura, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. O Império do Brasil foi o último das Américas a abolir a escravidão. E caiu no ano seguinte, com o surgimento da República.trabalho_escravo

Até a denúncia feita por D. Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Felix do Araguaia (MT) – um homem fisicamente frágil, mas de fé firme e coração valente – o trabalho escravo era uma realidade invisível à sociedade. Nos anos 70, a região nordeste do Estado de Mato Grosso, era conhecida por aliciar trabalhadores do nordeste brasileiro e de Goiás – incluídas crianças e adolescentes de 13 e 14 anos de idade – usadas como mão-de-obra e tendo que pagar pelo transporte, ferramentas e alimentos.

A Lei 12.064, de 29 de outubro de 2009, instituiu a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a partir do dia 28 de janeiro de cada ano, tornado Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A primeira Semana foi organizada por entidades da Frente Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, com manifestações e o início da campanha de coleta de assinaturas pela aprovação da PEC 438/01, que prevê expropriação de terras onde seja comprovada a prática desse crime no território nacional.

Mato Grosso figura na lista de Estados com alto índice de libertação de trabalhadores em condições análogas à escravidão, campanha desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De 1995 até o início de abril de 2008 foram libertados 28.700 trabalhadores, tendo sido fiscalizadas 1.913 fazendas em todo o País.

Levantamento de 2008 da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE) mostra a prática de trabalho análogo ao de escravo em 30 das 66 propriedades rurais fiscalizadas, especialmente nas regiões Norte e Sudoeste do Estado, em que foram resgatados 578 trabalhadores. Apesar dos recentes avanços e conscientização, em 2009, das 210 propriedades fiscalizadas no Mato Grosso, 44 ainda tinham trabalho escravo, das foram resgatados 246 trabalhadores.

Fonte: Antonio Carlos Ribeiro/ALC

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1 de fevereiro de 2010

O preço da elegância

Charme, elegância e sensualidade são características que podem ser acentuadas quando as mulheres utilizam salto alto. Eles valorizam as pernas e proporcionam uma postura esguia. O salto alto foi adotado pelas mulheres desde o início do século XX. Inicialmente, era de uso obrigatório em eventos de gala; depois se tornou peça de uso diário, no trabalho, no lazer e em eventos sociais. No entanto, o uso exagerado e a falta de cuidado podem transformar uma aparência atraente em um estado de doença.

O médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann, alerta que o uso diário do salto alto não é aconselhável. “Do ponto de vista ortopédico, o uso freqüente pode levar a formação de joanetes que causam dores na parte anterior dos pés e encurtamento da musculatura posterior das coxas e das pernas causando sobrecarga nos joelhos e na região lombar” explica.salto

Reichmann ainda observa que se a mulher utilizar o salto com freqüência e sentir dor nas pernas, nos joelhos ou nas costas quando estiver sem ele, ela deve ficar em alerta. “O conselho é diminuir gradativamente o uso e praticar alongamentos para minimizar a dor e evitar problemas futuros” explica.

O mercado da moda produz sapatos com até 15 centímetros de salto e atualmente até calçados infantis já apresentam elevação, atraindo meninas em fase de crescimento. “Na fase infantil, o salto alto pode comprometer até o desenvolvimento da menina. Se para a mulher adulta o salto já é nocivo, quanto mais para uma criança” pondera Reichmann.

As articulações e estruturas mais afetadas com o uso indevido de salto são a parte anterior do pé, o tornozelo, os joelhos e músculos posteriores das coxas e das pernas e da coluna vertebral.

Pessoas que tem encurtamento de musculatura posterior das pernas e dor nas costas junto podem obter alívio temporário com o uso do salto alto. Mas essa situação é uma faca de dois gumes: o uso habitual, embora alivie a dor, estará perpetuando o encurtamento muscular e comprometendo a postura (hiperlordose), além de prejudicar a saúde ortopédica dos pés.

Reichmann diz que as mulheres que, em função do trabalho, necessitam usar salto alto, devem retirar o sapato sempre que possível, mesmo que por breves instantes e colocar os pés de molho na água quente à noite por 30 a 40 minutos para relaxar a musculatura e aliviar as tensões das fáscias.

O médico adverte que as mulheres que, mesmo depois de apresentarem as complicações, insistirem no uso de salto alto, poderão sofrer o agravamento das lesões e necessitar de intervenção cirúrgica. “O uso prolongado deixa as articulações doloridas, inflamadas e, com o tempo, provocam artroses que são desgastes nas cartilagens articulares” alerta Joaquim Reichmann.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

marcos.bedin@mbcomunicacao.com.br

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31 de janeiro de 2010

Software Koruja é lançado na Campus Party

No primeiro dia da Campus Party em São Paulo foi lançado no estande do Banco do Brasil o software Koruja, que realiza o inventário de ativos interligados em uma rede TCP/IP. O Koruja é a 35a solução que ingressa no Portal do Software Público e a terceira disponibilizada pelo Banco do Brasil.


O gerente de TI, Sérgio Henrique Pasqua, disse no lançamento do Koruja "que a intenção do Banco Brasil é criar uma comunidade de desenvolvimento que auxilie na evolução do Koruja e que os técnicos de tecnologia da informção possam utilizar uma solução que melhore a gestão dos ambientes de datacenter".


Na visão do coordenador do Portal, Corinto Meffe, que representou o Secretário Rogério Santanna na solenidade, o Koruja vai reforçar o acervo de soluções voltadas para os técnicos e gestores de tecnologia da informação. "Temos o CACIC, COCAR, Curupira, SAGUI, Kyapanel, SIGATI e a solução do Banco do Brasil se torna mais um opção técnica para melhorar a gestão de TI", reforçou Corinto.coruja


Para Marcos Antônio Carvalho, analista sênior do Banco do Brasil e coordenador técnico da comunidade, "a solução tem o desafio de superar as dificuldades de gerenciar as configurações dos recursos tecnológicos em ambientes dispersos, complexos e heterogêneos”. Na opinião de Marcos "o Koruja vai se tornar mais uma alternativa para os gestores dos recursos que estão pendurados em uma rede TCP/IP". "Tal alternativa se configura pelo aumento da complexidade e diversidade tecnológica dos parques computacionais", completa o coordenador.


O Koruja é um software desenvolvido com tecnologias abertas e livres, na linguagem TCL/Expect, tem baixo consumo de memória, faz o tratamento de strings e funciona em ambiente multiplataforma. O software em sua versão inicial atende quatro premisssas: (i) não utiliza o modelo de agentes locais para coletar as informações; (ii) coleta as informações a partir de um único ponto; (iii) gera um repositório único para as informações gerenciais e (iv) opera em serviços TCP/IP.


Os ganhos surgem do aproveitamento da cultura wiki, da economia dos recursos tecnológicos para realizar o inventário e do foco nos recursos de acordo com a necessidade específica de cada um, sendo eles: estações de trabalho, switchs e routers.


Se você está cadastrado no Portal SPB basta acessar a solução direto no link abaixo:
http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=18068594

Para se cadastrar acesse: http://www.softwarepublico.gov.br/

Fonte: Portal do Software Público Brasileiro

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