6 de abril de 2009

Uma cidade sem água, o tempo passa e o quadro se agrava

Medidas urgentes e definitivas contra a crescente escassez de água potável para o abastecimento urbano da cidade estão sendo reivindicadas nesta semana pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic) à Companhia Catarinense de Saneamento(Casan) e ao Governo do Estado.

Em expediente encaminhado às autoridades, o presidente da Acic, Vincenzo F. Mastrogiacomo, enfatiza que a falta de água se apresenta cada vez mais freqüente nos últimos meses e está criando um clima de desespero e de preocupação nos cidadãos e, em especial, nos empresários.

A Acic relata que milhares de famílias vivem situação de precariedade nas questões de higiene, profilaxia e limpeza em razão da constante falta de água para as atividades básicas da vida cotidiana. Ao mesmo tempo, centenas de empresas estão ameaçadas de paralisação das atividades pela insuficiência de água no processo fabril. O caso mais grave é o das indústrias de processamento de alimentos, além de escolas, creches e hospitais.

A Associação Comercial e Industrial está particularmente preocupada com a agudização desse quadro sem que se verifique, de parte da Casan, concessionária desse serviço público, as medidas corretivas e preventivas. O presidente observa que “causa estranheza o fato da Casan não estar promovendo ações e investimentos necessário para evitar e solucionar esse drama em face das estiagens que se repetem todos os anos em nossa região.”

A preocupação da Acic decorre do fato da bacia hidrográfica do lajeado São José apresentar-se com nível mínimo de água e o reservatório de captação não ter mais estoque hídrico para tratamento e distribuição. Por outro lado, o rio Tigre, fonte alternativa de água bruta, registra contaminação com algas. Sobram os rios Irani, Uruguai e Chapecó como prováveis fontes, cujo eventual aproveitamento dependerá de maciços investimentos em sistema de captação, recalque em estágio, tratamento e distribuição à população.

A Associação Comercial e Industrial pede informações sobre as eventuais soluções e lembra que todas exigem tempo, estudos, projetos e pesados investimentos públicos. “E não existem, ao que consta, nem projetos, nem estudos, nem recursos disponibilizados. Em resumo: o tempo passa e o quadro se agrava”. Para o presidente da Acic, a gravidade da situação exige da Casan e do Governo do Estado as medidas definitivas para uma solução de longo prazo. Isso inclui um diagnóstico profundo, uma proposição técnica compatível e a devida mobilização da sociedade para efetiva execução dos investimentos.

A Acic lembra que, além dos problemas conjunturais, o abastecimento em Chapecó é afetado pelo crescimento demográfico, pela distribuição não-uniforme, pela concentração urbana e pela ocupação desordenada em algumas áreas. Aponta que, de acordo com a Organização das Nações Unidas, são necessários 2.500 metros cúbicos de água por habitante/ano para uma vida normal.

Por: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
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Um comentário:

  1. A falta de água é um problema sério. Enquanto muit agente gasta água a toa (como lavar calçadas), regiões sofrem com a falta dela. É preciso ter mais sensibilidade.

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