1 de fevereiro de 2013

Em Chapecó, detentos aprendem a produzir mudas florestais nativas

Doze detentos do regime semi-aberto, da Penitenciária Agrícola de Chapecó participaram, nesta semana, do treinamento de produção de mudas florestais nativas. A atividade é resultado de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), e a Secretaria de Planejamento e a Secretaria de Justiça Social e Cidadania do Estado.

    Nas 24 horas/aulas, o instrutor Volmir Carlos Oliveira, abordou os conteúdos segurança e saúde no trabalho; cuidados com o meio ambiente; identificação de espécies nativas; demarcação de matrizes arbóreas; coleta e beneficiamento de sementes; desenvolvimento das mudas e controle fitossanitário; preparação do solo, substrato ou espuma fenólica; plantio/semeadura; tratos culturais, controle de irrigação e fertirrigação; seleção e expedição de mudas; tipos de viveiros e custos para a implantação e mercado.

    Oliveira destaca que a aplicação das técnicas repassadas aos detentos possibilita a produção de granDetentosde quantidade de mudas a baixo custo. Durante o treinamento, foram produzidas mais de 300 mudas de árvores nativa, entre elas mudas de goiabeiras, aroeiras e espinheiras santas.

    Entre os participantes do treinamento, o detento Antonio Barbosa, que hoje desenvolve atividades laborais na horta da Penitenciária e está perto de concluir a pena, viu no curso uma possibilidade de aprender uma profissão, adquirir novos conhecimentos. “Vou sair daqui com a cabeça erguida, preparado para trabalhar e disposto a reconstruir a vida”, afirma.

    O supervisor regional Oeste do Senar, Helder Barbosa, lembrou que existe demanda significativa por esse tipo de mudas e há dificuldade de encontrar profissionais que desenvolvam esse tipo de trabalho. O gerente de atividades laborais da Penitenciaria Agrícola, Earle Serrano, explica que foram selecionados para participar, detentos que apresentam bom comportamento.

    Em Chapecó, o projeto conta com apoio na organização e logística do Sindicato Rural e da Penitenciária Agrícola. Neste ano ainda deverão ocorrer capacitações de novas turmas de detentos no município. Entre os dias 4 e 6 de fevereiro o mesmo treinamento ocorrerá na Penitenciária Agrícola da Regional de Curitibanos em São Cristóvão do Sul.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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30 de janeiro de 2013

Javalis aterrorizam o oeste de SC

Uma população estimada entre 2.000 e 3.000 javalis está atacando propriedades rurais e destruindo plantações na região de Ponte Serrada, no oeste catarinense, causando pesadas perdas aos produtores e criadores. A população está preocupada, pois, além de danificar plantações, os javalis são animais agressivos e significam um risco às pessoas.

A maior parte dos javalis habita o Parque Nacional das Araucárias formado por 12.841 hectares que ocupa parte do território dos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia. Quando o alimento escasseia nesse habitat, esses animais migram para as propriedades rurais dos municípios de Ponte Serrada, Passos Maia, Água Doce, Vargeão, Faxinal dos Guedes, Irani e Vargem Bonita, onde atacam as lavouras de milho, hortas e até criatórios de aves e suínos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Ponte Serrada, José Forestti, a Policia Militar Ambiental já foi chamada para conter a invasão. A maioria dos produtores não está abatendo os animais e prefere chamar a Polícia Militar Ambiental porque, além de uma série de requisitos e procedimentos para o abate, a tarefa é perigosa. Com freqüência os javalis matam os cães de caça e investem com ferocidade contra os caçadores, relata o presidente do Sindicato Rural.

O Sindicado de Produtores Rurais de Ponte Serrada teme que a situação fuja do controle e que, se nada for feito imediatamente, “os agricultores não terão o que colher na próxima safra”.Javali

Problema semelhante surgiu em 2010 na região do planalto catarinense, quando, atendendo apelo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Secretaria da Agricultura declarou o javali sus scrofa nocivo à agricultura catarinense e autorizou seu abate por tempo indeterminado, objetivando o controle populacional. A decisão está de acordo com a instrução normativa 141/2006 do Ibama que regulamenta o controle e o manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva.

Os javalis que aterrorizam o oeste são da espécie exótica invasora Sus scrofa, que provoca elevados prejuízos às lavouras, especialmente de cereais. Vivem em varas (bandos) de até 50 indivíduos. Esses animais selvagens atacam todas as lavouras, principalmente milho, feijão, soja, trigo, pastagens, etc. e, numa noite, destroem completamente vários hectares de área.

Os órgãos ambientais e a Polícia Militar Ambiental orientam que apenas profissionais caçadores registrados e licenciados façam o abate dos animais. “O agricultor terá que procurar um desses profissionais para fazer o abate para ele na sua lavoura e isso implica em burocracia e em custos adicionais”, reclama o vice-presidente da Faesc, Nelton Rogério de Souza. Por outro lado, enquanto a portaria autoriza o uso de armas de fogo dentro das propriedades invadidas, a Polícia Ambiental só permite o uso de tranquilizantes ou armadilhas.

Nos últimos cinco anos os produtores catarinenses sofrem de forma mais intensa com a ação dos javalis. Os animais atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.

Os javalis podem transmitir doenças economicamente graves como a peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. São considerados espécies “exóticas” (portanto, não protegidas por leis ambientais), porque cruzam com porcos domésticos e até outros animais selvagens, como porco de mato, o que gera filhos conhecidos com “javaporcos”. As fêmeas produzem em média duas ninhadas por ano e uma média de oito filhotes em cada uma. Por isso, o controle se torna difícil. O macho adulto pesa entre 150 e 200 quilos e a fêmea entre 50 e 100 quilos. Os javalis que aterrorizam Santa Catarina vieram do Rio Grande do Sul.

Por: MARCOS A. BEDIN

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29 de janeiro de 2013

Como usar água da chuva na criação de animais

A captação e o armazenamento da água de chuva é uma ótima alternativa para diminuir os problemas causados por estiagens severas na criação de animais em algumas épocas do ano. Para aproveitar essa água, a sugestão da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é a construção de cisternas. Pensando em facilitar o trabalho dos produtores interessados em instalar cisternas em suas propriedades, a Embrapa publicou o documento "Aproveitamento da água da chuva na produção de suínos e aves".

O armazenamento de água da chuva em cisternas é utilizado no Brasil há muito tempo, mas em Santa Catarina, a exemplo de outros estados e em virtude dos recentes períodos de estiagem, esta prática vem aumentando consideravelmente. As informações disponibilizadas pela Embrapa Suínos e Aves consideram dicas importantes de trabalhos realizados a campo. O documento mostra sugestões que podem orientar produtores ou técnicos no dimensionamento e construção de cisternas oferecendo aos animais água com qualidade.suino

Os interessados em instalar cisternas devem utilizar modelos e sugestões de construção que melhor se adaptem aos seus casos, principalmente em função da demanda de água na propriedade. As cisternas precisam receber os mesmos cuidados exigidos para as caixas d’água quanto a material e limpeza. É importante também que as primeiras águas coletadas da chuva sejam descartadas, porque elas arrastam as impurezas existentes nos telhados e nos encanamentos.

As vantagens no aproveitamento da água da chuva, além de combater a escassez de água em períodos de estiagem ou de maior demanda principalmente em regiões de produção intensiva de suínos e aves, são várias: reduz o consumo e o gasto com água potável na propriedade; é gratuita; evita a utilização de água potável na lavagem de pisos na suinocultura e na avicultura; e utiliza estruturas já existentes, como os telhados e as coberturas.

Para baixar gratuitamente o documento preparado pela Embrapa Suínos e Aves sobre o assunto, basta acessar o site www.cnpsa.embrapa.br e clicar nos links: Informações Técnico-Científicas -> Publicações -> Publicações da Série Embrapa -> Série Documentos -> DOC157 "Aproveitamento da água da chuva na produção de suínos e aves". Também é possível acessar a publicação diretamente no linkwww.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/publicacao_v7r28u3f.pdf.

Fonte: Senar

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