7 de maio de 2009

Lula e gripe podem abrir mercado chinês para a carne suína brasileira

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) solicitou audiência pública na comissão de agricultura do Senado Federal para apresentar os resultados devastadores da crise da suinocultura, tanto para produtores quanto para a indústria. Foram convidados para explanar sobre o tema o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri e o diretor da Abipecs, Pedro Camargo Neto. Participaram da audiência os três senadores catarinenses Raimundo Colombo, Ideli Salvati e Neuto de Conto, além do deputado federal Valdir Colatto, presidente da Frente Parlamentar da Agricultura.

Segundo Barbieri, os principais vilões da crise são a falta de crédito e o prejuízo pela diferença entre o valor do custo de produção e do preço de venda. “Cada animal terminado representa um prejuízo de R$ 50 reais para o produtor já que o custo de produção por quilograma de carne suína é de R$ 2,30 e o preço de venda por quilo é de R$ 1,80”, relata.porco

Outra questão que agrava a crise é a estagnação das exportações nos mesmos números do ano passado. “Não conseguimos abrir novos mercados. Nos meses de novembro e dezembro de 2008 o Brasil deixou de embarcar 50 mil toneladas de carne suína por causa da crise financeira mundial. Os compradores ficaram sem dinheiro e não compraram nossa carne”, explica.

Além disso, a gripe suína derrubou o consumo interno e vai levar a uma retração muito forte, na previsão da Faesc, pois dos 3 milhões de toneladas de carne suína produzidas no Brasil (dos quais 750 mil toneladas em Santa Catarina), 2,4 milhões são consumidas internamente. “O acontecimento dessa gripe vai agravar uma crise que já existia”, lamenta Barbieri.

Além de pedir que os senadores intercedam urgentemente junto aos agentes financeiros para que o crédito chegue efetivamente nas mãos de quem precisa e que reduzam as exigências de garantia que atualmente estão maiores do que antes da crise, a Faesc também solicitou um envolvimento especial da senadora Ideli Salvatti, que acompanhará o presidente Lula em missão para a China no dia 19 de maio. “A senadora se comprometeu a cobrar do presidente para que o assunto “carne suína brasileira”, entre na pauta de negociações.

A China suspendeu a compra de carne suína dos Estados Unidos e da União Européia devido aos focos de gripe e pode ser a melhor alternativa de destino para a carne suína brasileira. Na China, o consumo anual per capita é de 50 quilos, enquanto no Brasil é de 14 quilos per capita/ano. As negociações entre o setor privado dos dois paises estão adiantadas e uma intervenção governamental seria fundamental para a concretização das vendas.

Marcos A. Bedin
MB Comunicação
Assessoria de Imprensa
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