8 de março de 2009

Uma crise sem precedentes na suinocultura brasileira

Excesso de produção, consumo em baixa e mercados mundiais recessivos geraram uma crise sem precedentes na suinocultura brasileira. O quadro é de dificuldades extremas para produtor e indústria, resumiu o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster. Esse conglomerado de natureza cooperativista processa 3,2 milhões de cabeças por ano e detém o maior volume de abate de Santa Catarina. O dirigente prevê que, até a superação da crise, prevista para o segundo semestre, será inevitável o desaparecimento de muitas pequenas agroindústrias e centenas de produtores rurais.

Lanznaster reclama uma ação mais eficaz dos ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior para abertura de novos mercados mundiais, numa ação mais agressiva e articulada com a indústria nacional. “Temos que imitar a diplomacia norte-americana que prioriza os negócios e promove a indústria nacional”, aconselha.

O presidente da Coopercentral expôs que os suinocultores integrados ao sistema agroindustrial estão tendo uma remuneração modesta, porém positiva, da ordem de 15 reais por animal. Esse produtor recebe da indústria os leitões, as rações e toda assistência técnica, contribuindo com mão-de-obra e instalações.

O problema está com os “independentes”, aqueles criadores que produzem por conta própria, sustentam todos os insumos e correm todos os riscos do mercado. Esses produtores estão amargando prejuízos da ordem de 70 reais a cada suíno que engordam – e não têm para quem vender. “A situação geral é de quebradeira para os independentes”, resume. As indústrias não têm espaço para abater os animais dos independentes.

O preço básico praticado pelos frigoríficos na compra de animais junto aos criadores é de 1,60 reais por quilograma de suíno vivo acrescido do adicional da tipificação que, em média, representa mais 8%, o que totaliza 1,73 reais por quilograma.

CUSTOS

Além do mercado, outro problema enfrentado pelos criadores foi o elevado custo do milho que permaneceu em tendência de alta durante todo ano de 2008, encarecendo a produção de suínos. “Os preços dos grãos estiveram em alta e os preços da carne em baixa, no ano passado, criando um desequilíbrio que ainda não foi recuperado para a pecuária”, assinala.

A situação impõe uma decisão: aumentar as vendas ou reduzir a produção. Mário Lanznaster defende a redução da produção, como está fazendo a cadeia produtiva do frango que, até final deste mês, terá diminuído em 20% o volume de incubação, alojamento e abate de aves. Reconhece, porém que isso não é fácil porque, ao contrário da avicultura, a cadeia da suinocultura não está sob controle das indústrias.

Por: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
Assessoria de Imprensa
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3 comentários:

  1. A crise esta atingindo a todos e de um setor acabam indo para outros.
    Vim avisar o amigo que dediquei um selo para seu blog no meu blog Palavras.

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  2. Acho que estou ajudando nessa crise da suinocultura, já que sou vegetariano e não consumo nenhum tipo de carne. rs. Abraços.

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