7 de novembro de 2009

Galileu não acertou

Muita gente pensa que Galileu escreveu um livro defendendo o sistema heliocêntrico de Copérnico, porém as ignorantes cúrias não aceitaram. Bem, isso nunca aconteceu. Em primeiro lugar, Galileu não desafiava padres mas cientistas como ele e que acreditavam em tudo que Aristóteles afirmava. Discípulo de Platão, Aristóteles realizou milhares de estudos ao longo de sua vida e estabeleceu uma Ciência e uma Filosofia que durou cerca de dois mil anos.


Galileu não criou o sistema heliocêntrico, é muito mais antigo e presente em várias culturas, mas foi astrônomo e matemático Nicolau Copérnico quem formulou a Teoria. E publicou em seu livro “De Revolutionibus Orbium Coelestium”, Da Revolução De Esferas Celestes, em 1543. O livro marcou o inicio do fim do Sistema Geocêntrico, que tinha a Terra em seu centro. O que pouca gente percebe é que o livro teve o “imprimatur” da Igreja e Copérnico nunca teve que enfrentar a Inquisição. E o que menos gente ainda sabe é que Copérnico era Padre da Igreja Católica.galileu


Galileu também não inventou o telescópio mas criou um de boa qualidade que lhe permitiu observar o céu e escrever tudo que viu no livro “Sidereus Nuncios” (Arauto das Estrelas), em 1610. Esse livro gerou polêmica pois quebrou muitos conceitos. Novamente, a Igreja aprovou o livro, quem recusou foram os cientistas da época. Muita gente acredita que foi aqui que Galileu “provou” que a Terra girava em torno do Sol. Que nada! Foi somente em 1632 quando ele publicou o “Dialogo Sopra I Due Massimi Sistemi Del Mondo” (Diálogo Sobre Os Dois Principais Sistemas Do Mundo), que defendeu o sistema heliocêntrico com algumas “provas” que ele elaborou.


Esse livro surgiu de uma sugestão do Papa, que era seu amigo, para escrever um livro imparcial entre os dois sistemas, o heliocêntrico e o geocêntrico, e assim lhe daria o “imprimatur’. O que pouca gente sabe é que Galileu escreveu um diálogo entre três personagens: Salviati, que defende o heliocentrismo; Simplício, que defende o geocentrismo e é simplório (bem imparcial né?); e Sagredo, personagem neutro, mas que no fim concorda com Salviati.


Todos podem pensar que Galileu provou que a Terra girava em torno do sol, mas não foi bem assim não. De cara, suas provas eram furadas, como, por exemplo, a teoria das marés que ele formulou baseado na rotação da Terra em torno do sol. Teoria errada, claro, todos nós sabemos que as marés ocorrem devido a ação gravitacional da nossa Lua. Dessa forma, ao contrário do que pensam muitos,  os simplórios mesmo foram Salviati e Sagredo (e Galileu) por se fiarem em um argumento errado.


Esta obra foi a causa do processo da Inquisição contra Galileu. Para variar, Galileu enganou um bispo leigo em ciência para obter um “imprimatur” provisório. E seus inimigos convenceram o Papa que o Simplício/Simplório era uma alusão ao próprio Papa, tirando de Galileu o principal aliado e o levando a uma condenação. Não foi a fogueira, claro, já que Galileu morreu de velhice.


Artigo enviado por: Mario Eugenio Saturno de Bariloche - Argentina, Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano. (Email: mariosaturno@uol.com.br)

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Emprego para ex-presidiários

O Projeto Começar de Novo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi lançado oficialmente nesta sexta-feira (06/11), durante o encerramento do IV mutirão carcerário do Rio de Janeiro, no complexo penitenciário de Bangu. Na ocasião, o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, firmou parceria com sete empresas e instituições que se comprometeram a ajudar na ressocialização dos presos e egressos do sistema prisional. A previsão é de que os termos firmados permitam a contratação inicial de pelo menos 300 presos.

Além das ofertas de emprego, as empresas também irão disponibilizar cursos de capacitação profissional para os presos. Foram firmados acordos com a Itaipu Binacional, Federação das Indústrias do Riopri200 de Janeiro (Firjan), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fundação Santa Cabrini, Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno (Adhonep), Light Serviços de Eletricidade S.A e Aloés&Aloés Indústria e  Comércio.

Também já está disponível no site do Conselho Nacional de Justiça, o Portal de Oportunidades do projeto Começar de Novo. A página disponibiliza na internet um espaço para as empresas ou instituições interessadas a cadastrarem vagas de empregos e cursos destinados a presos e egressos do sistema prisional.  Para  incluir uma empresa ou instituição no Sistema Começar de Novo basta clicar no link "acesse o sistema começar de novo", que se encontra na página inicial do CNJ.

Os ex-detentos interessados em concorrer às vagas deverão entrar em contato com o Conselho da Comunidade ou com o Grupo Gestor instituído pelo Tribunal de Justiça da respectiva unidade da federação. O processo de contratação, contudo, começará em dezembro, quando os responsáveis por encaminhar os candidatos às vagas serão instituídos.

Fonte: CNJ

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6 de novembro de 2009

Jogos de Cartas: Duvido

Rápido, simples e divertido, o Duvido é um jogo para adultos e crianças. Também chamado de Desconfio, pode ser jogado com um baralho comum, espanhol ou qualquer baralho que seja dividido em naipes. O Duvido pode ser jogado por dois jogadores, mas torna-se mais interessante se for disputado por quatro ou mais pessoas. O objetivo de cada um dos jogadores é livrar-se de todas suas cartas antes dos adversários.

Escolhido o carteador, este distribui todas as cartas, uma a uma e começando pelo jogador à sua esquerda. O fato de um ou mais jogadores ficarem com um número de cartas diferente, quando não der divisão exata, não tem importância para o jogo.cartbar200

O próprio carteador inicia o jogo, escolhendo uma de suas cartas,e colocando-a fechada no centro da mesa e dizendo aos demais qual o naipe desta carta. Acontece, porém, que essa informação pode ser verdadeira ou falsa, ou seja, ele pode dizer copas, por exemplo, mas a carta é de um outro naipe qualquer. O jogador seguinte também deve colocar uma carta fechada sobre a carta anteriormente descartada e declara o mesmo naipe que o jogador anterior. Também esta informação pode ser falsa ou verdadeira. E assim o jogo se sucede, com todos os jogadores colocando sua carta fechada e declarando o seu naipe que, durante esta rodada, deverá ser sempre o mesmo.

Na verdade, vários jogadores podem estar mentindo e descartando cartas de outros naipes. A qualquer momento do jogo cada um dos jogadores pode desconfiar da afirmação do jogador que descartou. Neste caso ele diz “Duvido” e vira a carta descartada. Caso o jogador tenha descartado uma carta de um naipe diferente que declarou, será obrigado a recolher todas as cartas da mesa, ficando com elas em sua mão. Mas se o naipe corresponder ao que foi declarado, o jogador que duvidou é quem recolherá o monte de cartas.

Quando dois ou mais jogadores duvidarem, tem prioridade o que falou primeiro. No caso de um ou mais jogadores duvidarem juntos, tem preferência aquele que for o primeiro a jogar na sequência. O jogador que recolheu as cartas é quem inicia a próxima rodada procedendo da mesma forma como no início do jogo. Será vencedor o primeiro jogador que conseguir descartar todas as suas cartas. Boas jogadas!

Fonte de pesquisa: Todos os Jogos, Editora Abril, 1978.

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