6 de julho de 2009

Feridos em nome de Deus

Uma reportagem sobre pessoas que foram desiludidas por pastores evangélicos é o que a autora Marília de Camargo César apresenta no livro “Feridos em nome de Deus”, lançado pela Editora Mundo Cristão.

O livro mereceu análise da professora Paula Monteiro, da Universidade de São Paulo, publicada no jornal Valor Econômico. Marília aborda a cisão do evangelismo brasileiros entre igrejas históricas e pentecostais e neopentecostais, o “abuso espiritual”e a devoção de fiéis aos seus pastores.

As histórias, comenta a professora da USP, focam jovens profissionais, com formação universitária que, após crise pessoal, “abandonam o emprego e passam a dedicar-se ao trabalho das igrejas sem receber, em contrapartida, o reconhecimento do pastor e a ascensão esperada na carreira religiosa”.feridos140

A autora se mostra perplexa frente a esse quadro de entrega. “Feridos em nome de Deus” aborda o “abuso espiritual”, definido como “o encontro de uma pessoa forte com uma fraca, em que a forte usa o nome de Deus para influenciar a fraca e levá-la a tomar decisões que acabam por diminuí-las física, material ou emocionalmente”.

Mesmo assim, o neopentecostalismo cresce no Brasil, expandindo-se em todas as camadas sociais, recorrendo a aspectos mágicos e proféticos.

O livro traz a análise do pastor Ed René Kivitz, da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo. A atmosfera mística dos cultos, com pregações contundentes e orações em línguas estranhas estimula essa percepção, analisa Kivitz.

Para o pastor batista, o pentecostalismo e depois o neopentecostalismo “abrasileiraram” o protestantismo histórico. O pentecostalismo recuperou o profetismo, que animou movimentos religiosos no Brasil, e o neopentecostalismo se apropriou de forças mágicas das religiões afro-brasileiras.

Fonte: ALC

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9 comentários:

  1. Muito interessante e acho que vale a leitura, vou ver se consigo comprar.

    Abraços

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  2. Não tenho nada contra a religão de ninguém, mas as pessoas fanáticas e cegas por uma crença jogam a vida fora e ficam totalmente alienadas e fora da realidade. É triste, porque a maioria das vítimas são pobres e ignorantes, facilmente influenciáveis. Abraços.

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  3. Saudações!
    Amigo
    LUIZ ANDRE
    Excelente Post!
    Deve ser hiper interessanta o livro da escritora Marília de Camargo César, um título que chama a atenção “Feridos em nome de Deus”.!
    Parabéns pelo Post!
    LISON.

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  4. Só espero que a regra não pague pela exceção. Cristo vive. Viva!

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  5. Não passa de um lixo!

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  6. Se protestantismo fosse bom, não existiriam tantas igrejas evangélicas, de todo tipo e pra todo gosto. Aliás, ele já surgiu de forma errada, e erradamente vai seguindo e enganando a grande maioria. A propósito, a rebelião é um dos pilares do protestantismo. Quando um membro de alguma igreja evangélica não concorda com algo, ele vai e abre a prórpia igreja dele. Ridículo! E em tudo isso, o Nome santo de Deus vai sendo usado pra roubar as pessoas.

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  7. Caro David, você não disse sua religião, mas parece um católicol, indgnado com o crescimento do protestantismo...
    Leia um pouco mais sobre o fundamento da igreja e sua corrupção (que ocorreu antes de Lutero), leia também a bíblia (não siga o exemplo da maioria dos católicos) que fala por si só, leia Matheus 29,22 - Atos 17,11..

    E q Deus te abançoes e tenha misericórdia de você..

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  8. As religiões são todas iguais.Lutero que era monge católico,fez a reforma protestante,mas depois se uniu aos católicos para mandar atear fogo na casa de camponeses que o apoiaram.É celebre a sua frase:Ao homem nobre é justo se rebelar.O homem pobre não pode se rebelar.Matem-os,queime-os como a uns cães danados.União de católicos e protestantes contra rebelião de camponeses e seu líder, que por sinal era a favor de Lutero.Portanto -religiões e poderes não prestam, mas o PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.lIDAR COM FANÁTICOS E LUNÁTICOS QUEM HÁ DE?

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  9. Sou evangélica e sofri assédio moral, ,mas nunca tinha ouvido falar sobre assédio moral só depois de alguns meses depois que deixei de participar daquela denominação, eu sabia que algo estava muito errado estava sendo torturada emocionalmente e muita confusão então percebi o despreparo e irresponsabilidade de algumas pessoa eu teria muitos comentário a fazer. Tenho orado para que Deus derrame de seu amor em meu coração para amá-los. Deus tem cuidado de mim e continuo firme na fé em Jesus Cristo ,nada me afastara do amor de Deus tenho uma aliança com Senhor, apenas acordei, depois de ser muito ferida e familia destruida , eu não sabia o que fazer e confiava nos lideres infelismente . Sabemos que muitos cristãos realmente procuram responder ao IDE E PREGAI O EVANGELHO... com zelo e temor ao Senhor não podemos generalizar , mas com certeza glorifico a Deus por alguem que não se conforma com as coisas deste mundo (dentro da igreja , infelizmente) e tem ousadia e disposição para pagar o preço para alertar e trazer a tona assuntos de tão grande importância. É tempo de líderes buscar discernir a diferença entre autoridade e poder. Se lideres souberem exatamente o que é ser discípulo de Jesus Cristo
    Se pastores e lideres fossem discípulos de Jesus esse absurdos não aconteceriam .

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