27 de março de 2009

Checkpoints, crianças palestinas apedrejadas no caminho para a escola

Crianças palestinas são apedrejadas no caminho para a escola por crianças judias, pastores de cabras são ameaçados por colonos israelenses e trabalhadores palestinos sofrem diariamente a prepotência israelense nos checkpoints (postos de controle).

Essas pessoas são preocupação constante do Programa Ecumênico de Acompanhamento na Palestina e Israel (PEAPI), criado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Através dessa iniciativa concreta, que começou em 2002, igrejas cristãs participam da luta por uma paz justa.

Igrejas do Ocidente enviam jovens e adultos voluntários para acompanhar as crianças, conviver com os pastores de cabras e ajudar a população palestina nos checkpoints. Os voluntários, que procedem de igrejas da Europa e dos Estados Unidos, permanecem durante três meses na Palestina e depois são substituídos por outro grupo de voluntários.

Esses voluntários marcam presença em comunidades vulneráveis próximas de assentamentos israelenses e nas barreiras. Monitoram a conduta dos soldados israelenses e denunciam violações dos direitos humanos. Eles estão em Hebrom, em Yanoun e em Belém.

“São os olhos e os ouvidos da família ecumênica em meio ao conflito”, descreveu o pastor Samuel Kobia, secretário-geral do CMI.

Hebrom é uma cidade palestina de 160 mil habitantes, cujo centro foi invadido recentemente por 400 colonos radicais israelenses. A presença dos colonos paralisou a vida comercial da cidade.

Belém é uma cidade cercada e asfixiada pelo “muro da separação” que o governo israelense está construindo ao redor da Cisjordânia. Ele terá 725 quilômetros de extensão (já foram construídos 415 km) e paredes de concreto de 8 metros de altura. Muitas vezes, ultrapassa a Linha Verde, uma espécie de fronteira estabelecida em 1949 entre Israel, Jordânia e Síria.

Yanoun, um pequeno vilarejo a 16 quilômetros de Nablus, teve sua população de 300 pessoas reduzida para 100 pessoas após um violento ataque de colonos judeus fundamentalistas à vila em 2002. Quarenta colonos fortemente armados invadiram o local, destruíram propriedades e ameaçaram a vida dos palestinos. Os judeus cobiçam sua terra fértil no vale de Yanoun. Mas, a partir da presença de voluntários do PEAPI (um suíço, uma americana, uma sueca e uma inglesa) na vila, não houve mais problemas. Os estrangeiros acabam inibindo a prepotência israelense.

Por: Rui Bender/ALC

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4 comentários:

  1. Triste realidade dessas crianças que já crescem alimentadas por este ódio sem fim.

    Abraços

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  2. Esta é uma das piores situações do mundo, pois os dois lados têm muitos radicais e por isso a luta não acaba nunca.
    Essa é uma boa iniciativa para amenizar o sofrimento deste povo.

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  3. Essas crianças judias são produto do ódio destilado por seus pais e pelo governo de israel. Certamente, ao se tornarem adultas, serão pessoas intolerantes e destilarão mais ódio. Um abraço. Drauzio Milagres.

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  4. Lamentável que esse ódio esteja contaminando as futuras gerações. Se nada for feito, essa guerra vai durar a eternidade.

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