30 de julho de 2010

Gerar lixo ou encaminhar resíduos?

“É preciso acabar com o conceito de que tudo, depois de consumido, vira lixo”. Este foi um dos ensinamentos transmitidos pelo engenheiro Rodrigo Sabatini aos participantes da palestra “Lixo Zero em Condomínios”, no último dia 20 de julho, no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), em Florianópolis. Com presença maciça de síndicos e outros profissionais do setor imobiliário da região, a palestra do presidente da empresa NovoCiclo, especializada em consultoria e gestão de resíduos, foi marcada por informações úteis sobre o descarte de materiais no dia-a-dia de famílias, condomínios e empresas.


Além de explicar como os materiais podem ser limpos e organizados para melhor reaproveitamento, Sabatini contextualizou a atual situação do país em relação a gestão do lixo. Segundo pesquisa do IBGE em 2000, 59% do lixo produzido no Brasil é ainda destinado aos lixões. O engenheiro alerta sobre os impactos que esta alta emissão de dejetos sem reaproveitamento podem ter sobre o meio ambiente. “Se continuarmos neste ritmo, vai ser preciso de pelo menos três planetas para aguentar os danos de tanto material descartado por toda a população mundial”.lix200


De forma didática, o palestrante explicou o que diferencia o lixo de um resíduo que pode ser reaproveitado. “Lixo é tudo o que é sujo, misturado e feio. Se você limpa as embalagens vazias e organiza este material, ele não pode ser considerado lixo, pois não vai emitir mau cheiro nem atrair roedores e insetos”.


A proposta do projeto Lixo Zero, idealizado pela NovoCiclo é dar condições para que cada pessoa possa agir de forma a diminuir seu impacto sobre o planeta. O projeto prevê que materiais que muitas vezes são descartados no lixo comum ou levados para reciclagem sujos e misturados, dificultando seu reaproveitamento, sejam encaminhados para usinas e fábricas que os utilizam como matéria prima. Entre eles estão: embalagens de papel, plástico, tetrapak, latas de alumínio, garrafas e até óleo de cozinha. E, para evitar que o meio ambiente seja contaminado por substâncias perigosas, a empresa encaminha materiais que são tóxicos ou simplesmente não são reaproveitados para seu destino correto. É o caso de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.


A metodologia desenvolvida pela NovoCiclo inclui a criação e produção de móveis especiais com nichos exclusivos para cada tipo de material, para que o reaproveitamento seja feito de forma limpa e eficiente. Além de prestar serviços a condomínios, a empresa também atende empresas e administrações municipais. Desde março administra o Espaço Recicle, de Coqueiros, um posto de coleta de material que atende a comunidade da região. “Hoje, quatro meses depois, já recolhemos no bairro três vezes mais do que a coleta seletiva da Comcap”.


Sabatini destaca que a implantação do Lixo Zero é uma grande vantagem para os municípios. “O não-reaproveitamento de resíduos traz além de problemas ambientais, prejuízos financeiros”. Só o Município de Florianópolis gasta R$ 3,5 milhões para enviar o lixo produzido na cidade ao aterro sanitário localizado no município vizinho, Biguaçu. “Imaginem quando um prefeito puder dizer: ‘Não precisamos mais gastar com aterro porque não temos mais nada pra mandar pra lá’”.
Se as ações continuarem neste ritmo é bem provável que em 2030 - data prevista pelo projeto - Florianópolis seja considerada uma “Cidade Lixo Zero”.

A palestra Lixo Zero em Condomínios contou com a abertura da peça Com Domínio Emocional, encenada pelo grupo Galpão. O espetáculo divertiu ao mesmo tempo em que promoveu a reflexão nos participantes. “Como surgiu a figura do síndico? Quais os principais desafios a enfrentar na gestão dos condomínios” foram algumas das questões levantadas em meio a muitas risadas.


O projeto que leva peças temáticas para prédios, desde novembro de 2009 sensibiliza moradores e conscientiza sobre o bom relacionamento. “O objetivo é mostrar a função do síndico e a importância de uma equipe emocionalmente equilibrada para uma boa administração de condomínio”, explica o diretor teatral, Renato Curcio, que escreveu a peça. Fazem parte do elenco os atores Joana Carvalho, Daniela Magalhães e Chico Lima.


Criado em junho de 1975, o grupo Galpão já apresentou mais de 30 peças infantis e adultas. A proposta é utilizar a arte como ferramenta para divertir e conscientizar sobre temas educativos e sociais.

Fonte: Primeiro Plano

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2 comentários:

  1. Grande iniciativa me lembro que na escola que comecei meu ensino fundamental havia um grupo chamado de patrulha do verde ao qual após dois anos fui fazer parte onde alguns alunos que demonstravam interesse na natureza faziam fiscalizações nos horários de recreio para os demais alunos não destruírem flores, plantas e arvores, dando explicações de preservação e até mesmo multas em mudas de plantas! Também havia as aulas de técnicas agrícolas que algumas turmas tinham e aprendíamos muito sobre material orgânico e como reaproveitar eles nas hortas. Não vejo isso mais, uma pena. Hoje temos o mister maker no Discovery Channel... Tínhamos que ter milhares de misters makers pelo Brasil em cada sala de aula transformando essa conscientização em algo alegre.


    Luz na mente e Paz no coração.

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  2. nossa excelente ,projeto ..acredeito que devemos criar uma conciencia ecologica de preservação do meio ambiente,a paz

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