27 de julho de 2010

A luta contra a Aids é uma corrida sem fim

Para cada pessoa que começa a ser tratada no combate ao HIV/Aids ocorrem cinco novas infecções, revelou o coordenador da campanha contra a Aids da Federação Luterana Mundial (FLM), Veikko Munyika. As estatísticas são alarmantes. Ele pediu, pois, que as igrejas membro da comunhão luterana intensifiquem esforços para a sensibilização e combate da doença.

Munyika trouxe o apelo, hoje, à 11ª Assembléia da FLM, reunida de 20 a 27 de julho em Suttgart, Alemanha. A sessão de informação e debate a respeito do HIV/Aids reuniu os 400 delegados das igrejas, mais outros 600 participantes, que ouviram histórias de vida de pessoas infectadas da América Latina, África, Ásia e Europa.

“Infectei-me com o HIV em minha própria casa. Eu não saí a procurá-lo”, disse Ros Mary Rincón Hernánaidsdez, da Colômbia. Rincón perdeu o marido e dois filhos pela Aids e teve que reorganizar sua vida com tudo o que implica assumir o diagnóstico, há 12 anos, de ser soropositiva.

Ela expôs o poder da reconciliação e perdão com Deus, consigo mesma, com seus pais e com a sociedade. O seu depoimento à Assembléia foi de empoderamento. Rincón recuperou uma nova família, novos amigos, formação acadêmica e crescimento espiritual.

Mas, disse, ainda há muito a ser feito. As igrejas, apontou, podem contribuir a reduzir o estigma, a discriminação, e incidir nas políticas públicas de educação, prevenção e cuidado das pessoas vivendo com HIV ou Aids. “Meu desejo é que as igrejas trabalhem na prevenção da infecção por HIV, envolvendo diretamente as pessoas infectadas, uma vez que esse tipo de ação tem mais impacto”, disse.

A Assembléia também ouviu o coro Betseranai, da Igreja Evangélica do Zimbábue, integrado por 20 pessoas soropositivas. “Deter a Aids, manter a promessa”, pediram em canção. “Estamos aqui para dar um rosto à infecção pelo HIV”, disse um integrante do coral.

O coral, disse, quer conscientizar a sociedade a respeito do HIV/Aids. “Nas zonas rurais, a doença conduz à injustiça, à pobreza, à estigmatização e à violência por motivos de gênero. As mulheres e as meninas se vêem especialmente afetadas”, agregou.

Fonte: ALC

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