3 de janeiro de 2009

Chuvas continuam castigando Santa Catarina

O Vale do Itajaí ainda não se recuperou dos estragos causados pelas chuvas de novembro/2008 e agora é o sul de Santa Catarina que é castigado. Os mais de 200 milímetros de chuva registrados nas últimas 24 horas, em alguns pontos do Sul do Estado, já provocaram problemas em pelo menos seis municípios da região. Para auxiliar nos trabalhos de resposta das prefeituras, o Departamento Estadual de Defesa Civil encaminhou, na manhã deste sábado (3), uma equipe técnica para as cidades mais atingidas. A previsão de mais chuva intensa, até domingo, mantém o alerta do departamento, que também está envolvido nos trabalhos de reconstrução do desastre que assolou Santa Catarina no mês de novembro.

A chuva desta semana, intensificada na madrugada de hoje, destruiu pontes, danificou estradas e deixou comunidades isoladas no município de Turbo, que já encaminhou à Defesa Civil o decreto de situação de emergência. Em Nova Veneza, Tubarão, Araranguá e Criciúma também há registro de problemas relacionados à chuva, sendo que diversas comunidades estão isoladas e alumas famílias tiveram que abandonar suas residências. Famílias também precisaram sair de suas casas em Jaguaruna, onde o rio Jaguaruna transbordou alagando diversas ruas.

De acordo com o diretor estadual de Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves, não se tem o número de desabrigados e desalojados no Sul do Estado, pois o nível dos rios continua subindo e ainda há pessoas sendo retiradas de suas residências. “Sempre que há risco as famílias são retiradas por medida de segurança, quando a situação normalizar as pessoas poderão retornar”, explica.

Segundo os meteorologistas da Epagri/Ciram há previsão de mais chuva, com acumulado previsto, em torno, de 100mm até domingo, para o litoral. “Com essa previsão, persiste o risco de alagamentos e deslizamentos no litoral, sendo maior para o litoral Sul”, ressalta o diretor.

A Defesa Civil do Estado continua trabalhando com o seu plantão reforçado, 24 horas. No caso de emergência as pessoas devem fazer contato com o 199 (Defesa Civil Municipal). Qualquer sinal de deslizamento, como movimentação do solo, declínio de árvores ou rachaduras deve ser comunicado. No caso de alagamentos, o contato com a água deve ser evitado para prevenir doenças.
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2 comentários:

  1. Um feliz 2009 para você também. Abraços

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  2. ESSA CHUVA PODE SER AVISO DO CÉU

    O governador Luís Henrique faz o possível para ser lembrado como o político que passou para o sucessor um estado de calamidade pública.

    Marcos Sá Correa * - Última Palavra – Isto é 03/12/2009, Página 98.

    O governador de Santa Catarina, Luís Henrique da Silveira, finalmente se convenceu de que anda à solta por aí uma tal de desordem climática. Foi ela, pelo menos, a desculpa que o acudiu para definir o tipo de tragédia que derreteu encostas no Estado e matou dezenas de pessoas. É governador, essas coisas acontecem.
    Talvez sejam, em vasta medida inevitáveis. Mas tendem a pegar mais pesado quem estava desprevenido. E, se estiver interessado em conferir o que quer dizer isso, pode folhear o Código Estadual de Meio Ambiente, que sob seu patrocínio está secando, mesmo debaixo de chuva, a caminho da Assembléia Legislativa.
    Ele foi saindo cada vez mais torto, à medida que passava por audiências públicas. Pegou o mesmo tipo de resistência que, três anos atrás, defendeu Santa Catarina da criação de parques nacionais em lugares ainda abençoados por florestas de araucárias. Armou-se de dispositivos estranhos, senão agourentos, como a aprovação automática das licenças ambientais, se em 60 dias os técnicos não derem sua palavra final sobre projetos.
    Tende a ser uma lei dura. Mas só é dura com aquilo que o governador já chamou na tevê de “oposição meio ambiental”. Pode ser coincidência, mas o rascunho está cada vez mais parecido com suas idéias, e, principalmente, com suas idiossincrasias.
    Mesmo com a chuva caindo, ele riscou qualquer menção à “vida aquática”, na parte referente aos “recursos hídricos”. Pois é, trata-se de abrir alas à construção de hidrelétricas. Ele nunca engoliu os argumentos que o impediram de autorizar, como queria, quando prefeito de Joinville, a instalação de uma usina na serra catarinense. E acredita, ou professa, que toda precaução é um instrumento do “medievalismo”.
    Como nunca esclareceu exatamente o que quer dizer com essa palavra, presume-se que não se trate da Idade Média original, a européia, marcada pela eliminação quase total das florestas no continente, pela transformação dos rios em esgotos fedorentos e por uma guerra milenar contra a fauna silvestre. O europeu do século XX também se distingue de seus antepassados medievais por ter mais árvores. Ou pela prerrogativa de pescar em rios límpidos no centro de Estocolmo. E até por não dar mais a seus políticos o direito de fazer em público as declarações que o governador faz em entrevistas. Muito menos de governar um Estado que é recordista nacional de devastação da mata atlântica, em nome do “aproveitamento sustentável da natureza” e da ojeriza à “obtusidade”.
    Não adianta apontar para o céu. As chuvas podem fazer grandes estragos, mas dão e passam. Como nenhuma chuva chove dois mandatos, quase sempre há tempo de sobra para apagar os sinais deixados por sua passagem antes que venha a inundação seguinte. E as obras feitas aqui embaixo tendem a durar mais do que as pessoas que as deixaram. E, na batida em que vai, o governador Luís Henrique está fazendo o possível para ser lembrado como o político que tomou posse de um Estado invejado nacionalmente pela beleza natural e passou para o sucessor um estado de calamidade pública.

    *Marcos Sá Correa é jornalista e editor da revista Piauí.

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