7 de junho de 2010

Copa 2010: Igrejas podem dar toque mais humano

O diretor do Centro de Pesquisa da Universidade da África do Sul e presidente do Conselho de Igrejas da África (Unisa), professor Tinyiko Maluleke, circulou, pela Conferência de Edimburgo, vestindo uma camiseta da seleção do seu país e levando debaixo do braço uma corneta (vuvuzela), que torcedores usam nos estádios de futebol.

Frequentemente encarado de forma negativa, a África recebe uma injeção de moral com a Copa do Mundo de Futebol, disse.

“Vesti a camiseta e trouxe a ‘vuvuzela’ porque a África continua sendo vista e ouvida de uma forma que não nos agrada. Assim, vejo a ‘vuvuzela’ como uma tentativa desesperada do continente ser ouvido”, explicou, agregando: “Ali tem um continente que não cessa de clamar por reconhecimento, por dignidade”.vuvuzela

Ele fez uma conexão entre esse o desejo e a Conferência, que se celebra agora num momento em que o Sul Global - África, Ásia, América Latina - passa a ser o lugar onde a Igreja está registrando o crescimento mais rápido, com uma missão cristã vibrante.

Por que crê você que a Igreja está crescendo mais rápido no Sul Global do que em Occidente?

- É difícil de responder. Penso que é porque nessa parte do mundo a gente não tem a longa história de presença cristã com todos os problemas que chegaram com ela. Sejamos realistas, a história do cristianismo é uma história de altos e baixos. Ela inclui as Cruzadas e as guerras contra o Islã na Idade Média. Inclui as duas Guerras Mundiais que vimos nos últimos 100 anos, guerras que foram desatadas e mantidas desde nações cristãs. Isto inclui toda a história do “apartheid” na África do Sul. O “apartheid” era uma doutrina ‘cristã’, e é parte da história.

- Creio que no Sul a gente não tem uma história do cristianismo tão acidentada como no Norte, e é por isso que ainda há espaço para uma afirmação positiva e apropriada do cristianismo. Creio que as pessoas se sentem mais livres para ser cristãs, sem a vergonha que agora se dá na Europa e outros lugares. Assim mesmo, a noção de progresso e desenvolvimento que tende a relegar a religião ao âmbito privado é algo que não creio que tenha possibilidades de penetrar com sucesso no pensamento da gente no Sul.

Você escreveu em seu blog, “recentemente” que lhe agradaria "pospor a Copa do Mundo". Pode explicar-nos que quer dizer com isto?

- A Copa do Mundo, como os Jogos Olímpicos e outros grandes eventos, sempre provoca nos países onde se celebram esta pergunta: "E depois, o quê?" Preocupa-me o que vá suceder depois, porque não temos nada tão grande que esperar como este projeto. Eu não me queixo da Copa do Mundo, creio que é uma excelente oportunidade. Mas uma oportunidade que me agradaria que se pudesse ser estendida e prolongada o maior tempo possível.

Como vê o papel da igreja na Copa do Mundo? E que papel a igreja pode desempenhar no desenvolvimento do futuro da África do Sul?

- Creio que há muita margem para as igrejas trabalharem com a Copa do Mundo. Em primeiro lugar, a Copa do Mundo significa hospitalidade, ao menos de um ponto de vista africano. Assim que a hospitalidade vai ser um tema muito importante, e é ai que as igrejas podem ajudar ao mundo secular, mais orientado a uma mentalidade empresarial.

- A Copa do Mundo atrai os ricos de todo o mundo, mas também traz pobres. Marginalizados, pessoas vulneráveis, prostitutas, vendedores ambulantes de todo o mundo chegam dispostos a vender o que possam ganhar um dinheiro. Creio que a igreja deve cuidar daqueles que não podem cuidar de si mesmos durante este tempo.

- Inteirei-me de que várias igrejas, entre elas o Conselho de Iglesias, desenvolveram projetos para ajudar crianças vítimas de gangues, prostitutas, para trabalhar com elas durante este tempo, tratando de ser úteis a elas, de maneira que não seja só uma Copa do Mundo por e para os ricos.

Você acredita que o futebol é a religião moderna?

- O futebol é uma forma de religião. Creio que é uma forma pobre de religião frente ao cristianismo, que para mim é uma religião real. Sem dúvida, o futebol move massas de uma maneira particular e toma emprestado, mais e mais, formas da religião em termos do canto e inclusive o abandono com do que a gente se acerca ao futebol.

- No futebol há emoções muito poderosas, como o nacionalismo ou o culto ao herói, que são elementos da religião. Trata-se de uma quase-religião em muitos sentidos. Creio que é importante para nós, como igrejas, lembrar uns aos outros que se trata de um jogo. Mas para o garoto pobre em algum lugar da África do Sul é realmente um jogo que o inspira a se esforçar para dar o melhor de si.

- É importante que coloquemos as coisas em seu devido lugar, que dessacralizemos o futebol. Não o façamos tão sagrado como os meios de comunicação o tornam, porque, depois de tudo, é uma coisa muito humana.

Por: Anna Moyle

(*) Anna Moyle faz parte do pessoal de comunicação da Aliança Evangélica do Reino Unido.

Fonte: ALC

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5 de junho de 2010

Jogos de Cartas: Seven-up

Chamado em inglês de Seven-up, esse jogo é provavelmente originário da região de Kent, na Inglaterra, onde teria surgido há mais de 300 anos. Segundo os historiadores de jogos, sua rápida difusão deveu-se à grande popularidade que os jogos de azar desfrutaram nos círculos aristocratas e burgueses da Inglaterra e de outros países da Europa a partir do século XVI.

Por volta de 1700, o Seven-up foi levado para os Estados Unidos por imigrantes ingleses e, no início da século XIX, tornou-se o jogo de cartas mais popular entre os norte-americanos. No decorrer do século XIX, porém, foi perdendo seu prestígio para o Pôquer. Mas, mesmo assim, ainda é bastante praticado nos Estados Unidos, com as denominações de Seven-up, High-low-jack, Old sledge entre outras.

Do Seven-up podem participar de dois a quatro jogadores. Se forem 2 ou 3, cada um joga independentemente; e, se forem 4, joga-se em duplas. Para jogar o Seven-up utiliza-se um baralho comum de 52 cartas e o valor delas, em ordem decrescente, é o tradicional do Ás ao 2.cartbar200

O objetivo de cada jogador, ou dupla, é fazer 7 pontos antes dos adversários. O carteador deve distribuir 6 cartas para cada jogador, de 3 em 3, e fechadas sem que nenhum jogador olhe suas cartas. Quando jogam apenas 2 jogadores, depois de terminada a distribuição, o carteador vira a carta de cima do monte do baralho, cujo naipe determinará o trunfo daquela mão.

Quando jogam 3 ou quatro, o processo de escolha do trunfo é feito da seguinte forma: após a distribuição e o carteador virar a carta do trunfo, apenas o carteador e o primeiro jogador à sua esquerda podem olhar as suas cartas e decidir se aceitam ou não o trunfo. O primeiro a se manifestar é o jogador à esquerda do carteador. que pode dizer “Fico” ou “Peço”.

Se ele falar “Fico” o naipe da carta virada será o trunfo, então os demais jogadores podem olhar suas cartas e o jogo tem início. Caso ele falar “Peço”, ele ao carteador o direito de decidir sobre o trunfo. O carteador então, pode também, aceitar a carta virada ou, então, concordar em que se determine um outro naipe para o trunfo. Caso o carteador aceite o naipe, o jogador à sua esquerda terá como vantagem a marcação de 1 ponto para si ou sua dupla.

Se o carteador decidir escolher outro trunfo, ele deverá distribuir mais 3 cartas para cada jogador e, em seguida, virar a próxima carta do monte que será o novo naipe de trunfo. Caso essa carta seja do mesmo naipe da primeira, repete-se o processo de distribuir mais 3 cartas para cada jogador, até que surja um novo naipe, que será obrigatoriamente aceito. Caso o baralho se esgote sem que surja um novo naipe, o carteador recolherá as cartas, recomeçando o processo. Os demais jogadores só poderão olhar suas cartas após ser decidido o trunfo. Se a primeira carta virada para marcar o trunfo for um Valete, o carteador marca 1 ponto para si ou sua dupla. Também se for recusado o primeiro naipe e no processo de escolha virar um Valete de naipe diferente o carteador também marcará 1 ponto, mas não marcará se a segunda carta virada for um Valete do naipe rejeitado.

Após esses procedimentos inicia-se o jogo propriamente dito, no qual os jogadores tentarão ganhar o maior número possível de vazas. A primeira mão é aberta pelo jogador à esquerda do carteador, que pode descartar qualquer carta que tiver na mão. O jogador seguinte deverá seguir o naipe, mas se não tiver cartas desse naipe, poderá descartar uma carta de trunfo ou de outro naipe qualquer. A vaza é ganha pelo jogador, ou dupla, que descartar a carta mais alta do naipe em jogo ou o trunfo mais alto. Uma carta que não acompanhe o naipe em jogo e nem seja de trunfo não tem nenhum valor.

No Seven-up existem quatro possibilidades do jogador, ou duplas, marcarem pontos:

1) Alto – quando um jogador recebe, na distribuição das cartas, o trunfo mais alto daquela mão, marca um ponto para si ou sua dupla.

2) Baixo – quando um jogador recebe na distribuição das cartas, o trunfo mais baixo daquela mão, marca um ponto para si ou sua dupla.

3) Valete de trunfo – quando o carteador vira uma carta para determinar o naipe de trunfo e essa carta for um Valete, ele marca um ponto para si ou sua dupla. Mas se o Valete de trunfo se encontrar, ao final de uma mão, numa das vazas ganha por algum jogador, este marca 1 ponto a seu favor ou de sua dupla.

4) Game – o jogador ou dupla que, ao final da mão, obtiver o maior número de pontos na contagem do valor das cartas pertencentes as vazas que ganhou, marca 1 ponto.

Para efeito de contagem de pontos, as cartas têm os seguintes valores:

Ás – 4 pontos

Rei – 3 pontos

Dama – 2 pontos

Valete – 1 ponto

Dez – 10 pontos

As demais cartas não valem pontos.

Bons jogos.

Fonte de pesquisa: Todos os Jogos, Editora Abril, 1978.

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3 de junho de 2010

Meu sonho, meu negócio

Está em marcha a edição de 2010 do concurso Meu Sonho Meu Negócio, uma parceria do Sebrae/SC com a Ric Record com o objetivo de promover a prática do empreendedorismo responsável para classes de baixa renda. Neste ano, os seis candidatos vencedores de cada região catarinense serão premiados com R$ 8 mil.

Algumas alterações foram introduzidas no modelo de ficha de inscrição e também no regulamento, informa o gestor do concurso, Fernando C. dos Santos. As regras principais permanecem as mesmas do ano passado: serão escolhidos cinco finalistas em cada região, que concorrerão ao prêmio de R$ 8 mil e o vencedor será escolhido através de voto popular.Sebrae

Os candidatos poderão obter a ficha de inscrição no site do Sebrae/SC ou  nas agências do Sebrae/SC e nas emissoras da Ric Record. Nos municípios onde não há esses pontos de atendimento, o cliente poderá ligar para nossa Central de Relacionamento e solicitar que a Ficha de Inscrição seja  enviada pelos Correios ou por e-mail.

Essa ficha deverá ser impressa e assinada. Ao ser entregue nas unidades do Sebrae, o atendente faça  o cadastro do cliente,  verificando se a ficha de inscrição está preenchida corretamente e o documento de identidade está anexo, evitando desclassificação de clientes.

O concurso obedecerá ao seguinte cronograma: até 30 de junho divulgação na mídia e inscrições; de 1 a 23 de julho, avaliação das fichas de inscrição; de 26 de julho a 20 de agosto, confecção das peças de mídia dos finalistas pela Ric; de 23 a 27 de agosto votação dos cinco finalistas pelos telespectadores; 1o de setembro, entrega do prêmio ao vencedor.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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2 de junho de 2010

8 Goals for Africa

Com o propósito de reunir esforços para o cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a administradora do PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento,Helen Clark, lançou na cidade sul-africana de Johannesburgo a campanha 8 Gols para a África, que tem como pano de fundo a disputa da primeira Copa do Mundo de futebol no continente.

O nome da iniciativa em inglês (8 Goals for Africa) faz um trocadilho entre as palavras “gols” e “objetivos”, que possuem a mesma grafia (goals). O carro-chefe da campanha é uma canção gravada por músicos africanos renomados, como Yvonne Chaka Chaka (África do Sul), a embaixadora da Boa Vontade do UNICEF Angelique Kidjo (Benin), Oliver Mtukudzi (Zimbábue), Eric Wainaina (Quênia), Baaba Maal (Senegal) e o coro gospel sul-africano de Soweto. Grandes nomes do jazz atual, como Hugh Masekela (África do Sul) e Jimmy Dludlu (Moçambique), trabalham nos acordes da canção-tema, sob a batuta do produtor norte-americano Arthur Baker.


O clipe musical da campanha será reproduzido em telões durante o Mundial em locais e eventos de grande interesse público, como as fan fests, que reúnem torcedores para acompanhar ao vivo as partidas fora dos estádios. Na última edição do torneio, na Alemanha, esses espaços da Fifa, entidade máxima do futebol, registraram a presença de mais de 10 milhões de pessoas.


A canção "Gols para a África" foi composta por Dludlu (música) e Wainaina (letra). Em seus versos, ela aborda assuntos como combate a doenças, pobreza, fome e mortalidade infantil até 2015: “Nós temos o poder nessa hora/ Para decidir que não perderemos mais crianças de menos de cinco anos/ Que cresceremos e viveremos para vê-las até os 80 anos/ E ver os filhos de seus filhos”, diz um trecho.


Os direitos autorais da música pertencem às Nações Unidas, assim como o de todo o material relacionado (papéis de parede para computador, ringtone para celulares e o próprio logotipo da iniciativa). O download desses produtos está disponível gratuitamente no site da campanha.


“Na luta contra a pobreza não pode haver espectadores”, resume Helen Clark. “Todos temos um papel a cumprir nos ODM, que, se atingidos, vão melhorar a qualidade de vida de centenas de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento”, completa a administradora do PNUD.

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento


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1 de junho de 2010

Recuperação mais rápida e diminuição da dor estão entre as vantagens da cirurgia videoartroscópica

Novas tecnologias surgem constantemente para facilitar o trabalho dos médicos e melhorar os resultados na saúde dos pacientes. Na ortopedia de ombro, por exemplo, os procedimentos por cirurgia videoartroscópica têm apresentado inúmeras vantagens. Entre os benefícios estão menor agressão à anatomia (musculatura e estruturas nobres do ombro); curta internação hospitalar; menor intensidade de dor; estética (menor cicatriz); início precoce da fisioterapia e retorno mais rápido às atividades; baixo índice de complicações; chance de melhor resultado pós-operatório.

“A videoartroscopia permite que o cirurgião visualize todas as estruturas do ombro de forma ampliada . As estruturas consideradas normais podem ser avaliadas por mais de um ângulo para se ter certeza de que estejam realmente normais e no caso de visualizar alguma outra alteração, esta pode ser tratada na mesma cirurgia”, afirma o médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann – que utiliza o método há alguns anos em Chapecó.video140

Reichmann explica que a cirurgia videoartroscópica (também chamada de artroscopia) é um procedimento que inicialmente surgiu como um meio de fazer diagnóstico e com o desenvolvimento de novos materiais, pinças e maior habilidade do cirurgião, a artroscopia passou a ser uma técnica cirúrgica. “A técnica possibilita fazer a cirurgia com mini-cortes, com auxílio de uma câmera digital e um monitor”, expõe.

O médico observa que praticamente todas as doenças de ombro podem ser tratadas pela artroscopia. Entre elas estão a síndrome do impacto (tendinite, bursite), rotura do manguito rotador, tendinite calcária, luxacão recidivante, SLAP lesion e capsulite adesiva. “Até alguns tipos de fraturas, tumores e artrose já podem ser tratados por vídeo”, complementa Reichmann.

Sobre a necessidade efetiva da utilização do procedimento de videoartroscopia para tratamento de doenças, Reichamm adverte que, mesmo sendo uma cirurgia menos agressiva, o correto é sempre tentar primeiro o tratamento medicamentoso e fisioterapêutico. “A cirurgia deve ser feita quando os medicamentos e a fisioterapia não obtém sucesso”, pondera o médico.

Antes da cirurgia, o paciente deve ser avaliado pelo anestesista no consultório para saber se pode passar pelo procedimento cirúrgico com segurança. A anestesia é feita através de um bloqueio próximo ao ombro associado a anestesia geral em doses bem leves. O paciente interna duas horas antes da cirurgia e tem alta no mesmo dia.

Após o procedimento, a dor costuma ser leve e alivia com uso de analgésicos e bolsa de gelo. O paciente utiliza uma tipóia simples e pode retirá-la de acordo com orientações específicas e o tipo de patologia. Há necessidade de fisioterapia no pós-operatório, variando o início e a duração de acordo com a gravidade de cada caso.

Reichmann afirma que os resultados do procedimento são muito bons, tendo em média 95% de excelentes ou bons resultados. No entanto, ele enfatiza que o próprio paciente tem papel fundamental na recuperação. “É imprescindível que o paciente faça as consultas e fisioterapia pós-operatória, respeite o período de repouso e tenha motivação para buscar a cura. A melhora é gradativa, contínua, e o resultado final pode levar alguns meses”.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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