25 de abril de 2010

Dá para não pensar tanto…sempre?

Dá para não pensar tanto, não pesar tanto, tanto quanto supostamente pesa e repensa e pensa?

Dá para simplesmente ouvir e sentir os acordes do corpo desde que eles não esbarrem em impedimentos outros que invalidem sua força?

Dá para ouvir o coração e deixar que ele aflore e se exponha e corra os riscos que toda a iniciativa comporta?

Dá para viver intensamente cada minuto, cada segundo, tendo uma noção clara de que nada, absolutamente nada do tempo pode ser recuperado? Dá para viver na consciência da finitude e sentir-se responsável por cada instante?

Dá para não prorrogar o desejo, quando ele pode ser realizado? Acaso existe algo que ao ser adiado não fica perdido? Pois há como congelar o tempo, deixá-lo em espera? O que deixou de ser vivido se foi!

Dá para simplesmente viver sem planejamento, sem tantas restrições e defesas e serenamente deixar-se levar pelas ondas do acalanto dos dias?

Dá para deixar-se amar? Dá para deixar-se arrebatar pelas emoções trancadas, pela palavra não dita, pelo desejo não explicitado?

Dá para viver sem tantas reservas? Por que guardar-se tanto? E restringir-se tanto e também conseqüentemente, em algum momento, lamentar-se tanto?

Dá para ousar ser feliz, de novo, pela primeira vez ou repetidas vezes, mesmo que finitamente?

Dá para chorar, rir, sonhar, tantas e tantas vezes quantas nos for permitido viver?

Dá para viver de verdade e não simplesmente existir?

O que é viver DE verdade, DA verdade, EM verdade?

Dá para dar um tempo nas mentiras que inventamos para nós mesmos, pensando que dessa forma nos safamos de ter que nos enfrentarmos em algum momento?

Dá para perdoar-se pelos crimes não cometidos?

Dá para abandonar o que nunca foi nosso?

Dá para despedir-se da pessoa que construímos somente na nossa cabeça?

Dá para sepultar a imagem inalcançável que por vezes fazemos de nós mesmos?

Dá para ser menos chato, e mais paciente? Dá para descansar mais e usar mais a própria inteligência? Dá? Dá para dar o abraço desejado, o aconchego sonhado?

Dá para cantar, dançar, caminhar, ler, descobrir as coisas gostosas de um determinado jeito de viver?

Dá para usufruir o que temos sem ficar instalado nos sonhos do que não temos?

Dá para sentir e viver mesmo o presente antes que ele morra para sempre no passado?

Dá para entender o futuro como uma caixa de surpresas que pode nos reservar coisas inusitadas?

Dá para curtir um novo dia como se estivéssemos nascendo pela primeira vez, posto que podemos nascer muitas vezes?nadar100

Dá para descobrir a dádiva de fazer valer o que somos?

Dá para ficar contente consigo mesmo, sem que precisem ser realizados grandes feitos? Dá?

Dá para concentrar-se na sensação gostosa do banho tomado, do descanso merecido, do vinho sorvido entre amigos, no papo gostoso, da espera ansiada rumo ao encontro?

Dá para se propor a desvendar novas aprendizagens? Dá para ampliar o próprio mundo e sentir a realização de que temos sempre um mundo interno e externo infinito, a ser desbravado?

Dá para ser menos covarde e reclamar menos depois?

Dá para virar a mesa quando é necessário?

Dá para considerar-se merecedor?

Dá para continuar tentando, mesmo quando tudo parece sem esperança?

Dá para lançar-se, sem reservas e simplesmente apostando tudo neste segundo, nesta experiência? Dá?

Por: Návia T. Pattussi - Psicanalista

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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Um comentário:

  1. Eu acho que dá, heim? Mas tem que segurar as consequências depois...

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