30 de agosto de 2009

Empresas de pagamento online miram os excluídos do sistema financeiro

Oi Paggo e Spring Wireless estão focando suas estratégias nas micro e pequenas empresas e nos excluídos do sistema financeiro

Os informais, pequenos lojistas, empresas que trabalham com delivery e com produtos porta-a-porta e profissionais liberais estão na mira de uma das maiores operadoras de telefone do País: a Oi. Em 2007, a operadora criou a Oi Paggo, uma divisão para atuar no pagamento de meios eletrônicos.


“Queremos entrar nos estabelecimentos que não trabalham com os cartões de crédito ou por serem pequenos ou por acharem os custos do cartão e das máquinas muito alto”, disse o diretor geral da Oi Paggo, Roberto Rittes, durante sua apresentação na palestra “Impacto da Convergência Tecnológica sobre os Meios de Pagamento”, durante a 5ª edição do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor – C4 2009, o maior evento latino-americano na área de cartões de crédito e crédito direto ao consumidor.


Atualmente a empresa já atua em 21 praças e em 400 bairros definidos. Segundo Rittes, a ferramenta de mobile payment conta hoje com 72 mil estabelecimentos credenciados e 350 mil clientes aprovados. O objetivo é fazer da Oi Paggo a principal plataforma de m-payments no Brasil.


A vantagem para o lojista é que a taxa de administração é menor do que as de outras bandeiras de cartão. Outro atrativo é que não há custo com aluguel do terminal de pagamento, como nos cartões tradicionais. Para o usuário, a vantagem é o controle de gastos, isenção de anuidade e a possibilidade de colocar créditos no celular a partir de R$ 1. Ao invés de anuidade, a Oi cobra uma taxa de R$ 2,99 nos meses em que o serviço é utilizado. Para pagar com o Oi Paggo, basta informar o número do telefone para o lojista e aguardar uma mensagem de texto. A transação é autorizada mediante envio de senha pessoal.


“Para as classes de alto poder aquisitivo a principal vantagem é poder pagar remotamente. Um filho no shopping pode dar o celular da mãe, que do seu trabalho autoriza a compra. Já para as classes menos abastadas há a possibilidade de recarga imediata do celular, além de acesso a lojistas do bairro que não aceitam cartões de crédito”.


Outra empresa que está vendo oportunidade no mundo dos informais e dos pequenos negócios é a Spring Wireless, que produz softwares para que os aplicativos corporativos sejam acessados de computadores de mão e telefones celulares.


“Podemos bancarizar os públicos de baixa renda pelo celular, já que grande parte possui esses aparelhos", diz. A experiência da Spring está sendo feita com dois bancos, um na Venezuela e outro na Colômbia. “Conseguimos reduzir o custo de uma conta ativa em 70% utilizando a mobilidade”.


Segundo ele, 20% dos bancos na Índia terão nos próximos anos mais clientes móveis do que os tradicionais clientes de agência física. “Vemos possibilidades dos pagamentos por celular para as transações entre clientes e fornecedores (B2B) e até mesmo a utilização dos correspondentes bancários para funcionarem como agências de retirada de dinheiro imediato usando apenas um celular”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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