15 de outubro de 2009

Conheça os sintomas da síndrome do impacto

A síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas de meia idade.

“A síndrome do impacto é uma das causas mais comuns de dores no ombro em adultos”. A afirmação é do médico ortopedista, Joaquim Reichmann, da Clínica Reichmann de Chapecó, especializada em ortopedia e traumatologia, cirurgia do joelho, ombro, quadril e traumatologia dos esportes. O médico explica que a síndrome é conseqüência de uma pressão na musculatura do ombro (manguito rotador) exercida por parte da escápula quando o braço é elevado.

O manguito rotador é formado por quatro músculos – o supraespinhoso, o infraespinhoso, o subescapular e o redondo menor. Estes músculos cobrem a cabeça do úmero e trabalham em conjunto para elevar e girar o braço.

O acrômio é a borda frontal da escápula, posicionado acima e na frente da cabeça do úmero. Quando o braço é elevado, ocorre um impacto entre o acrômio e os tendões do manguito rotador, o que pode causar dor e limitação de movimentos. “A dor pode ser causada por uma inflamação da bursa (bursite) que cobre o manguito rotador ou uma tendinite do próprio manguito”, salienta Reichmann. Algumas vezes, uma ruptura parcial do manguito pode ser a causa da dor.

Segundo Reichmann, a síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas de meia idade. Atletas jovens que praticam tênis, natação e basquetebol estão mais propensos a desenvolverem a síndrome, mas a dor também pode ser resultado de um pequeno trauma ou até mesmo sem causa aparente.

Os sintomas iniciais geralmente são mais leves, fazendo com que o paciente não procure tratamento nas fases iniciais. Portanto, a recomendação do médico é que as pessoas estejam atentas às dores leves que estão presentes tanto na atividade quanto no repouso. Além disso, a síndrome do impacto normalmente causa dor e inchaço na parte frontal do ombro, pode haver dor e rigidez na elevação do braço e dor ao abaixar o braço após ter sido elevado.

Outros sintomas como dor à noite, perda de força e de movimentos e dificuldade de colocar o braço atrás do corpo para vestir-se surgem com a evolução do quadro. Em casos avançados, a perda de movimento pode progredir para um “ombro congelado” e nas bursites agudas, as dores ficam mais intensas, tornando os movimentos limitados e doloridos.

Para realizar diagnóstico, são avaliados os sintomas e o exame físico do ombro. Também pode ser necessária a realização de um raio-X ou outros exames, como a ressonância magnética (RM), por exemplo.

Reichmann revela que no tratamento inicial é recomendado repouso e que o paciente evite exercícios com os braços elevados. Normalmente são preescritos antiinflamatórios e exercícios de alongamentos para melhorar a mobilidade em ombros rígidos. Alguns pacientes se beneficiam com a infiltração de corticóide com anestésicos locais ou uma reabilitação através de fisioterapia.

Quando o tratamento conservador não alivia a dor, pode ser recomendado o tratamento cirúrgico. O objetivo é remover o impacto, criando mais espaço para o manguito rotador. A cirurgia permite que a cabeça do úmero se movimente livremente, permitindo a elevação do braço sem dor. A cirurgia mais comum é a descompressão subacromial, ou acromioplastia anterior, que pode ser realizada por via aberta ou via artroscópica.

Fonte: Marcos A. Bedin
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