26 de março de 2014

Inclusão social: Hortaliças são transformadas em esculturas

Flores feitas de chuchu, folhas de cenoura e ramos de vagens com o incremento de brócolis e couve-flor compõem as esculturas das conservas de hortaliças apresentadas, na última semana em Chapecó, durante treinamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc). A qualificação ocorreu na Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc), com apoio do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó e do Lions Clube Chapecó.

No curso de conservas de hortaliças e temperos participaram 14 mulheres, sendo três cegas e seis de baixa visão. Na primeira etapa, a prestadora em serviço de instrutoria, Cleusa Vergani, abordou a limpeza e esterilização dos vidros, os passos de higienização para confecção das conservas e a importância da higiene de todos os utensílios.IS1

Posteriormente, as participantes aprenderam os procedimentos para as esculturas de conservas de pepino, beterraba, batatinha, chuchu, cenoura e abobrinha. Na sequência, foram abordados os procedimentos para salga, salmoura, banho-maria final, os passos de temperos e pasta de alho.

A capacitação também apresentou segurança e saúde no trabalho – prevenção de acidentes, cuidados com o meio ambiente, manipulação de alimentos e métodos para conservação de hortaliças.

De acordo com Cleusa, o diferencial do treinamento foi ensinar que as hortaliças podem ser transformadas em esculturas e não apenas ser picadas e colocadas dentro do vidro. “Desta maneira o produto final é diferenciado, tem um valor agregado e se torna único, porque indústria nenhuma faz isso”, justificou.

Para a prestadora em serviço de instrutoria, foi um grupo que se superou. “Todas tiveram aproveitamento e conseguiram fazer as atividades propostas”, complementou.

 IS2 A participante, cega, Andrea Duarte, de 33 anos, relata que teve dificuldades apenas no início. “Minha intenção é praticar o conhecimento que adquiri no curso de alguma maneira, principalmente com os familiares”, destacou. Andrea comentou que percebeu várias diferenças da maneira que conhecia, por intermédio de sua mãe. “O que mais me chamou a atenção foi a maneira de espantar os insetos das frutas, hortaliças e verduras. Se tiverem outras iniciativas participarei, principalmente, se for de culinária, porque sempre estamos aprendendo”, realçou.Salete Guralski, de 44 anos, gostou da professora e de sua maneira de ensinar as técnicas de como fechar os vidros, fazer a calda e a higienização.

Para a participante, com baixa visão, Terezinha Pacheco, de 52 anos, a iniciativa foi proveitosa do início ao fim porque transmitiu inúmeros “truques” às mulheres que amam cozinhar. “A partir de agora vou fazer conservas para os familiares e também para vender e, com isso, incrementar a minha renda”, ressaltou. Terezinha sugere que sejam feitos treinamentos sobre panificados e decoração de bolos. “Outro aspecto positivo foi a professora que explicou passo a passo, orientou as participantes de baixa visão e as cegas. O que mostra que basta querer que é possível, não há empecilho. É preciso ter determinação”, afirmou.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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