7 de março de 2010

Osteopatia no tratamento de dor ciática

O ciático é um nervo extenso, situado no canal raquidiano, na parte posterior das vértebras da coluna, cujo percurso se inicia no fundo das costas, percorrendo as pernas até chegar aos pés. A sua principal função é controlar a sensibilidade e capacidade motora das pernas e pés. Entre as vértebras existem “almofadas” que amortecem as fricções ósseas da atividade das costas. As diferentes origens da dor ciática provocam uma movimentação posterior destas almofadas, produzindo a compressão do nervo ciático, perda funcional e dor.

A lesão do ciático pode resultar de lesões hereditárias de coluna, traumas, infecções, doenças osteoarticulares degenerativas, causas metabólicas e até cancro. Não é difícil identificar os sintomas: a dor começa na nádega, unilateral ou bilateral, é profunda e irradiada ao longo da perna até o pé, pela parte externa,ciatico com intensidade variável, que tende a piorar com os movimentos do corpo que flexionem a coluna.

O fisioterapeuta da Clínica Reichmann, Edson Bramati, especializado em  Osteopatia, explica que o tratamento Osteopático  explora o maior número de métodos de  avaliação e diagnóstico ao encontro da causa da compressão do nervo ciático,  adequando  tratamentos recorrendo a técnicas específicas , manipulação vertebral desde à região cervical até os pés, pois geralmente existem desequilíbrios compensatórios osteoarticulares e osteomusculares que acabam afetando a coluna vertebral, alem de técnicas cranianas e viscerais que ajudam e tem muita relação nas crises ciáticas. Bramati relata que alem do tratamento conservador, a orientação domiciliar para exercícios corretivos permitindo a descompressão nervosa ao nível da coluna lombar, muscular e postural, colaboram e muito para melhoria do quadro clínico do paciente.

Então pacientes com dores ciáticas deverão procurar realizar avaliação médica, após  exames complementares (Raio-x, ressonância magnética)  se solicitados e possibilitados o tratamento osteopático, esse sempre  sendo somente realizada por profissionais habilitados e que possam trazer um bem-estar, ressalta Bramati.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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6 de março de 2010

A Hora do Planeta 2010

O WWF-Brasil anunciou no último dia 03 de março, no Rio de Janeiro, o lançamento da Hora do Planeta 2010, movimento mundial de alerta contra o aquecimento global. Em sua segunda edição no Brasil, o evento, conhecido globalmente como Earth Hour, ocorrerá em 27/03, das 20h30 às 21h30, e terá o Rio de Janeiro como cidade-sede nacional.

Além do Cristo Redentor e da Praia de Copacabana, que tiveram suas luzes apagadas em 2009, a Prefeitura Rio do Janeiro também irá desligar os refletores do Arpoador e da Igreja Nossa Senhora da Penha, levando o evento para a Zona Norte da cidade. Além de desligar monumentos da cidade, a Prefeitura vai envolver a Secretaria Municipal de Educahora_do_planeta_2010ção, levando a mensagem da Hora do Planeta para mais de 800 mil crianças de cerca de mil escolas da rede municipal de ensino. A Hora do Planeta pretende contar com a adesão de mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo.


No Ano Internacional da Biodiversidade, o objetivo da Hora do Planeta no Brasil é conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e recuperação das matas, florestas e recursos hídricos nacionais como forma de proteção e adaptação contra as mudanças climáticas, bem como para reduzir emissões de gases do efeito estufa causadas pelo desmatamento.


A mobilização para o evento já começou, por meio do site (www.wwf.org.br), onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro, deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização do evento.


O lançamento mundial da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu - primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as luzes no dia 27/03 - e cidade natal da ursa panda Mei Lan, Embaixadora Mundial do movimento. Os pandas gigantes, símbolos da Rede WWF, habitam Chengdu há mais de oito milhões de anos.

Fonte: WWF-Brasil

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Grãos em crise

O ano de 2010 será caracterizado por um período de recuperação para o setor de carnes e de perdas para o setor de grãos. Essa é a visão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) que está solicitando medidas corretivas emergenciais ao governo federal.

São necessárias ações de política agrícola para sustentação de preço, enfatiza o vice-presidente Enori Barbieri. O Brasil terá uma excelente produção de grãos e o mundo também.

O segmento da soja será o mais prejudicado. A produção mundial normal de soja é de 230 milhões de toneladas/ano. Em 2009 foram produzidas 220 milhões de toneladas e a previsão para 2010 é de 265 milhões. “Sobram 45 milhões de toneladas de soja”, prevê Barbieri. SC planta cerca de 330 mil hectares e colhe 1 milhão de toneladas.graos2

O preço estava em R$ 40,00 até dezembro, caiu para R$ 33,00 a saca, e vai descer ainda mais. O prejuízo somente não será muito grande porque a produtividade cresceu (chegou a 60 sacas/hectares ou 3.600 kg/há) e compensará a queda de preço.

No caso do milho, a situação é semelhante. Em 2009, Santa Catarina plantou 850 mil hectares e colheu 3,3 milhões de toneladas. Para a safra de 2010 foram cultivados 625 mil hectares para uma colheita estimada em mais de 3,5 milhões de toneladas.

O consumo catarinense é de 5,5 milhões de toneladas. Em dezembro havia um estoque de passagem acima de 10 milhões de toneladas, enquanto a safra 2009/2010 renderá mais de 50 milhões. “É obvio que sobrará milho porque o consumo nacional previsto para este ano é de 45 milhões de toneladas. Haverá excedente de 15 milhões de toneladas de milho”, calcula Barbieri.

A solução é a exportação, mas aí tem outro complicador: a Argentina resolveu ingressar no mercado mundial de milho, vai colher 15 milhões, consumir 5 milhões e exportar 10 milhões. “Inevitavelmente vai tirar mercado do Brasil que, no máximo, conseguirá colocar 6 a 7 milhões de toneladas no mercado mundial”, vaticina.

Os preços estão em queda. O mercado paga R$ 15,00 a saca enquanto o preço mínimo é de R$ 17,00. A boa produtividade das lavouras tecnificadas (150 sacas ou 9.000 kg/hectare) amenizará a queda de preço.

O feijão é outra cultura prejudicada pela queda de preço. O Brasil consome 3,3 milhões de toneladas/ano, tem estoque de passagem de 300 mil toneladas e a safra de 2010 renderá 4 milhões de toneladas. O preço mínimo oficial é de R$ 80,00 a saca, mas o mercado, recessivo, pratica apenas R$ 45,00/saca.

Além desses problemas, os armazéns do centro-sul estão tomados por trigo colhido no final de 2009 (5 milhões de toneladas) e ainda não comercializado em face dos preços deprimidos. Não haverá armazéns para a nova safra de verão. O mínimo é de R$ 32,00 a saca, mas o mercado paga apenas R$ 24,00.

A Faesc cobrou da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura maior agilidade na liberação de recursos para sustentação de preços da safra agrícola, pois, em algumas culturas, nem o preço mínimo é praticado.

O governo disponibilizou R$ 107 bilhões de reais para o plano agrícola 2009/2010. Os produtores e empresários rurais tomaram apenas R$ 68 bilhões. Apesar dos recursos disponíveis, o Banco do Brasil não dispõe de orçamento para operar com EGF e AGF na aquisição de estoques de feijão e milho.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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