29 de janeiro de 2012

Aparelho dentário ou cirurgia?

Cada vez mais as pessoas se preocupam com a aparência, especialmente com o sorriso. Mas, muitas vezes, para alcançar um sorriso bonito e saudável, é preciso passar por alguns procedimentos. Um deles é o uso de aparelho ortodôntico, que se tornou acessível e confortável ao paciente. No entanto, quando o problema está nos ossos e não nos dentes, a recomendação é a cirurgia ortognática, explica o especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e mestre em lasers em odontologia, Silvio Mauro Gallon, da Clínica Arte e Face de Chapecó.

O tratamento ortodôntico tem por objetivo movimentar os dentes dentro do seu osso de suporte, retirando-os de uma posição incorreta para um engrenamento equilibrado, onde as forças da mastigação possam ser corretamente aproveitadas para essa função, sem danos aos próprios dentes ou às suas estruturas de sustentação. Entretanto, muitas vezes são os ossos que se encontram numa posição incorreta ou com uma dimensão alterada.

“Muitos pacientes chegam ao tratamento cirúrgico depois de terem experimentado apenas o aparelho ortodôntico, mas vivenciaram o retorno ou agravamento do problema. Ou seja, dedicaram-se anos a um tratamento sem sucesso”, enfatiza Gallon.

Posicionar os ossos de forma que fiquem na situação ideal em relação à face e equilibrados entre si é fundamental para o resultado e a estabilidade do tratamento. “Do contrário, os dentes é que se inclinarão para compensar essa diferença e isso levará à perda dentária num prazo médio”, salienta.apardente

Gallon destaca que, hoje, as cirurgias ortognáticas são muito seguras e têm como característica uma técnica precisa, embora seja necessária muita experiência profissional e planejamento para sua correta execução. “Atualmente, não é mais necessário o uso de bloqueio intermaxilar, ou seja, deixar a boca fechada por uns dias para a recuperação. O paciente sai da sala de cirurgia movimentando a boca livremente, apenas com o auxilio de pequenos elásticos presos ao aparelho”.

O tratamento dura em média de dois a três anos e é realizado em conjunto com a ortodontia e a cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial. Durante o tratamento serão feitas uma ou duas intervenções cirúrgicas, dependendo de cada caso.

Os benefícios da cirurgia vão muito além dos dentes e, por vezes, esse é até um ganho secundário, uma vez que em certos casos a cirurgia é utilizada para tratar apneias do sono, correção de estreitamento das vias respiratórias e viabilização da função mastigatória. “Muitos pacientes após a cirurgia são questionados se fizeram cirurgias plásticas, porque fica evidente a melhora da harmonia estética da face após o tratamento, pois as desproporções entre os ossos são corrigidas”, finaliza o especialista.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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