25 de julho de 2009

Festival de Inverno de Bonito

O Festival de Inverno de Bonito é um evento anual de cultura brasileira realizado na cidade de Bonito, Mato Grosso do Sul entre os dias 29 de julho e 2 de agosto.


Iniciou-se em 2000 como um evento que buscava apresentações artísticas com apelo turístico, mas evoluiu ao longo das suas edições para uma celebração da cultura brasileira focada na discussão do meio ambiente e ecologia. O 10º Festival de Inverno de Bonito se mostra como um evento pleno e maduro, que se dedica a todas as formas de cultura de vanguarda, música, artes plásticas e cênicas, literatura.


A criação, concepção e significância no âmbito cultural propõem a cada ano um encontro de gerações. Esta diversidade é alcançada por meio de propostas artísticas e culturais vanguardistas que enfatizam o conhecimento. O Festival de Inverno de Bonito dispõe de uma vasta rede de divulgadores por todo o país, atraindo público de vários estados brasileiros, o que resulta em pessoas de diversas matrizes culturais interagindo nas artes e cultura. bonito

Em 2009 o Festival de Inverno de Bonito chega a sua décima edição. São belas histórias de reflexão, em harmonia com a natureza, onde o público enche os olhos com as paisagens. As conexões entre Arte e Beleza se intensificam e propagam a cada ano, e Bonito atrai espectadores fascinados por este momento ímpar.


Para comemorar uma década de festival, atrações com sensibilidade poética, como Caetano Veloso, Alceu Valença, Vanessa da Matta e Seu Jorge, além de apresentações teatrais, dança, oficinas e muito mais. E por falar em poesia, o Festival de Inverno irá homenagear Thiago de Mello, um dos mais encantadores poetas do Brasil.


Num país de profundas diversidades culturais e inúmeros paraísos ecológicos, Bonito se apresenta como um dos mais importantes endereços para um evento desse perfil. A cidade propicia o encontro de idéias proveitosas. O trade turístico está preparado para atender o público visitante. Restaurantes, bares e principalmente uma comunidade acolhedora fazem da cidade o ponto de encontro para quem pratica ações positivas visando um futuro com mais arte, informação, responsabilidade social e consciência ecológica, resgatando a cidadania.

Veja aqui a programação 

Fonte: www.festivaldebonito.com.br

Leia Mais ►

Digitalização de radar vai aumentar precisão de previsão do tempo

Uma equipe de cientistas do Institute of Radar Metorology (Iram), da Rússia, está em Santa Catarina apresentando proposta de digitalização do radar meteorológico instalado na cidade de Lebon Régis.


O equipamento é operado pela empresa Anti-Granizo Fraiburgo (AGF) e atende principalmente aos integrantes da Associação de Fruticultores de Fraiburgo (AFF). Como é analógico, as informações geradas por ele podem ser visualizadas exclusivamente pelo profissional que o opera, em Fraiburgo. Atualmente os meteorologistas da Epagri/Ciram recebem estes dados por meio de contato pessoal, via telefone. A digitalização representaria a disponibilização em rede e on-line destas informações, o que agilizaria e daria ainda mais precisão ao trabalho de previsão meteorológica feito pela Epagri/Ciram. 


Na manhã da terça-feira (21 de julho) os pesquisadores russos foram recepcionados pelo Presidente da Epagri, Luiz Hessmann, de onde partiram para uma reunião com o presidente da Fapesc , Diomário Queiroz. Durante a tarde o Dr. Alexander Solonin, pesquisador do Instituto russo, apresentou a proposta de trabalho a técnicos da Epagri/Ciram, da Fapesc, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e Instituto Tecnológico Simepar.


Solonin esclareceu que a digitalização do radar de Lebon Régis envolve instalação de equipamentos de informática e de um software que vai gerenciar as informações obtidas. Com essa infraestrutura será possível gerar diversos produtos. O mapa de topo de nuvens, por exemplo, vai informar qual a tendência de desenvolvimento do sistema meteorológico presente, ou seja, se ele vai se intensificar ou se dissipar nas próximas horas.

 
Também será possível gerar o mapa de meteofenômenos, que usa uma escala de cores para identificar qual tipo de fenômeno (chuva, granizo etc) será provocado pelas nuvens em formação. A digitalização do radar vai proporcionar ainda prever a velocidade do vento e de deslocamento das nuvens e a intensidade de precipitação, além de diversos outros indicadores. As informações ficariam disponíveis em português e o número de usuários do software é ilimitado. Os dados também poderiam ficar disponíveis para o público em geral por meio de um site.


O radar de Lebon Regis já funciona há 20 anos e sua digitalização proporcionaria pelo menos mais dez anos de uso. Desde as fortes chuvas que atingiram Santa Catarina em novembro de 2008 que o governo do Estado planeja digitalizar esse equipamento, o único civil em operação no território catarinense.


O Instituto russo já foi responsável pela digitalização de pelo menos 30 radares meteorológicos em todo o mundo, 25 deles idênticos ao de Lebon Régis. Todo o processo de digitalização leva cerca de um mês, incluindo a capacitação de pessoal, mas ainda não há data definida para início do trabalho.

Fonte: Gisele Dias - Assessoria de Comunicação Epagri/Ciram

Leia Mais ►

24 de julho de 2009

Entrevista: Gilmar Zanluchi e a Inclusão Digital no campo

Além do programa de treinamentos do Senar/SC, a Faesc comprará dois microônibus  para levar o ensino de informática ao meio rural através do Programa de Inclusão Digital desenvolvido pela CNA

Desenvolver ações de formação profissional rural e atividades de promoção social, contribuindo para qualificação, integração na sociedade, qualidade de vida e cidadania do produtor e trabalhador rural, fazem parte da missão do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). As capacitações são realizadas nas comunidades rurais, utilizando lavouras, estábulos, aviários, criatórios de suínos e galpões como salas de aula.

Em 2008, o Senar investiu, cerca de R$ 12 milhões de reais para desenvolver seu plano de trabalho nas áreas de formação profissional rural, promoção social, gestão de recursos humanos e outras atividades. Participaram cerca de 168.660 produtores e trabalhadores rurais em 5.379 eventos realizados nas microrregiões catarinenses. Nesse período, o número de participantes cresceu 10% e o de ações, 25%.

Para o ano de 2009 estão previstas cerca de 5.877 ações em cursos e treinamentos. Somente nos cursos de formação profissional rural (FPR) e promoção social (PS), o Senar/SC deverá envolver cerca de 189.443 mil produtores rurais, com idade a partir de 16 anos. O acompanhamento mensal dos cursos pode ser feito via site www.senar.com.br.zanluchi1

Nesta entrevista, o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, fala sobre o que os cursos representam na vida do produtor rural, como eles tem contribuído para evitar o êxodo rural e o início do processo de inclusão digital no campo, que promete se estender nas propriedades a partir do segundo semestre deste ano.

Qual a proposta do Senar para a capacitação do homem do campo?

Gilmar Zanluchi – Trabalhamos com a metodologia do aprender a fazer fazendo. Não investimos em estruturas físicas, centros, prédios e instalações, mas no capital humano. Atuamos basicamente em formação profissional rural e em promoção social. A maior parcela do esforço instrucional está direcionada para a formação profissional rural (FPR) que cresce substancialmente, beneficiando pessoas com treinamento nas áreas de agricultura, pecuária, silvicultura, aqüicultura, agroindústria, atividades de apoio agro-silvo-pastoril, prestação de serviços dentre outras.

Para o segundo semestre deste ano, está prevista a implantação do projeto de inclusão digital nas propriedades rurais. De que forma será viabilizado e como será a logística desta iniciativa?

Zanluchi – A Faesc comprará dois microônibus para levar o ensino de informática ao meio rural através do Programa de Inclusão Digital desenvolvido pela CNA. Os microônibus serão adaptados em unidades móveis de informática, equipados com computadores para atender o público alvo do programa de Inclusão Digital Rural. Consideramos a iniciativa de extrema importância, já que a dependência das pessoas na atividade rural reforça a necessidade de ensinar produtores e trabalhadores para o uso do computador para potencializar a gestão dos seus negócios.

Quais os resultados que se pretende atingir com as capacitações programadas para este ano?

Zanluchi – Esse tipo de formação objetiva a inserção de trabalhadores rurais acima de 16 anos de idade no mercado de trabalho. As ocupações mais trabalhadas são as de prestação de serviços e beneficiamento primário na produção da agroindústria como a cadeia produtiva do leite, trabalhadores na aplicação de agrotóxicos e o gerenciamento da propriedade rural com os cursos de administração rural. Mas também temos outras inúmeras ações, à exemplo das de promoção social (PS), mais focada em desenvolver aptidões sociais e pessoais do trabalhador rural e sua família, numa perspectiva de maior qualidade de vida, consciência crítica e participação na vida da comunidade. O resultado esperado é dar dinamicidade ao campo, resgatar a atividade forte do meio rural. Proporcionar que o trabalhador pense sua propriedade como um negócio, gerando lucro, renda, preocupação com o meio ambiente e qualidade de vida.

Qual o custo para o produtor rural participar destas ações?

Zanluchi – O produtor rural não precisa desembolsar recursos para participar destas ações do Senar/SC. Com base em suas necessidades podem manifestar interesse pelos cursos e treinamentos junto a um de nossos parceiros - sindicatos de produtores rurais, associações de produtores, prefeituras, as agroindústrias e outras entidades ligadas ao agronegócio. Também pode manifestar interesse para própria entidade, que está sempre à disposição do produtor rural.

De onde vêm os recursos que financiam o Senar?

Zanluchi - Os recursos financeiros do Senar advém de três fontes principais: a contribuição compulsória correspondente a 0,2% da receita bruta resultante da venda de produtos agropecuários cujo percentual é recolhido, fiscalizado e repassado pelo INSS e o equivalente a 21% do valor de referência regional para cada módulo fiscal atribuído a imóveis rurais além de convênios com o FAT e outras fontes.

A capacitação do produtor rural consegue conter o êxodo rural?

Zanluchi - A migração da população rural para as áreas urbanas - fenômeno universal conhecido como êxodo rural – tem sua gênese no crônico empobrecimento do produtor rural e na conseqüente queda de sua qualidade de vida. Estancar o êxodo rural exige investimentos na capacitação do produtor para que, com seus próprios recursos, obtenha renda e conquiste as condições materiais para uma vida digna no campo. A linha de atuação do Senar, converge para essa visão do problema e, pela via da instrução, busca superar o empobrecimento pela prosperidade.

Como a entidade planeja as ações para os produtores rurais?

Zanluchi – Cada curso/treinamento, tem sua particularidade. Tem um objetivo, uma metodologia. Mas, no geral, quando nossos supervisores, instrutores e equipes pensam as ações e vão a campo, tem claro que as famílias precisam trabalhar com planejamento, com mão-de-obra qualificada, com gerenciamento. É cada vez mais necessário o produtor rural considerar sua propriedade rural como um empreendimento, uma oportunidade de negócio. Desta forma, garante seu trabalho e sua família no campo.

Fonte: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
Assessoria de Imprensa
(49) 3323-4244, (49) 9967-4244
mb@mbcomunicacao.com.br

Leia Mais ►

Recomendo

Arquivo do Blog