21 de setembro de 2010

Pingar vodka nos olhos, a nova moda entre adolescentes

A brincadeira de pingar vodka no olho, surgida nos Estados Unidos e na Inglaterra, já chegou ao Brasil, virou moda entre meninos e meninas e preocupa os especialistas na área da saúde. Nas baladas, os jovens arriscam a própria saúde ocular com a falsa idéia de que a bebida nos olhos vai, supostamente, acelerar a embriaguez.


A oftalmologista Roberli Bicharra, diretora-geral do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, afirma que a ação é perigosa, e o risco de ficar cego é alto. "Eles estão correndo o risco deter uma lesão ocular grave. A vodca tem uma porcentagem muito grande álcool e o álcool é tóxico para a membrana da superfície ocular”.


A especialista explica que a substância pode causar a deterioração e descamação da córnea, facilitando infecções. “Com a cicatrização, ocorre a formação de uma membrana branca que vai impedir que a visão ocorra.Então, pode acarretar perda parcial ou total da visão."vodkanoolho


Já existem relatos de pessoas no Brasil que tiveram sérios danos na visão por pingar vodka nos olhos. A Drª. Roberli Bicharra orienta, caso esse tipo de situação ocorra, que a pessoa lave imediatamente o local com água filtrada em abundância e jamais esfregue o olho, pois pode desencadear o aumento da descamação na área da córnea.


Já a psicóloga Suely Guimarães afirma que comportamentos de risco, como o de pingar vodka no olho, são relativamente comuns na adolescência. Ela destaca que os pais devem ficar em alerta para orientar corretamente seus filhos. "É muito importante que os pais estejam atentos a tudo que acontece no dia a dia dos filhos. Eles precisam ter condições de oferecer suporte e orientação para ajudar o jovem a atravessar o momento da adolescência", orienta a psicóloga.
Confira a íntegra da entrevista com a Drª Roberli Bicharra realizada pela Web Rádio Saúde

Fonte: Portal da Saúde

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20 de setembro de 2010

A osteopatia recoloca o organismo no caminho da saúde

“O ser humano é dotado de grande poder de autocura e a intervenção da osteopatia recoloca o organismo no caminho da saúde. Quando se restabelece as funções normais da estrutura músculo-esquelética, melhora a circulação dos influxos nervosos e sanguíneos.” A constatação é do fisioterapeuta osteopata, Edson Bramatti, que atua na Clínica Reichmann de Chapecó.

Bramatti explica que a osteopatia é um sistema de avaliação e tratamento, com metodologia e filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático). Segundo ele, a osteopatia deve ser desmistificada, pois está baseada na anatomia, na fisiologia e semiologia, não deve ser considerada esotérica e sim cartesiana, não há receitas, mas sim um tratamento que se baseia em exame osteopático.

“A validade da osteopatia é tão concreta que é recomendada e incentivada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como prática de saúde”, afirma Bramatti. A técnica é indicada para tratar todas as dores músculo-esqueléticas, como torcicolos, lombalgias agudas e crônicas, desequilíbrio da pelve e hérnias de disco. Também é indicada nas dores dos membros superiores e inferiores.osteopatia

O fisioterapeuta explica que osteopatia é uma especialidade que conquista o mercado dia após dia, já que a fisioterapia redimensiona a autonomia em cima das terapias manuais. “O objeto do trabalho de fisioterapia é o movimento humano em todas as suas expressões”, aponta.

Sobre a aplicação da osteopatia em atletas de alto nível, Bramatti diz que o tratamento contribui para manter a melhor forma possível. Tenistas, jogadores de futebol, de basquete, maratonistas, entre outros, se beneficiam dos tratamentos curativos e preventivos. “A técnica já é bastante difundida e aplicada em departamentos médicos de várias equipes de futebol profissional do Brasil e do exterior”, salienta Bramati.

As lesões ortopédicas prejudicam a perfeição dos gestos técnicos, diminuem a performance e podem se agravar a longo prazo. O fisioterapeuta orienta que tratar as cadeias musculares e normalizar as funções finas articulares permitem restaurar a harmonia e a eficácia dos gestos esportivos. Certos esportes como tênis, futebol ou as artes marciais provocam frequentemente distensões musculares e bloqueios vertebrais, que podem ser tratados pela Osteopatia, o que ocorre também com jogadores de futebol profissional, muito expostos a problemas mecânicos. Nas competições nacionais e internacionais, é comum as equipes contratarem um osteopata para cuidar dos atletas.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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19 de setembro de 2010

Tom, Vinícius, João Gilberto e o nascimento da bossa nova

Em 1956, no bar Vilarino, que ficava atrás de uma mercearia, na avenida Graça aranha no Rio de Janeiro, um rapaz chamado Antônio Carlos Jobim, o Tom, foi apresentado ao diplomata e poeta Vinícius de Moraes. Depois de alguns chopes e empadinhas, ficou resolvido que Tom musicaria a peça de Vinícius, Orfeu da Conceição, que tinha sido premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo, e que estava sendo adaptada para o cinema pelo francês Marcel Camus.

E assim, no dia 25 de setembro de 1956, a peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Vinícius ficou tão empolgado com as composições daquele pianista quase desconhecido, que aceitoTomViniciusu escrever letras para suas músicas, como Lamento do Morro, Se Todos Fossem Iguais a Você, etc, que foram gravadas pela Odeon, ainda em 1956, com o cantor Roberto Paiva, o violonista Luís Bonfá e orquestra.

No Vilarino reuniam-se, quase todas as tardes, jovens músicos e intelectuais, entre os quais Irineu Garcia, dono da etiqueta Festa, Luís Jatobá, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e, as vezes, Eliseth Cardoso. E foi aí, entre bons papos e acaloradas discussões sobre jazz, que nasceu, em abril de 1958, O LP Canção do Amor Demais, gravado por Eliseth, com composições de Tom e Vinícius, e com a participação do violonista João Gilberto, que, em duas faixas, Chega de Saudade e Outra vez, lançou o estilo que viria caracterizar a bossa nova.

Com a harmonia repleta de acordes alterados, saltos melódicos inesperados com frequentes modulações, a economia de instrumentos e da duração de cada música, a letra lírica e coloquial, e, acima de tudo, o leve ritmo quaternário com deslocamentos independentes da melodia. Na verdade o talentoso João Gilberto, baiano de Juazeiro, não era nenhum marinheiro de primeira viagem. Em 1953, a cantora Marisa havia gravado pela RCA Victor uma composição sua, Você Esteve Com Meu Bem? E costumava apresentar-se na boate Plaza, ponto de encontro dos músicos cariocas preocupados com aprimoramentos técnicos, refinamento da harmonização, enfim, com uma nova estética musical.

Fonte de pesquisa: Nosso Século, Abril Cultural, 1980.

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