21 de junho de 2009

Rádios e as informações meteorológicas

Apesar de todas as inovações tecnológicas, o velho e bom rádio ainda ocupa lugar de destaque na comunicação.

Especialmente nas localidades mais afastadas, onde o acesso a outros meios, como internete e televisão, é mais difícil e, algumas vezes, até impossível. O rádio é o companheiro de todas as horas, sobretudo para o agricultor, que usa esse meio de comunicação como sua principal fonte de informação, já que o pequeno aparelho a pilha pode acompanhá-lo até em sua rotina diária na lavoura.


Ciente desse poder o setor de meteorologia da Epagri/Ciram tem no rádio um importante aliado e se utiliza desse meio para disseminar com eficiência e rapidez informações de previsão do tempo. Os meteorologistas da equipe atendem pessoalmente todos os dias cerca de 70 rádios de todas as regiões do Estado em boletins ao vivo ou gravados. Além destas, inúmeras outras rádios baixam o boletim meteorológico disponibilizado gratuitamente nos sites do Ciram e do Governo do Estado.


Erva-mate
A rádio Catarinense, de Joaçaba, é uma das atendidas todos os dias. Em agradecimento aos serviços prestados pela Epagri/Ciram uma das patrocinadoras da emissora enviou para ao setor de meteorologia 10 quilos de erva-mate. A singela atitude dá a medida da importância das informações prestadas pelos meteorologistas da Empresa.


Outro termômetro do alcance das informações geradas pelo setor de meteorologia da Epagri/Ciram foi uma correspondência, enviada pelo presidente da Coopearlfa, Romeo Bet, agradecendo “pelo excelente trabalho desempenhado pela equipe Epagri/Ciram”. Os meteorologistas da Epagri/Ciram gravam diariamente boletins especiais para a Cooperalfa e a Fecoagro. Só a Cooperalfa distribui esse programa para 14 emissoras de rádio atingindo mais de 14 mil famílias de agricultores filiadas. Na carta o presidente da cooperativa elogia a atuação do setor de meteorologia da Epagri/Ciram: “de fato, é um estudo específico feito pelo respectivo órgão estadual, que se traduz num serviço espetacular, pulverizado a milhares de pessoas do campo que podem, desta forma, efetuar seus planejamentos, investimentos e tratos culturais de maneira mais acertada”.


Acaert
No final do mês de maio a Rede de Noticias Acaert (Associação Catarinense de Rádio e Televisão) disponibilizou em seu site entrevista sobre a previsão de término do período de estiagem no Estado. De acordo com a instituição, 57 emissoras fizeram o download da gravação, em municípios de todas as regiões do Estado, como Xanxerê, Tubarão, Mafra, Itajaí, Palmitos e Lages, por exemplo.


Toda essa movimentação reflete a rotina normal do setor de meteorologia, que funciona 12 horas por dia em todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados. Porém, em eventos extremos como enchentes e secas, o volume de trabalho aumenta consideravelmente, já que o interesse da imprensa e da sociedade pela previsão do tempo é bem maior nesses períodos.


Em breve o site da Epagri/Ciram passará a disponibilizar, além dos boletins diários, entrevistas gravadas com os meteorologistas sobre previsões específicas, como aquelas feitas para as mudanças de estações ou feriados, por exemplo. Todas essas ações tem um único objetivo: utilizar a agilidade e alcance do rádio para informar os catarinenses, com rapidez e precisão, sobre as condições previstas de tempo, informações cruciais para vários setores da sociedade, sobretudo a agricultura e a pesca.

Fonte: Gisele Dias - Assessoria de Comunicação Epagri/Ciram

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Miniusinas solares

A Universidade Federal de Santa Catarina inaugurou na manhã da última sexta-feira (19/6) três novos geradores solares fotovoltaicos. Dois deles estão instalados no campus, no Hospital Universitário e no Colégio de Aplicação. O terceiro está no aeroporto Hercílio Luz.


Além de demonstração, as novas estruturas permitirão acompanhamentos e estudos de desempenho. As instalações são resultado de uma parceria entre UFSC, Tractebel Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No HU, a “miniusina” é formada por 15 módulos fotovoltaicos e cobre o telhado de um ambiente que poderá ser usado por qualquer pessoa que esteja na área do hospital. No Colégio de Aplicação o acesso é restrito, para uso dos estudantes como espaço de lazer, para lanchar e convivência. No Aeroporto Hercílio Luz, os módulos fotovoltaicos estão montados sobre a cobertura do Terminal de Carga Aérea.


Instalados em locais diferentes, os três sistemas terão a geração influenciada por suas localizações. A estimativa de geração média mensal é em torno de 200kWh, equivalente ao consumo de uma residência de dois dormitórios, com duas a quatro pessoas. "Os sistemas fotovoltaicos são conectados à rede e possuem um conjunto de módulos fotovoltaicos, que geram tensão e corrente contínua (CC), a partir da energia do Sol. A saída do painel fotovoltaico é levada a um inversor, que converte CC em CA. A saída do inversor (CA) é conectada à rede elétrica do prédio, no quadro de alimentação. Assim, a energia gerada pelo sistema é injetada na rede elétrica, alimentando cargas do prédio, que podem ser lâmpadas, computadores, etc.”, explica o pesquisador Trajano Viana, ligado ao Laboratório de Energia Solar (Labsolar) e ao Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE), ambos da UFSC.


Segundo ele, quando há Sol existe geração fotovoltaica e o sistema supre uma parcela da energia consumida pelos aparelhos elétricos do prédio, proporcionando redução do consumo de energia da rede pública. Quando não há Sol, o sistema não gera e a energia virá totalmente da rede pública. Além disso, caso falte energia na rede do prédio, por desligamento da concessionária ou do disjuntor geral do quadro de alimentação, o inversor se desliga automaticamente e corta o fornecimento – e a rede fica desenergizada. Ao retornar a energia na rede do prédio, o inversor detecta a tensão e, automaticamente, se reconecta e passa a fornecer energia. “Todo esse processo de geração, conversão, autodesligamento, religamento, etc, ocorre de forma automática, silenciosa, sem qualquer interferência humana. Não há necessidade de um operador para o sistema fotovoltaico”, explica Viana.

Equipe estuda potencial e possibilidade de paridade

Os estudos no campo da energia solar vêm sendo desenvolvidos na UFSC há anos e diversos projetos buscam mostrar o potencial desse tipo de geração. Um deles, chamado Telhados Solares, avaliou o potencial da energia solar em Florianópolis. Os resultados obtidos demonstram que, embora a capital catarinense esteja localizada numa região de baixa incidência solar, correspondendo possivelmente ao caso mais desfavorável no país, ela está bem distribuída e pode proporcionar economia de energia elétrica e redução da demanda em horários de pico diurno (que ocorre devido ao uso de ar condicionado).


Estudos do grupo indicam também que, entre 2012 e 2013, algumas regiões do Brasil poderiam ter preços equivalentes de energia fotovoltaica e tarifa residencial. Os dados foram obtidos em simulações de cenários para um programa solar brasileiro. As simulações foram realizadas através do desenvolvimento de planilhas eletrônicas, onde é possível identificar, entre diversos itens, o custo total do programa, o impacto tarifário que teria pela diluição dos custos aos consumidores finais e o momento em que o preço da energia fotovoltaica e da tarifa cobrada pela concessionária seria o mesmo para o usuário final. O objetivo das equipes com esse tipo de estudo é gerar dados que auxiliem o desenvolvimento de políticas públicas para uso da energia solar no país.


Mais informações: Trajano Viana / Laboratório de Energia Solar / Laboratório de Eficiência Energética em Edificações / Fone: 48 3721-5184 / 3721-5185 / E-mail: trajano@labeee.ufsc.br

Saiba Mais:
- A UFSC inaugurou em 1997 a primeira instalação solar integrada à arquitetura e interligada à rede elétrica pública do Brasil. O sistema continua funcionando e convertendo energia solar em eletricidade por meio de módulos fotovoltaicos instalados na cobertura do Bloco A do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC.
- Desde então a UFSC já implantou vários outros geradores utilizando esta tecnologia. Um deles na Fortaleza de Ratones. Outro está no Centro de Cultura e Eventos da universidade desde 2000.Os módulos foram integrados à cobertura do Centro, com o objetivo de demonstrar o potencial da energia solar.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom/UFSC

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Internet é essencial para crescimento das pequenas empresas

Avaliação é do gerente de suporte para pequenas empresas do Google, Luciano Santos.

A internet revolucionou a comunicação e isso inclui a forma de fazer comércio e propaganda. A inserção das micro e pequenas empresas nesse mundo é fundamental para o seu crescimento. A avaliação é do gerente de suporte para pequenas e médias empresas do Google, Luciano Santos, em palestra, nesta semana, para técnicos do Sebrae, em Brasília.


Luciano deu uma noção da importância da internet: hoje, 1,4 bilhão de pessoas estão on line no mundo, a América Latina tem 141 milhões de internautas e a estimativa é de que 64 milhões estejam no Brasil, onde a banda larga também cresce em âmbito doméstico. Esse ambiente é reforçado com o surgimento das chamadas comunidades, ampliando o potencial desse meio de comunicação.


“Hoje, a internet não é só venda, compra ou possibilidade de fazer propaganda, é, também, a possibilidade de fazer perguntas e dar opiniões para tomar decisões” exemplificou. Luciano também lembrou: o comércio eletrônico já é uma realidade no País, tanto que o e-comerce é um negócio bilionário estimado, este ano, em R$ 9,2 bilhões. Os anunciantes, por sua vez, já estão percebendo esse potencial. Em 2008, o investimento em publicidade on line foi de R$ 759 milhões, informou o palestrante.


Por outro lado, lembrou, a realidade da propaganda nos meios tradicionais como rádios, jornais, revistas e televisão também mudou especialmente com o aumento da quantidade de veículos. Isso, entende, dificulta maior alcance do público-alvo, principalmente para os pequenos negócios, com poucos recursos para investir nessa pulverização e tendo que optar por um ou outro veículo.


Na sua avaliação, é impossível para uma empresa “tentar atingir um grande público utilizando os meios tradicionais se não for uma multinacional”. A alternativa, acredita, está na internet, acessada diariamente por milhões de pessoas e permitindo, aos internautas, encontrar o que procuram de maneira mais rápida.


Entre as vantagens da internet, Luciano relaciona segmentação, “permitindo a escolha do público que acessará à propaganda ou o produto oferecido; flexibilidade, não havendo necessidade, por exemplo, de esperar a impressão ou publicação de determinado material publicitário; e a possibilidade de mensurar a efetividade da iniciativa. Luciano admite, porém, que muitas pequenas e até médias empresas enferntam o problema da exclusão digital, não só pela falta de acesso à internet, mas também pela dificuldade em utilizar suas ferramentas. Por isso, admite, muitas dessas empresas entram nesse mundo digital mas acaba saindo.


“Isso tira a possibilidade da empresa concorrer de maneira justa com outras, porque quem consegue utilizar o sistema está na frente”, diz. Segundo ele, o próprio Google, vem buscando meios para treinar esse público de forma on line, mas encontra resistências. O ideal, acredita, é levar educação digital a essas pessoas em sala de aula, nformando “desde o que é e qual a importância da internet até a utilização da publicidade e do comércio on line”.

Por: Dilma Tavares da Agência Sebrae de Notícias

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