31 de março de 2013

Você sabe o que é um locávoro?

“Think globally, act locally” (pense globalmente, aja localmente), o famoso mote de ambientalistas mundo afora é também o resumo do modo de vida e alimentação dos “locávoros”. É cada mais forte nos EUA a tendência dos “locavores” — pessoas que preferem consumir alimentos cultivados localmente. O neologismo poderia ser traduzido como “locávoros” – similar a “herbívoros” ou “carnívoros”.


De acordo com o dicionário online Merriam-Webster, um locávoro é “alguém que come localmente sempre que possível.” Esta definição, no entanto, apenas explica o nome, mas não o motivo de existência do locavorismo. Afinal, por que alguém trocaria a praticidade dos supermercados pelo trabalho de ser a própria fonte de sua alimentação buscando por comida na localidade ao redor? Alguns motivos levam a isso: Herbívoros comem vegetais. Carnívoros comem carne. Locávoros comem localmente. Menos gases poluentes.


Locávoros geralmente começam sua busca para comer de forma mais ambientalmente sustentável, definindo um raio de quilometragem. Qualquer alimento cultivado ou feito dentro deste raio é considerado comida local. Mas, ainda, por que definir este raio e passar pela dificuldade de ater-se a ele? Como é que isso pode ajudar a tornar “verdes” os hábitos alimentares? A verdade é que mesmo que os seus produtos favoritos usem embalagens biodegradáveis e sejam fabricados de acordo com a “etiqueta ambiental”, eles ainda terão a desvantagem da poluição causada pelos veículos responsáveis pela sua distribuição.

locavoro
Além disso, ao adquirir produtos mais perto de casa a poluição emitida pelo automóvel também é diminuída ou evitada quando se pode ir a pé.


A professora de yoga Sílvia Maria é uma das pessoas que decidiu por comprar produtos nos arredores de casa. “Compro meus vegetais e ovos de um micro produtor no meu bairro (na cidade de Santo André), ele produz tomates, alguns vegetais e cria galinhas no seu quintal. Fiz isso em prol da saúde da minha família e do incentivo ao pequeno empresário”.

É claro que só o fato de procurar comprar produtos que se preocupam em oferecer embalagens ambientalmente menos danosas já é um ponto verde a mais. No entanto, há opções ainda mais benéficas para o ambiente. Um exemplo? Imagine que ao comprar seus produtos em alguma quitanda, feira livre ou pequeno produtor próximo à sua casa você pode abdicar de quaisquer tipos de embalagens plásticas com mais facilidade, já que o caminho é curto e a armazenagem pode ser feita em sacolas ecológicas, cestas carrinhos de feira. Resumindo, comprar localmente permite que você diminua a sua própria pegada de carbono e poluição em geral. Para tornar as coisas ainda mais interessantes, o fato é que com isso, você gasta mais dinheiro com comida de verdade e menos com campanhas de marketing, embalagens poluentes e nomes fantasia. Isso é valorizar a natureza e o próprio bolso.

Fonte: Primeiro Plano

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