26 de abril de 2011

O fim de uma era: fechou a última fábrica de máquinas de escrever do mundo

Uma invenção que revolucionou a maneira de trabalhar, tornando-se uma peça essencial, principalmente nos escritórios, por mais de um século. Mas depois de anos de excelentes serviços prestados, chegando a ser o símbolo das secretárias, finalmente chegou ao fim da linha. Pois é, se você acha que as máquinas de escrever já não eram mais fabricadas há muito tempo, está enganado.

A Godrej e Boyce, última empresa que ainda fabricava máquinas de escrever, acabou de fechar sua unidade de produção em Mumbai, na Índia, com algumas centenas de máquinas em estoque. Embora as máquinas de escrever tenham se tornado obsoletas anos atrás, no ocidente, elas ainda eram comuns na Índia, até recentemente. Mas mesmo assim, a demanda por máquinas  de escrever neste país, também foi diminuindo nos últimos dez anos, pois também por lá os consumidores foram migrando para os computadores.

O gerente geral da empresa, Milind Dukle, disse ao jornal India's Business StandarMaqEscrd: "Nós não estamos recebendo muitas encomendas agora. "Desde o início dos anos 2000 , quando os computadores passaram a dominar, todos os fabricantes de máquinas de escrever pararam a produção, exceto nós. Até 2009, eram produzidas de 10.000 a 12.000 máquinas por ano. Mas agora esta pode ser a última chance para os amantes da máquina de escrever."

A empresa começou a produção em 1950 - quando o primeiro-ministro Jawaharlal Nehru descreveu a máquina de escrever como um símbolo da independência da Índia e da sua industrialização. A Godrej e Boyce chegou a vender 50 mil modelos por ano no início dos anos 1990, mas no ano passado, vendeu menos de 800 máquinas.

A invenção de um primitivo dispositivo de escrever mecanicamente é atribuída a Henri Mill, em 1714. O italiano Pellegrino Turri introduziu, em 1808, o sistema de teclados. Posteriormente, o mecânico norte americano Carlos Thuber criou um modelo aperfeiçoado, com maior rapidez de escrita  em 1843. Outros nomes como os do norte-americano Burth, o inglês Jenkins, e o francês Pogrin, colaboraram para o aperfeiçoamento da máquina.

A primeira máquina de escrever comercializada, foi produzido em os EUA em 1867 e, na virada do século foi desenvolvido  o formato padronizado com o teclado “qwerty” que até hoje conhecemos, pois também é utilizado nos computadores.

Fonte: Daily Mail

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6 comentários:

  1. Luiz
    O Blog do senhor "LUIZ" continua a nos brindar com belas postagens. Sempre que posso dou uma passadinha por aqui, para ler as matérias sempre muito boas desenvolvidas neste espaço. Para quem trabalhou com máquinas de escrever dessas antigas, sim digo antigas pois hoje o jovem ao ser inserido no mercado de trabalho, não conhecerá essa máquinas. Tenho 5 exemplares dessas que já foram maravilhas, uma de 1934, outra dos anos 50, outra anos 60 e duas dos anos 80. Uma delas a mais tradicional da Olivetti, trablhei desde 1968 até 1992 na Artex. Tenho também uma facit, que hoje é uma reliquia.
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história.

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  2. Está aí algo que nunca havia pensado. Será que existe algum programa que simule uma máquina de escrever no computador? Com todos os barulhos provenientes dessas preciosidades?

    Eu sempre gostei de máquinas de escrever, principalmente pelo fato de ter aprendido a datilografar em uma. Eita saudade que eu tenho das minhas aulas... das professoras tão atenciosas.... Eita tempo bom!

    Infelizmente, temos que nos adaptar às novas tendências, apesar de ainda ter uma "Royal Model FP manual typewriter (ca.1957)", herança de meu avô! :)

    Abraços

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  3. Oi, Luiz!

    Taí uma notícia que não me causa tristeza alguma!
    Apesar de reconhecer a importância que elas tiveram, esse tipo de máquina caiu no obsoleto...
    Bem, nutro um certo carinho pela minha máquina de escrever eletrônica, uma Olivetti Praxis 201-II,
    por ser um dos primeiros utensílios que comprei com o meu próprio 'dim-dim'... rsrsrs
    Ela é a última palavra em máquinas de escrever por não ser de fita, e sim, de cartucho! (Ainda funciona;
    mas quem disse que a uso?)

    Um abraço,
    Mary:)

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  4. caraca!!!isso é uma grande idéia! um programa que simula uma máquina de escrever...tic tic tic...vou procurar!

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  5. eu tenho uma. vendo por um milhao de euros... kkk!

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  6. Apesar de não usar, o computador não substitui a praticidade de uma máquina de escrever em algumas situações.

    Exemplo:

    Uma empresa que preencha documentos de uma diversidade grande, os quais ela não emite.
    Imagine que seja documentos timbrados, ou autenticados como os de um cartório.

    Vc tem que preencher aquele documento e não errar.

    Scanear, preencher e imprimir em cima não é prático e pode causar erros frequentes de desalinhamento. E inviável se não se pode correr o risco de estragar um documento autenticado.

    Então a máquina é o mais prático.

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