25 de março de 2012

Mulheres no comando

Mulheres empreendedoras, envolvidas no processo produtivo e na gestão dos negócios, qualificadas para comandar as propriedades. É dessa forma que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão ligado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), quer ver as mulheres catarinenses, à frente dos empreendimentos no campo. Mas para profissionalizar a mão de obra feminina, a entidade oferece o programa Com Licença Vou à Luta (CLVL).

Neste mês de março, a ação atende mulheres em diversos municípios do Estado, a exemplo de Arabutã, Ituporanga, Papanduva e Chapadão do Lageado. As atividades são divididas em cinco módulos: empreendedorismo; gestão financeira; liderança, relações interpessoais e trabalho em equipe; conhecimentos sobre Direito Trabalhista e planejamento de negócio.

De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, o programa busca formar mulheres com visão de negócio, pois muitas hoje são responsáveis pela unidade familiar. “Por isso, é tão importante capacitá-las com noções de gestão, transformando a participação feminina em fator decisivo para o sucesso da empresa rural”.

Durante a capacitação, as mulheres rurais são habilitadas a desenvolver competências de gestão para aplicação no seu próprio negócio, considerando as oportunidades da região. O curso estimula as participantes a empreenderem atividades que possibilitem independência financeira, construindo a autoconfiança, com reflexos na qualidade de vida, além de contribuir para o aumento da renda familiar com melhorias da eficiência da gestão da propriedade.flores

Com enfoque no empreendedorismo e na liderança, o programa busca elevar a autoestima das mulheres para despertar o potencial pessoal e profissional, e proporcionar atividades que possibilitem a independência financeira, construindo a autoconfiança com reflexos na qualidade de vida. Além disso, contribui para o aumento da renda familiar com melhorias na eficiência da gestão.

“As participantes têm cinco semanas para elaborar um plano de negócio compatível com a realidade de cada propriedade, para que possam implementá-lo ao final do programa”, complementa Zanluchi.

Os conteúdos abordam características do empreendedor, autoconhecimento e fornece conceitos para elaboração do diagnóstico da propriedade rural; conceitos financeiros, custo fixo e variável, depreciação, fluxo de caixa; elaboração da FOFA (ferramenta de planejamento) e estudo de mercado, visando a melhoria ou a inovação de alguma atividade; noções básicas de legislação trabalhista, ambiental e sanitária; processo de liderança, características do líder, estilos de liderança, relações interpessoais e a construção de relacionamentos por meio de dinâmicas e vivências.

Para participar, as mulheres produtoras devem ter a 4ª série do ensino fundamental completo; saber as quatro operações aritméticas; ter idade acima de 16 anos e estar envolvidas com as atividades da propriedade rural.

Outras informações estão disponíveis no site do Senar/SC (www.senar.com.br) ou pelo telefone 48 3333 0322. As interessadas podem, também, procurar o Sindicato Rural do seu município.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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21 de março de 2012

Meio rural será uma fábrica de taperas

Estamos fazendo um apelo em nome dos 9.000 associados da Cooperativa Rio do Peixe (Coperio) e dos 10.000 associados da Cooperativa de Produção e Consumo de Concórdia (Copérdia) para que não se cometa essa desastrosa injustiça com os pequenos produtores rurais de Santa Catarina, os quais, a exemplo dos associados das cooperativas acima citadas, possuem o mesmo perfil.

Não é possível que tenhamos que ver nossos produtores que representam mais de 95% das 187.000 propriedades rurais (mini, pequenos e médios) de Santa Catarina (70% são sócios de cooperativas) submetidos a um código florestal que descaracterizará o código ambiental de do Estado, colocando os produtores, cooperativas e demais organizações que sustentam as cadeias produtivas de carnes, leite e grãos num processo de degradação das estruturas produtivas.tapera

O código promoverá a desestruturação das propriedades rurais de forma extremamente acelerada num processo de taperização dos empreendimentos do campo do nosso Estado em função do abandono compulsório por parte da lei que está para ser votada. A favelização do meio rural será evidente num futuro muito breve e as cooperativas terão que criar um serviço de apoio para encaminhar os produtores associados a se cadastrarem nos programas assistenciais do governo federal, como o bolsa família.

É desumano e cruel fazer isso com produtores exemplares, como os de Santa Catarina, os quais estarão sendo atingidos com uma lei inadequada a sua realidade em prol do interesse internacional. Todos os brasileiros mais esclarecidos e patriotas têm consciência que a intenção é tomar a Amazônia do Brasil e usá-la para os interesses dos países desenvolvidos em detrimento do nosso país, usando estratégias de Ongs que estão sendo pagas para essa inescrupulosa finalidade.

A preservação dos parâmetros e critérios contidos no código ambiental catarinense, principalmente com relação às áreas consolidadas, matas ciliares, apps e reserva legal,  se não forem previstas formas de contemplar no código florestal brasileiro,  estará comprometendo seriamente o futuro dos agricultores e do agronegócio catarinense.

Apelamos aos deputados e senadores do nosso Estado para que não permitam a aprovação de uma lei que transformará o meio rural numa fábrica de taperas. Somos  cooperativistas catarinenses e brasileiros. Nem Santa Catarina, nem o Brasil podem aceitar esse jogo de falácias de ambientalismo como um fim em si mesmo e que está desprovido, em grande parte, de fundamentação técnica e científica adequada, onde claramente percebemos a manipulação irresponsável de Ongs e de um percentual, graças a Deus, pequeno de deputados antipatriotas e que não deveriam estar nas casas legislativas porque estão tentando criar uma lei contra o país.

Os órgãos de pesquisa, extensão e assistência rural brasileiros possuem tecnologias de sobra para promover o desenvolvimento sustentável e ambientalmente adequado para o nosso país.

Todos nós sabemos o real interesse disso tudo, pois faz parte das estratégias internacionais que qualquer brasileiro com o mínimo de cultura percebe. Sabedores do espírito público e do compromisso que os nobres deputados e senadores tem com Santa Catarina e com o Brasil, contamos com o espírito de luta para influenciar os demais por esse Brasil, afim de corrigir em tempo esse grave erro que está prestes a acontecer.

Por: Valdemar Bordignon, presidente da Copérdia e Decio Sonaglio, presidente Coperio

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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18 de março de 2012

Game Gratuito


A equipe do Laboratório de Educação Cerebral, ligado ao Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, lança na próxima terça-feira, 20 de março, o jogo eletrônico educativo Mata Atlântica – o bioma onde eu moro. A apresentação acontece a partir de 14h, no auditório do Centro de Ciências da Educação da UFSC.


Direcionado a estudantes do ensino fundamental, o jogo é gratuito, com download a partir do site www.mata-atlantica.educacaocerebral.org. Vem acompanhado de um guia para o professor e a escola pode solicitar capacitação para uso pelo e-mail Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher.

De acordo com o coordenador do laboratório, o professor Emilio Takase, o desenvolvimento levou em conta a ideia de edutenimento (educação com entretenimento, diversão). Os jogadores não são adversários, mas integrantes de uma equipe e assim o game promove a relação colaborativa entre os alunos-jogadores.


Para motivar a relação colaborativa, há uma missão a ser realizada e um personagem (avatar, papagaio-de-peito-roxo) que acompanha os jogadores, dando feedbacks motivacionais (orientando o jogar e lembrando a importância do trabalho em equipe) e construtivos (acerca do conteúdo científico do game).


Takase explica que o jogo propicia aos estudantes conhecer 36 espécies de fauna associados aos ecossistemas do Bioma Mata Atlântica presentes em Santa Catarina. Traz também características marcantes das paisagens desses ecossistemas e sua localização no mapa do Estado.


A tecnologia educacional foi desenvolvida para oferecer qualidade ao Ensino de Ciências, já que o conteúdo Bioma Mata Atlântica é previsto para ser trabalhado no ensino fundamental, de acordo com os Parâmetros Curriculares do Ministério da Educação.


O desenvolvimento teve financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), depois que o projeto do Laboratório de Educação Cerebral foi selecionado em uma chamada pública voltada a estimular a inovação para valorizar a biodiversidade. Teve também apoio do estúdio Casthalia, ligado ao polo de desenvolvedores de jogos eletrônicos de Santa Catarina (SC-Game).


Mais informações: www.educacaocerebral.com e com o professor Emílio Takase, pelos telefones (48) 3721-8284


Por: Arley Reis / Jornalista da Agecom, com apoio da Assessoria de Comunicação da Fapesc
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