13 de outubro de 2011

Ouro é utilizado para controlar pragas

Parece filme de ficção, mas é pura realidade. Nas pesquisas sobre pragas de grande importância econômica para o Brasil, que atacam culturas como hortaliças, citros, trigo, tomate, arroz e espécies florestais, esta técnica já está sendo usada. Um fio de ouro colocado nas costas de insetos sugadores é capaz de mostrar seu comportamento alimentar. Analisando as informações geradas, é possível definir estratégias de combate a esse tipo de praga e, com isso, evitar prejuízos a culturas agrícolas e florestais.

Conhecida como Monitoramento Eletrônico - EPG (Electrical Penetration Graph), esta técnica, foi desenvolvida pelo holandês Freddy Tjallingii, que hoje a difunde por todo o mundo. Ela pode ser utilizada tanto para avaliação da resistência de plantas a insetos como também para estudo da transmissão de viroses e resposta dos insetos a toxinas, como inseticidas e os resultados desse tipo de pesquisa podem trazer novas orientações ao manejo integrado de pragas (MIP).ouro

Com o auxílio de uma lupa, fios de ouro são colocados com cola de prata nas costas dos insetos e depois conectados a eletrodos. Dentro de uma gaiola Faraday, que permite isolamento elétrico, os insetos são colocados em folhas ou ramos do seu hospedeiro, que podem ser diversas espécies de plantas, e o aparelho vai fazer a leitura dos sinais dos eletrodos. Esta leitura é transferida para um computador que transforma a informação em ondas, que são previamente determinadas para cada grupo de inseto sugador.

Essas informações ajudam a entender melhor a resposta do inseto a determinados fatores e mesmo mostrar, por exemplo, se ele ataca melhor uma espécie de planta ou outra. No Brasil, somente Embrapa, Esalq/USP e Epamig utilizam a técnica e, no mundo, somente duas a utilizam com pragas florestais, sendo a Embrapa Florestas uma delas.

Fonte: Embrapa

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12 de outubro de 2011

O consumismo infantil no dia das crianças

Não precisa ser o Dia das Crianças para ouvir pedidos insistentes vindos dos pequenos. A influência infantil no momento da compra não se restringe aos itens direcionados a elas e estendem-se a alimentos, roupas, eletroeletrônicos, e até carros possuem a intervenção de uma criança na forma de um palpite, no momento da aquisição.

A afirmação é da pesquisa realizada pelo Instituto TNS/InterScience, em 2003, quando foi revelado que as crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família. A data festiva das crianças, no entanto, é o motivo ideal a mais para pedir videogames, bonecas, celulares, relógios, dentre outros produtos.

Pesquisador americano e fundador do The Consumer Studies Research Network (CSRN), Dan Cook declarou que a infância faz o capitalismo cantarolar e os dados não deixam dúvida: a infância faz a alegria do comércio e, principalmente, de marqueteiros e do mercado publicitário.

A declaração pode ser confirmada por meio dos dados divulgados pela comunidade eCGlobal. De acordo com a pesquisa realizada com 1495 pessoas durante o mês de setembro, 65% dos pais pretendem dar exatamente o presente que seu filho pediu para o Dia das Crianças.brinquedos

Desconsiderando os pedidos específicos de cada um, a porcentagem de pais e mães que irão presentear as crianças em virtude da data sobe para 90% dos entrevistados. Outros dados revelados pela pesquisa apontaram que 52% das famílias pretendem gastar entre R$ 51 e R$ 200. Questionados sobre os motivos que incentivam o consumismo neste período, a resposta "Ele é um bom filho” recebeu 49% dos votos, enquanto 38% acreditam que a publicidade televisiva influenciou na escolha dos objetos.

Segundo a pesquisa Painel Nacional de Televisores, realizada pelo IBOPE, em 2007, as crianças brasileiras dedicam mais de quatro horas diárias ao entretenimento em frente à televisão. As propagandas também surgem nos celulares, na internet, em outdoors e entre os colegas da escola, expondo a criança a diferentes conteúdos e um bombardeio diário de produtos e marcas. Desta forma, o momento de diversão ativa foi substituído pela passividade em frente não só ao televisor, mas também nas telas de celulares, computadores e videogames.

O consumismo, caracterizado pelo excesso de produtos que não são necessários para a sobrevivência, pode causar desde stress familiar, até obesidade infantil e baixa auto-estima nas crianças.

De acordo com o Instituto Akatu, o consumismo também é responsável pelo aumento do consumo de energia e recursos naturais. Já que não dá pra fugir do consumo, a alternativa é optar por itens sustentáveis, de forma a minimizar o impacto da vida moderna no meio ambiente.

Uma das dicas é evitar o uso de papéis de presentes e fitas plásticas para reduzir o volume destes resíduos nos aterros sanitários. Outras orientações alertam para a atenção ao comprar brinquedos com o selo do Inmetro e dar preferência a roupas produzidas com algodão orgânico. Para finalizar, que tal investir em um presente que possa ser manejado por crianças e adultos? Desta forma, é possível aumentar a convivência e a interação entre pais e filhos.

Fonte: EcoD - Projeto do Instituto Ecodesenvolvimento

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10 de outubro de 2011

Pesquisa: Baguaçu no tratamento da diabetes

Pesquisa desenvolvida pelo curso de Nutrição e pelo Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) comprovou que o extrato da planta Eugenia umbelliflora tem efeito auxiliar a Metformina, composto principal dos remédios mais utilizados no controle da diabetesmellitus, tipo 2.


A planta, nativa da flora brasileira, é conhecida popularmente como baguaçú. Além dela a pesquisa analisou a espécie Rubus imperialis, conhecida como amora-branca, que também tem ação hipoglicemiante, porém, com menor efeito se comparada a Eugenia umbelliflora.


Os testes foram feitos com ratos, induzidos ao diabetes e submetidos aos diversos tratamentos. Após seis semanas ingerindo o extrato da Eugenia umbelliflora, o grupo de animais, demonstrou níveis de glicose praticamente iguais aos dos animais não diabéticos.

baguacu
Segundo Sandra Soares Melo, nutricionista coordenadora da pesquisa, os flavonóides encontrados nas folhas da Eugenia umbelliflora demonstraram alto poder antioxidante no organismo. “Os flavonóides presentes na planta atuam na normalização do colesterol e nos níveis de glicose no sangue, e podem ser utilizados como um importante coadjuvante no tratamento da diabetes mellitus, tipo 2”, explica.


A Eugenia Umbelliflora pertence a família Myrtaceae e é uma espécie típica de dunas fixas e terrenos baixos, menos enxutos, bastante planos e arenosos, sendo encontrada principalmente na restinga litorânea de Santa Catarina, desde o extremo norte, até o município de Palhoça.


“É importante deixar claro que a pesquisa foi realizada com o extrato da planta, que propicia a extração de todos os seus componentes, e não na forma de chá”, ressalta Christiane Meyre da Silva Bittencourt, doutora em química orgânica e integrante da pesquisa.


A Eugenia Umbelliflora, pouco estudada pelos cientistas até o momento, é utilizada popularmente na região de Florianópolis como antidiabético, antidiarréico, redutor dos níveis de triglicerídeos e colesterol e no tratamento de doenças infecciosas.


O estudo foi apresentado à comunidade científica e premiado com o primeiro lugar no 7º Congresso Internacional de Nutrição Funcional, no final de setembro, em São Paulo.


Mais informações: (47)3341- 7952, Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex)

Fonte: Univali

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