11 de janeiro de 2010

Direito de propriedade

A recente decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Gilmar Mendes, ao conceder liminar que  suspendeu os efeitos do decreto homologatório da reserva indígena  Arroio-Korá em Mato Grosso do Sul, gerou um sentimento de segurança aos atemorizados produtores rurais catarinenses, constantemente ameaçados de perder suas terras para comunidades indígenas.

Nessa interpretação, a Faesc revela total sintonia com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), órgão de cúpula do sistema confederativo patronal rural. No caso concreto examinado pelo STF, a demarcação da reserva indígena foi decretada pelo Presidente da República em 21 de dezembro de 2009, ato contestado imediatamente pelos titulares da Fazenda Iporã (MS) que impetraram mandado de segurança no Supremo. De forma oportuna e coerente, o presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes,   concedeu a medida liminar ainda em 24  de dezembro.raposa

Tanto a Faesc quanto a CNA entendem que a decisão do ministro Gilmar Mendes representa um novo marco de segurança jurídica no país por consolidar, de forma clara e inequívoca,  o  direito de  propriedade. Além disso, comprova, mais uma vez, que a Suprema Corte cumpre com rigor seu papel histórico de guardiã da Constituição e do Estado de Direito.

A comprovação da existência do registro do imóvel desde 1924, ou seja, há praticamente um século, foi fundamento determinante da decisão. Ao dar a correta relevância a esse dado, o STF  reforça a orientação, já antecipada no julgamento da Reserva Raposa Serra do Sol,   de que as demarcações  só alcançam terras efetivamente ocupadas por populações indígenas na data de promulgação da atual Constituição, ou seja, em 5 de outubro de 1988.  Segundo o STF,   ocupações indígenas ocorridas em passado remoto não justificam novas demarcações.

O caso é muito semelhante ao que acontece em Santa Catarina, onde a criação de novas áreas indígenas e a ampliação de outras já existentes geram situações potencialmente explosivas. A FAESC pede há dez anos que o Ministério da Justiça priorize a solução dos conflitos de terras entre produtores rurais e indígenas no Oeste para recuperar a paz e a tranquilidade de centenas de famílias. As comunidades rurais vêm convivendo com invasões e expropriações ocasionadas pela criação de novas terras indígenas ou decorrentes da ampliação das já existentes.

O caso da  reserva Arroio-Korá evidencia, ainda, a urgência de providência de maior alcance, visando inibir a atuação da administração pública – notadamente da Fundação Nacional do Índio – que insiste em ignorar os parâmetros que definem os marcos temporais a serem considerados nos processos de demarcação de terras indígenas, induzindo o chefe do Poder Executivo a tomar medidas que contrariam a Constituição.

Consideramos de extrema importância a proposta de súmula vinculante que a CNA apresentou ao STF em setembro passado com a finalidade de ampliar a abrangência da orientação que impede a demarcação em áreas não mais ocupadas por índios em 5 de outubro de 1988. Essa definição não constitui prerrogativa a ser reconhecida apenas aos proprietários da Fazenda Iporã – como no caso da reserva Arroio-Korá –, mas direito a ser assegurado indistintamente a todos produtores rurais do país.

Por: José Zeferino Pedrozo/Presidente da FAESC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina)

Fonte: MARCOS A. BEDIN/MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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10 de janeiro de 2010

Sebrae prepara o lançamento do móbile solutions

Mais uma vez o Sebrae de Santa Catarina sai na frente e prepara o lançamento de um serviço inovador no país: o sistema de comunicação móvel/celular, também chamado de móbile solutions. Trata-se de um sistema de relacionamento e marketing entre o Sebrae, seus colaboradores e clientes ativos e potenciais que estará disponível aos interessados em 60 dias, explica o diretor técnico Anacleto Ângelo Ortigara.

O serviço estará baseado em soluções de comunicação móvel/celular e incluirá instrumentos de informação, utilizando a inovação tecnológica permitida por estas tecnologias móveis. Elas proporcionam a construção de um canal inovador de relacionamento do Sebrae/SC com os empreendedores de micro e pequenas empresas, candidatos a empreendedores, assim como todos que de alguma forma interagem ou participam das iniciativas do Sebrae/SC.

Esse sistema utilizará os recursos tecnológicos do Sebrae/SC já implementados, e através de umcelular140 processo de integração e interoperação destes com os novos recursos baseados em tecnologias móveis, ampliará as formas e métodos de acesso as bases de dados de informação do Sebrae/SC a seus diversos públicos.

O diretor técnico explica que, entre os resultados esperados, está a implementação de ações de marketing direto de alta performance, baseadas em interesses específicos dos clientes em produtos, serviços, eventos e cursos promovidos pelo Sebrae/SC de modo a atingir mais fácil e rapidamente os clientes usuários de celulares e recursos móveis de comunicação.

Outra inovação será o Portal Móvel que facilitará o acesso via celular e recursos móveis de comunicação a informações e aplicativos móveis disponibilizados pelo Sebrae/SC, assim como gerenciar este Portal de comunicação.

O móbile solutions tornará disponível aos interessados os produtos e serviços em comunicação móvel/celular. Através de empresa contratada via licitação pública, a E-Deploy, de São Paulo, serão desenvolvidos os seguintes aplicativos e serviços:sistema de divulgação de produtos e serviços e da agenda de cursos e eventos via SMS (divulgação de produtos e serviços do Sebrae/SC, além de divulgar cursos e eventos por meio do envio de mensagens para clientes pré-cadastrados), sistema de avaliação de cursos e eventos via SMS (avaliação imediata de cursos e eventos em andamento ou ocorridos), canal de informações via SMS (ferramenta para assinatura de canais de informações com manutenção semanal ou mensal e cobrança realizada diretamente na conta telefônica do assinante seja para plano pós ou pré-pago),sistema de Quiz Sebrae/sc (aplicação para pesquisa on-line via SMS junto a clientes e/ou colaboradores e participantes de concursos), sistema de envio e leitura de voucher eletrônico com código de barras (solução para controle de acesso a eventos que utilizam o voucher eletrônico enviado ao celular), cartão de identificação Sebrae/sc (aplicativo móvel, embarcado no celular, capaz de identificar um cliente Sebrae/SC onde quer que seja apresentado, permitindo o acesso a eventos e cursos).

Anacleto Ortigara explica que o Brasil possui mais de 147 milhões de usuários de aparelhos celulares, quase quatro vezes o número de usuários de internet. O aparelho celular transformou-se em um meio de convergência de comunicação, informação e marketing direto. Dentro deste panorama, com o barateamento do acesso a dados e internet pelo celular, o Sebrae/SC como empresa de vanguarda, desenvolveu o sistema de relacionamento e marketing via soluções de comunicação móvel/celular (móbile solutions) com o propósito de atender ainda melhor e para um número maior de clientes que estão inseridos neste grande conjunto de usuários de celulares e tecnologias móveis de comunicação.

Fonte: MARCOS A. BEDIN/ MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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Por que fracassamos diante do êxito?

É uma coisa muito estranha, esquisita! Fracassar quando há a possibilidade de êxito! Vocês já devem ter percebido ou vivenciado isso em algum momento. Uma situação tipo fazer um esforço muito grande para alcançar algo, como o caso daquele que está quase se afogando no meio do mar, tenta desesperadamente sobreviver, acaba aprendendo a nadar à força, mas morre na praia. Ou então, a eterna repetição no meio artístico de artistas que se suicidam em pleno sucesso.

Chegando mais perto da nossa realidade íntima me refiro às situações em que um sujeito inteligente comporta-se como deficiente, fazendo maus negócios, gerenciando mal seu trabalho. O que faz a diferença entre aquele que tem êxito nas suas iniciativas e o outro que não consegue fazer valer suas potencialidades, embotando-as? Uma das hipóteses poderia ser falta de informações o que é a circunstância mais fácil de resolver. Porém, existem situações em que pessoas muito bem informadas e cultas não têm êxito nos seus negócios.ponty

Existem outros fatores também. O perfil construído por nós de que quem é inteligente e estudioso é exitoso, ou quem é belo e comunicativo é mais bem amado do que os outros será que se sustenta? A realidade nos mostra que não. Nada, absolutamente nada nos dá garantia em relação a alguma coisa. Todas as combinações podem ser possíveis. É fato que numa sociedade como a nossa, que privilegia as aparências, as imagens, o que parece ser mais belo e melhor entra com certa vantagem. Mas a questão me parece mais que é como sustentar o lugar que se alcança ou que se está na eminência de alcançar? Isso vale também para o relacionamento amoroso e social.

Uma das hipóteses é abrir mão da condição infantil, que por vezes pode nos acompanhar, de que há em algum lugar certo amparo, alguém que pode nos salvaguardar do fantasma eminente do abandono e nos proteger. Pessoas que conseguem enfrentar a condição humana de que somos sim eminentemente sós parecem ter mais facilidade para lançar-se nas situações e assumir integralmente o lugar alcançado ou a alcançar, como profissional, amante ou amigo. Quando isso não é possível é provável que o sujeito se mantenha numa condição de dependência emocional e por vezes até financeira (que é um reflexo da dependência emocional), emburrecendo-se, privando-se de avançar.

O tempo passa, mas nossas marcas infantis nunca nos abandonam. Podemos aprender a lidar com elas, para que se aquietem, mas seus suspiros permeiam geralmente nossas iniciativas. É o frio na barriga diante do novo, o pavor e a excitação frente ao que é muito desejado, o passo atrás que se interpõe àquele que quer ir adiante.

A responsabilidade acho que é isso: a consciência absoluta de que, não importa quais sejam os descaminhos que marcaram o nosso passado, quem escreve o nosso presente somos nós, do jeito que nos for possível e não adianta reclamar do pai, da mãe ou de sei lá quem.

Por: Návia T. Pattussi/Psicanalista/naviat@terra.com.br

Fonte: MARCOS A. BEDIN/MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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