28 de dezembro de 2009

Phoney banking: sua conta bancária em perigo

Milhões de contas bancárias estão em risco, pois elas podem ser acessadas por bandidos com apenas um telefonema. Uma investigação do jornal inglês The Sun encontrou uma falha na segurança do Barclays, que tem 12 milhões de clientes na Grã-Bretanha e 48 milhões no mundo inteiro.

A investigação revelou que munidos com apenas quatro dados pessoais - incluindo um nome e um endereço - fraudadores pode acessar o banco e obter informações valiosas. Os outros detalhes pessoais necessários, que o The Sun não quis revelar, são fáceis de obter.

Ao responder a simples perguntas  foram dados os códigos de acesso e os números das contas do cômico Russell Brand, da estrela de críquete Andrew "Freddie" Flintoff - e até mesmo do chefe do Barclaybankfones, o executivo John Varley . As informações podem ser usada, também, para configurar as contas de pagamento online como o PayPal.

Mikko Hypponen, da empresa de segurança na internet, Internet Security F-Secure, disse: "Isto é chocante. As respostas a tais perguntas simples estão disponíveis na internet, e não apenas para celebridades. Pense nas informações sobre o Facebook."

O The Sun inicio a investigação, depois que um cliente do Barclays, Kevin Wood, de 26 anos, descobriu a brecha. Eletricista, de Wirral, Merseyside, Kevin ficou horrorizado quando um amigo acessour sua própria conta telefonando e dando quatro simples detalhes pessoais. Para tirar a prova, ele acessou o Barclays fingindo ser uma celebridade, e foi dada as informações da estrela. Kevin disse: "Depois de dar quatro detalhes simples eu estava dentro. Foi ridículo."

Leia a matéria original no The Sun.



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Muita expectativa para o Réveillon Show de Balneário Camboriú

O Réveillon de Balneário Camboriú promete ser um grande sucesso, com recorde de espectadores, vindos de todos os lugares do Brasil e também do exterior. Entre 6 horas do dia 23 e 11 horas do dia 27 de dezembro, domingo, foram registradas 78 entradas de ônibus de turismo em Balneário Camboriú. Desse total, a maioria, 49, somente durante as primeiras horas deste domingo, 32 deles vindos do estado de São Paulo. Segundo informa os funcionários do Portal de Informações Turisticas (PIT)  da Secretaria de Turismo do município, a tendência é de gradativo aumento, que poderá chegar até 100 veículos por dia, mais próximo ao Réveillon.

Paulistas, paranaenses, mineiros, goianos, gaúchos, matogrossenses, de vários estados brasileiros e também muitos do exterior, principalmente argentinos e paraguaios, já estão na cidade, e esperam ansiosos pelo Réveillon Show, que no último domingo (27), tiveram início com apresentações artísticas na Praça Almirante Tamandaré, a partir das 18 horas. A grande festa da virada deve marcar história neste final de ano, beneficiado pela parceria entre Prefeitura de Balneário Camboriú e o Sindicato da Construção Civil – Sinduscon, além do apoio do Grupo RBS,  e da iniciativa privada.RevBalnCamb

Este ano os fogos estarão sendo lançados de quatro balsas flutuantes e ainda do alto de um edifício do Pontal Norte (redondo) com uma grande cascata. Com isso, a Administração Municipal irá preservar a Ilha das Cabras, de onde todos os anos era realizada a queima de fogos principal. O lançamento deste ano deve garantir um show inesquecível. As balsas estarão a aproximadamente 350 metros de distância do público que estará na areia, e a 250 metros uma da outra.

Outra novidade são os shows que iniciaram neste domingo (27), e continuam até o dia 3 de janeiro de 2010, aumentando o período de entretenimento para a comemoração do novo ano. Serão oito dias de festa, com  apresentações na Praça Almirante Tamandaré, onde está montado um palco desde o início de dezembro e onde já aconteceram 20 dias de shows pelo projeto Brilhos de Natal, que está perto do seu final e encerra com sucesso de público em todos os seus atrativos (Casa do Papai Noel, Fábrica de Brinquedos, Vila do Noel, Presépio, Calçadão e Avenida Atlântica decorados e iluminados).

O Réveillon Show terá 11 toneladas de fogos com acionamento por computador e tecnologia de última geração. O show será sincronizado por rádiotransmissor, e deve durar até 15 minutos. A cascata de fogos terá duração de aproximadamente um minuto e encerrará o show pirotécnico.

Todo o espetáculo será acompanhado ao vivo pela mídia, em especial pelo Grupo RBS que retransmite a Rede Globo e firmou grande parceria com o projeto, que até o momento será realizado com aproximadamente R$ 700 mil reais, mas que deve aumentar pelo apoio de empresários. Também será transmitido por alto-falantes, a uma distância de 700 metros da praça Tamandaré, de onde será comandado o show da virada.

As balsas para o show pirotécnico já estão sendo preparadas na Barra Sul e mais de 50 pessoas estão envolvidas no projeto de montagem já iniciado. A previsão da Secretaria de Turismo é que mais de 600 mil pessoas sejam espectadoras do Réveillon Show de Balneário Camboriú.

Fonte: Pref. Municipal de Balneário Camboriú

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27 de dezembro de 2009

A educação pós-twitter

“O twitter é, por enquanto, uma rudimentar rede de conexão social”, disse Biz Stone, um dos seus criadores, em Doha, na primeira reunião de cúpula sobre inovação na educação, realizada em novembro último. Há, segundo ele, ainda muito a fazer para tirar pleno proveito dos mais de 4.4 bilhões de telefones celulares e de 1 bilhão de contas de internet espalhados pelo globo. Estamos apenas no começo, garante.


Quais são os próximos passos? Qual será o novo desenho desta invenção que encantou o mundo? Isto, disse Biz Stone, é mais ou menos como o desenho de ruas, calçadas e passeios numa cidade. É inútil dizer às pessoas que elas devem andar por aqui ou por ali. Melhor é esperar que elas próprias nos digam como e por onde querem andar para então construirmos os caminhos. Por isso, argumenta, é melhor esperar para ver como as pessoas usam a tecnologia antes de propor um redesenho. O twitter, por enquanto, é um pequeno triunfo da tecnologia, mas, para ser verdadeiramente revolucionário, precisa se tornar “um triunfo da humanidade, não da tecnologia”, disse.twitter


O criador do twitter esteve ao lado do Professor indiano Sugata Mitra. Mitra é o autor de “A Hole in the Wall” – um livro em que narra os experimentos feitos com computadores disponibilizados a crianças de diversas comunidades pobres da Índia. Mitra, literalmente, abriu buracos em paredes de casas junto às ruas de cidades para onde os bons professores não querem ir e instalou computadores. Queria ver o que aconteceria com as crianças em termos de aprendizagem informal. Para a sua surpresa, as crianças aprenderam, em três meses, sozinhas, a usar o computador, a explorar o mundo virtual e, rapidamente, como todos nós, a exigir um processador mais veloz. Concluiu que, sem qualquer tipo de ajuda, os meninos de rua aprenderam 30% dos conteúdos de genética que lhes foram disponibilizados e, depois, com o auxílio de um tutor, que apenas esclarecia eventuais dúvidas, obtiveram resultados superiores aos dos estudantes das melhores escolas da Índia.


Trabalhando com a idéia de que agora que o conhecimento deixou de ser exclusividade dos mestres e está em toda a parte (Não sabe? Não pergunte ao professor: pergunte ao google!), Mitra argumenta que importa menos o que você sabe ou quem você conhece, e mais se você está ou não linkado. Já não estamos mais na época em que o computador apenas fazia o velho trabalho com mais agilidade e conforto: agora a própria idéia do velho trabalho está sendo redefinida pela nova tecnologia e a escola precisa rapidamente compreender esta redefinição para não tornar-se chata e obsoleta.


No tocante à educação, entramos decididamente numa era em que conhecimento não brota mais de super-indivíduos, mas de co-construções multiperspectivadas e produzidas em múltiplos sítios eletrônicos, não mais exclusivamente por gênios iluminados da aristocracia pensante, mas por cidadãos comuns envolvidos com os seus afazeres diários, por energias criativas que caracterizam verdadeiras inteligências coletivas e democráticas. Aos poucos, o usuário do google questiona, e não raro com razão, as recomendações do médico, a originalidade do artista, o conhecimento do professor. O acesso fácil à informação, trazido pelas novas tecnologias, gerou a era do espanto, do desconforto, da instabilidade dos doutores acomodados, dos mestres oniscientes e dos pseudoespecialistas!


Para que a inteligência coletiva e democrática possa brotar em todos os cantos do planeta, ganhar escala e ser colocada efetivamente a serviço da humanidade, as universidades e a escola precisam mudar, tornando a inclusão digital de todos, especialmente a dos mais pobres, esquecidos e vulneráveis, a sua palavra de ordem deste milênio. Nenhum único talento pode permanecer oculto e, acima de tudo, o sistema educacional precisa estar disposto a colocar as novas tecnologias a serviço do ensino, da pesquisa e da extensão, tornando-as mais ágeis, mais interessantes e mais comprometidas com a sustentabilidade da vida no planeta.


Para isso, terão que, entre outros, aprender a conviver com ambientes de aprendizagem auto-organizados, a lidar com tecnologias que tolerem o erro e a desenvolver sistemas de autoavaliação que possibilitem múltiplas trajetórias pedagógicas. Em suma, a educação terá que ter compromisso fundamental com a inovação. O que Biz Stone e Mitra propõem é um futuro que não mais replicará o presente. Será um futuro que trará à tona milhões de talentos que até hoje permaneciam ocultos pelo seu alijamento social e que a partir de agora poderão ser colocados a serviço da vida. Será um mundo novo, muito diferente daquele que hoje conhecemos, com novas oportunidades para todos!


Estará o sistema educacional brasileiro em condições de preparar os nossos jovens para as demandas de adaptabilidade que se apresentam? A julgar pela resistência que as novas tecnologias ainda encontram em nossas universidades de elite, especialmente entre professores de cursos que devem formar os formadores de nossos filhos, temo que continuaremos a educar para o passado, imaginando equivocadamente que esta educação funcionará no futuro. Não funcionará! A menos que aceitemos, passivamente, que se frustrem as nossas esperanças de construir um país soberano - avançado nas artes e nas ciências - é urgente que os professores e alunos, de nossas escolas e campi, sejam, a exemplo de outros setores mais progressistas da sociedade, expostos a um agressivo choque de novas tecnologias, antes que caiam em completo descrédito pela sua notória incapacidade de educar para os novos tempos. E isto não depende só dos professores. Depende, principalmente, de políticas públicas comprometidas com as novas possibilidades de interconectividade, comprometidas com o futuro.

Por: Dilvo Ristoff/reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

Fonte: Agecom

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