Faltando um ano para as eleições de 2010 muito se tem especulado sobre os candidato(a)s a presidência. Mas dos prováveis candidato(a)s a vice, nada, ou quase nada é dito. Será que o vice não tem importância?
Serra, Dilma, Marina, Ciro, Heloisa Helena, entre outros, são citados constantemente na mídia como pré ou candidatos a presidência do Brasil em 2010. Mas quem serão o(a)s candidato(a)s a vice-presidência deles? Fora uma ou outra especulação, ninguém sabe. E quem se importa com isso? Acho que quase ninguém, além dos próprios que poderão ser os titulares deste cargo.
No Brasil, não se vota no vice, mas já se votou. João Goulart foi eleito duas vezes, foi vice de Juscelino Kubitschek e de Jânio Quadros. Pela atual legislação brasileira você vota no presidente e o vice vem de brinde. Normalmente o vice é escolhido por conchavos políticos. E qual a importância disto, você deve estar perguntando.
Talvez o vice não tenha nenhuma importância ou, quem sabe, poderá ter toda. Tivemos muitos vice-presidentes que passaram despercebidos pelo cargo. Tão despercebidos que poucos se lembram deles. Enquanto outros, por vários motivos, passaram a ser mais importantes que o titular.
Do atual vice-presidente, José Alencar, podemos dizer que tem sido quase que discreto. Pois além de algumas declarações “bombásticas”, até no sentido literal da palavra, e sua luta contra a doença, até agora a mídia e a população pouco se lembra dele. Do vice do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso poucos se lembram, aliás, você lembra o nome dele? Pois é, o atual senador Marco Maciel, foi discretíssimo.
Mas nem todos foram assim. A começar pelo primeiro vice-presidente, o Marechal Floriano Peixoto. Embora não tenha participado das conspirações republicanas, foi solidário ao marechal Deodoro da Fonseca, recusando-se a cumprir ordens do visconde de Ouro Preto para dispersar os rebeldes do Campo de Santana e foi nomeado ministro da Guerra do novo governo. No ano seguinte elegeu-se vice-presidente pelo Congresso Constituinte em 25 de fevereiro e com a renúncia de Deodoro, em 23 de novembro de 1891, assumiu a presidência .
Mais recentemente tivemos o Itamar Franco, vice-presidente de Fernando Collor. Com o afastamento de Collor em 2 de outubro de 1992, assumiu o cargo, inicialmente como interino e, a partir de 29 de dezembro, quando o ex-presidente renunciou à presidência, em caráter definitivo. Já o senador José Sarney, vice de Tancredo Neves, assumiu desde o início do mandato por causa da doença e da morte do titular.
Estes e outros vices que assumiram a presidência acabaram mudando, de uma maneira ou de outra, os rumos do Brasil. Se algum deles, não tivesse assumido a presidência, o Brasil seria diferente hoje.
Então, lembre-se na hora de votar, que o candidato a vice, por um motivo qualquer, poderá ser o presidente. E com certeza o governo dele não será igual ao do titular. Você concorda?