15 de junho de 2009

MBA em Gestão de Sociedades Cooperativas

A Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), unidade de Chapecó, e a Cooperativa Regional Alfa (Cooperalfa) firmaram parceria para promover o curso de MBA em Gestão de Sociedades Cooperativas.

A aula inaugural, ministrada pelo professor Doutor José Carlos Assis Dornelas, que falará sobre Empreendorismo, será no dia 19 deste mês, a partir das 18 horas, no plenarinho da universidade, com assinatura do convênio entre as duas instituições.

O curso, na modalidade empresarial e focado na capacitação dos gestores da cooperativa, terá uma coordenação compartilhada entre os professores Gilberto Pinzetta,  (Unoesc), e Alexandre Marcos Bonan (Cooperalfa).

Segundo a coordenação, a matriz curricular do curso foi planejada de forma a atender as necessidades vivenciadas diariamente na gestão do sistema cooperativista.  Participaram do curso 40 profissionais da cooperativa, ligados a gestão do cooperativismo.

O objetivo da especialização é desenvolver habilidades através da capacitação técnica especificamente voltada para estes profissionais. O curso permitirá a otimização dos recursos técnicos e humanos disponíveis e o aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão. As aulas serão ministradas quinzenalmente. O encerramento do curso será em outubro de 2010, e os participantes terão mais seis meses para elaboração da monografia. No total serão 400 horas-aula ministradas.

Os profissionais participantes serão indicados pela Cooperalfa e receberão bolsa de estudos parciais possibilitadas via parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Cooperativismo (Sescoop) de Santa Catarina.

Este não é o primeiro curso de especialização que a Unoesc Chapecó desenvolve em parceria com outras instituições. Em abril deste ano iniciou o curso de Contabilidade para Sociedades Cooperativas em parceria com a Coopercentral Aurora. “Iniciativas como esta tendem a contribuir com o desenvolvimento regional, uma vez que os cursos são elaborados a partir de demandas existentes das instituições parceiras. E a Unoesc busca priorizar essas parcerias para prestar serviços educacionais de alta qualidade e com foco no mercado e nos desafios da vida empresarial moderna”, avalia o diretor da Unoesc Chapecó, Eliandro Bortoluzzi.

A matriz curricular é composta por 13 disciplinas, mais um treinamento corporativo vivencial (ao ar livre, para trabalhar o desenvolvimento de algumas habilidades) e o corpo docente é formado por doutores e mestres experientes e de Instituições reconhecidas de várias regiões diferentes do Brasil, com o intuito de contribuir para o pleno desenvolvimento destes profissionais.

Por: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
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14 de junho de 2009

PIB ou FIB?

A medida econômica proporcionada pelo Produto Interno Bruto (PIB) é equivocada.

Ela não leva em conta capitais sociais, nem mesmo os custos ambientais. Outras alternativas estão sendo buscadas em contrapartida ao PIB, como é o caso da Felicidade Interna Bruta (FIB).

A FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana acontece quando ele se dá tanto no campo espiritual como no material.

Assim, a FIB escora-se em quatro pilares: promoção de um desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário, preservação e promoção dos valores culturais, conservação do meio ambiente e estabelecimento de uma boa governança.

“Quando os manuais de economia forem corrigidos e todos os custos sociais e ambientais da produção forem incluídos nos preços aos consumidores, perceberemos que a produção e o comércio locais e regionais são mais eficientes”, declara a consultora inglesa Hazel Henderson em entrevista ao Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Henderson destaca que a globalização da produção e do consumo acarretou muito desperdício de energia no transporte e muita destruição da biodiversidade. Ela defende que o comércio mundial deixe de transportar bens e passe a intercambiar serviços.

Na avaliação do economista Ladislau Dowbor, o sistema econômico hoje vigente no mundo ocidental mostra-se destrutivo em termos ambientais e injusto em termos sociais.

“Hoje os bancos estão falindo e dizemos ‘estamos em crise’. Mas quando morrem todos os anos dez milhões de crianças por causas ridículas, como não ter acesso à água limpa, isso não é crise?” – questiona na entrevista concedida ao IHU.

A conta de Dowbor é simples: Ao dividir o PIB do mundo, que é de 60 trilhões de dólares, pela população mundial, que é de 6,7 bilhões de habitantes, chega-se a um resultado que dá cerca de 5 mil reais (2.560 dólares) por família de quatro pessoas, por mês.

“Isso é importante, porque significa que, se o que o planeta produz hoje fosse distribuído de maneira minimamente justa, daria para todo mundo viver de maneira digna e confortável”, garante.

O ambientalista e coordenador do Portal EcoDebate, Henrique Cortez, também faz suas contas. “A produção agrícola mundial é, comprovadamente, mais do que suficiente para alimentar toda a população do planeta. Mesmo assim enfrentamos uma inaceitável crise alimentar”, afirma, assinalando que com a produção hoje registrada daria para alimentar nove bilhões de pessoas.

O economista francês Serge Latouche, também em entrevista ao IHU, tem outro cálculo. Ele lembra que o espaço disponível no planeta Terra é limitado, de 51 bilhões de hectares. Mas o espaço “bioprodutivo” - útil à produção - é mais restrito ainda, em torno de 12 bilhões de hectares. Dividido pela população mundial chegar-se-ia a 1,8 hectares por pessoa.

No entanto, um cidadão dos Estados Unidos consome 9,6 hectares, um canadense 7,2, um francês 5,2 e um italiano 3,8. “Mesmo havendo grandes diferenças no espaço bioprodutivo disponível em cada país, estamos bem longe da igualdade planetária”, aponta.

Para reforçar o seu argumento, Latouche menciona que cada americano consome em média em torno de 90 toneladas de materiais naturais diversos, um alemão 80, um italiano 50. “Em outros termos, a humanidade já consome perto de 40% mais que a capacidade de regeneração da biosfera”, comprara.

Os Estados Unidos, com 4% da população mundial, consomem 25% da energia do planeta, arrola Dowbor na entrevista. “Se adotarmos uma forma de consumo tipo norte-americana, precisaríamos hoje de mais quatro planetas, mesmo não havendo aumento da população”, frisa.

Dowbor assinala que não é possível conciliar a sustentabilidade do planeta com a economia. Ele também questiona a mensuração do PIB e defende uma nova contabilidade, que leve em conta a qualidade de vida das pessoas.

Quando uma equipe é contratada para limpar um curso d’água poluído por dejetos, na verdade o PIB está crescendo com essa contratação, porque se aumenta o fluxo do uso de recursos, exemplifica.

“Mas quando pegamos a Pastoral da Criança que, por medidas preventivas e sem gastar em medicamentos ou com hospitalização, ela reduz a mortalidade das crianças, percebemos que ela não está aumentando o PIB, mas está reduzindo-o, porque reduziu gastos com medicamentos”, avalia Dowbor.

Fica parecendo, pois, que aumentar o PIB sempre é bom, que usar mais recursos também o é, quando, na verdade, a humanidade está gastando os recursos do planeta, contabiliza.

Fonte: ALC

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Nova lei dos cheques

Em 12/01/2009, foi aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, a Lei 14.649, que trazia enormes prejuízos aos lojistas catarinenses, pois obrigava, de forma absurda, em seu art. 1º, que os estabelecimentos comerciais que recebem cheques, após consulta ao SPC e/ou Serasa e em não havendo restrições naqueles bancos de dados, estariam obrigados a aceitar o pagamento através de cheques.

Capitaneadas pela FCDL/SC, em mobilização histórica, as CDL’s encamparam objetivo no sentido de alterar o texto original da famigerada Lei, tão prejudicial aos nossos associados. A preocupação do presidente da CDL Chapecó, Dornéles Dávi, era sobre os índices de inadimplência, principalmente relacionados aos cheques pré-datados. “Todos os cuidados devem ser tomados para garantir uma boa venda. Da forma como o texto foi modificado devolve para os lojistas a avaliação para concessão do pagamento com cheque”.

Ao mesmo tempo em que o departamento jurídico da FCDL/SC, em ação rápida, obteve Liminar suspendendo os efeitos da referida Lei, foi elaborado Projeto de Lei, que recebeu o nº 0001.2/2009 e apresentado à Alesc, pelo deputado Darci de Mattos (DEM). Em ações constantes, sejam políticas ou técnicas, a diretoria, em conjunto com os departamentos jurídico e parlamentar e as CDL’s, em tempo recorde, conseguiu sensibilizar os deputados no atendimento ao nosso pleito e assim, o referido PL foiaprovado e transformado na Lei 14.708, SANCIONADA pelo Governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira, em 28.05.2009 e PUBLICADA no Diário Oficial do Estado.

O novo texto do art. 1° ficou assim: “A pessoa física ou jurídica, que aceitar o pagamento da aquisição de bens ou se serviços pela modalidade de pagamento de cheque, deverá, tal qual procede na concessão de crédito, estabelecer as condições de forma clara e de maneira que o consumidor tenha conhecimento destas de forma antecipada”.

Por:Marcos A. Bedin
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