5 de julho de 2011

A odontologia na terceira idade

O significado de qualidade de vida é complexo e individual para cada pessoa, e o que é interessante e desejável para um pode não ser para outro. Porém, há uma condição da qual ninguém discorda: ter saúde para poder usufruir as oportunidades que a vida oferece. Mas enfrentar uma velhice saudável e aproveitar os anos a mais que a vida oferece dependerá dos critérios de qualidade de vida que cada pessoa leva. “É preciso ter consciência de que a saúde está diretamente vinculada à condição da boca”, explica o especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e mestre em lasers em odontologia, Silvio Mauro Gallon, da Clínica Arte e Face de Chapecó.

“O sorriso encanta, abre portas e nos torna mais sociável, porém, não conseguir se alimentar, processar os alimentos corretamente e nem receber as vitaminas indispensáveis por conta disso são realmente limitadores da qualidade de vida”, observa Gallon.

    A maioria das pessoas chega a terceira idade com uma condição dental que exige maiororto3ides cuidados, quando já não perderam muitos dentes. A gengiva apresenta-se retraída, os dentes desgastados, os ossos, músculos e articulações mais frágeis. Surgem limitações, dores e dificuldades de exercer funções até então simples. A vaidade pode ficar comprometida e, muitas vezes, não ter dentes ou ter uma prótese desgastada pelo tempo pode significar constrangimento.

Por isso, a saúde oral na terceira idade exige uma investigação precisa, exames de imagens para verificar a inserção dos dentes nos ossos, orientações sobre os cuidados de higiene e manutenção de tratamentos restauradores e próteses. “As necessidades na terceira idade são simples e de fácil tratamento, como, por exemplo, verificar a quantidade de produção de saliva e corrigir os seus níveis de forma a dar conforto e proteção aos dentes e gengivas”, avalia o profissional.

    Os problemas também podem ser consequências do uso de próteses totais ou dentaduras, que não ficam firmes e não permitem uma mastigação eficiente. “Nesses casos, podem ser colocados implantes, mudando radicalmente a situação, e nem sempre isso implica em tratamentos extremamente caros ou complexos”, complementa Gallon.

    Quando a pessoa tem o privilégio de possuir os dentes por toda a vida são necessários cuidados especiais na terceira idade. Por perder líquidos, os dentes tornam-se mais quebradiços, os desgastes decorrentes do uso ao longo do tempo podem levar a tratamento de canais ou necessidade de proteção, as gengivas vão se retraindo no seu entorno e precisam ser conservadas saudáveis, com uma técnica de escovação que massageie e as conserve.

    De acordo com Gallon, muitas vezes, os dentes se afastam e os pigmentos podem manchá-los e esconder sua beleza. As articulações também se fragilizam com o tempo e altura da face muda, levando a um novo arranjo dos músculos e tendões. Quando o paciente tem duas dentaduras, elas vão se desgastando e obrigando a boca a se fechar cada vez mais na hora de mastigar, resultando em um estiramento exagerado dos músculos da mastigação.

    A pele e os músculos dos lábios e bochecha tornam-se mais flácidos, dificultando a estabilização das dentaduras quando presentes. Os ossos maxilares que tiveram seus dentes extraídos acabam atrofiando, ficando finos e rasos e o aspecto da boca parece mais retraído.

    Todo esse conjunto de alterações leva a uma perda significativa da saúde oral e da qualidade de vida. “É preciso viver mais, porém com qualidade e não podemos deixar a face e a boca descuidadas, pois as consequências podem repercutir em todo o organismo. Somos um conjunto único e um problema isolado em qualquer parte desse conjunto gera um desequilíbrio difícil de resolver. Por isso, é fundamental que na terceira idade as pessoas visitem o dentista e cuidem da saúde da boca”, finaliza.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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