15 de dezembro de 2012

Mapa interativo mostra localização de feiras orgânicas no país

Para estimular as famílias brasileiras a adotarem uma alimentação mais saudável, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou um mapa com a localização das feiras orgânicas no país. Por meio da ferramenta é possível saber os dias e horários de funcionamento e os produtos que são comercializados.

De acordo com o pesquisador do Idec, João Paulo Amaral, estão cadastradas 140 feiras em diversos estados e o número tende a aumentar com a maior divulgação do serviço, já que os consumidores também podem enviar informações sobre os locais de venda desses produtos. Após checados os dados, eles são acrescentados ao mapa.

“Com a ferramenta, as pessoas encontrarão facilmente as feiras orgânicas que existem próximo a elas. Ao mesmo tempo, fará com que mais feiras sejam descobertas pelos próprios visitantes do site. É um serviço interativo que estimula uma prática saudável e sustentável”, disse.

Amaral destacou que o mapa também vai ajudar a fortalecer as economias locais, “na medida em que as vendas são feitas pelos produtores, em uma comercialização direta”.

Um levantamento feito este ano pelo Idec com cerca de 500 internautas apontou que 23% deles optariam por orgânicos se houvesse mais feiras especializadas perto de suas casas. Além disso, 70% consumiriam mais alimentos orgânicos se fossem mais baratos.

O pesquisador do Idec enfatizou que, com a divulgação das feiras, há ganhos em relação a essas duas questões, porque os preços dos orgânicos nas feiras costumam ser menores do que nos supermercados. “Fizemos uma pesquisa que indicou que a diferença nos preços dos orgânicos pode chegar a 400% entre os dois tipos de comércio”, acrescentou.

A funcionária pública Gabriela Gonçalves, 27 anos, compra produtos orgânicos semanalmente em uma feira em Brasília. Embora seus gastos tenham aumentado desde que resolveu consumir apenas verduras, legumes e frutas certificados, ela diz que não se arrepende.

“É uma prática muito saudável. Não sei exatamente quanto eu gasto a mais por isso, mas vale a pena porque os produtos são sempre fresquinhos e mais saborosos. Tenho certeza que estou comendo com qualidade, alimentos que não têm agrotóxico”, disse ela, para quem a ida à feira já virou um compromisso.

“Vou toda quinta-feira, sem falta, e ainda tenho a oportunidade de conhecer, conversar e trocar informações com os produtores rurais, já que na feira são eles mesmos que vendem seus produtos. É uma delícia de programa”, acrescentou.

De acordo com o diretor secretário da Associação Brasileira da Agricultura Familiar Orgânica, Agroecológica e Agroextrativista (Abrabio), Marcos Macedo, a prática é saudável não apenas para os consumidores, mas também para quem produz.

“Além de ficarem a salvo de veneno, já que não utilizam agrotóxicos, os produtores orgânicos têm um forte incentivo para se fixarem no campo, que é o preço. Por meio dos programas de compra do governo, por exemplo, recebemos 30% a mais por nossos produtos do que os produtores de itens convencionais. É uma vantagem que faz diferença para o homem do campo”, enfatizou Macedo, que produz, anualmente, 20 mil litros de cachaça orgânica no município de Arealva (SP).

Para fortalecer o setor, o governo federal instalou, em novembro, a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que vai elaborar o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Integram o grupo 14 representantes de órgãos e entidades do Executivo, entre os quais o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mais 14 representantes serão indicados por entidades da sociedade civil.

Fonte: Agência Brasil

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9 de dezembro de 2012

Professora lança livro sobre ensino para surdos

Ensinar língua portuguesa requer preparo, imagina então, como é ensinar para pessoas que não escutam. É sobre esse desafio que Veridiane Pinto Ribeiro, professora dos cursos de Licenciatura da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), trata no livro “Ensino de língua portuguesa para surdos: percepções de professores sobre adaptação curricular em escolas inclusivas”.  A obra será lançada no dia 15 de dezembro, na Associação de Surdos de Balneário Camboriú (Asbac).

A pesquisa, feita no Mestrado em Educação da Univali, apresenta um levantamento do ensino de português para turmas do 6º ao 9º, nas escolas inclusivas, estaduais e municipais, de Itajaí.

“A educação para surdos em Itajaí está passando por uma adaptação. São muitas as tentativas, mas ainda há muitas incertezas”, relata a autora. Para Veridiane, os professores que ensinam para turmas mistas, com ouvintes e não ouvintes, ainda carecem de auxílio e olivrosurdosrientações nas suas práticas diárias.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira investiga a educação bilíngue, traça um perfil do professor e detalha o papel das escolas inclusivas. Na segunda, faz a relação das estratégias e práticas usadas pelos professores em sala de aula com as diretrizes dos documentos oficiais, com o objetivo é caracterizar a percepção dos professores sobre adaptação curricular.

“Ensino de língua portuguesa para surdos” é lançado pelas Editoras Prismas e Appris, e poderá ser adquirido no dia do lançamento, ou então, no site das editoras, no valor de R$ 42,00 .

Além de egressa do Mestrado em Educação, Veridiane Pinto Ribeiro é docente das disciplinas de Libras e Educação Inclusiva nos cursos de Licenciatura da Univali, e é professora do curso de intérprete do Núcleo de Estudos de Línguas e Literaturas Estrangeiras (Nelle) da universidade.

O lançamento da obra ocorrerá durante a noite cultural surda da Associação de Surdos de Balneário Camboriú (Asbac). Na ocasião, os integrantes da entidade farão exposição de artes plásticas, apresentação de teatro e interpretação de músicas em Libra. O evento terá início às 18h, dia 15, na Asbac, situada na rua Itália, em Balneário Camboriú.

Mais informações: (47)3341-7516, Mestrado em Educação.

Fonte: Univali

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8 de dezembro de 2012

Site alerta sobre os riscos do consumo excessivo de álcool

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lançou o primeiro site do País destinado a pessoas que fazem consumo exagerado de bebidas alcoólicas, o Informálcool. A página da internet permite acesso a dados sobre o alcoolismo e à ferramenta Bebermenos, um programa de interação com o internauta que mostra a importância de descobrir cedo o abuso no consumo de álcool e ainda permite a criação de metas para diminuir ou parar com a bebida.

A saúde eletrônica é o uso da tecnologia digital para oferecer serviços como arquivos eletrônicos de pacientes, telemedicina, dados de consumo de medicamentos, equipes de saúde virtuais e dispositivos móveis para coletar e acessar dados do paciente.

A ideia do programa é chamar a atenção dos mais jovens, que usam o computador e as redes sociais com frequência, e que não procuram ajuda profissional por não querer ficar estigmatizados. "Atualmente, temos campanhas de prevenção e projetos de tratamento, mas nada que busque as pessoas nessa faixa intermediária que é a de quem está começando a beber”, disse a chefe do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, Maria Lucia Formigoni.informalcol

O site foi lançado pela com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com pesquisadores de outros 3 países (México, Bielorrússia e Índia), e com duas universidades federais brasileiras (Universidade Federal de Juiz de Fora e Universidade Federal do Paraná).

Sem precisar se identificar, o usuário de álcool responde a um questionário que vai determinar qual o estágio em que está. Dependendo do resultado, é encaminhado ao programa de auto-ajuda, que tem duração de seis semanas. O programa exige que o próprio usuário responda sobre vantagens e desvantagens de continuar a beber, seus gostos e frequência com que bebe, e apresenta gráficos com esses dados e metas, para que ele diminua ou pare com a bebida.

“A proposta é que a pessoa entre sempre no site para interagir e ver como está. Também é possível interagir com outros atendidos e trocar experiências por meio de um fórum moderado por um profissional da saúde. Há ainda informações para familiares sobre como lidar com a situação, explicações para os pais sobre como abordarem e orientarem os filhos”, explica  a chefe do departamento de Psicobiologia da Unifesp.

Maria Lucia falou ainda que não é preciso ser médico ou profissional da saúde para utilizar o site e que na Holanda, onde começou a ser usado, foi verificada uma redução de 17% no consumo e um aumento de quatro vezes nas chances de parar definitivamente de beber. “O site se adapta a situações culturais e hábitos de cada país”. O portal está em fase de avaliação e teste, mas a expectativa é que esteja funcionando plenamente no início do ano que vem.

Fontes:
Agência Brasil
Ministério da Saúde
Universidade Federal de São Paulo

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