28 de outubro de 2012

Postura inadequada durante o sono pode provocar lesões

Cuidar da postura é uma atitude que ajuda a evitar lesões e auxilia na manutenção da saúde e bem-estar. No entanto, vários hábitos simples passam despercebidos e, atualmente, são as causas do aumento das estatísticas de dores nos ombros. Quando a pessoa coloca a mão acima ou atrás da cabeça, a região da grande tuberosidade colide contra o arco coracoacromial e provoca uma isquemia (falta de sangue) temporária na região.

O médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann, da Ortopedia Reichmann, explica que caso essa posição permaneça durante muitas horas, a isquemia pode provocar micro lesões no tendão. “Essa posição é comum enquanto as pessoas dormem. Alguns pacientes têm o hábito de dormir com a mão acima ou atrás do travesseiro, o que pode provocar com o passar do tempo, ruptura do manguito rotador”, salienta.

No trabalho também é preciso atenção com a postura. Segundo o médico, um dos principais fatores que desencadeiam dor no ombro está relacionado ao fato de determinados profissionais desempenhar atividades durante horas sem apoio para o cotovelo. “Quando digitdoramos sem apoiar punho e cotovelo levamos os músculos da cintura escapular a fadiga”, salienta.

  Os músculos fatigados são facilmente lesados. Com o tempo surgem dores na parte posterior do ombro (mialgia do trapézio, rombóide, etc) e posteriormente surgem os problemas dentro da articulação. O hábito de dirigir segurando na parte de cima do volante também pode provocar dor, principalmente na região posterior do ombro.

Segundo Reichmann, a posição correta para digitação é com apoio do cotovelo e do punho. Quando a cadeira não tem braços para apoiar o cotovelo, é necessário afirmar na mesa. Todas as funções necessitam de uma ergonomia correta para prevenir defeitos na postura.

Sobre prevenção ou diagnóstico, o médico salienta que é fundamental identificar os problemas posturais e mudar os hábitos. Em caso de dores, o ideal é procurar um ortopedista para diagnosticar quais grupos musculares estão acometidos para instituir o trabalho fisioterápico ou de reforço muscular em academia. “Uma postura adequada é aquela que se apresenta em estado de equilíbrio músculo-esquelético, que não apresente dor, que seja funcional e esteticamente aceitável”, relata Reichmann.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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24 de outubro de 2012

Portal da Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero-Americano

Num exemplo de cooperação internacional, foi apresentada na última terça-feira, 19, a versão beta do portal da Biblioteca Digital do Patrimônio Ibero-Americano (BDPI), que reúne 136 mil itens. O projeto da Associação de Bibliotecas Nacionais da Ibero-América (Abinia)  integra os acervos das Bibliotecas Nacionais do Brasil, Chile, Colômbia, Panamá e Espanha, e permite a consulta aos acervos das mesmas através de ferramentas de buscas específicas.

Com a iniciativa, a Abinia pretende incentivar as bibliotecas associadas a promoverem a digitalização de suas coleções, aBDPI automação e padronização de seus catálogos, adaptando-os aos padrões internacionais. O portal ainda é uma versão beta (experimental) porque a Abinia espera incorporar nos próximos meses o maior número de bibliotecas nacionais da região.

O portal da BDPI apresenta seleção de documentos, livros, mapas, imagens, testemunhos das grandes viagens e explorações, mais de 15 mil gravações de som, cerca de 8,6 mil partituras, obras, monografias e periódicos sobre literatura, escritores e estudos literários. A Biblioteca Nacional da Espanha contribui com 87,5 mil registros, a do Chile com 21,5 mil registros, a do Brasil, que tem sede no Rio de Janeiro, com 19,5 mil registros, a da Colômbia com 7,1 mil registros e a do Panamá com 925 registros.

A BDPI pode ser acessada através do link http://www.iberoamericadigital.net/gdl/

Fonte: ALC

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22 de outubro de 2012

Falta de dentes pode ter relação com mal de Alzheimer?

O primeiro impulso na hora de responder essa pergunta pode ser de negação: Claro que não! Imagina. O que os dentes têm a ver com doença da memória? No entanto, a resposta correta pode surpreender. A especialista em implantes e próteses dentárias, Iara Giovana Gallon, da Clínica Arte & Face de Chapecó chama a atenção para a importância de ter todos os dentes na boca já que eles têm as funções de manter a dimensão vertical, a estética da face e do sorriso, de fazer o bolo alimentar e da manutenção do espaço aéreo. “A falta de dentes pode ter várias repercussões na saúde geral do paciente, como alteração postural, dores de cabeça e de estômago, entre outras”, afirma.

Com base em pesquisas desenvolvidas na Universidade de Umeaa, no norte da Suécia, pelo dentista e professor Jan Bergdahl, Iara aponta que um estudo observou quase duas mil pessoas com idades entre 35 e 90 anos desde 1988, comparando a memória daqueles que tinham todos os dentes e a dos que haviam extraído e passaram a usar dentaduras. “O resultado mostrou que quem não tinha todos os dentes, tinha a memória afetada. É comprovado que quem faz implantes melhora a circulação sanguínea e, consequentemente, preserva a memória”, afirma a especialista.

De acordo com Iara, os avanços tecnológicos e científicos permitem perceber que a qualidade da mastigação está diretamente ligada ao desenvolvimento neurológico. “Muito melhor se a mastigação for feita da forma correta, contando com a arcada dentária completa”, observa.

Iara também cita que testes desenvolvidos com animais demonstram que a extração de dentes rompe nervos conectados ao cérebro. A especialista argumenta que tanto nos animais de laboratório quanto no homem com ausência de dentes, observa-se a presença de placas de proteína Beta, formadas no sistema nervoso central, indicadoras do Mal de Alzheimer. “Tais placas degeneram os neurônios como se fosse uma hemorragia. Daí a relação com o sistema neurológico. A importância de cuidar bem dos dentes e da mastigação correta vai além da estéticsem dentea e da saúde fisiológica, alcançando a mente da pessoa”, orienta Iara.

Iara também cita um novo estudo feito por pesquisadores na Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova Iorque (NYU), confirmando que a doença gengival pode, realmente, aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Trata-se de outra evidência, a longo prazo, de que a doença gengival pode aumentar o risco de disfunção cognitiva associada com a doença de Alzheimer em indivíduos saudáveis e também naqueles que já estão cognitivamente comprometidos.

O estudo foi liderado pela doutora Ângela Kamer, da NYU, que colaborou com uma equipe de pesquisadores da Dinamarca, e expande um estudo de 2008 feito por ela que “mostrou que pessoas com doença de Alzheimer apresentam nível significativamente mais alto de anticorpos e moléculas inflamatórias associadas com a doença periodontal no plasma em comparação com pessoas saudáveis”.

No novo estudo, pesquisadores analisaram dados sobre a inflamação periodontal e função cognitiva em 152 homens e mulheres dinamarqueses que faziam parte do Estudo de Envelhecimento de Glostrup, reunindo dados médicos, psicológicos e de saúde bucal, no período de 1964-84. A equipe comparou a função cognitiva dos indivíduos com idades entre 50 e 70 anos, usando o Digit Symbol Test, DST, uma parte da medição padrão do QI adulto que avalia a rapidez com que indivíduos podem ligar uma série de dígitos, como 2, 3, 4 a uma lista correspondente de pares de dígitos-símbolos.

Os pesquisadores observaram que a inflamação periodontal aos 70 anos estava fortemente associada a pontuações mais baixas no DST e que os indivíduos com inflamação periodontal eram nove vezes mais propensos a obter pontuações mais baixas no teste, comparados com aqueles com pouca ou nenhuma inflamação periodontal.

Em resumo, realça Iara Gallon, a pesquisa sugere que indivíduos cognitivamente normais com inflamação periodontal apresentam risco aumentado de função cognitiva menor em comparação com os indivíduos cognitivamente normais com pouca ou nenhuma inflamação.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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