18 de maio de 2011

Qual o perfil do consumidor do futuro?

Melhor informado e mais seletivo, o consumidor do futuro exigirá muito esforço das empresas de varejo para ser conquistado. O tema é o ponto central da 43ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, de 26 a 28 de maio, em Chapecó (SC), iniciativa da Federação das CDLs de Santa Catarina e Câmara dos Dirigentes Lojistas de Chapecó. “Muitas mudanças serão rápidas e irreversíveis”, alerta Sergio Medeiros, presidente da FCDL SC, “em especial o crescimento do comércio eletrônico e as técnicas de venda nas lojas físicas, além da diversidade de modalidades de pagamento”.

          “O comércio eletrônico provocará um forte impacto e só será possível concorrer usando as mesmas armas, ou seja, investindo nesta modalidade”, considera Medeiros. Ele pondera, entretanto, que o conceito de comércio eletrônico evoluiu e não se limita a vender por meio de um site. “As tecnologias de informação representam um recurso essencial para se relacionar e fidelizar os clientes”, diz o dirigente lojista. Em médio prazo, segundo Sergio Medeiros, a venda por meio virtual de itens como materiais esportivos, perfumes e cosméticos, livros, eletroeletrônicos, joias e relógios será equivalente ou superior às praticadas no comércio físico.

          “O desafio das lojas físicas será transformar as compras em experiências, valorizar a presença dos clientes e criar meios de relacionamento”, recomenda o dirigente lojista.consumidorfut

          Os meios de pagamento igualmente evoluirão – já existem cartões de crédito e débito agregados aos smart phones e a tendência é a substituição do dinheiro por formas virtuais. “A acirrada competição das grandes empresas de cartões envolverá diretamente lojistas e consumidores e precisamos estar preparados para isso”, lembra Mauro Finco, empresário que responde pela vice-presidência de Eventos da FCDL SC.

          Finco também adverte que o balanço social de que produz ou vende será um diferencial para o consumidor do futuro: “ainda nesta década os lojistas conviverão com uma ampla parcela de clientes que escolherão os produtos de acordo com a origem das matérias-primas ou se as empresas são socialmente responsáveis”. O vice-presidente da FCDL SC acredita que as massivas campanhas de educação ambiental estão formando uma geração mais informada, mais educada e seletiva.

CONVENÇÃO – O empresário Helio Rotenberg, presidente do Grupo Positivo (que atua nas áreas educacional, gráfico-editorial e de informática), é um dos palestrantes que vai tratar do tema ‘Consumidor do Futuro’. Outro destaque será Conrado Adolpho Vaz, que vai abordar Google Marketing: O Guia Definitivo do Marketing Digital.

43ª Convenção Estadual do Comércio Lojista

26 a 28 de maio, 2011

Centro de Cultura Plínio de Nes

Chapecó – SC

http://www.43convencao.cdl-sc.org.br

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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16 de maio de 2011

Um trauma de tratamento complexo

A violência urbana, os esportes e os acidentes de trânsito têm sido os principais causadores do traumatismo facial em adultos e crianças. O especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e mestre em lasers em odontologia, Silvio Mauro Gallon, da Clínica Arte e Face de Chapecó, explica que por ser a porção do esqueleto de arquitetura mais complexa a face está sempre exposta a perigos que enfrentamos diariamente.

Os ossos da face têm desenhos próprios, muitas curvas, ângulos e cavidades com ar no seu interior. É nesta parte do corpo que se alojam muitos órgãos dos sentidos e se processam muitas de nossas funções primordiais, a exemplo da fala e da alimentação. É também por mio da face que identificamos uns aos outros e expressamos nossas emoções.

Gallon observa que os homens são atingidos em média duas vezes mais que as mulheres. Além disso, cresce significativamente o número de acidente com esportes. “No cenário brasileiro, as agressões físicas e traumas esportivos já ultrapassam os acidentes de trânsito estatisticamente. Isso talvez se deva ao aumento do rigor na utilização de cintos de segurança e capacetes”, avalia. Por outro lado, as quedas lideram as causas de fraturas faciais em crianças, por não terem muita noção do perigo nas suas aventuras.

Os ossos faciais são múltiplos, normalmente pares, guardam íntima relação com o crfraturafaceânio e exercem o papel de “deformação progressiva”. Ou seja, mais frágeis e periféricos, vão se quebrando com um forte impacto e ao mesmo tempo absorvendo-o, protegendo o cérebro e suas estruturas no interior da caixa craniana.

“Em função disso, a maioria dos traumas que afetam a cabeça podem gerar traumas na face, que variam de pequenas a grandes proporções”, explica Gallon. “A região mais atingida é o nariz, seguida dos ossos zigomáticos (maçãs do rosto) e mandíbula”, acrescenta.

Muitas das fraturas podem ser resolvidas em um primeiro atendimento, na urgência ou em até 15 dias, e podem resultar em uma face totalmente recuperada e livre de cicatrizes. Porém, fraturas mais complexas podem levar o paciente a tratamentos longos, exigindo múltiplas intervenções, reconstruções ósseas e reabilitações dentárias.

Por abrigar muitos órgãos dos sentidos, frequentemente o cirurgião bucomaxilofacial, que é o responsável pela resolução dessas fraturas, pode solicitar avaliações e intervenções de diversas especialidades médicas, como oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia plástica e outras. “Nos traumas onde há comprometimento neurológico do paciente, a primeira providência é dada pelo neurocirurgião, até que o quadro se estabilize e, então, as fraturas da face possam ser abordadas e tratadas”, enfatiza o especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial.

Atualmente, os tratamentos estão aliados à alta tecnologia, com imagens diagnósticas muito claras, sistemas de fixação de alta precisão para os ossos quebrados e técnicas cirúrgicas apuradas, evitando ao máximo cortes externos na pele do paciente para minimizar as cicatrizes. “Da mesma forma, as questões fisioterápicas, nutricionais e psicológicas estão muito afinadas com tratamento desses traumas, agilizando a volta das funções normais do paciente e com mais qualidade”, salienta.

Gallon esclarece que há prevenção. “O trauma após a sua ocorrência pode ser de difícil tratamento, sem contar as sequelas permanentes. Por isso, use cinto, use capacete de qualidade, pratique esportes com proteção e segurança e cuide-se: é, sem dúvida, o caminho muito mais fácil!”, conclui.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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15 de maio de 2011

Pensar e escrever o animal

Seja na metamorfose de um jovem em inseto ou no profundo mergulho interior de uma dona de casa ao encarar uma barata no armário, as artes e a literatura sempre tentaram esgarçar as grades com as quais a ciência e o comportamento antropocêntricos separam os homens das outras espécies. Meninos-pássaros, homem-jangada, esposas vegetais, mulher-pantera, pergaminho humano, matrix, avatares, indivíduos biônicos, água viva: o homem sempre experimentou existências híbridas no plano do imaginário, frutos do contágio e da contaminação.

Mesmo a ficção científica quando zoofóbica ou tecnofóbica manteve-se como linha de fuga, linguagem-refúgio para a existência de um ser além de classificações, irredutível, neutro, inumano. E seria preciso aludir ainda às lendas indígenas, à cultura oriental e à religiosidade pagã, onde o humano se pluraliza em outras Pensar-escrever-o-animal-3dformas de vida, desfilando guerreiros transformados em lua, noivas em nenúfar. É nesses lugares privilegiados de acesso ao imaginário e de projeção de mundos possíveis que as jaulas podem se abrir para que o humano encontre a natureza e a fera livre das amarras da pretensa racionalidade que sustenta a supremacia e a arrogância da espécie desde a idade média.

Essas experimentações do imaginário finalmente ecoaram para a ciência. Só no século XX e sobretudo neste século, quando as fronteiras entre o animal, o humano e a máquina foram mais seriamente tensionadas, parte emergente dela decidiu colocar em xeque os parâmetros em torno do conceito de humano com base no que supunha saber sobre os animais e outras espécies. Fruto de uma parceria entre a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina e a Fapemig, a obra Pensar/Escrever o Animal; ensaios de zoopoética e biopolítica vem a público com esse propósito. O lançamento em Florianópolis está marcado para segunda-feira (16), às 17 horas, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, como parte das comemorações dos 30 anos da editora promovidas pela Secretaria de Cultura e Arte. Organizada pela professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Maria Esther Maciel, a obra é a primeira publicação no Brasil que expressa o pensamento contemporâneo multidisciplinar em torno de uma das questões mais emergentes da atualidade: a superação do antropocentrismo.

Fonte: UFSC

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