17 de agosto de 2009

Gripe A: Universidade adota atividades via portal virtual

Com as aulas suspensas desde o dia 07/08, medida adotada como prevenção à propagação do vírus H1N1, alunos e professores da Unoesc mantêm as atividades acadêmicas na modalidade à distância. A instituição adotou o portal acadêmico como alternativa para dar prosseguimento aos conteúdos que seriam ministrados em sala de aula.

O diretor da Unoesc Chapecó, professor Eliandro Gustavo Bortoluzzi, explica que os docentes foram orientados a disponibilizar as atividades adaptadas para a aula à distância, inclusive com fóruns on-line.

"Embora as aulas não sejam presenciais, estamos tentando minimizar o impacto dessa suspensão temporária ao máximo e nestes primeiros dias sem aula, a experiência tem dado certo", argumenta Bortoluzzi.

A estudante do 6º período do curso de Direito da Unoesc Chapecó, Helen Burtett Bedin, mora no município de Seara e vem a Chapecó todas as noites de ônibus. Ela aprovou a iniciativa. "Lógico que não é a mesma coisa e depende muito do interesse do aluno em participar dos fóruns on-line. Porém, a medida nos tranqüiliza, já que para vir à aula somos obrigados a passar quase uma hora dentro de um ônibus fechado" argumenta.

A decisão dos dirigentes por suspender as aulas aconteceu em função do aumento no número de confirmações de casos no oeste catarinense e do constante fluxo de alunos de todos os estados da Região Sul em todos os Campis da Unoesc.

Também foram suspensas as práticas em laboratório, extensão, pesquisa, estágios e monitoria. As aulas de pós-graduação estão mantidas, mas com recomendação para que se faça, quando possível, a substituição de aulas presenciais por atividades à distância.

As solenidades de formatura já marcadas serão mantidas, mas terão duração menor, limitando-se ao ato formal. Os bailes, festas e jantares não são recomendados, e, se realizados, serão de responsabilidade das turmas. O expediente está mantido apenas para atividades acadêmicas e administrativas internas da Unoesc. Os docentes e funcionários técnico-administrativos terão a assistência do Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho de cada campus e, em caso de apresentarem sintomas, serão encaminhados aos postos oficiais de atendimento em cada município.

Fonte: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
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16 de agosto de 2009

Pandorga: mais um software livre para educadores

Programa com atividades e jogos pedagógicos está disponível no Portal do Software Público Brasileiro.

Um sistema operacional com 120 atividades pedagógicas voltadas para o ensino infantil e fundamental que utiliza jogos e programas para exercitar a mente das crianças sem que elas percam o prazer de estudar. Esse é o Pandorga, a mais nova solução desenvolvida em software livre (GNU/Linux) disponibilizada no Portal do Software Público Brasileiro com acesso direto no endereço: http://www.softwarepublico.gov.br/


O Pandorga pode ser utilizado em laboratórios de aula das escolas de ensino fundamental e por alunos desta faixa etária. A solução conta com programas pedagógicos e jogos educativos em língua portuguesa para incentivar o aprendizado e pesquisa dos alunos. Também há uma coleção de ferramentas como editor de textos, planilhas de cálculo, navegador Web e tocadores de mídia, entre outros.


Os programas contemplam várias áreas como matemática, geografia, química e Língua Portuguesa. Os aplicativos oferecem jogos com operações matemáticas e módulos que exercitam a coordenação motora e exercícios de lógica e raciocínio. Outras atividades também estimulam o uso do vocabulário.


A solução permite ainda o estudo dos elementos químicos da tabela periódica, além de oferecer questionários com perguntas e respostas sobre geografia. As atividades envolvem o uso de mapas, bandeiras e localizações. O Pandorga foi desenvolvido em 2006 pela Empresa Rkrüger Tecnologia da Informação, com o apoio da Secretaria Municipal de Ensino e Pesquisa, ambas do município de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.


Segundo os desenvolvedores, Francine Krüger e Rainer Krüger, o programa surgiu da necessidade de professores e profissionais de diversas áreas das escolas municipais da cidade de Cachoerinha participantes de uma pesquisa cujo resultado apontou a necessidade de haver um pacote de programas pedagógicos específico para seus laboratórios de informática.


Eles contam que a solução recebeu o nome de pandorga, ou pipa em outros estados, para representar as idéias de liberdade e divertimento. “Liberdade por seguir a ética e as diretrizes do Software Livre, e brincadeira por acreditarmos que o ensino numa forma mais lúdica pode ser uma maneira fácil de aprender e aumentar o interesse pela disciplina”, afirmam.


O Pandorga no Portal do Software Público foi disponibilizado pelo diretor de Governo Eletrônico da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, João Batista Ferri de Oliveira, e pelo desenvolvedor Rainer Krüger. A assinatura ocorreu no dia 31 de julho, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Software Público Brasileiro

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O cavalo pantaneiro

Resistente e adaptado ao ambiente quente e úmido e às longas distâncias da planície pantaneira, quase chegou à extinção.

Uma raça única de equinos, que se adaptou como nenhuma outra ao ambiente quente e úmido e às longas distâncias da planície pantaneira. O cavalo pantaneiro tem sua origem dos cavalos Ibéricos trazidos ao Brasil na época da colonização.


Os animais introduzidos na região multiplicaram-se e formaram uma raça muito bem adaptada às condições ecológicas do Pantanal. Isto foi fruto da ação da seleção natural durante centenas de anos. Desde a implantação de fazendas no Pantanal, o cavalo pantaneiro tem sido importante para a lida do gado e como meio de locomoção para os habitantes da região.


Apesar das suas qualidades, a raça quase chegou à extinção devido a fatores como doenças e cruzamentos indiscriminados com outras raças. O trabalho feito por instituições como a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro (ABCCP), criada em 1972, evitou a extinção da raça, que hoje se encontra em estado vulnerável, o que ainda necessita de programas específicos para a sua conservação.


Um dos principais motivos para a conservação do cavalo pantaneiro é o seu valor genético. Adaptada de maneira singular às condições do Pantanal, a raça apresenta hoje uma grande utilidade no manejo do gado de corte, principal atividade econômica da região.

A pesquisadora especialista em produção e manejo animal, Sandra Santos, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, revela que o homem do campo do Pantanal reconhece hoje o grande valor do cavalo pantaneiro na lida do gado. “Ele faz questão que a raça seja preservada com suas características rústicas de força e agilidade para o trabalho de campo. A beleza para exposições não é a qualidade mais valorizada por eles”, explica.

Existem atualmente cerca de 5 mil cavalos pantaneiros puros registrados na ABCCP, com mais de 130 criadores localizados em 21 subregiões. O número total estimado de equinos no Pantanal é 100 mil, o que revela uma grande quantidade de animais mestiços, segundo Sandra Santos.

Para saber mais leia o artigo completo no site da Embrapa

Veja também este vídeo sobre o cavalo pantaneiro

Fonte: Saulo Coelho Nunes/ Embrapa Pantanal, Corumbá (MS)

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