14 de julho de 2013

Pressa faz paulistano esquecer objetos inusitados no Metrô

Uma carta de amor escrita em 1920, perdida há anos, precisou ser esquecida no metrô da capital paulista para que retornasse às mãos de sua destinatária. O bilhete foi encontrado dentro de um livro deixado na estação pelo filho de uma viúva, que há muito tempo procurava a recordação escrita pelo marido quando eles ainda iniciavam a vida a dois.

Em meio aos mais de 70 mil objetos esquecidos por ano nas estações de metrô de São Paulo, encontram-se documentos de identidade, guarda-chuva, itens curiosos, como micro-ondas, cadeiras de rodas, LPs e dentaduras, mas também histórias de vida.

"Esses locais [Achados e Perdidos] ficam muito associados a um lugar de guarda material, que somente objetos de maior valor seriam procurados, mas a gente faz também uma guarda afetiva, de significado. Por exemplo, uma criança que chegou a ficar doente, porque perdeu a boneca", relatou Cecília Guedes, chefe do Departamento de Relacionamento com Cliente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Ela, que trabalha há sete anos no setor, lembra ainda de casos em que um senhor perdeu uma pasta com todos os documentos para dar entrada na aposentadoria e de uma senhora que perdeu a escritura da casa. "Eles ficam surpresos ao encontrar", disse.

Diariamente, 4 milhões de pessoas circulam pelas cinco estações do Metrô paulistano, um número que é superior, por exemplo, à população do Uruguai. A maior parte dessas pessoas anda apressada, mas, quando acha um objeto perdido, elas exercem a cidadania. "Encontrei a carteira de uma senhora. Tinha documentos, cartão de crédito, dinheiro. Outra pessoa até se ofereceu para entregar a um fiscal, mas fiz questão, porque não sabia se ela entregaria", relatou a atendente de telemarketing Cleonice Souza, de 41 anos de idade.Smart

Até maio deste ano, 34 mil itens chegaram ao Achados e Perdidos do Metrô, localizado na Estação Sé, no centro da cidade, dos quais 10 mil foram recuperados. "O percentual de devolução chega a 30%, mas alguns itens, como celular, alcançam 70%", destacou a chefe do setor. Tudo o que é encontrado é cadastrado em um sistema de computador e o que tem identificação é disponibilizado na internet. "As pessoas podem acompanhar o trânsito do objeto: em qual estação está, se chegou aqui [Estação Sé]. Os que não têm identificação podem ser pesquisados diretamente aqui, porque fazemos o cadastro com toda a descrição do item", explicou Cecília.

O comerciante Pedro Fernandes, de 46 anos, aproveitou a passagem pela Estação Sé para conferir se o documento de identidade, perdido há 20 dias, foi deixado no setor, mas não teve sorte. "Foi descuido. Estava no meu bolso, fui tirar o bilhete e devo ter deixado cair. Vou ter que tirar outro", lamentou. O consultor jurídico Laércio Oliveira, de 59 anos, também recorreu ao Metrô para procurar os documentos da esposa, que foram furtados. "Isso aconteceu em um shopping, mas muita gente, quando encontra alguma coisa, costuma deixar aqui, porque é mais fácil e porque as pessoas confiam. Virou uma referência", disse.

Os usuários têm até 60 dias para recuperar o item perdido. Na terceira estante do lado esquerdo, na segunda prateleira do guarda-volumes, um micro-ondas aguarda pelo seu dono. Ele foi deixado no dia 31 de maio no mezanino da Estação Luz. Não importa o tamanho ou o quão inusitado pode ser, se esquece de tudo nas estações de metrô: muletas, bicicleta, crânio de animal, esculturas, pia, pasta com coleção de cédulas. Enquanto a maior parte dos objetos é doada para o Fundo Social de Solidariedade do Estado, os mais curiosos viram itens de exposição, como a que esteve na Estação Trianon-Masp até junho deste ano.

Os documentos pessoais lideram o ranking de objetos mais perdidos. Foram 4.748 até maio neste. Em seguida, estão as carteiras (4.069), as bolsas e mochilas (304) e as peças de vestuários e acessórios (753). No verão, no entanto, os guarda-chuvas ganham destaque, sendo que a maioria não é recuperada. "Eu já perdi vários, mas nunca fui atrás. A gente compra logo outro na porta da estação", apontou Cleonice. Outro fato curioso é que os livros esquecidos seguem a lógica de venda do mercado. "Os best-seller repercutem aqui. Vários [livros], A Cabana, chegaram aqui no ano passado", relatou Cecília.

O setor de Achados e Perdidos do Metrô paulistano funciona de segunda a sexta-feira das 7h às 20h, exceto nos feriados. Os objetos podem ser procurados também pela internet, no endereço eletrônicowww.metro.sp.gov.br, e pelo telefone 0800-770-7722.

Fonte: Agência Brasil

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9 de julho de 2013

A educação brasileira precisa de atitude

“É assustador comparar a educação brasileira com a de outros países”, lamentou o reitor da Unoesc e membro do Conselho Estadual de Educação, professor Aristides Cimadon, ao citar índices educacionais brasileiros – 52% dos trabalhadores das indústrias não completaram o ensino básico e 86% dos jovens entre 17 e 24 anos estão fora das universidades – durante a palestra proferida no III Seminário Estadual de Sistemas de Ensino de Santa Catarina. O evento ocorreu em Chapecó no início desta semana. Cimadon abordou o tema “Aplicação da Legislação Nacional no Sistema Estadual de Educação”.

        O reitor da Unoesc criticou a concentração de competências na União, que arrecada e distribui os recursos, especialmente, por meio de emendas constitucionais, tornando todos os demais entes federativos subordinados a ela. “Nesse caminho, o dinheiro vai se perdendo, principalmente, o d3a educação”, ponderou. O educador também considerou que este cenário de centralização favorece a corrupção e os mais prejudicados são os municípios que estão mais perto dos problemas.

        Cimadon explicou que a legislação garante autonomia aos Estados e aos Conselhos de Educação nas decisões sobre a gestão da educação, no entanto, avaliou que essas esferas não têm exercido essa autonomia. “Há um conformismo instalado. Uma cultura conservadora que impede o exercício da autonomia. É mais fácil ter alguém acima que regule, que oriente, que determine”, disse.

        Além disso, o professor falou sobre cooperação entre os sistemas de educação. Citou como exemplo a prova do Enade que, se o Estado tivesse um instrumento, poderia avaliar os índices de desempenho do ensino superior catarinense, mas, como não tem, acaba utilizando o instrumento do MEC, em forma de cooperação.

Por fim, Cimadon disse que a falta de ajuda para a educação não está na legislação. “A legislação é isso mesmo. O que vai ajudar a educação brasileira é a atitude dos educadores, das organizações educacionais, dos conselhos e dos sistemas estaduais e municipais. O que ajuda é a atitude”, sugeriu o reitor da Unoesc, professor Aristides Cimadon.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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21 de junho de 2013

Um modelo exaurido

Por mais sucesso que o Brasil tenha obtido nas últimas décadas, e sobre o qual devemos nos orgulhar, podemos afirmar que o atual modelo está exaurido.

         Este modelo atual se transformou agora no chamado “custo Brasil”, de baixa produtividade, velocidade inadequada, muita burocracia, supercentralizado, tamanho enorme e com muitos gargalos.

         Precisamos de aberturas de mentes, desprovidos de orgulho próprio e numa atuação suprapartidária para criamos um novo modelo.

          Que modelo seria esse ?

          Um modelo simples, focado no principio da confiança, da responsabilidade individual e coletiva, na transparência, na parceria público – privado  e usando muita tecnologia disponível é a solução para um novo modelo. Um modelo construído para atender a maioria e auditado de forma inteligente para identificar as exceções.

          As oportunidades estão aí, abrindo portas para o Brasil diariamente, porém estamos nos excluindo através do nosso modelo ultrapassado e dando espaço para outros Países mais competitivos.

         Parece tão óbvio, entretanto nossa inércia é enorme. Nossas Lideranças parecem inábeis em obter um consenso pela maioria, e uma minoria denominada tecnificada impede aflorar um novo modelo por interesses próprios. Assim a sociedade vai pagando com impostos altos e serviços inadequados.

A Sociedade inteira clama por um novo modelo, mas poucos estão aptos a ouvir.estacaoluz2

Nós usuários e clientes no Brasil precisamos ser tratados como tal. Observa-se hoje uma inversão de valores, e parece que o Serviço Público está nos fazendo favores e somos obrigados a seguir neste ritmo. Volto a afirmar: NÓS SOMOS OS CLIENTES !!!!

Não tenho dúvidas que temos capacitação e tecnologia para criar algo neste sentido. Basta apenas algumas lideranças Nacional fazerem uma composição em prol do Brasil, o que não deveria ser difícil – mas falta a prioridade. Nossas Universidades podem ser a entidade neutra, capaz de analisar as necessidades e verificar os “gaps”, propondo sequencialmente algo inovador que possa ser o diferencial para o Brasil e nos tornar novamente competitivos neste processo Global e de evolução contínua.

Ainda tenho esperança nesta busca da Transformação, e que possamos agir em conjunto nos interesses da nossa Nação.

Por: Clever Pirola Avila/Presidente do Sindicarne SC/Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Estado de Santa Catarina

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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