19 de setembro de 2012

Smartphones mais baratos

Os smartphones produzidos no Brasil ficarão mais baratos. A Lei que expande o programa Brasil Maior (12.715/2012), publicada no Diário oficial da União (DOU) na última terça-feira (18),  desonera impostos para os celulares inteligentes que forem fabricados em solo brasileiro, ao incluir esse produto na Lei do Bem.

A isenção para smartphones vai provocar redução de quase 10% no preço ao consumidor. Porém, para que seja feita a renúncia fiscal, os celulares devem ter determinadas especificações técnicas, como estarem preparados para acessar redes wi-fi e internet 3G ou superior. Os equipamentos também terão um valor máximo, a ser definido, que deverá ser de aproximadamente R$ 900.

"A desoneração do smartphone é a continuação de uma política voltada para garantir o acesso à banda larga de um número cada vez maior de pessoas. Evoluímos muito nisso e acredito que as tecnologias móveis andarão em velocidade muito maior", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.Smart

Para começar a valer, a desoneração de PIS e Cofins depende da publicação de regulamentos, que vão detalhar melhor o conjunto de regras que deverá ser seguido na montagem dos aparelhos no Brasil.

As vantagens serão ainda maiores às fabricantes que quiserem produzir, no País, os modelos de smartphones que até então eram importados. Sobre os aparelhos importados, incide cobrança de 16% referentes ao Imposto de Importação (II), além de 15% referente ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já para equipamentos fabricados no Brasil, o IPI é reduzido para 3%.

Considerando este novo cenário, segundo avaliação de técnicos do Ministério das Comunicações, estima-se que esses aparelhos, que hoje são importados, terão um benefício, da fabricação à venda ao consumidor, superior a 25% se começarem a ser produzidos no Brasil.

“Vamos tentar acelerar essa regulamentação, para que seja possível vender celulares mais baratos já neste Natal”, afirma o ministro. A meta do governo é ampliar a presença dos celulares inteligentes no total de vendas do País.

Atualmente, para cada grupo de cinco aparelhos, apenas um smartphone é vendido. O objetivo da medida é chegar a quatro celulares inteligentes para cada cinco aparelhos vendidos.

Através de levantamento preliminar, já foram registradas oito empresas que demonstraram interesse em produzir smartphones em solo brasileiro, com os incentivos fiscais da Lei do Bem.

A intenção é utilizar o sistema operacional Android, que por ser de código aberto, torna o produto final mais barato. Fabricantes que adotam sistemas operacionais próprios em seus aparelhos também apontaram interesse em iniciar produção no Brasil.

Fonte: Portal Brasil

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16 de setembro de 2012

Por que se perde um cliente?

Por que se perde um cliente? Segundo pesquisa citada pelo economista, jornalista, educador e comunicador Luiz Roberto Canello durante o curso “Excelência no atendimento” promovido, nesta semana, no Mogano Business Hotel, em Chapecó, 65% dos empreendimentos perdem clientes por indiferença do pessoal que os atende e 15% por reclamações não atendidas.

curso, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, órgão vinculado a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), reuniu atendentes e telefonistas de cooperativas, visando promover o desenvolvimento de habilidades para o atendimento de público interno e externo, além de oferecer subsídios que favoreçam o uso da comunicação no telefone e pessoalmente e discutir a postura profissional.palestra

O palestrante abordou a excelência, identificando atitudes e comportamentos para atingir e superar as expectativas do cliente, melhores práticas de comunicação e postura nas relações de atendimento, além de simular e refletir sobre propostas de ações reais que refletem a eficiência e a eficácia no atendimento ao cliente. “O profissional deve ser bom nas atividades que desempenha, buscando melhorar 1% em tudo o que faz”, orientou Canello.

Segundo o coordenador de treinamentos do Sescoop/SC Alexandre Alvesforam realizadas dinâmicas e vivências com foco na experiência dos participantes. Entre os temas selecionados estiveram o poder da visão, comunicação, obstáculos na comunicação, pequenos segredos da comunicação, hemisférios do cérebro, criatividade, atendimento a clientes, princípios do sucesso e qualidade.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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15 de setembro de 2012

Filme arranca aplausos da platéia

O filme Intocáveis (Intouchables, dos diretores Eric Toledano, Olivier Nakache, com François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, comédia, França) tem arrancado aplausos insistentes das plateias. Diferente da versão anterior, a intocabilidade não resulta do pleno poder dado a policiais para investigarem a rede criminosa de Al Capone em Chicago nos anos 30, nem da condição dos párias, pessoas pertencentes ao grupo mais simples e socialmente discriminado na Índia, que sequer faz parte de uma classe social. Mas, pelas mesmas vergonhosas razões, para descrever um homem rico e culto, e jovem negro, simples e autêntico, que com ele partilhou a cumplicidade na luta pela vida.

Trata-se da relação de trabalho – na qual as pessoas não estão imunizadas da condição humana, ao contrário, podem atuar por causa dela – em que o aristocrata rico Philippe (François Cluzet), tetraplégico por causa de um acidente após a perda da mulher amada, contrata Driss (Omar Sy), um jovem negro, descendente dos povos colonizados pelos franceses, para ser seu condutor, mesmo não tendo experiência no atendimento a deficientes físicos.

Driss é escolhido após uma lista de candidatos, após saltar na frente apenas para conseguir uma assinatura para que possa recorrer ao seguro desemprego, e por isso sem os cuidados básicos para tratar ricos como semideuses, ser formalmente educado e cumprir as tarefas que lhe cabem. Ah, e se possível, ter alguma empatia com a pessoa de quem vai cuidar até durante o sono. Do empregado, claro.

E então acontece o possível, mas no mais das vezes inimaginável. O aristocrata tem sensibilidade humana, percebe a naturalidade do empregado, ri de sua linguagem e das suas expressões culturais, diverte-se com sua espirituosidade e, a despeito dos cuidados e cautelas dos que o cercam, decide contratá-lo.intocaveis

Qualidades o distinguiam dos que o cercavam. O empregado não tem piedade dele, nem o trata como uma babá, interage em situações do cotidiano, tem uma autenticidade que  conquista sua confiança e da qual surge a cumplicidade imprevista, e depois a amizade. Driss na realidade está descrente das possibilidade e quer apenas um atestado para solicitar o auxílio desemprego do governo. Já esteve preso, tem uma conduta conturbada, mas mesmo assim Philippe o contrata e os dois desenvolvem um vínculo forte, unindo valores e descobertas do conflituoso entrechoque dos mundos distintos.

O público se diverte, assiste o filme com emoção, o enredo toca em situações limítrofes das perspectivas em contradição. De um lado, a ousadia e as novidades trazidas por quem tem uma visão desobrigada dos deveres da aristocracia, e de outro, o rico que encontra uma amizade autêntica, desinteressada e sem valer-se da convivência e das proximidades econômicas do outro. Depois começou a segunda parte lúdica da película: perceber como a imprensa informada por valores elitista lidou com o tema.

Os primeiros comentários diziam que o enredo é plausível, mas muito improvável. Outros disseram que roteirista, diretor e produtores fizeram uma aposta grande. Engendraram riscos mil ao contar o que seria um drama – redimir um tetraplégico rico pelas façanhas do ‘bobo da corte’ – onde histórias de superação que a Europa se acostumou a ver durante séculos e que o Brasil começou a vivenciar na última década.

As suspeitas, as emendas descabidas e os limites que ‘não poderiam ser superados’ nos dramas reais do cotidiano, pretendia ensinar a imprensa da axiologia ‘correta’. E finalmente uma surpresa agradável para a maioria dos que viram o filme: ele agradou ao público e à crítica, arrancou aplausos, não terminou em tragédia e dramas intermináveis, e começou a levantar suspeitas sobre o enredo que aproxima um rico e doente de um negro simpático e espirituoso.

Quase chegando à tragédia, houve quem indagasse se seria um drama, enfatizando o sofrimento do ‘condenado’ à cadeira de rodas e de um pobre sem teto e com familiares em conflito com a lei. Com uma suspeita remota e desconsiderada de que a amizade surgida dos dramas cotidianos pode ajudar na superação de sofrimentos. Mais que isso, empolga pessoas diferentes, mostrando o elo entre amigos de universos que têm na colisão o momento de reconstrução de novos cenários, ricos e propositivos.

Ao começar a filmar 'Intocáveis', os diretores Eric Toledano e Olivier Nakache não tinham completa certeza de estar no caminho certo, embora soubessem que era um grande papel para um comediante que já fez três filmes sob sua direção. E que tem crescido artisticamente. Daí ao fato de Intocáveis ter se tornado um sucesso, para alguns um fenômeno, é uma sequência de ganhos imprevistos e surpreendentes.

Ter se tornado a segunda maior bilheteria da história do cinema francês – o povo que venceu uma Copa de futebol por ter a base do time com imigrantes das antigas colônias – desaprendida na Copa seguinte e com problemas de discriminação e desrespeito a imigrantes ter feito perder jogos praticamente ganhos, com cenas patéticas como a rejeição da solidariedade do técnico brasileiro, já tendo sido visto por 19 milhões de pessoas, atrás dos 25 milhões de espectadores de A Riviera Não É Aqui, de Dany Boon.

Uma expectativa de Toledano é ganhar o público brasileiro, no qual o Tropa de Elite 2, de José Padilha, é o filme mais visto, com 12 milhões de expectadores. O que torna o Brasil um mercado preferencial do cinema francês, com um público que privilegia o cinema de autor. Nas duas últimas semanas, Intocáveis já cruzou os principais mercados brasileiros, com muito aplauso no Rio, São Paulo, Porto Alegre e Recife.

Indagado sobre a fórmula, os diretores negaram sua existência e rebateram críticos dos EUA, que “nos acusaram de ser manipuladores, imagine, logo os norte-americanos, que manipulam tanto com o cinema deles. Mas é compreensível. Eles dominam o mercado de cinema no mundo, não podiam aceitar que a gente entrasse num território que é deles, o das duplas birraciais", falando da “força da amizade superando os limites”.

Por: Antonio Carlos Ribeiro/ALC

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