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26 de março de 2014

Inclusão social: Hortaliças são transformadas em esculturas

Flores feitas de chuchu, folhas de cenoura e ramos de vagens com o incremento de brócolis e couve-flor compõem as esculturas das conservas de hortaliças apresentadas, na última semana em Chapecó, durante treinamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc). A qualificação ocorreu na Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc), com apoio do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó e do Lions Clube Chapecó.

No curso de conservas de hortaliças e temperos participaram 14 mulheres, sendo três cegas e seis de baixa visão. Na primeira etapa, a prestadora em serviço de instrutoria, Cleusa Vergani, abordou a limpeza e esterilização dos vidros, os passos de higienização para confecção das conservas e a importância da higiene de todos os utensílios.IS1

Posteriormente, as participantes aprenderam os procedimentos para as esculturas de conservas de pepino, beterraba, batatinha, chuchu, cenoura e abobrinha. Na sequência, foram abordados os procedimentos para salga, salmoura, banho-maria final, os passos de temperos e pasta de alho.

A capacitação também apresentou segurança e saúde no trabalho – prevenção de acidentes, cuidados com o meio ambiente, manipulação de alimentos e métodos para conservação de hortaliças.

De acordo com Cleusa, o diferencial do treinamento foi ensinar que as hortaliças podem ser transformadas em esculturas e não apenas ser picadas e colocadas dentro do vidro. “Desta maneira o produto final é diferenciado, tem um valor agregado e se torna único, porque indústria nenhuma faz isso”, justificou.

Para a prestadora em serviço de instrutoria, foi um grupo que se superou. “Todas tiveram aproveitamento e conseguiram fazer as atividades propostas”, complementou.

 IS2 A participante, cega, Andrea Duarte, de 33 anos, relata que teve dificuldades apenas no início. “Minha intenção é praticar o conhecimento que adquiri no curso de alguma maneira, principalmente com os familiares”, destacou. Andrea comentou que percebeu várias diferenças da maneira que conhecia, por intermédio de sua mãe. “O que mais me chamou a atenção foi a maneira de espantar os insetos das frutas, hortaliças e verduras. Se tiverem outras iniciativas participarei, principalmente, se for de culinária, porque sempre estamos aprendendo”, realçou.Salete Guralski, de 44 anos, gostou da professora e de sua maneira de ensinar as técnicas de como fechar os vidros, fazer a calda e a higienização.

Para a participante, com baixa visão, Terezinha Pacheco, de 52 anos, a iniciativa foi proveitosa do início ao fim porque transmitiu inúmeros “truques” às mulheres que amam cozinhar. “A partir de agora vou fazer conservas para os familiares e também para vender e, com isso, incrementar a minha renda”, ressaltou. Terezinha sugere que sejam feitos treinamentos sobre panificados e decoração de bolos. “Outro aspecto positivo foi a professora que explicou passo a passo, orientou as participantes de baixa visão e as cegas. O que mostra que basta querer que é possível, não há empecilho. É preciso ter determinação”, afirmou.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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18 de agosto de 2013

Estudo mostra que café pode prevenir doenças

Um estudo feito por pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que os consumidores regulares de café têm melhor atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Além disso, o produto pode prevenir doenças.

Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. O resultado foi verificado também nos pacientes coronariopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias.

Segundo o diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor, Luiz Antonio Machado César, o estudo analisou 150 consumidores de café nos últimos cinco anos e continua a ser feito em outras frentes. Foi avaliado o consumo tanto por pessoas saudáveis como em portadoras de doenças cardíacas.

O médico disse que os voluntários passaram três semanas diminuindo o consumo de café ou de outras bebidas com cafeína, até ficarem uma semana sem tomar nada. “Nesse momento, fizemos vários exames, monitoramos a pressão arterial, fizemos eletrocardiograma durante 24 horas e finalizamos com um teste na esteira”.

Depois disso, os voluntários receberam uma cafeteira, filtros e foram orientados sobre como fazer o café que beberiam durante quatro semanas - 450 mililitros por dia, cerca de sete xícaras e meia. O tipo de café a ser tomado, com uma torra mais clara ou mais escura, era sorteado.café

“Assim, fomos alternando o tipo de café a cada quatro semanas do teste e a cada mês repetíamos todos os exames, comparando que aconteceu com relação às torras que todos tomaram. O que pudemos observar é que não houve nenhum impacto com relação à arritmia, na variação dos exames de sangue”.

Machado explicou que a pesquisa foi feita devido à controvérsia que existe sobre o café fazer bem ou mal e sobre a cafeína ser uma vilã da saúde, apesar de o café não ser só cafeína e sim ser composto por mais de 400 substâncias diferentes. “Há vários estudos mais recentes no mundo que mostram que o café não tem impacto em doentes cardiovasculares. Há outros estudos mostrando que o café está dentro da qualificação dos antioxidantes, prevenindo doenças ou reduzindo seus efeitos”.

O médico ressaltou que não há problemas em tomar de três a quatro xícaras de café ao longo do dia, mas que não é recomendável beber o líquido em excesso de uma vez, só devido à cafeína. “Ao beber muito café, de uma vez, só o indivíduo ingerirá muita cafeína de uma vez só e isso é maléfico, mas o café como o brasileiro está acostumado não faz mal nenhum”.

Os estudos são feitos na Unidade de Pesquisa Café e Coração, do InCor, com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.

Fonte: Agência Brasil

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7 de junho de 2013

Desperdício de hortaliças podem chegar a 43%

As perdas de hortaliças podem chegar a 43%, calcula o pesquisador Antonio Gomes, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ), “Isso quer dizer que, de tudo que foi investido e trabalhado, apenas uma parcela será remunerada.

A sociedade paga para plantar, colher, transportar e comercializar alimentos que nunca vão chegar à mesa da população!”, aponta. Responsável por pesquisa que quantificou em 35% as perdas na cadeia produtiva de hortaliças, ele refez os cálculos e chegou à preocupante conclusão.

O Brasil produz 17 milhões de toneladas de hortaliças, de acordo com dados do IBGE. Mas nem tudo chega à mesa do consumidor: perde-shortalicase na colheita, no transporte, armazenagem e comercialização. O exemplo das hortaliças é revelador. Os brasileiros consomem 115 kg de hortaliças por habitante/ano, considerando já os alimentos ou hortaliças in natura e processados.

Um cálculo simples que considere que metade de 180 milhões de brasileiros come hortaliças, chega ao consumo de 9 milhões 660 mil t. E os restantes 7 milhões 340 mil t? “As coisas não mudaram, o desperdício continua alto”. Os pontos onde há mais perdas nas cadeias produtivas de frutas e hortaliças são no manuseio, transporte e centrais de abastecimento e comercialização. Os supermercados não estão isentos de problemas: “Somos solicitados para ajudar a resolver problemas dentro dos estabelecimentos”, revela.

O problema também é de ordem ética, pois se trata de alimentos, produtos nobres e vitais, que são jogados no lixo. “Os sais minerais e as vitaminas nos são fornecidos pelas frutas e hortaliças frescas, indispensáveis para prevenir a má nutrição e a desnutrição”.

O pesquisador conclui que é mais apropriado primeiro reduzir o desperdício do que, por exemplo, aumentar a área plantada.

Fonte: Embrapa

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9 de maio de 2013

Ferrovia da Integração, agora vai?

O primeiro passo decisivo para concretização da Ferrovia da Integração – ligando o oeste ao litoral catarinense – será dado nesta sexta-feira em Chapecó, na sede da Associação Comercial e Industrial (ACIC): o ministro dos transportes Cesar Borges, a ministra das relações institucionais Ideli Salvatti, o presidente da Valec Josias Sampaio e o coordenador da frente parlamentar das ferrovias deputado federal Pedro Uczai assinarão o edital.

O edital da Ferrovia da Integração contempla a licitação pública para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica etrem Ambiental (EVETEA) e o projeto básico para o traçado de Itajaí, no litoral, passando por Chapecó até atingir Dionísio Cerqueira, no extremo oeste, fronteira com a República Argentina.

O presidente da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias no Congresso destacou que será consolidado um traçado que integrará o Estado à malha ferroviária federal.

A meta do Governo Federal é expandir de 29 mil quilômetros para 40 mil a malha ferroviária no País até 2020. Estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025 para construção, recuperação, estudos e projetos. Desses, R$ 33 bilhões serão direcionados ao sul do Brasil.

O presidente do Conselho Deliberativo da Acic, Orivaldo Chiamolera, lembra que há mais de 20 anos a região reivindica uma ferrovia intraterritorial de ligação oeste-leste para escoamento da produção agroindustrial aos portos marítimos, em território catarinense.

A ferrovia leste-oeste proporcionará grandes benefícios para as empresas exportadoras e a sociedade catarinense, aumentando inegavelmente sua capacidade competitiva e de sobrevivência no longo prazo. “Não se pode pensar em competitividade sem investir em qualidade da infraestrutura básica”, realça Chiamolera.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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31 de março de 2013

Você sabe o que é um locávoro?

“Think globally, act locally” (pense globalmente, aja localmente), o famoso mote de ambientalistas mundo afora é também o resumo do modo de vida e alimentação dos “locávoros”. É cada mais forte nos EUA a tendência dos “locavores” — pessoas que preferem consumir alimentos cultivados localmente. O neologismo poderia ser traduzido como “locávoros” – similar a “herbívoros” ou “carnívoros”.


De acordo com o dicionário online Merriam-Webster, um locávoro é “alguém que come localmente sempre que possível.” Esta definição, no entanto, apenas explica o nome, mas não o motivo de existência do locavorismo. Afinal, por que alguém trocaria a praticidade dos supermercados pelo trabalho de ser a própria fonte de sua alimentação buscando por comida na localidade ao redor? Alguns motivos levam a isso: Herbívoros comem vegetais. Carnívoros comem carne. Locávoros comem localmente. Menos gases poluentes.


Locávoros geralmente começam sua busca para comer de forma mais ambientalmente sustentável, definindo um raio de quilometragem. Qualquer alimento cultivado ou feito dentro deste raio é considerado comida local. Mas, ainda, por que definir este raio e passar pela dificuldade de ater-se a ele? Como é que isso pode ajudar a tornar “verdes” os hábitos alimentares? A verdade é que mesmo que os seus produtos favoritos usem embalagens biodegradáveis e sejam fabricados de acordo com a “etiqueta ambiental”, eles ainda terão a desvantagem da poluição causada pelos veículos responsáveis pela sua distribuição.

locavoro
Além disso, ao adquirir produtos mais perto de casa a poluição emitida pelo automóvel também é diminuída ou evitada quando se pode ir a pé.


A professora de yoga Sílvia Maria é uma das pessoas que decidiu por comprar produtos nos arredores de casa. “Compro meus vegetais e ovos de um micro produtor no meu bairro (na cidade de Santo André), ele produz tomates, alguns vegetais e cria galinhas no seu quintal. Fiz isso em prol da saúde da minha família e do incentivo ao pequeno empresário”.

É claro que só o fato de procurar comprar produtos que se preocupam em oferecer embalagens ambientalmente menos danosas já é um ponto verde a mais. No entanto, há opções ainda mais benéficas para o ambiente. Um exemplo? Imagine que ao comprar seus produtos em alguma quitanda, feira livre ou pequeno produtor próximo à sua casa você pode abdicar de quaisquer tipos de embalagens plásticas com mais facilidade, já que o caminho é curto e a armazenagem pode ser feita em sacolas ecológicas, cestas carrinhos de feira. Resumindo, comprar localmente permite que você diminua a sua própria pegada de carbono e poluição em geral. Para tornar as coisas ainda mais interessantes, o fato é que com isso, você gasta mais dinheiro com comida de verdade e menos com campanhas de marketing, embalagens poluentes e nomes fantasia. Isso é valorizar a natureza e o próprio bolso.

Fonte: Primeiro Plano

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1 de fevereiro de 2013

Em Chapecó, detentos aprendem a produzir mudas florestais nativas

Doze detentos do regime semi-aberto, da Penitenciária Agrícola de Chapecó participaram, nesta semana, do treinamento de produção de mudas florestais nativas. A atividade é resultado de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), e a Secretaria de Planejamento e a Secretaria de Justiça Social e Cidadania do Estado.

    Nas 24 horas/aulas, o instrutor Volmir Carlos Oliveira, abordou os conteúdos segurança e saúde no trabalho; cuidados com o meio ambiente; identificação de espécies nativas; demarcação de matrizes arbóreas; coleta e beneficiamento de sementes; desenvolvimento das mudas e controle fitossanitário; preparação do solo, substrato ou espuma fenólica; plantio/semeadura; tratos culturais, controle de irrigação e fertirrigação; seleção e expedição de mudas; tipos de viveiros e custos para a implantação e mercado.

    Oliveira destaca que a aplicação das técnicas repassadas aos detentos possibilita a produção de granDetentosde quantidade de mudas a baixo custo. Durante o treinamento, foram produzidas mais de 300 mudas de árvores nativa, entre elas mudas de goiabeiras, aroeiras e espinheiras santas.

    Entre os participantes do treinamento, o detento Antonio Barbosa, que hoje desenvolve atividades laborais na horta da Penitenciária e está perto de concluir a pena, viu no curso uma possibilidade de aprender uma profissão, adquirir novos conhecimentos. “Vou sair daqui com a cabeça erguida, preparado para trabalhar e disposto a reconstruir a vida”, afirma.

    O supervisor regional Oeste do Senar, Helder Barbosa, lembrou que existe demanda significativa por esse tipo de mudas e há dificuldade de encontrar profissionais que desenvolvam esse tipo de trabalho. O gerente de atividades laborais da Penitenciaria Agrícola, Earle Serrano, explica que foram selecionados para participar, detentos que apresentam bom comportamento.

    Em Chapecó, o projeto conta com apoio na organização e logística do Sindicato Rural e da Penitenciária Agrícola. Neste ano ainda deverão ocorrer capacitações de novas turmas de detentos no município. Entre os dias 4 e 6 de fevereiro o mesmo treinamento ocorrerá na Penitenciária Agrícola da Regional de Curitibanos em São Cristóvão do Sul.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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30 de janeiro de 2013

Javalis aterrorizam o oeste de SC

Uma população estimada entre 2.000 e 3.000 javalis está atacando propriedades rurais e destruindo plantações na região de Ponte Serrada, no oeste catarinense, causando pesadas perdas aos produtores e criadores. A população está preocupada, pois, além de danificar plantações, os javalis são animais agressivos e significam um risco às pessoas.

A maior parte dos javalis habita o Parque Nacional das Araucárias formado por 12.841 hectares que ocupa parte do território dos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia. Quando o alimento escasseia nesse habitat, esses animais migram para as propriedades rurais dos municípios de Ponte Serrada, Passos Maia, Água Doce, Vargeão, Faxinal dos Guedes, Irani e Vargem Bonita, onde atacam as lavouras de milho, hortas e até criatórios de aves e suínos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Ponte Serrada, José Forestti, a Policia Militar Ambiental já foi chamada para conter a invasão. A maioria dos produtores não está abatendo os animais e prefere chamar a Polícia Militar Ambiental porque, além de uma série de requisitos e procedimentos para o abate, a tarefa é perigosa. Com freqüência os javalis matam os cães de caça e investem com ferocidade contra os caçadores, relata o presidente do Sindicato Rural.

O Sindicado de Produtores Rurais de Ponte Serrada teme que a situação fuja do controle e que, se nada for feito imediatamente, “os agricultores não terão o que colher na próxima safra”.Javali

Problema semelhante surgiu em 2010 na região do planalto catarinense, quando, atendendo apelo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Secretaria da Agricultura declarou o javali sus scrofa nocivo à agricultura catarinense e autorizou seu abate por tempo indeterminado, objetivando o controle populacional. A decisão está de acordo com a instrução normativa 141/2006 do Ibama que regulamenta o controle e o manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva.

Os javalis que aterrorizam o oeste são da espécie exótica invasora Sus scrofa, que provoca elevados prejuízos às lavouras, especialmente de cereais. Vivem em varas (bandos) de até 50 indivíduos. Esses animais selvagens atacam todas as lavouras, principalmente milho, feijão, soja, trigo, pastagens, etc. e, numa noite, destroem completamente vários hectares de área.

Os órgãos ambientais e a Polícia Militar Ambiental orientam que apenas profissionais caçadores registrados e licenciados façam o abate dos animais. “O agricultor terá que procurar um desses profissionais para fazer o abate para ele na sua lavoura e isso implica em burocracia e em custos adicionais”, reclama o vice-presidente da Faesc, Nelton Rogério de Souza. Por outro lado, enquanto a portaria autoriza o uso de armas de fogo dentro das propriedades invadidas, a Polícia Ambiental só permite o uso de tranquilizantes ou armadilhas.

Nos últimos cinco anos os produtores catarinenses sofrem de forma mais intensa com a ação dos javalis. Os animais atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.

Os javalis podem transmitir doenças economicamente graves como a peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. São considerados espécies “exóticas” (portanto, não protegidas por leis ambientais), porque cruzam com porcos domésticos e até outros animais selvagens, como porco de mato, o que gera filhos conhecidos com “javaporcos”. As fêmeas produzem em média duas ninhadas por ano e uma média de oito filhotes em cada uma. Por isso, o controle se torna difícil. O macho adulto pesa entre 150 e 200 quilos e a fêmea entre 50 e 100 quilos. Os javalis que aterrorizam Santa Catarina vieram do Rio Grande do Sul.

Por: MARCOS A. BEDIN

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29 de janeiro de 2013

Como usar água da chuva na criação de animais

A captação e o armazenamento da água de chuva é uma ótima alternativa para diminuir os problemas causados por estiagens severas na criação de animais em algumas épocas do ano. Para aproveitar essa água, a sugestão da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é a construção de cisternas. Pensando em facilitar o trabalho dos produtores interessados em instalar cisternas em suas propriedades, a Embrapa publicou o documento "Aproveitamento da água da chuva na produção de suínos e aves".

O armazenamento de água da chuva em cisternas é utilizado no Brasil há muito tempo, mas em Santa Catarina, a exemplo de outros estados e em virtude dos recentes períodos de estiagem, esta prática vem aumentando consideravelmente. As informações disponibilizadas pela Embrapa Suínos e Aves consideram dicas importantes de trabalhos realizados a campo. O documento mostra sugestões que podem orientar produtores ou técnicos no dimensionamento e construção de cisternas oferecendo aos animais água com qualidade.suino

Os interessados em instalar cisternas devem utilizar modelos e sugestões de construção que melhor se adaptem aos seus casos, principalmente em função da demanda de água na propriedade. As cisternas precisam receber os mesmos cuidados exigidos para as caixas d’água quanto a material e limpeza. É importante também que as primeiras águas coletadas da chuva sejam descartadas, porque elas arrastam as impurezas existentes nos telhados e nos encanamentos.

As vantagens no aproveitamento da água da chuva, além de combater a escassez de água em períodos de estiagem ou de maior demanda principalmente em regiões de produção intensiva de suínos e aves, são várias: reduz o consumo e o gasto com água potável na propriedade; é gratuita; evita a utilização de água potável na lavagem de pisos na suinocultura e na avicultura; e utiliza estruturas já existentes, como os telhados e as coberturas.

Para baixar gratuitamente o documento preparado pela Embrapa Suínos e Aves sobre o assunto, basta acessar o site www.cnpsa.embrapa.br e clicar nos links: Informações Técnico-Científicas -> Publicações -> Publicações da Série Embrapa -> Série Documentos -> DOC157 "Aproveitamento da água da chuva na produção de suínos e aves". Também é possível acessar a publicação diretamente no linkwww.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/publicacao_v7r28u3f.pdf.

Fonte: Senar

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8 de janeiro de 2013

Uma conquista ruinosa

  “Não é para comemorar.” Essa foi a manifestação do presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, ante o anúncio de que o Brasil tornou-se, em 2012, o segundo exportador global de milho, passando a Argentina e ficando apenas atrás dos Estados Unidos.

         Zordan mostra que as exportações maciças encareceram o preço interno do milho e, por extensão, aumentaram os custos da nutrição animal e da produção de carnes – especialmente de aves e suínos. Observa que na Argentina, além da queda de produção,  houve preocupação governamental em reter parte do grão no país para não prejudicar a geração de proteína animal, cuidado que o Brasil não teve.

         O dirigente ressalta que a elevação acentuada dos custos encareceu em até 30% os preços finais ao consumidor. Uma das consequências inevitáveis foi o aumento da inflação. “Se, por um lado, alguns lucraram com a inflação, por outro, toda a sociedade sofre com o processo inflacionármilhoio”,

A procura mundial pelo grão tornou o Brasil o segundo maior exportador de milho do mundo, arrecadando bilhões em divisas externas. O Brasil colheu uma produção recorde em 2012 e exportou a marca histórica de quase 20 milhões de toneladas de milho, o dobro das exportações de 2011. A produção pecuária interna, porém, sofre pelo elevado custo desse insumo. O milho existe no mercado, mas seu preço continua elevado para as atividades pecuárias.

–“Não queremos dizer, em absoluto, que os produtores de grãos não tenham que aproveitar o bom momento, porém, tudo o que é descompassado acaba a médio ou longo prazo tendo resultados desastrosos. Basta lembrar que várias agroindústrias faliram e produtores independentes quebraram”.

O presidente da Ocesc  lamenta que as promessas de transferência dos estoques do centro-oeste brasileiro para o sul não foram cumpridas. Uma sugestão prática para amenizar a crise foi dada pelas agroindústrias na forma de um subsídio de 5 reais por saca de milho transportada do centro-oeste para SC a ser deduzida dos impostos federais foi ignorada pelo Governo. Essa operação custaria apenas 300 milhões de reais ao ano que seriam deduzidos dos créditos de PIS e COFINS que as indústrias da carne têm junto à Receita Federal.

Santa Catarina tem mais de 17.000 suinocultores e avicultores integrados às agroindústrias produzindo num setor que emprega diretamente 105 mil pessoas e, indiretamente, mais de 220 mil trabalhadores. O setor no País se desenvolveu copiando o modelo de parceria produtor/indústria implantado em Santa Catarina a partir do início dos anos 70.

O cenário gerado pela crise dos grãos é inédito em face do alinhamento de uma série de fatores negativos – estiagem nos EUA que perderam 110 milhões de toneladas de milho, seca no Brasil, demanda em alta no mercado mundial etc. “Esses fatores justificariam uma intervenção oficial no mais claro interesse da sociedade”.

Santa Catarina cultiva 540.000 hectares e produz cerca de 4.5 milhões de toneladas, mas, consome 6.5 milhões, importando do exterior ou do Mato Grosso e Paraná o volume necessário para suprir o déficit de 2 milhões de toneladas. Em anos de estiagens rigorosas, o déficit chega a 3 milhões de toneladas. Isso também se deve ao fato de parte da safra catarinense não ficar no Estado por falta de armazenagem, situação que prejudica os criadores e as indústrias.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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15 de dezembro de 2012

Mapa interativo mostra localização de feiras orgânicas no país

Para estimular as famílias brasileiras a adotarem uma alimentação mais saudável, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou um mapa com a localização das feiras orgânicas no país. Por meio da ferramenta é possível saber os dias e horários de funcionamento e os produtos que são comercializados.

De acordo com o pesquisador do Idec, João Paulo Amaral, estão cadastradas 140 feiras em diversos estados e o número tende a aumentar com a maior divulgação do serviço, já que os consumidores também podem enviar informações sobre os locais de venda desses produtos. Após checados os dados, eles são acrescentados ao mapa.

“Com a ferramenta, as pessoas encontrarão facilmente as feiras orgânicas que existem próximo a elas. Ao mesmo tempo, fará com que mais feiras sejam descobertas pelos próprios visitantes do site. É um serviço interativo que estimula uma prática saudável e sustentável”, disse.

Amaral destacou que o mapa também vai ajudar a fortalecer as economias locais, “na medida em que as vendas são feitas pelos produtores, em uma comercialização direta”.

Um levantamento feito este ano pelo Idec com cerca de 500 internautas apontou que 23% deles optariam por orgânicos se houvesse mais feiras especializadas perto de suas casas. Além disso, 70% consumiriam mais alimentos orgânicos se fossem mais baratos.

O pesquisador do Idec enfatizou que, com a divulgação das feiras, há ganhos em relação a essas duas questões, porque os preços dos orgânicos nas feiras costumam ser menores do que nos supermercados. “Fizemos uma pesquisa que indicou que a diferença nos preços dos orgânicos pode chegar a 400% entre os dois tipos de comércio”, acrescentou.

A funcionária pública Gabriela Gonçalves, 27 anos, compra produtos orgânicos semanalmente em uma feira em Brasília. Embora seus gastos tenham aumentado desde que resolveu consumir apenas verduras, legumes e frutas certificados, ela diz que não se arrepende.

“É uma prática muito saudável. Não sei exatamente quanto eu gasto a mais por isso, mas vale a pena porque os produtos são sempre fresquinhos e mais saborosos. Tenho certeza que estou comendo com qualidade, alimentos que não têm agrotóxico”, disse ela, para quem a ida à feira já virou um compromisso.

“Vou toda quinta-feira, sem falta, e ainda tenho a oportunidade de conhecer, conversar e trocar informações com os produtores rurais, já que na feira são eles mesmos que vendem seus produtos. É uma delícia de programa”, acrescentou.

De acordo com o diretor secretário da Associação Brasileira da Agricultura Familiar Orgânica, Agroecológica e Agroextrativista (Abrabio), Marcos Macedo, a prática é saudável não apenas para os consumidores, mas também para quem produz.

“Além de ficarem a salvo de veneno, já que não utilizam agrotóxicos, os produtores orgânicos têm um forte incentivo para se fixarem no campo, que é o preço. Por meio dos programas de compra do governo, por exemplo, recebemos 30% a mais por nossos produtos do que os produtores de itens convencionais. É uma vantagem que faz diferença para o homem do campo”, enfatizou Macedo, que produz, anualmente, 20 mil litros de cachaça orgânica no município de Arealva (SP).

Para fortalecer o setor, o governo federal instalou, em novembro, a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que vai elaborar o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Integram o grupo 14 representantes de órgãos e entidades do Executivo, entre os quais o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mais 14 representantes serão indicados por entidades da sociedade civil.

Fonte: Agência Brasil

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30 de outubro de 2012

Projeto possibilita reinserção social de detentos de SC

Treinamento em produção de mudas florestais nativas acontece até quarta-feira (31) na Colônia Penal Agrícola de Palhoça. Convênio de Cooperação Técnica – Semear viabiliza nesta segunda, terça e quarta-feira (29, 30 e 31) o primeiro treinamento de “Produção de mudas florestais nativas”, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas, na Colônia Penal Agrícola de Palhoça. A iniciativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC).

O curso é voltado às colônias penais agrícolas, com o intuito de capacitar e qualificar condenados em regime semiaberto e egressos do sistema penitenciário do Estado como “viveiristas”, na produção de mudas de plantas nativas. A ação integra o projeto “ACORDE Plantas Nativas”, que tem por objetivo promover a reinserção social dos participantes.

O curso possui carga horária de 24 horas, sendo disponibilizadas entre 8 a 12 vagas por turma. Para participar, os interessados devem ser alfabetizados e ter no mínimo 18 anos completos.

De acordo com o superintendente do SENAR/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, a partir de ações como esta, o SENAR/SC cumpre com sua missão de desenvolver atividades de Formação Profissional Rural, que contribuem para a qualificação, integração na sociedade, qualidade de vida e cidadania do “homem rural”.semear

O conteúdo aborda temas como segurança e saúde no trabalho; cuidados com o meio ambiente; identificação de espécies nativas; demarcação de matrizes arbóreas; coleta e beneficiamento de sementes; desenvolvimento das mudas e controle fitossanitário; preparação do solo, substrato ou espuma fenólica; plantio/semeadura; tratos culturais, controle de irrigação e fertirrigação; seleção e expedição de mudas; tipos de viveiros e custos para a implantação e mercado.

O Convênio de Cooperação Técnica - Semear foi assinado em 22 de agosto de 2012, no Centro Administrativo do Governo do Estado de Santa Catarina e integra a Secretaria de Estado do Planejamento do Estado de Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania de SC e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), com mediação da Vara de Execuções Penais da Comarca da Capital e do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público de SC.

Conforme o convênio, compete à Secretaria de Estado do Planejamento a orientação e coordenação geral do projeto “Semear – Plantas Nativas”, por meio do Comitê Executivo do projeto “Ações Conjuntas de Revitalização e Desenvolvimento (ACORDE Plantas Nativas)”. O SENAR/SC será responsável pela elaboração do programa didático de qualificação e formação técnica, além de fornecer orientação, insumos e materiais pedagógicos necessários à conclusão do curso.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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9 de agosto de 2012

Vídeo: 3 mitos sobre agroecologia

Neste vídeo criado pela Campanha Cresça em parceria com a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), são esclarecidos três falsos mitos sobre a agroecologia que são amplamente disseminados. De maneira simples, as organizações conseguem mostrar como a agroecologia não produz alimentos mais caros, faz grande uso de tecnologia e tem uma produtividade tão boa ou melhor que a da agricultura convencional. Além disso, com os dados apresentados é provado que a agroecologia é a grande alternativa para um sistema agrícola que possa alimentar o mundo.

3mitos

Fonte: Canalibase (www.canalibase.org.br)

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17 de junho de 2012

Brasileiro consome cinco quilos de agrotóxicos por ano

A venda de agrotóxicos no Brasil em 2010 teve um aumento de 190% em comparação a 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de cinco quilos de venenos agrícolas por ano. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), baseado em informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo foi apresentado hoje (16) na Cúpula dos Povos pela médica sanitarista Lia Giraldo da Silva Augusto, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ela credita o aumento na venda dos agrotóxicos ao bom momento do mercado agrícola, puxado principalmente por uma forte demanda chinesa. O produto que mais recebe venenos é a soja transgênica, que precisa do glifosato para produzir, em um tipo de “venda casada”, explicou a pesquisadora.comida

“Este ano a Abrasco decidiu construir um dossiê sobre o tema do agrotóxico e os impactos na saúde e no meio ambiente. O trabalho marca os 40 anos de Estocolmo [primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente], os 20 anos da Eco92 e os 50 anos do lançamento do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson.”

Segundo a médica, o uso de agrotóxicos no Brasil faz parte do modelo produtivo adotado na agricultura nacional. “Este modelo da agroindústria é todo sustentado no pacote da revolução verde, que é baseada em uma agricultura químico-dependente. O agrotóxico é parte desse modelo. Por causa disso, desde 2008 o Brasil ocupa o primeiro lugar no consumo de agrotóxicos, segundo dados levantados pela Abrasco na Anvisa.”

Os dados podem ser acessados na página da Abrasco.

Fonte: Agência Brasil

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8 de abril de 2012

Incentivo à permanência de jovens no campo

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC) levará até as escolas da rede estadual o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) em parceria com a Secretaria de Estado da Educação. O objetivo é expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio e de cursos de formação inicial e continuada para estudantes ligados ao campo.

O Senar/SC levará a todas as regiões do Estado cursos profissionalizantes voltados a atender demandas do meio rural. De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, as capacitações estarão voltadas à formação inicial continuada aos estudantes de Ensino Médio das escolas estaduais.

“Priorizamos treinamentos que tenham relação com as atividades rurais de cada região. A meta é atingir os jovens e capacitá-los para que possam agregar conhecimentos sobre atividades que contribuirão no aumento da renda da família. Assim, permanecerão no campo motivados”, complementa.

Hoje, a sucessão familiar é uma das maiores preocupações do Senar/SC e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Ssenaranta Catarina (Faesc). “Muitos pais ficam sozinhos na propriedade e não conseguem mão de obra para auxiliar nas atividades, enquanto os filhos sofrem em busca de oportunidades nos grandes centros. Precisamos mudar essa realidade, e o caminho é a profissionalização do campo”, assinala o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo.

Os primeiros municípios a receberem o programa estão definidos. Bovinocultura de leite será ofertado em Pinhalzinho, São Lourenço do Oeste, Palmitos, Dionísio Cerqueira, São José do Cedro, Itapiranga, Campo Erê, São Miguel do Oeste, Iporã do Oeste, Água Doce, Papanduva, Chapecó, Seara, São José do Cerrito, Braço do Norte e Presidente Getúlio. O treinamento em Olericultura será oferecido nos municípios deAbelardo Luz, Urubici e Angelina. Araranguá receberá a capacitação em Equideocultura.

Os treinamentos terão duração de no mínimo 160 horas. Os alunos interessados em participar do Programa devem procurar a direção da escola onde estudam. Outras informações estão disponíveis no site do Senar/SC (www.senar.com.br) ou pelo telefone 48 3333 0322.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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4 de abril de 2012

Portal orienta sobre agricultura de baixo carbono

Entre os meses de julho de 2011 e fevereiro de 2012, o número de contratações registradas por meio do programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) cresceu e atingiu R$ 501,2 milhões. Os dados mostram que os empreendedores rurais estão cada vez mais buscando alternativas sustentáveis para a produção, visualizando através das boas práticas agrícolas melhores resultados para as atividades no campo. No entanto, a procura poderia ser ainda maior se os produtores rurais buscassem orientações para elaborar projetos voltados a atender as exigências dos financiamentos, avalia o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

Com a intenção de auxiliar produtores na elaboração de propostas ao Programa ABC, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibiliza um portal com todas as informações e orientações necessárias: www.canaldoprodutor.com.br/agriculturabaixocarbono. Nesse endereço eletrônico também está à disposição o Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono.abc

De acordo com Pedrozo, os empreendedores rurais catarinenses devem visualizar nessa ação uma oportunidade para modernizar as atividades agropecuárias, agregar investimentos para a propriedade e aumentar a produção sem causar prejuízos ao meio ambiente.

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou que o total financiado para custeio, investimento e comercialização no país foi de R$ 70,7 bilhões nos últimos meses. A agricultura empresarial aplicou R$ 61,7 bi no mesmo período. “Há recursos disponíveis e também existem milhares de soluções que contribuem para a modernização do campo, com ações eficientes e ecologicamente sustentáveis. Nosso papel é mostrar o caminho aos produtores, para que tenham acesso aos benefícios”, enfatiza o dirigente.

A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, entende que o desafio é evoluir das práticas convencionais para uma agricultura de baixa emissão de carbono, sem deixar de proporcionar renda aos agricultores e alimentos de qualidade e baratos para a população. “Os produtores brasileiros estão preparados para enfrentar esse desafio e elevar a agropecuária nacional para um novo patamar de sustentabilidade”.

O Programa prevê a redução de emissão de gases de efeito estufa na agricultura (Programa ABC) através do financiamento de práticas e tecnologias adequadas e também de sistemas produtivos eficientes. Além disso, garante ao produtor maior capacidade de pagamento, pois o crédito é oferecido com prazos de carência e de pagamento diferenciados, além de taxas de juros mais baixas.

O limite de crédito é de R$ 1 milhão por beneficiário e por ano-safra, independentemente de outros créditos que o produtor ou cooperativa tenha recebido ao amparo de recursos controlados do crédito rural. A taxa de juros é de 5,5% ao ano.

Os recursos são acessados nas agências do Banco do Brasil em todo País. No entanto, as propostas precisam atender aos objetivos do Programa e devem ser acompanhadas de documentação e projeto técnico específicos. O Banco do Brasil possui quadro técnico habilitado para analisar o projeto quanto ao enquadramento e a viabilidade técnico-agronômica.

Os projetos devem ser voltados à recuperação de áreas e pastagens degradadas; implantação de sistemas orgânicos de produção agropecuária; melhoria de sistemas de plantio direto na palha e de integração lavoura-pecuária, lavoura-floresta, pecuária-floresta ou lavoura-pecuária-floresta.

Além disso, objetiva a implantação, manutenção e manejo de florestas comerciais, inclusive as destinadas ao uso industrial ou à produção de carvão vegetal; adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental, recuperação da reserva legal, de áreas de preservação permanente e o tratamento de dejetos e resíduos, entre outros, além da implantação de planos de manejo florestal sustentável.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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25 de março de 2012

Mulheres no comando

Mulheres empreendedoras, envolvidas no processo produtivo e na gestão dos negócios, qualificadas para comandar as propriedades. É dessa forma que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão ligado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), quer ver as mulheres catarinenses, à frente dos empreendimentos no campo. Mas para profissionalizar a mão de obra feminina, a entidade oferece o programa Com Licença Vou à Luta (CLVL).

Neste mês de março, a ação atende mulheres em diversos municípios do Estado, a exemplo de Arabutã, Ituporanga, Papanduva e Chapadão do Lageado. As atividades são divididas em cinco módulos: empreendedorismo; gestão financeira; liderança, relações interpessoais e trabalho em equipe; conhecimentos sobre Direito Trabalhista e planejamento de negócio.

De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, o programa busca formar mulheres com visão de negócio, pois muitas hoje são responsáveis pela unidade familiar. “Por isso, é tão importante capacitá-las com noções de gestão, transformando a participação feminina em fator decisivo para o sucesso da empresa rural”.

Durante a capacitação, as mulheres rurais são habilitadas a desenvolver competências de gestão para aplicação no seu próprio negócio, considerando as oportunidades da região. O curso estimula as participantes a empreenderem atividades que possibilitem independência financeira, construindo a autoconfiança, com reflexos na qualidade de vida, além de contribuir para o aumento da renda familiar com melhorias da eficiência da gestão da propriedade.flores

Com enfoque no empreendedorismo e na liderança, o programa busca elevar a autoestima das mulheres para despertar o potencial pessoal e profissional, e proporcionar atividades que possibilitem a independência financeira, construindo a autoconfiança com reflexos na qualidade de vida. Além disso, contribui para o aumento da renda familiar com melhorias na eficiência da gestão.

“As participantes têm cinco semanas para elaborar um plano de negócio compatível com a realidade de cada propriedade, para que possam implementá-lo ao final do programa”, complementa Zanluchi.

Os conteúdos abordam características do empreendedor, autoconhecimento e fornece conceitos para elaboração do diagnóstico da propriedade rural; conceitos financeiros, custo fixo e variável, depreciação, fluxo de caixa; elaboração da FOFA (ferramenta de planejamento) e estudo de mercado, visando a melhoria ou a inovação de alguma atividade; noções básicas de legislação trabalhista, ambiental e sanitária; processo de liderança, características do líder, estilos de liderança, relações interpessoais e a construção de relacionamentos por meio de dinâmicas e vivências.

Para participar, as mulheres produtoras devem ter a 4ª série do ensino fundamental completo; saber as quatro operações aritméticas; ter idade acima de 16 anos e estar envolvidas com as atividades da propriedade rural.

Outras informações estão disponíveis no site do Senar/SC (www.senar.com.br) ou pelo telefone 48 3333 0322. As interessadas podem, também, procurar o Sindicato Rural do seu município.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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21 de março de 2012

Meio rural será uma fábrica de taperas

Estamos fazendo um apelo em nome dos 9.000 associados da Cooperativa Rio do Peixe (Coperio) e dos 10.000 associados da Cooperativa de Produção e Consumo de Concórdia (Copérdia) para que não se cometa essa desastrosa injustiça com os pequenos produtores rurais de Santa Catarina, os quais, a exemplo dos associados das cooperativas acima citadas, possuem o mesmo perfil.

Não é possível que tenhamos que ver nossos produtores que representam mais de 95% das 187.000 propriedades rurais (mini, pequenos e médios) de Santa Catarina (70% são sócios de cooperativas) submetidos a um código florestal que descaracterizará o código ambiental de do Estado, colocando os produtores, cooperativas e demais organizações que sustentam as cadeias produtivas de carnes, leite e grãos num processo de degradação das estruturas produtivas.tapera

O código promoverá a desestruturação das propriedades rurais de forma extremamente acelerada num processo de taperização dos empreendimentos do campo do nosso Estado em função do abandono compulsório por parte da lei que está para ser votada. A favelização do meio rural será evidente num futuro muito breve e as cooperativas terão que criar um serviço de apoio para encaminhar os produtores associados a se cadastrarem nos programas assistenciais do governo federal, como o bolsa família.

É desumano e cruel fazer isso com produtores exemplares, como os de Santa Catarina, os quais estarão sendo atingidos com uma lei inadequada a sua realidade em prol do interesse internacional. Todos os brasileiros mais esclarecidos e patriotas têm consciência que a intenção é tomar a Amazônia do Brasil e usá-la para os interesses dos países desenvolvidos em detrimento do nosso país, usando estratégias de Ongs que estão sendo pagas para essa inescrupulosa finalidade.

A preservação dos parâmetros e critérios contidos no código ambiental catarinense, principalmente com relação às áreas consolidadas, matas ciliares, apps e reserva legal,  se não forem previstas formas de contemplar no código florestal brasileiro,  estará comprometendo seriamente o futuro dos agricultores e do agronegócio catarinense.

Apelamos aos deputados e senadores do nosso Estado para que não permitam a aprovação de uma lei que transformará o meio rural numa fábrica de taperas. Somos  cooperativistas catarinenses e brasileiros. Nem Santa Catarina, nem o Brasil podem aceitar esse jogo de falácias de ambientalismo como um fim em si mesmo e que está desprovido, em grande parte, de fundamentação técnica e científica adequada, onde claramente percebemos a manipulação irresponsável de Ongs e de um percentual, graças a Deus, pequeno de deputados antipatriotas e que não deveriam estar nas casas legislativas porque estão tentando criar uma lei contra o país.

Os órgãos de pesquisa, extensão e assistência rural brasileiros possuem tecnologias de sobra para promover o desenvolvimento sustentável e ambientalmente adequado para o nosso país.

Todos nós sabemos o real interesse disso tudo, pois faz parte das estratégias internacionais que qualquer brasileiro com o mínimo de cultura percebe. Sabedores do espírito público e do compromisso que os nobres deputados e senadores tem com Santa Catarina e com o Brasil, contamos com o espírito de luta para influenciar os demais por esse Brasil, afim de corrigir em tempo esse grave erro que está prestes a acontecer.

Por: Valdemar Bordignon, presidente da Copérdia e Decio Sonaglio, presidente Coperio

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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7 de dezembro de 2011

Os dez alimentos mais contaminados por agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que os produtores rurais têm usado agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos. Em 2010, a Vigilâncias Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.

Quando o uso de um agrotóxico é autorizado no País, os órgãos responsáveis por essa liberação, indicam para que tipo de plantação ele é adequado e em que quantidade pode ser aplicado.

Em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido. Em 37% dos lotes avaliados, não foram detectados resíduos de agrotóxicos.

“Os resultados insatisfatórios devido à utilização de agrotóxicos não autorizados resultam de dois tipos de irregularidades, seja porque foi aplicado um agrotóxico não autorizado para aquela cultura, mas cujo [produto] está registrado no Brasil e com uso permitido para outras culturas, ou seja, porque foi aplicado um agrotóxico banido do Brasil ou que nunca teve registro no País, logo, sem uso permitido em nenhuma cultura”, conclui o relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para).

O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim.

Em uma amostra de pimentão, foram encontrados sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.

A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do País, como é o caso do endossulfan e do metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.

Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo não participou do programa.

A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte:

1) pimentãopimentão

2) morango

3) pepino

4) cenoura

5) alface

6) abacaxi

7) beterraba

8) couve

9) mamão

10) tomate

Fonte: Agência Brasil

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30 de novembro de 2011

Picolé de camu-camu: O Rei da Vitamina C

Por trás de uma casca roxinha, opaca e grossa se esconde uma frutinha  ainda pouco conhecida pelos brasileiros, mas que já tem um título nobre
mundo afora: O Rei da Vitamina C. Estamos falando do camu-camu, ou  caçari, como é conhecido em Roraima. Essa fruta amazônica, que brota em  áreas alagadas ao longo de rios, lagos e igarapés, apresenta elevado potencial nutricional, mas ainda é pouco explorada pela população local  por apresentar sabor ácido e adstringente.


Foi pensando em virar esse jogo que os pesquisadores da Embrapa Roraima,  Maria Fernanda Durigan e Edvan Alves Chagas, resolveram investir em  diferentes formas de preparo da fruta. ‘A ideia é contribuir para melhorar a dieta da população e também gerar renda para a região’,  revela Maria Fernanda. Assim, surgiram deliciosas receitas de picolé de  camu-camu.

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Segundo Maria Fernanda, o picolé contém ingredientes de fácil acesso nas  regiões amazônicas e é também de fácil preparo para os comerciantes  locais. Para a obtenção da polpa de camu-camu, que é a base do picolé,  foram coletados frutos maduros, nativos do Estado de Roraima, em  diversos rios e igarapés. Ainda de acordo com a pesquisadora, o picolé de camu-camu manteve seu alto teor de vitamina C, que na fruta, é o dobro da acerola e pode chegar a 60 vezes mais que na laranja. Não é à toa que é considerada a  frutinha com o maior teor dessa vitamina em todo o mundo.


Mas os benefícios não param por aí. A fruta também é rica em antocianina, que, além de dar a ela uma coloração arroxeada, apresenta propriedades antiinflamatórias. “A população em geral desconhece o potencial nutricional da fruta e as alternativas para o seu consumo. No Peru, o camu-camu já é bastante usado no preparo de sucos e doces, mas no Brasil ainda há pouca pesquisa nesta área, completa Maria Fernanda. Os dois alimentos com maior concentração de vitamina C são a acerola e o  camu-camu. Enquanto a acerola tem entre 1 g e 1,3 g de vitamina C para
cada 100 g de polpa, o camu-camu varia numa faixa de 2,5 g a 6 g a cada  100 g.

Fonte: Embrapa

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19 de outubro de 2011

Festival do pequi

O pequi é uma fruta nativa do cerrado brasileiro que, na língua indígena, significa “casca espinhenta”. É muito utilizado na culinária da região Nordeste, Centro Oeste e norte de Minas Gerais. De sabor marcante e peculiar, o pequi é consumido cozido, puro ou misturado com arroz, frango. Da polpa pode se extrair também o azeite de pequi, um óleo usado para condimento e na fabricação de licores.

De cor verde, quando maduro, possui em seu interior um caroço revestido por uma polpa macia e amarela, a parte comestível. O pequi pertence à família das cariocáceas, pode ser encontrado em toda a região Centro Oeste (considerada a capital da fruta), nos estados de Rondônia, Minas Gerais, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, visto que somente em Goiás podem ser encontradas todas as espécies. A frutificação ocorre entre os meses de setembro e fevereiro. Não se deve arrancar da árvore e sim catar os que já estão caídos no chão, já que o pequizeiro é uma árvore protegida por lei que impede seu corte e comercialização em todo o território nacional.Pequi

A cidade de Crixás, no Noroeste de Goiás, vai viver este mês,quatro dias de festa regada a pequi. O fruto é a estrela máxima da sexta edição do Festival Gastronômico, Cultural e Esportivo do município. O evento acontece de 27 a 30 de outubro no espaço da Feira Coberta Rocinha de Porta.

A programação reúne receitas preparadas por empreendedores locais, entre donos de restaurantes, bares, lanchonetes e cozinheiros. O festival conta com 20 estandes, responsáveis pelo comércio de iguarias tradicionais, que privilegiam o sabor do pequi e conservas do produto. A festa também destaca as Oficinas Gastronômicas Conceituais, trabalho desenvolvido pelo Sebrae em Goiás. No festival, acontecem palestras sobre temas como promoção e valorização do pequi e viabilidade econômica do extrativismo.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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