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30 de novembro de 2013

Terapia por ondas de choque no tratamento da tendinite calcária

A terapia por ondas de choque vem apresentando excelentes resultados no tratamento de problemas músculo esqueléticos, tais como tendinites que não melhoram com os tratamentos habituais, dores musculares crônicas e falhas na consolidação de fraturas.

Caracterizadas por ondas acústicas de baixa, média ou alta energia, elas se propagam por meio do tecido até a região da dor, provocando um fenômeno chamado cavitação. Dessa forma, são rompidas microbolhas, que formam microrroturas no tecido inflamado, o que determina a liberação de substâncias antiinflamatórias locais e estimula o aumento na microcirculação. “É importante destacar que essas ondas atuam apenas em tecidos lesionados e não causam problemas em tecidos normais”, destaca o médico ortopedista e traumatologista de Chapecó, Joaquim Reichmann.

Os mecanismos de ação incluem efeito analgésico, alterações estruturais no tecido com aumento da atividade metabólica, estímulo do processo regenerativo do tecido e estímulo da formação óssea.

A tendinite calcária do ombro é uma das patologias em que a terapia por ondas de choque apresenta resultados significativos no tratamento. Caracterizada pela formação de depósitos de cálcio dentro dos tendões sadios do manguito rotador, a doença é explicada por várias teorias que determinam as causas, porém, a mais aceita está relacionada à presença de uma menor vascularização tendinosa, o que altera o metabolismo tecidual e, conseqüentemente, leva ao depósito de cálcio.Ondsch

Reichmann destaca que a doença predomina em mulheres de 30 a 50 anos. O lado direito é o mais atingido, no entanto, em 25 % dos casos a patologia atinge os dois lados do ombro. O principal sintoma é a dor, que pode variar de leve a intensa, podendo ser crônica ou aguda. “Não há relação entre o tamanho da calcificação e a intensidade dos sintomas, mas quando uma crise acontece, a pessoa pode perder os movimentos”, alerta.

A crise se manifesta quando o organismo “reconhece” a calcificação e tenta reabsorvê-la, causando tendinite e bursite por irritação química. Nesta fase, que pode durar dias ou semanas, a dor costuma ser intensa e só acaba quando o organismo “desiste” de tentar reabsorver a calcificação. Muitas vezes, a calcificação não é totalmente reabsorvida, fazendo com que o paciente fique sujeito a novas crises.

É comum o relato de pacientes que revelam sentir dor e limitação funcional há mais de dois anos. Isso leva ao desenvolvimento de atrofias, contraturas musculares e vícios posturais, que podem causar o desenvolvimento da síndrome do impacto (tendinite e bursite por compressão mecânica). “Ao sentir algum tipo de dor ou desconforto nos ombros, a orientação é que se procure um especialista, pois o diagnóstico precoce é essencial para obter os melhores resultados no tratamento”, enfatiza Reichmann.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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26 de outubro de 2013

Terapia por ondas de choque: inovação no tratamento da dor

Um novo tratamento contra a dor e não-invasivo. Assim pode ser definido o tratamento indicado nas inflamações crônicas dos tendões e calcificações no ponto de inserção dos músculos ou tendões e no retardo da consolidação óssea. Caracterizadas por ondas acústicas de baixa, média ou alta energia, elas se propagam por meio do tecido até a região da dor e são administradas em centros de tratamento por médico habilitado.

O médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann, explica que a aplicação do método por ondas de choque nas doenças ortopédicas visa estimular o processo de cura biológica em tendões, tecidos circunvizinhos e ossos. Este tipo de tratamento é aplicado nas seguintes patologias: tendinite calcáritoca do ombro, epicondilite (cotovelo de tenista ou golfista), fascite plantar (com ou sem esporão), tendinite aquileana, tendinite patelar, outras tendinites não solucionadas pelos tratamentos habituais, bursite troncateriana, pseudoartrose, retardo de consolidação de fraturas, necrose avascular, síndrome miofascial - pontos de gatilho e dor lombar.

Os mecanismos de ação incluem efeito analgésico, alterações estruturais no tecido com aumento da atividade metabólica, estímulo do processo regenerativo do tecido e estímulo da formação óssea. “Trata-se de um tratamento ambulatorial, não-invasivo e com o mínimo de efeitos colaterais”, salienta Reichmann.

O número de sessões, recomendadas pelo médico, é de três a cinco quando a patologia é considerada crônica. “O tempo de aplicação varia de acordo com a patologia, em média de 15 minutos a sessão. No início do tratamento, o paciente pode sentir um desconforto que desaparece após alguns minutos e, 30 dias após a primeira aplicação, 80% dos pacientes sente pouca ou nenhuma dor.

O método é contraindicado na placa de crescimento epifisário (uma placa de cartilagem hialina localizada na metáfise da terminação dos ossos longos), coagulopatias (uso de anticoagulantes), infecção sistêmica, hipersensibilidade a dor, tumores malignos, gestantes, região pulmonar e região cerebral ou medular.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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15 de outubro de 2013

Dor nas costas: a vilã da ergonomia

Ela pode chegar de forma leve ou intensa, esporádica e até diariamente. A frequência e a intensidade variam de pessoa para pessoa, mas o fato é que boa parte população já sentiu ou sente algum tipo de dor nas costas. “Além do desconforto, este problema provoca danos físicos e prejuízos financeiros”, alerta o médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann.

Com o avanço da ciência estão surgindo soluções cada vez mais eficazes para identificar as causas das dores nas costas e acabar com o sofrimento. A origem da lombalgia pode ser muscular, articular e discogênica. As principais causas são má-postura, sedentarismo, obesidade, quedas, esforço físico, estresse ou prática de atividades físicas sem orientação profissional.dori150

A orientação para prevenir, segundo Reichmann, inclui atitudes simples como manter boa postura, controlar o peso corporal, fazer alongamentos musculares e praticar exercícios físicos. Outras dicas preventivas são a realização de automassagem da nuca até os ombros, descanso durante pequenos períodos, dormir numa posição adequada, usar travesseiro indicado para o problema e fazer alongamentos musculares. “Em idosos, o acompanhamento profissional deve considerar a capacidade de mobilidade da pessoa, incluindo exercícios leves de alongamento e associando medicamento, quando necessário”, salienta o médico.

Reichmann recomenda, ainda, a prevenção da má postura, pois melhora ou corrige a maioria dos problemas que levam a lombalgia. “Boa postura é o resultado da capacidade que ligamentos, cápsulas e tônus muscular têm de suportar o corpo ereto, permitindo sua permanência em uma mesma posição por períodos prolongados sem desconforto”.

Os métodos de tratamento são específicos e variam de acordo com a necessidade de cada caso. “O mesmo problema pode ser tratado de diferentes formas porque as pessoas têm organismos e limitações diferenciadas. Portanto, em caso de dor, é fundamental procurar um médico”, aconselha Joaquim Reichmann.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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26 de setembro de 2013

Chuva de meteoros

Entre os dias 25 de setembro e 25 de novembro deste ano, ocorrerá uma chuva de meteoros, conhecida como Oriônidas. Os fragmentos da chuva vêm do Cometa Halley, quando o planeta Terra cruza sua órbita. O fenômeno registra uma taxa típica de 20 a 25 meteoros por hora - o que pode ser visto em uma noite escura e de céu limpo.meteoros

As chuvas de meteoros não representam risco para a Terra e ocorrem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade, de acordo com o Observatório Nacional.

O ápice da Oriônidas será nos dias 21 e 22 de outubro, porém as condições de observação não serão favoráveis, pois a Lua estará na fase cheia passando à minguante. A chuva de meteoros vem da constelação de Orion, perto da estrela Betelgeuse - a estrela vermelha mais brilhante da constelação.

Segundo o Observatório Nacional, considera-se chuva de meteoros quando o planeta Terra cruza a órbita de um cometa, o que faz com que pequenos fragmentos que o corpo celeste deixa ao longo da sua órbita penetrem na atmosfera terrestre em um curto intervalo de tempo e em trajetórias quase paralelas.

Meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. O fenômeno deixa um risco luminoso no céu, popularmente chamado de estrela cadente.

Fonte: Agência Brasil

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7 de setembro de 2013

Espetáculo no céu na noite de domingo

Por volta das 19 horas do domingo, 8 de setembro, quem estiver na região ao sul de Florianópolis, em Santa Catarina, poderá acompanhar, a olho nu, a Lua encobrindo o planeta Vênus. O fenômeno astronômico ocorrerá no lado poente, após o pôr-do-sol. A Lua terá um tom acinzentado na ocasião e um pouco abaixo dela estará a estrela Espiga (ou Spica), um astro de primeira magnitude, pertencente à constelação da Virgem.

“Essa estrela tem importância histórica, pois é mostrada na bandeira brasileira acima da faixa Ordem e Progresso representando o EstadLuao do Pará”, disse Jair Barroso, do Observatório Nacional. O planeta Vênus, o mais brilhante do nosso céu, aparece no céu nos fins de tarde, desde meados de julho. Ele ficará completamente escondido atrás do satélite natural da Terra.

Barroso sugere olhar na direção da Lua muitos minutos antes das 19 horas, para perceber a evolução do fenômeno. Depois, Vênus poderá ser visto novamente, reaparecendo no lado iluminado da Lua. Barroso explica que, mesmo não estando nas regiões onde será possível acompanhar o fenômeno, valerá a pena olhar para o céu para ver a Lua muito próxima a Vênus.

O astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia Astronáutica (OBA), ressaltou que Vênus não é o único astro possível de ser observado no céu noturno atualmente. “Desde o mês passado, temos visto Saturno transitar pelo nosso céu. E no dia da ocultação, ele estará a cerca de 10 graus acima de Vênus e da Lua, quase em linha com Spica”, disse Canalle. No dia seguinte, na segunda-feira, na mesma região do céu ao escurecer, será possível observar, de baixo para cima, a estrela Espiga, Vênus, a Lua e o planeta Saturno, afirmou o astrônomo.

Fonte: Fapesp

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18 de agosto de 2013

Estudo mostra que café pode prevenir doenças

Um estudo feito por pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que os consumidores regulares de café têm melhor atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Além disso, o produto pode prevenir doenças.

Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. O resultado foi verificado também nos pacientes coronariopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias.

Segundo o diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor, Luiz Antonio Machado César, o estudo analisou 150 consumidores de café nos últimos cinco anos e continua a ser feito em outras frentes. Foi avaliado o consumo tanto por pessoas saudáveis como em portadoras de doenças cardíacas.

O médico disse que os voluntários passaram três semanas diminuindo o consumo de café ou de outras bebidas com cafeína, até ficarem uma semana sem tomar nada. “Nesse momento, fizemos vários exames, monitoramos a pressão arterial, fizemos eletrocardiograma durante 24 horas e finalizamos com um teste na esteira”.

Depois disso, os voluntários receberam uma cafeteira, filtros e foram orientados sobre como fazer o café que beberiam durante quatro semanas - 450 mililitros por dia, cerca de sete xícaras e meia. O tipo de café a ser tomado, com uma torra mais clara ou mais escura, era sorteado.café

“Assim, fomos alternando o tipo de café a cada quatro semanas do teste e a cada mês repetíamos todos os exames, comparando que aconteceu com relação às torras que todos tomaram. O que pudemos observar é que não houve nenhum impacto com relação à arritmia, na variação dos exames de sangue”.

Machado explicou que a pesquisa foi feita devido à controvérsia que existe sobre o café fazer bem ou mal e sobre a cafeína ser uma vilã da saúde, apesar de o café não ser só cafeína e sim ser composto por mais de 400 substâncias diferentes. “Há vários estudos mais recentes no mundo que mostram que o café não tem impacto em doentes cardiovasculares. Há outros estudos mostrando que o café está dentro da qualificação dos antioxidantes, prevenindo doenças ou reduzindo seus efeitos”.

O médico ressaltou que não há problemas em tomar de três a quatro xícaras de café ao longo do dia, mas que não é recomendável beber o líquido em excesso de uma vez, só devido à cafeína. “Ao beber muito café, de uma vez, só o indivíduo ingerirá muita cafeína de uma vez só e isso é maléfico, mas o café como o brasileiro está acostumado não faz mal nenhum”.

Os estudos são feitos na Unidade de Pesquisa Café e Coração, do InCor, com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.

Fonte: Agência Brasil

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2 de maio de 2013

Fim da injeção de insulina?

Milhões de diabéticos no mundo todo podem um dia dar adeus às múltiplas injeções diárias de insulina para tomar um remédio apenas uma vez ao ano. Isso pode ser possível graças a descoberta de pesquisadores da Universidade Harvard (EUA) de um hormônio que pode aumentar o número de células saudáveis de insulina em até 30 vezes, o que dramaticamente melhora o tratamento de diabetes tipo 2. A diabetes tipo 2, muitas vezes desencadeada por ganho de peso, está se tornando mais comum no mundo por conta da epidemia de obesidade.

Os cientistas de Harvard acreditam que o hormônio betatrofina possa deter a diabetes tipo 2 em seu desenvolvimento.

“Ele poderia eventualmente significar que, em vez de tomar injeções de insulina três vezes ao dia, o paciente tome esse hormônio uma vez por semana ou uma vez por mês, ou na melhor das hipóteses, talvez uma vez por ano”, disseram.

Buscando uma alternativa para simplesmente dar insulina, os pesquisadores procuraram uma maneira de aumentar a sua produção no organismo, até chegarem no hormônio que batizaram de betatrofina.insulina

Em seguida, eles deram o hormônio a ratos, que aumentaram o número de células produtoras de insulina beta em até 30 vezes.
Além disso, o enorme número de novas células só produziu insulina quando necessário, o que os cientistas creem que deve levar a níveis de açúcar mais naturais no sangue, bem como melhor saúde.

“Isso vai retardar, se não impedir, a progressão da diabetes”, informou o pesquisador Doug Melton.

Empresas farmacêuticas já se interessaram pela descoberta e o hormônio poderia ser testado em pessoas em apenas três anos. No entanto, a necessidade de mostrar que seria seguro e eficaz em um grande número de pacientes significa que um remédio comercial ainda está pelo menos uma década longe de chegar às prateleiras.

A pesquisa pode também ser útil no tratamento de diabetes do tipo 1, que geralmente se desenvolve na infância ou adolescência.

Fonte: Diabetenet

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13 de abril de 2013

Bebidas energéticas prejudicam os dentes

Bebidas energéticas removem o cálcio dos dentes. É o que comprovou uma pesquisa feita no curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), pelas acadêmicas Gabriela Faccienda e Michelly Espíndola, com orientação da professora Lídia Morales Justino.

A pesquisa investigou as alterações do esmalte dentário, e constatou que a acidez das bebidas energéticas causa erosão dental. As pesquisadoras realizaram o estudo em laboratório utilizando dentes bovinos, que possuem a mesma composição dos dentes humanos.

Durante cinco dias, os dentes foram colocados diariamente em contato com a bebida energética pelo período de uma hora (quatro sessões de 15 minutos). Com auxílio de equipamentos eletrônicos, os pesquisadores puderam verificar que o cálcio se despendeu dos dentes e ficou no líquido.

“O esmalte dos dentes são como uma capa composta, predominantemente, por cálcio. A deterioração dessa capa deixa a estrutura porosa”, explica Lídia Morales Justino, orientadora da pesquisa.

Lídia explica que a boca possui pH 7, que é o neutro e, abaixo dessa medida, as substâncias são consideradas ácidas. “Os alimentos ou bebidas com pH abaixo de 5,5 removem o cálcio dos dentes. No caso das bebidas energéticas o pH é em torno de 3,0”, esclarece.Dentes

De acordo com a professora, os energéticos não são as únicas bebidas com acidez capazes de alterar o esmalte do dente. Os sucos artificiais, isotônicos e refrigerantes também causam corrosão.

A pesquisa será apresentada no dia 16 de abril, durante a 39ª Semana de Iniciação Científica do curso de Odontologia. Além deste, outros 13 trabalhos de pesquisas relativos a hábitos, cuidados e alterações da saúde bucal serão mostrados e avaliados por banca. As apresentações ocorrem nos dias 16, 17 e 18, no Bloco C5, do Campus Itajaí.

Fonte: Univali

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6 de janeiro de 2013

Servidor da FURB desenvolve aparelho que revela nível do rio em tempo real

Informar os dados sobre o nível do Rio Itajaí-Açu em tempo real. Este é o objetivo do Hidrowitter, projeto desenvolvido pelo servidor da Universidade Regional de Blumenau (FURB) e aluno de mestrado em Mecatrônica no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Thiago Waltrik e seus colegas de mestrado. O Hidrowitter mede o nível do rio e disponibiliza os dados em redes sociais. O primeiro teste do aparelho que vai ser usado a partir de março de 2013 aconteceu nesta quarta-feira (19/12), no Bairro Boa Vista, com a presença do professor e coordenador do projeto, Roberto Alexandre Dias.

O equipamento, que utiliza energia solar, calcula o nível do rio de acordo com a pressão exercida sobre um sensor que fica submerso, e envia as informações coletadas via Internet sem fio para a torre de comando, localizada no Portal da Saxônia, Bairro Ponta Aguda. Depois disso, os dados são disponibilizados em mensagens no Twitter. “Primeiramente vamos trabalhar em cima do Twitter e, futuramente, pretendemos associar com outras redes sociais e com o Google Maps”, explicou.rio

Thiago conta que se baseou em um projeto criado por um chileno, que mede a magnitude de terremotos e disponibiliza as informações em tempo real. “Estudando este projeto, vimos que há uma necessidade regional de divulgar mais rapidamente o nível do nosso rio”, comentou.

O servidor da FURB faz parte do Grupo de Sistemas Embarcados e Distribuídos do IFSC, composto por sete alunos. O grupo trabalhou seis meses em cima do Hidrowitter e, em breve, pretende integrar também o monitoramento de chuvas e de temperaturas ao projeto.

Saiba mais sobre o projeto.

Fonte: Furb

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11 de outubro de 2012

Mecanismo da memória pode ajudar na cura do Alzheimer

Cientistas do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ice-UFRN), em parceria com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram o funcionamento de mecanismos da memória, principais fatores para o surgimento de doenças como Alzheimer e esquizofrenia entre outras. De acordo com os cientistas, o cérebro utiliza somente um mecanismo para gravar e lembrar memórias, alternando entre uma função e outra em fração de segundo. Nas pesquisas, os cientistas descobriram que as células responsáveis pela memória são sensíveis à nicotina, precisamente o grupo analisado. Outros pesquisadores deverão tentar desenvolver um medicamento semelhante à substância, porém, sem os efeitos nocivos.

O neurocientista e professor da UFRN, Richardson Leão, que participou das pesquisas, disse que é necessário ter cautela sobre os medicamentos que serão desenvolvidos. Segundo ele, é preciso ainda realizar mais etapas de pesquisas. “As pesquisas são feitas com animais - neste caso específico, com roedores -, que são diferentes dos seres humanos, embora, no caso das células estudadas, existam semelhanças.”

Os pesquisadores descobriram que a ativação de um tipo específico de neurônios, conhecido como OLM, altera o fluxo de informação do hipocampo - região cerebral que funciona de forma semelhante à memória RAM dos computadores, armazenando temporariamente a informação que depois será salva no córtex. A revelação foi possível devido aos avanços tecnológicos recentes e testes feitos com camundongos transgênicos.

Pesquisas anteriores indicavam que os neurônios do tipo OLM tinham um papel-chave no controle da memória. Mas o camundongo desenvolvido na Suécia permitiu testar a hipótese. O cientista sueco Klas Kullander e o grupo dele geraram um camundongo transgênico cujos  neurônios brilham quando iluminados por luz verde.cerebro

Os cientistas brasileiros injetaram um vírus geneticamente modificado no animal, deixando as células OLM sensíveis à luz. Ao utilizarem fibras óticas, os cientistas conseguiram ativar e inativar essas células, lançando mão de uma nova tecnologia, conhecida por optogenética.

No estudo, cientistas brasileiros e suecos mostraram que as células OLM modulam a entrada e a saída de informações nas vias do hipocampo. Quando ativadas, essas células priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo, atraindo as memórias armazenadas ao mesmo tempo em que fecham a entrada de informações sensoriais na região. A próxima etapa das pesquisas é fazer estudos eletrofisiológicos no Instituto do Cérebro da UFRN, com base em uma investigação da atividade elétrica do cérebro, para entender de que forma as células OLM influenciam as ondas cerebrais no hipocampo, também envolvidas na formação de memórias.

Nas pesquisas, os cientistas conseguiram também demonstrar que o contrário ocorre quando essas células estão inativas. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience de outubro. A pesquisa foi possível devido a um convênio de cooperação científica financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os cientistas brasileiros, no entanto, advertem que é necessário vencer algumas limitações existentes no Brasil e que acabam por limitar as pesquisas com animais transgênicos trazidos do exterior. Segundo eles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relaciona como biopirataria a importação de animais transgênicos para pesquisas científicas de financiamento público.

Alzheimer

A doença de Alzheimer costuma evoluir de forma lenta e inexorável. A partir do diagnóstico, a sobrevida média oscila entre 8 e 10 anos. O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:

· Estágio 1 (forma inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais;

· Estágio 2 (forma moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia;

· Estágio 3 (forma grave): resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva;

· Estágio 4 (terminal): restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.

Esquizofrenia

Os transtornos esquizofrênicos são distúrbios mentais graves e persistentes, caracterizados por distorções do pensamento e da percepção, por inadequação e embotamento do afeto por ausência de prejuízo no sensório e na capacidade intelectual (embora ao longo do tempo possam aparecer deficits cognitivos). Seu curso é variável, com cerca de 30% dos casos apresentando recuperação completa ou quase completa, 30% com remissão incompleta e prejuízo parcial de funcionamento e 30 % com deterioração importante e persistente da capacidade de funcionamento profissional, social e afetivo. A esquizofrenia afeta aproximadamente 1% da população e é responsável por 25% das internações psiquiátricas.

Fonte: Agência Brasil e Ministério da Saúde

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29 de julho de 2012

Tecnologia: Raios ultravioletas para limpar água

Tecnologia inovadora de desinfecção solar da água foi apresentada na ExpoT&C - evento de ciência, tecnologia e inovação paralelo à 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece em São Luís, no Maranhão.

A tecnologia, desenvolvida pelo pesquisador Roland Vetter, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), consiste na eliminação dos germes existentes na água através da exposição aos raios ultravioletas, sem a utilização de substâncias químicas.

Segundo o coordenador de extensão do instituto, Carlos Bueno, através de um estudo foi possível descobrir que uma luz que emite raios ultravioletas é capaz de eliminar germes, purificando a água utilizando apenas a forma física, sem modificações químicas. “Mas para que isso aconteça, a água precisa estar o mais translúcida possível”, disse.

O sistema solar de desinfecção de água é capaz de tornar águas sujas de rios e lagos em água potável livre de germes e já foi testado com sucesso em aldeias na região Amazônica. A inovação pode se tornar um método de proteção contra bactérias e outros micro-organismos perigosos que, em alguns casos podem produzir efeitos negativos não somente para o ser humano, mas também para o meio ambiente.

O equipamento, portátil, é compacto e agrupa tudo em uma única caixa movida por energia solar, que purifica 400 litros de água por várias horas. O investimento para obter o aparelho pode variar entre R$ 1,5 a 10 mil, dependo das condições onde será instalado.

O Inpa - que é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - foi criado em 1952 e realiza pesquisas científicas do meio físico e das condições de vida da região amazônica, a fim de promover o bem-estar humano e o desenvolvimento sócio-econômico regional.

Nos primeiros anos de funcionamento, o instituto se destacou na exploração da área por meio de pesquisas, levantamentosUltravioleta_Divulgacao Inpa e inventários de fauna e flora. Atualmente, o Inpa é referência mundial em biologia tropical e cultiva o desafio de expandir, de forma sustentável, o uso dos recursos naturais da Amazônia.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Inpa

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                              Foto divulgação INPA

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23 de julho de 2012

Álcool perílico é testado no tratamento de câncer de pulmão

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) que fizeram avanços no tratamento de tumores no cérebro com uso de álcool perílico estenderam a pesquisa ao câncer de pulmão. Os testes começaram em laboratório, mas ainda não há previsão de aplicações clínicas. No caso dos tumores cerebrais, a pesquisa é feita no Hospital Universitário Antônio Pedro.

Extraído de frutas cítricas, o álcool perílico é um óleo que pode ser inalado. A substância age diretamente no sistema nervoso central e no tecido pulmonar inibindo a proliferação de células cancerígenas, sem afetar as saudáveis. Uma das vantagens do tratamento é não provocar os fortes efeitos colaterais que costumam ser causados pela radioterapia e a quimioterapia.

No combate ao câncer de cérebro, o tratamento com o álcool conseguiu reduzir o tumor cerebral em três pacientes do laboratório da UFF de um total de 198. Além disso, 15% das pessoas em tratamento também tiveram o tempo de vida aumentado, em relação à estimativperilicoa inicial. A pesquisa só é feita com pacientes considerados terminais, em que os tratamentos tradicionais não tenham mais eficiência.

"Até o momento, 29 pacientes, ultrapassaram dois anos de sobrevida, estimada em quatro meses, sem efeitos colaterais", destacou o responsável pelo estudo, o professor e neurologista Clóvis Fonseca. Os pacientes começaram a se tratar em 2004 e a maioria fez a inalação por pelo menos seis anos.

Apesar dos avanços da pesquisa, o álcool perílico ainda não substitui o tratamento convencional, com quimioterapia e remédios. Pesquisadores e médicos buscam, no entanto, dissolver os medicamentos na substância para facilitar a administração das drogas no futuro.

"O tratamento com álcool perílico, hoje, é adjuvante. Uma droga só atinge uma via [de proliferação da doença], é preciso inibir o máximo possível", disse Fonseca.

A pesquisa da UFF também mostrou que o álcool perílico tem efeito em tumores de pele, mama, pâncreas e despertou interesse de instituições fora do país. Atualmente, especialistas da University of Southern California (USC), nos Estados Unidos, são parceiros nos estudos.

Para se candidatar ao tratamento é preciso enviar um e-mail para abiliosg@vm.uff.br.

Fonte: Agência Brasil

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1 de abril de 2012

190 anos do nascimento de Fritz Müller

Nascido em uma pequena aldeia da Alemanha em 1822, aos 22 anos o jovem Johann Friedrich Theodor Müller obteve o título de Doutor em Filosofia pela Universidade de Berlim. Em 1849 concluiu o curso de Medicina na Universidade de Greifswald, mas não colou grau, por se negar a proferir as palavras cristãs contidas no juramento. Em 1852 emigrou com familiares para a recém-fundada Colônia de Blumenau, no Vale do Itajaí, e em 1856 partiu para Desterro (atual Florianópolis), naturalizando-se brasileiro para assumir cargo público de professor no Liceu Provincial (antigo Colégio Jesuíta, atualmente representado pelo Colégio Catarinense).

É nesse momento que inicia o período mais produtivo da obra científica de Fritz Müller. Em Desterro o naturalista tem seu reconhecimento internacional entre a comunidade científica. Ele mantém correspondência com eminências científicas da época, como Max Schultze, Herman von Ihering, August Weismann, Louis Agassiz, Ernst Haeckel e em especial com Charles Darwin (cuja extensa e contínua correspondência se estende por 17 anos, até a morte de Darwin). A história de Fritz Müller completou neste sábado, dia 31 de março, 190 anos, desde o nascimento na Alemanha.

Um site está sendo construído por um grupo de professores da Universidade Federal de Santa Catarina envolvidos com a divulgação da obra do naturalista. O site organiza informações sobre a história, a vida, a obra, as principais homenagens póstumas e os escritos de Fritz Müller, cientista mundialmente conhecido pela concepção do fenômeno mimetismo mulleriano, estudado em todo o mundo.FritzMuller

Fritz Müller foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas em estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs.

Diferentes datas têm sido aproveitadas para rememorar a vida e a trajetória do naturalista. Em 2009, ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do seu revolucionário livro Origem das Espécies, a Universidade Federal de Santa Catarina reconheceu o valor da obra de Fritz Müller. Concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa post-mortem, recebido pelo seu descendente Alberto Lindner, professor do Departamento de Ecologia e Zoologia.

Em 2009 a Editora da UFSC lançou uma nova tradução do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller. Elaborada por Luiz Roberto Fontes, médico legista e biólogo, e por Stefano Hagen, médico veterinário, biólogo e professor, a nova tradução se distingue das outras duas que a antecederam por usar como base a primeira edição do livro, em alemão. A publicação foi viabilizada com apoio financeiro da UFSC, Fapesc e Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Homenagear Fritz Muller no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajai e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes.

Por: Arley Reis / Jornalista da Agecom

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21 de fevereiro de 2012

Avon, Mary Kay e Estée Lauder na mira da Peta

A organização Peta, Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais, está pedindo aos seus apoiadores, para boicotar os produtos Avon, Mary Kay e Estée Lauder, depois de descobrir que os gigantes dos cosméticos estão pagando por testes em animais. A organização revelou em seu site hoje que estas marcas de cosméticos não são mais "livre de crueldade", por estarem seguindo as normas impostas pelo governo chinês.

A Avon, que recentemente contratou Alesha Dixon como modelo admite que alguns produtos são obrigados a serem submetidos a testes adicionais que podem ser exigidos por lei. Um porta-voz disse: " Alguns produtos selecionados pode ser exigido por lei em alguns animalPetapaíses a se submeter a testes de segurança adicional, o que potencialmente inclui testes em animais, dependendo da diretiva de um governo ou agência de saúde. Mas nesses casos, a Avon vai primeiro tentar persuadir a autoridade requerente para aceitar dados sem os teste com animais. São mais de 20 anos, que fomos uma das primeiras empresas a acabar com testes em animais para comprovar a segurança de nossos produtos. Gostaríamos de confirmar que o nosso compromisso para acabar com testes em animais em toda parte não mudou. Nossos produtos não são testados em animais, exceto quando absolutamente obrigatória por lei.” 

A organização Peta afirma na nota em seu site que por mais de duas décadas, Avon, Mary Kay, e Estée Lauder estiveram entre as maiores empresas internacionais na lista de empresas sem crueldade com animais. Durante estas duas décadas, todas as três companhias têm tido o apoio da PETA e milhões de consumidores que optam por comprar cosméticos de empresas que não são nocivas aos animais. Mas agora descobrimos que todas as três empresas vêm pagando por testes em animais por exigência do governo chinês e eles não informaram PETA ou os consumidores de que suas políticas haviam mudado. Nós não temos escolha senão colocá-las em nossa lista de empresas que testam seus produtos em animais.

Fonte: Mail Online

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15 de fevereiro de 2012

Hérnia de disco: Cirurgia pode ser evitada com a Osteopatia

O uso da osteopatia no tratamento de pacientes com hérnia de disco pode evitar a cirurgia em pelo menos 90% dos pacientes. O alerta é do fisioterapeuta Edson Bramati da Reichmann Ortopedia – Clínica especializada em Ortopedia e Traumatologia, Vídeo Artroscopia de Ombro e Joelho. Ele explica que o tratamento consiste na correção e desbloqueamento dos corpos vertebrais, provocando maior mobilidade e redução da compressão da coluna vertebral.

Além de evitar cirurgia e outras complicações causadas pela hérnia discal, a osteopatia permite reduzir os custos e o tempo de recuperação. “De acordo com a minha experiência e os casos clínicos, os resultados são muito positivos e, além das hérnias de disco, a osteopatia pode ser utilizada na redução de outros tipos de dores severas”, salienta o fisioterapeuta.herniadisco

Bramati explica que a hérnia é uma patologia do disco intervertebral, que existe entre duas vértebras, funciona como "amortecedor" e mantém as vértebras unidas, possibilitando-lhes o movimento. É formado por um núcleo fluído (pulposo) e a "carapaça" externa (anel fibroso).

A hérnia discal é caracterizada como uma "rotura" do anel com saída de conteúdo (o núcleo) para o exterior. Ao sair, o núcleo pode causar compressão das estruturas neurológicas (ex: raiz nervosa) ou inflamação. A deformação do anel sem rotura é uma profusão (menos grave).

Segundo o fisioterapeuta, as hérnias lombares são mais frequentes e podem provocar ciática (dor que se estende da nádega ao pé) e lombalgia (dor nas costas). As cervicais causam cervicobraquialgia (dor que se estende do ombro à mão). “Ambas podem provocar, nos casos mais graves, dormência e perda de força muscular e sensibilidade”, acrescenta Bramati.

O tratamento tem por objetivo desbloquear e descomprimir toda a região muscular, fazer correção da coluna vertebral e indicar alguns exercícios para a reeducação postural, além de fortalecer a musculatura paravertebral e abdominal profunda - fundamentais para evitar recaídas e estabilizar o quadro clínico e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.

Bramati recomenda o tratamento de osteopatia para pessoas que tiverem dores lombares, cervicais ou ciáticas. “Através da técnica, o paciente terá o problema resolvido, ou então, será orientado a procurar um neurocirurgião. Ficar em casa, aguentar dores e outros sintomas é a pior opção, pois o problema se agrava a cada dia”.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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13 de fevereiro de 2012

Cirurgia parendodôntica: Sabe o que é isso?

A Endodontia é a especialidade da odontologia que estuda a polpa dentária e todo o sistema de canais e tecidos que envolvem o dente. Também trata das doenças ligadas a esses sistemas, principalmente, quando ocorrem alterações por cáries, fraturas dentárias, trauma dentário ou ortodôntico, lesões endo-periodontais e outras patologias.

    Popularmente, o procedimento é chamado de tratamento de canal. Porém, quando a endodontia não é suficiente para sanar o problema, é preciso ir mais além, e a saída pode ser a cirurgia parendodôntica. A avaliação é do especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, Silvio Mauro Gallon, da Clínica Arte e Face de Chapecó.

    A cirurgia é a opção de tratamento quando a endodontia não consegue eliminar o agente causador da doença do processo inflamatório. Este procedimento tem a finalidade de remover a lesão que se forma, na maioria das vezes, na ponta da raiz do dente.

    O ápice é a região da raiz pelo qual passam vasos e nervos que irão nutrir a polpa dentária. O problema todo é causado quando a polpa é infectada e também pode infectar o ápice. “Por isso, somente o tratamento de canal nem sempre será suficiente para promover a cura, necessitando da intervenção cirúrgica”.cirurgia

    Gallon explica que são diversos os tipos de cirurgia: um dos métodos é o uso da curetagem para remover a lesão do ápice da raiz (apicectomia), outros removem a lesão, arredondam o ápice e fazem a obturação do canal (retro-obturação). Algumas técnicas são utilizadas ainda para promover melhores resultados, a exemplo da regeneração tecidual guiada, que é o uso de membranas e materiais de preenchimento osteoindutores (hidroxiapatita, osso liofilizado, enxertos etc).

A dor pode ser um sintoma, mas nem sempre aparece no início da doença. Os sintomas podem surgir de forma lenta e gradual e agravar o problema, inclusive levando à destruição óssea da região.

    A radiografia pode identificar a doença na maioria das vezes. Até porque o uso de medicamentos em determinadas circunstâncias auxiliam, mas podem esconder o problema. “Em muitos casos, somente a intervenção cirúrgica trará a cura completa, o que é melhor, pois remove os tecidos contaminados em torno da raiz dentária”, afirma Gallon.

    Uma das preocupações dos pacientes é com relação a complexidade do tratamento. Gallon enfatiza que a cirurgia parendodôntica não é um procedimento complicado, necessitando apenas de anestesia local. “O pós-operatório não causa maiores desconfortos, e a dor pode ser tratada facilmente com analgésicos”.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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18 de dezembro de 2011

Cuidado com o candiru

Você sabe qual é o animal mais temido por diversos grupos de índios da Região Amazônica? A piranha com seus dentes afiados? Os bandos de ariranhas? A enorme cobra sucuri? Nada disso, na verdade esse animal perigoso não tem nada de grande. Pelo contrário, é tão pequenino que cabe na palma da mão.

É o candiru (Vandellia cirrhosa), um peixinho minúsculo que cabe na palma da mão e cresce até, no máximo, 17 centímetros. Ele é um parasita que se aloja nas guelras dos peixes maiores. Lá, ele suga o sangue de seu hospedeiro. Por isso, ele ganhou o apelido de peixe vampiro.

Mas se ele é tão pequeno, qual é o mal que ele faz para os seres humanos? Primeiro, ele é praticamente invisível na água. Seu corpo é translúcido em forma de enguia e mal dá para enxergá-lo. Isso já o torna um perigo, principalmente para aqueles que fazem xixi na água do rio.candiru

Ele é capaz de detectar a urina e seguir seu rastro até a pessoa que está urinando. Quando ele chega na pessoa, o candiru entra pela uretra, o canal por onde passa o xixi. Homens e mulheres correm o risco de ter esse peixinho alojado bem nesse canalzinho.

O formato do candiru o impede que ele volte pelo mesmo caminho usado para entrar, ou seja, não dá para puxá-lo para fora, pois ele se agarra no interior como se fosse um pequeno guarda-chuva. A única solução é uma cirurgia.

Por isso, quando você for nadar em rios da Bacia Amazônica e da Bacia do Araguaia Tocantins, cuidado! Não nade sem roupa e não faça xixi na água!

Fonte: Bloguinho

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11 de dezembro de 2011

Uma TV que pode ser enrolada e colocada no bolso

Uma TV de tela plana que pode ser enrolada e guardada no bolso poderá se tornar realidade em breve. A nova tecnologia que foi desenvolvida por uma equipe de cientistas britânicos é conhecida como pontos quânticos e pode ser usado para fazer televisores ultra-finos. É certamente um passo a mais do que o OLED super-fino que foi lançado pela Sony no ano passado.

O quantum dot tecnologia são partículas emissoras de luz 100.000 vezes menores que a largura de um fio de cabelo humano e será impresso em plástico flexível, que pode ser enrolado ou mesmo impressos em folhas grandes de papel para criar ecrãs gigantes. Por causa de seu pequeno tamanho um ponto quântico permite que o fabricante possa determinar o comprimento de onda da emissão, que então determina a cor da luz que o olho humano pode ver. Como resultado os pontos podem ser ajustados durante a produção para emitir qualquer cor.tv

Cientistas da Nanoco em Manchester estão agora entrando em contato com grandes empresas de eletrônicos da Ásia e os primeiros televisores a utilizar a nova tecnologia podem chegar às prateleiras até o final do próximo ano. Já ss telas flexíveis deverão demorar um pouco mais e podem chegar nas lojas dentro de três anos. A empresa não revelam exatamente com o que eles estão trabalhando, mas acredita-se que Sony, Sharp, Samsung e LG estejam todos trabalhando na tecnologia quantum dot.

A maioria dos televisores produzidos têm um visor de cristal líquido (LCD), que são iluminados por diodos emissores de luz (LED) com uma tela que tem poucos centímetros de espessura. Usando a tecnologia quantum dot significaria televisores mais leves e bem mais finos do que os atuais. O executivo-chefe da Nanoco, uma empresa criada por cientistas da Universidade de Manchester, disse ao Sunday Telegraph: "A vantagem real dos pontos quânticos, entretanto, é que eles podem ser impressos em uma folha de plástico que pode ser enrolada. É provável que esses serão pequenos dispositivos pessoais para começar. Outra coisa que estamos trabalando é com bobinas de papel de parede ou cortinas feitas de um material que tenha pontos quânticos impressos nele. Imagine você acordar pela manhã e ver cenas do sol nascente sobre uma praia."

Fonte: DailyMail

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16 de novembro de 2011

Médicos brasileiros fazem a primeira ponte de safena sem abrir tórax do paciente

Médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, fizeram a primeira cirurgia de ponte de safena, na América Latina, totalmente por meio de um robô. A operação de revascularização do miocárdio (popularmente chamada de ponte de safena) foi feita por endoscopia robótica - com uso de dois braços robóticos e um tubo ótico provido de iluminação e câmera - sistema denominado Davinci. A cirurgia evita que o tórax do paciente seja aberto.

Orientado pelas imagens captadas pela câmera, o cirurgião comanda os braços robóticos, que replicam os movimentos do médico dentro do corpo do paciente. A cirurgia requer três incisões do calibre de um lápis, realizadas entre as costelas. Por meio das incisões, os dois braços robóticos e a microcâmera entram no tórax e acessam o coração, tornando a cirurgia cardíaca possível sem a abertura do osso do peito.

O método diminui o trauma operatório, fazendo com que a recuperação do paciente seja mais rápida. O paciente submetido à cirurgia convencional é normalmente liberado para atividades habituais depois de 45 a 60 dias, período que demora a cicatrização do osso do peito. Na cirurgia robótica, a recuperação é mais rápida – cerca de dez dias.pontesafena

“Esse tipo de operação representa um grande avanço na cirurgia cardíaca”, disse o cirurgião cardíaco e coordenador do Centro de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva e Robótica do Albert Einstein, Robinson Poffo, ao falar sobre a operação, realizada ontem (15). “Acredito que ela represente um novo rumo no tratamento desse tipo de doença do coração. Para se ter uma ideia, atualmente existem três grandes centros que fazem essa cirurgia de forma rotineira, todos nos Estados Unidos. Com a incorporação desse procedimento na nossa rotina, passamos a fazer parte do grupo pioneiro.”

Cerca de 12 profissionais fizeram parte da equipe médica que fez a cirurgia. O grupo contou com cirurgiões, cardiologistas, anestesiologistas, perfusionista - responsável pela manutenção das atividades vitais do organismo, durante a realização da cirurgia - instrumentador e profissionais de apoio do centro cirúrgico e da unidade de tratamento intensivo.

Hoje são realizadas cerca de 50 mil cirurgias cardíacas por ano no Brasil. Dessas, quase a metade são para implantar pontes de safena - usadas para tratar as obstruções das artérias do coração afetadas com aterosclerose, doença que mais causa mortes no país.

Fonte: Agência Brasil

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13 de outubro de 2011

Ouro é utilizado para controlar pragas

Parece filme de ficção, mas é pura realidade. Nas pesquisas sobre pragas de grande importância econômica para o Brasil, que atacam culturas como hortaliças, citros, trigo, tomate, arroz e espécies florestais, esta técnica já está sendo usada. Um fio de ouro colocado nas costas de insetos sugadores é capaz de mostrar seu comportamento alimentar. Analisando as informações geradas, é possível definir estratégias de combate a esse tipo de praga e, com isso, evitar prejuízos a culturas agrícolas e florestais.

Conhecida como Monitoramento Eletrônico - EPG (Electrical Penetration Graph), esta técnica, foi desenvolvida pelo holandês Freddy Tjallingii, que hoje a difunde por todo o mundo. Ela pode ser utilizada tanto para avaliação da resistência de plantas a insetos como também para estudo da transmissão de viroses e resposta dos insetos a toxinas, como inseticidas e os resultados desse tipo de pesquisa podem trazer novas orientações ao manejo integrado de pragas (MIP).ouro

Com o auxílio de uma lupa, fios de ouro são colocados com cola de prata nas costas dos insetos e depois conectados a eletrodos. Dentro de uma gaiola Faraday, que permite isolamento elétrico, os insetos são colocados em folhas ou ramos do seu hospedeiro, que podem ser diversas espécies de plantas, e o aparelho vai fazer a leitura dos sinais dos eletrodos. Esta leitura é transferida para um computador que transforma a informação em ondas, que são previamente determinadas para cada grupo de inseto sugador.

Essas informações ajudam a entender melhor a resposta do inseto a determinados fatores e mesmo mostrar, por exemplo, se ele ataca melhor uma espécie de planta ou outra. No Brasil, somente Embrapa, Esalq/USP e Epamig utilizam a técnica e, no mundo, somente duas a utilizam com pragas florestais, sendo a Embrapa Florestas uma delas.

Fonte: Embrapa

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