7 de setembro de 2013

Espetáculo no céu na noite de domingo

Por volta das 19 horas do domingo, 8 de setembro, quem estiver na região ao sul de Florianópolis, em Santa Catarina, poderá acompanhar, a olho nu, a Lua encobrindo o planeta Vênus. O fenômeno astronômico ocorrerá no lado poente, após o pôr-do-sol. A Lua terá um tom acinzentado na ocasião e um pouco abaixo dela estará a estrela Espiga (ou Spica), um astro de primeira magnitude, pertencente à constelação da Virgem.

“Essa estrela tem importância histórica, pois é mostrada na bandeira brasileira acima da faixa Ordem e Progresso representando o EstadLuao do Pará”, disse Jair Barroso, do Observatório Nacional. O planeta Vênus, o mais brilhante do nosso céu, aparece no céu nos fins de tarde, desde meados de julho. Ele ficará completamente escondido atrás do satélite natural da Terra.

Barroso sugere olhar na direção da Lua muitos minutos antes das 19 horas, para perceber a evolução do fenômeno. Depois, Vênus poderá ser visto novamente, reaparecendo no lado iluminado da Lua. Barroso explica que, mesmo não estando nas regiões onde será possível acompanhar o fenômeno, valerá a pena olhar para o céu para ver a Lua muito próxima a Vênus.

O astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia Astronáutica (OBA), ressaltou que Vênus não é o único astro possível de ser observado no céu noturno atualmente. “Desde o mês passado, temos visto Saturno transitar pelo nosso céu. E no dia da ocultação, ele estará a cerca de 10 graus acima de Vênus e da Lua, quase em linha com Spica”, disse Canalle. No dia seguinte, na segunda-feira, na mesma região do céu ao escurecer, será possível observar, de baixo para cima, a estrela Espiga, Vênus, a Lua e o planeta Saturno, afirmou o astrônomo.

Fonte: Fapesp

Leia Mais ►

25 de agosto de 2013

Desafiando os limites, diminuindo as diferenças.

Para reflexão, debate e orientação dos trabalhos na Semana
Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla do ano de
2013, a Federação Nacional das Apaes propõe, como tema central, o
enfrentamento às diferenças que as pessoas com deficiência
intelectual e múltipla e suas famílias vivenciam diariamente para
inclusão social.

A luta por garantia de direitos humanos passou a ter grande
força no século XX, quando foram ocorrendo mudanças no
entendimento social em relação às pessoas com deficiência,
impulsionadas pelos novos paradigmas de dignidade pensados
principalmente após a criação da Organização das Nações Unidas
(ONU) em 1945, pautados pelos valores éticos relativos à diversidadePANFLETO APAE SEMANA PESSOA DEFICIENTE INTELECUAL
humana, considerados a partir da universalização dos direitos
fundamentais, a todas as classes, independente do aspecto físico,
intelectual ou sensorial.
A abordagem em relação à deficiência no contexto brasileiro foi
então pautada durante muito tempo pela consideração biológica da
deficiência, em que era analisado o comprometimento do indivíduo,
sendo a deficiência uma característica, que necessita então de
alguma intervenção profissional para aperfeiçoá-la ou corrigi-la. Isso
fez com que surgissem, na segunda metade do século XX, uma série
de métodos para diagnósticos e classificações de deficiências, como é
possível citar o influente Modelo de Deficiência desenvolvido por Saad
Z. Nagi.
Em 1980, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma
classificação complementar à Classificação Internacional de Doenças
(CID) à Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e
Desvantagens (CIDID), que consideram deficiência como sendo uma
ou mais restrições que impeçam o indivíduo de exercer atividades
normalmente executáveis, considerando sua idade, sexo, condições
sociais e culturais, focando ainda na deficiência unicamente como
característica do sujeito.
Em 2001, a Assembleia Mundial de Saúde aprovou o texto da
Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
(CIF), cujo texto se baseia na abordagem biopsicossocial que “... tenta
chegar a uma síntese que ofereça uma visão coerente das diferentesperspectivas de saúde: biológica, individual e social.” No Anexo 5 do
documento, é ressaltada uma preocupação com o estigma da
deficiência como uma forma de menosprezo da pessoa.
No entanto, esta abordagem traz consigo o problema que
poderia ser chamado de “saneamento de termos”. Os atributos
negativos da condição de saúde de uma pessoa e a maneira como as
outras pessoas reagem a essa condição são independentes dos
termos utilizados para definir a condição. Seja qual for o termo
atribuído à incapacidade, ela existe independentemente dos rótulos.
O problema não é apenas uma questão de linguagem, mas também,
e principalmente, uma questão das atitudes dos outros indivíduos e
da sociedade em relação à incapacidade. (OMS, 2003, p. 198)
No ano de 2006, foi publicada a Convenção sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas
(ONU), ratificada em 2008 pelo Brasil, que defini em seu Artigo
primeiro, que “Pessoas com deficiência são aquelas que têm
impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais,
em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação
plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.” (ONU, 2006, p.
3) A deficiência passa a ser considerada a partir do contexto social e
não mais somente biológico, sendo os impedimentos da pessoa
causados principalmente pelas barreiras sociais, sejam elas
arquitetônicas ou atitudinais e não mais somente por características
biológicas. Essa posição retira da pessoa o estigma da deficiência e a
coloca na estrutura organizacional da sociedade, sendo a sociedade a
causadora de deficiências, a partir dos impedimentos que impõe às
pessoas. Os limites a serem superados são as barreiras sociais, que
impedem o pleno exercício das capacidades da pessoa com
deficiência, não lhes oferecendo os devidos apoios para que tenha
condição desempenhar com eficiência suas ações.
O movimento das Apaes tem, historicamente, acompanhado e
lutado para afirmação da inclusão social das pessoas com deficiência
e o reconhecimento de sua autonomia e capacidades.

Leia Mais ►

18 de agosto de 2013

Estudo mostra que café pode prevenir doenças

Um estudo feito por pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que os consumidores regulares de café têm melhor atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Além disso, o produto pode prevenir doenças.

Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. O resultado foi verificado também nos pacientes coronariopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias.

Segundo o diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor, Luiz Antonio Machado César, o estudo analisou 150 consumidores de café nos últimos cinco anos e continua a ser feito em outras frentes. Foi avaliado o consumo tanto por pessoas saudáveis como em portadoras de doenças cardíacas.

O médico disse que os voluntários passaram três semanas diminuindo o consumo de café ou de outras bebidas com cafeína, até ficarem uma semana sem tomar nada. “Nesse momento, fizemos vários exames, monitoramos a pressão arterial, fizemos eletrocardiograma durante 24 horas e finalizamos com um teste na esteira”.

Depois disso, os voluntários receberam uma cafeteira, filtros e foram orientados sobre como fazer o café que beberiam durante quatro semanas - 450 mililitros por dia, cerca de sete xícaras e meia. O tipo de café a ser tomado, com uma torra mais clara ou mais escura, era sorteado.café

“Assim, fomos alternando o tipo de café a cada quatro semanas do teste e a cada mês repetíamos todos os exames, comparando que aconteceu com relação às torras que todos tomaram. O que pudemos observar é que não houve nenhum impacto com relação à arritmia, na variação dos exames de sangue”.

Machado explicou que a pesquisa foi feita devido à controvérsia que existe sobre o café fazer bem ou mal e sobre a cafeína ser uma vilã da saúde, apesar de o café não ser só cafeína e sim ser composto por mais de 400 substâncias diferentes. “Há vários estudos mais recentes no mundo que mostram que o café não tem impacto em doentes cardiovasculares. Há outros estudos mostrando que o café está dentro da qualificação dos antioxidantes, prevenindo doenças ou reduzindo seus efeitos”.

O médico ressaltou que não há problemas em tomar de três a quatro xícaras de café ao longo do dia, mas que não é recomendável beber o líquido em excesso de uma vez, só devido à cafeína. “Ao beber muito café, de uma vez, só o indivíduo ingerirá muita cafeína de uma vez só e isso é maléfico, mas o café como o brasileiro está acostumado não faz mal nenhum”.

Os estudos são feitos na Unidade de Pesquisa Café e Coração, do InCor, com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.

Fonte: Agência Brasil

Leia Mais ►

Recomendo

Arquivo do Blog