13 de fevereiro de 2013

Universidade mostra filmes suecos feitos por mulheres

Filmes escritos, estrelados, produzidos e musicados apenas por mulheres. Esta é a essência do Manifesto Doris, uma experiência nascida em 1999 em Gotemburgo, Suécia com o objetivo de fortalecer e apoiar a presença feminina na produção cinematográfica do país, além de debater a igualdade de gêneros nas telas de cinema.

Nos dias 10, 11 e 12 de abril, a Universidade Regional de Blumenau (FURB) vai sediar um intercâmbio de três dias com cineastas da RedDorise Doris, como também é conhecida. O evento terá projeção destes filmes, além de mesa redonda com convidados suecos e brasileiros, palestras e um workshop sobre roteiro para cinema.

Desde 1999, o manifesto já gerou oito curtas e um longa-metragem, cujos trechos podem ser assistidos online (com legendas em inglês). Além das produções, a Rede Doris desenvolve uma competição nacional na Suécia de roteiros para rádio (Radio Doris), além do projeto Doris na Escola, que leva aos professores da região de Gotemburgo questões e reflexões sobre igualdade de gênero, pensamento crítico e análise de filmes. A rede logo se internacionalizou, e suas produções já foram exibidas e premiadas em vários países.

Fonte: Furb

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10 de fevereiro de 2013

Carnaval é festa, alegria e prevenção

Estamos vivendo os dias da maior festa popular brasileira que toma conta dos sambódromos, ruas e clubes do país. Diversão, alegria e alto astral fazem parte dessa, que é uma das épocas mais divertidas e esperadas do ano. No entanto, o que muitos não se dão conta é que a diversão deve estar associada a alguns hábitos preventivos, tanto para evitar a contaminação com alguma das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), quanto para evitar problemas como a intoxicação alimentar, desidratação, acidentes, entre outros.

O médico coordenador do Centro Clínico da Unimed Chapecó, Tiago Peliser,explica que as altas temperaturas do verão são um dos principais fatores que ocasionam a intoxicação alimentar, causada pelo consumo de comida ou água contaminada. Os sintomas podem ser diarréia, febre, náuseas e vômitos, que podem levar a desidratação. Para evitar este tipo de problema durante os dias quentes do carnaval, é necessário estar atento à segurança, qualidade e conservação dos alimentos.

Segundo o médico, a insolação associada à desidratação é outro problema frequente neste período. A causa está relacionada à baixa ingestão de líquidos aliada à exposição excessiva no sol e ao tempo quente. “A recomendação é beber no mínimo dois litros de água por dia, aplicar protetor solar no mínimo 30 minutos antes de se expor ao calor e evitar as horas com maior concentração solar (entre 11 e 16 horas), além de usar chapéus, óculos de sol e roupas leves”.

Outro problema frequente é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que contribui para o aumento das situações de sexo desprotegido, acidentes de trânsito, além de outros danos à saúde. “Recomendamos ingestão moderada de bebidas alcoólicas e alimentos de fácil digestão. O ideal é não permanecer mais de três horas sem se alimentar e priorizar alimentos como frutas, sucos e barras de cereais”, orienta Dr. Peliser.Carnaval

Além de consumir maior quantidade de água do que normal, outras boas opções podem ser a água de coco e as bebidas isotônicas, que contribuem na reposição dos minerais perdidos com a transpiração.

A preocupação de especialistas a respeito da relação sexual sem preservativo vem aumentando nos últimos anos. O motivo é que dados da pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids, realizada pela Caixa Seguros com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), revela que 40% dos jovens entrevistados não consideram o uso de camisinha um método eficaz na prevenção de DST ou gravidez; 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais e somente 9,4% foram a um centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DST.

O uso de preservativo é um método seguro para evitar não somente as DSTs como também para impedir a gravidez indesejada. Portanto, Dr. Peliser lembra que levar a camisinha nas festas de carnaval é uma recomendação antiga para que as pessoas curtam a festa sem preocupações. No entanto, é preciso estar atento com alguns cuidados para a conservação do produto. O atrito com objetos, como a carteira e as altas temperaturas, podem danificar o material da camisinha. “Orientamos que os foliões evitem permanecer muito tempo com o preservativo na carteira ou bolsa. O ideal é colocá-la na carteira ou bolsa momentos antes de sair para a festa”, conclui o médico.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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6 de fevereiro de 2013

Ibama multa mas não recebe

Arquivos do governo obtidos pela recém-aprovada Lei de Acesso à Informação mostram que entre 2005 e 2010 o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA – emitiu cerca de R$ 630 milhões em multas para crimes contra a fauna. O que significaria muito – se os infratores pagassem o que devem. Durante o mesmo período, o IBAMA recebeu o equivalente a menos de 2% do total em multas.

Essa realidade provoca comentários como o do promotor federal Renato de Freitas Souza Machado, alocado no Rio de Janeiro, um ponto forte do comércio ilegal de espécies raras e protegidas: “Os traficantes sabem que nada vai acontecer com eles”. As multas não-pagas – que um porta-voz do Ibama diz que serão cobradas – não são o único problema. Uma combinação de sentenças leves e apelações que parecem não ter fim resultam em poucas passarosprisões para traficantes, mesmo para os grandes. Poucas horas após serem presos, eles estão de volta às ruas e, em muitos casos, de volta aos negócios.

Menos proteção para os animais selvagens do que para uma bolsa roubada. “Realmente, chama atenção alguém trabalhar como traficante há 20 anos e nunca ter ido para a cadeia,” diz Machado, o promotor federal. “Os animais têm menos proteção do que um telefone celular ou uma bolsa roubada.”

Até 1998, o tráfico de animais no Brasil era crime punível por uma sentença de dois a cinco anos. Naquele ano, o Congresso brasileiro aprovou uma lei ambiental que reduziu a pena para seis meses a um ano. Mas uma brecha na lei federal permite que mesmo essas sentenças mais leves nunca sejam aplicadas, já que infratores que recebem a pena mínima conseguem cumpri-la fora das celas.

Semelhante ao tráfico de drogas, a natureza clandestina do tráfico de animais silvestres faz com que seja impossível obter números sólidos sobre a quantidade de animais roubados de seus habitats naturais a cada ano. Mas a organização não-governamental RENCTAS, Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, estima que pelo menos 38 milhões de animais são capturados anualmente.

O tráfico de vida silvestre gera entre US$ 5 e US$ 20 bilhões anuais ao redor do mundo, fazendo com que essa seja a terceira atividade ilegal mais lucrativa depois do tráfico de drogas e armas, de acordo com um relatório do Congresso dos Estados Unidos de 2008. A RENCTAS estimativa que o Brasil responde por 5% a 15% desse total.

Fonte: Planeta Organico

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