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13 de fevereiro de 2013

Universidade mostra filmes suecos feitos por mulheres

Filmes escritos, estrelados, produzidos e musicados apenas por mulheres. Esta é a essência do Manifesto Doris, uma experiência nascida em 1999 em Gotemburgo, Suécia com o objetivo de fortalecer e apoiar a presença feminina na produção cinematográfica do país, além de debater a igualdade de gêneros nas telas de cinema.

Nos dias 10, 11 e 12 de abril, a Universidade Regional de Blumenau (FURB) vai sediar um intercâmbio de três dias com cineastas da RedDorise Doris, como também é conhecida. O evento terá projeção destes filmes, além de mesa redonda com convidados suecos e brasileiros, palestras e um workshop sobre roteiro para cinema.

Desde 1999, o manifesto já gerou oito curtas e um longa-metragem, cujos trechos podem ser assistidos online (com legendas em inglês). Além das produções, a Rede Doris desenvolve uma competição nacional na Suécia de roteiros para rádio (Radio Doris), além do projeto Doris na Escola, que leva aos professores da região de Gotemburgo questões e reflexões sobre igualdade de gênero, pensamento crítico e análise de filmes. A rede logo se internacionalizou, e suas produções já foram exibidas e premiadas em vários países.

Fonte: Furb

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15 de setembro de 2012

Filme arranca aplausos da platéia

O filme Intocáveis (Intouchables, dos diretores Eric Toledano, Olivier Nakache, com François Cluzet, Omar Sy, Anne Le Ny, comédia, França) tem arrancado aplausos insistentes das plateias. Diferente da versão anterior, a intocabilidade não resulta do pleno poder dado a policiais para investigarem a rede criminosa de Al Capone em Chicago nos anos 30, nem da condição dos párias, pessoas pertencentes ao grupo mais simples e socialmente discriminado na Índia, que sequer faz parte de uma classe social. Mas, pelas mesmas vergonhosas razões, para descrever um homem rico e culto, e jovem negro, simples e autêntico, que com ele partilhou a cumplicidade na luta pela vida.

Trata-se da relação de trabalho – na qual as pessoas não estão imunizadas da condição humana, ao contrário, podem atuar por causa dela – em que o aristocrata rico Philippe (François Cluzet), tetraplégico por causa de um acidente após a perda da mulher amada, contrata Driss (Omar Sy), um jovem negro, descendente dos povos colonizados pelos franceses, para ser seu condutor, mesmo não tendo experiência no atendimento a deficientes físicos.

Driss é escolhido após uma lista de candidatos, após saltar na frente apenas para conseguir uma assinatura para que possa recorrer ao seguro desemprego, e por isso sem os cuidados básicos para tratar ricos como semideuses, ser formalmente educado e cumprir as tarefas que lhe cabem. Ah, e se possível, ter alguma empatia com a pessoa de quem vai cuidar até durante o sono. Do empregado, claro.

E então acontece o possível, mas no mais das vezes inimaginável. O aristocrata tem sensibilidade humana, percebe a naturalidade do empregado, ri de sua linguagem e das suas expressões culturais, diverte-se com sua espirituosidade e, a despeito dos cuidados e cautelas dos que o cercam, decide contratá-lo.intocaveis

Qualidades o distinguiam dos que o cercavam. O empregado não tem piedade dele, nem o trata como uma babá, interage em situações do cotidiano, tem uma autenticidade que  conquista sua confiança e da qual surge a cumplicidade imprevista, e depois a amizade. Driss na realidade está descrente das possibilidade e quer apenas um atestado para solicitar o auxílio desemprego do governo. Já esteve preso, tem uma conduta conturbada, mas mesmo assim Philippe o contrata e os dois desenvolvem um vínculo forte, unindo valores e descobertas do conflituoso entrechoque dos mundos distintos.

O público se diverte, assiste o filme com emoção, o enredo toca em situações limítrofes das perspectivas em contradição. De um lado, a ousadia e as novidades trazidas por quem tem uma visão desobrigada dos deveres da aristocracia, e de outro, o rico que encontra uma amizade autêntica, desinteressada e sem valer-se da convivência e das proximidades econômicas do outro. Depois começou a segunda parte lúdica da película: perceber como a imprensa informada por valores elitista lidou com o tema.

Os primeiros comentários diziam que o enredo é plausível, mas muito improvável. Outros disseram que roteirista, diretor e produtores fizeram uma aposta grande. Engendraram riscos mil ao contar o que seria um drama – redimir um tetraplégico rico pelas façanhas do ‘bobo da corte’ – onde histórias de superação que a Europa se acostumou a ver durante séculos e que o Brasil começou a vivenciar na última década.

As suspeitas, as emendas descabidas e os limites que ‘não poderiam ser superados’ nos dramas reais do cotidiano, pretendia ensinar a imprensa da axiologia ‘correta’. E finalmente uma surpresa agradável para a maioria dos que viram o filme: ele agradou ao público e à crítica, arrancou aplausos, não terminou em tragédia e dramas intermináveis, e começou a levantar suspeitas sobre o enredo que aproxima um rico e doente de um negro simpático e espirituoso.

Quase chegando à tragédia, houve quem indagasse se seria um drama, enfatizando o sofrimento do ‘condenado’ à cadeira de rodas e de um pobre sem teto e com familiares em conflito com a lei. Com uma suspeita remota e desconsiderada de que a amizade surgida dos dramas cotidianos pode ajudar na superação de sofrimentos. Mais que isso, empolga pessoas diferentes, mostrando o elo entre amigos de universos que têm na colisão o momento de reconstrução de novos cenários, ricos e propositivos.

Ao começar a filmar 'Intocáveis', os diretores Eric Toledano e Olivier Nakache não tinham completa certeza de estar no caminho certo, embora soubessem que era um grande papel para um comediante que já fez três filmes sob sua direção. E que tem crescido artisticamente. Daí ao fato de Intocáveis ter se tornado um sucesso, para alguns um fenômeno, é uma sequência de ganhos imprevistos e surpreendentes.

Ter se tornado a segunda maior bilheteria da história do cinema francês – o povo que venceu uma Copa de futebol por ter a base do time com imigrantes das antigas colônias – desaprendida na Copa seguinte e com problemas de discriminação e desrespeito a imigrantes ter feito perder jogos praticamente ganhos, com cenas patéticas como a rejeição da solidariedade do técnico brasileiro, já tendo sido visto por 19 milhões de pessoas, atrás dos 25 milhões de espectadores de A Riviera Não É Aqui, de Dany Boon.

Uma expectativa de Toledano é ganhar o público brasileiro, no qual o Tropa de Elite 2, de José Padilha, é o filme mais visto, com 12 milhões de expectadores. O que torna o Brasil um mercado preferencial do cinema francês, com um público que privilegia o cinema de autor. Nas duas últimas semanas, Intocáveis já cruzou os principais mercados brasileiros, com muito aplauso no Rio, São Paulo, Porto Alegre e Recife.

Indagado sobre a fórmula, os diretores negaram sua existência e rebateram críticos dos EUA, que “nos acusaram de ser manipuladores, imagine, logo os norte-americanos, que manipulam tanto com o cinema deles. Mas é compreensível. Eles dominam o mercado de cinema no mundo, não podiam aceitar que a gente entrasse num território que é deles, o das duplas birraciais", falando da “força da amizade superando os limites”.

Por: Antonio Carlos Ribeiro/ALC

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19 de agosto de 2012

O cinema artesanal do Brasil

Nos anos 1920, o cinema brasileiro entra em fase de expansão. Surgem pioneiros em vários estados, diversificando a temática cinematográfica. Em São Paulo, José Medina, que se associara a Gilberto Rossi em 1919, lança em 1920 o filme Perversidade. Pintor e fotógrafo, Medina abraçara o cinema com paixão. Era um tempo de artesanato. Com a falta de tecnologia para iluminação, as cenas eram filmadas à luz do sol. Medina montava cenários no quintal de seu estúdio e filmava ao meio-dia, para não ter sombras. Produziu obras como Gigi em 1925, baseada num conto de Viriato Correia, e Fragmentos da Vida em 1929, adaptação de um conto do norte-americano O’Henry.TesouroPerdido

No Rio de Janeiro, em 1920, a portuguesa Carmem Santos criou a empresa Films Artísticos Brasileiros e lançou o filme A Carne, adaptado de um romance de Júlio Ribeiro. Depois veio Mademoiselle Cinéma, baseado na obra escandalosa de Benjamin Costallat. Era a moda do cinema picante. Também no Rio, Ademar Gonzaga e Pedro Lima fazem uma verdadeira escola de cinema, através das revistas Para Todos, Seleta e Cinearte, publicando informações sobre a produção cinematográfica brasileira e divulgando atores e atrizes como Grácia Moreno, Eva Schnoor, Lelita Rosa, Nita Ney, Eva Nil, Estela Mar, Luís Soroa, Carlos Modesto, Paulo Morano e Raul Schnoor.  

Além de divulgar estes nomes para competir com o cinema norte-americano, que dominava 90% do mercado brasileiro, essas revistas influenciaram jovens cineastas de outros estados, como Humberto Mauro, mineiro de Volta Grande, que iniciou sua carreira em Cataguases com o filme Valadião, o Cratera de 1925 que conta a história de um bandido. Em 1926 Mauro filma Na Primavera da Vida, Tesouro Perdido, Brasa Dormida e Sangue Mineiro.

No nordeste o movimento cinematográfico concentrou-se em Pernambuco, onde se destacaram dois jovens talentos, Edson Chagas e Gentil Roiz que dirigiu Aitaré da Praia, filme que retratava a vida dos jangadeiros. No sul, destacaram-se os gaúchos Eduardo Abelim e Eugênio Kerrigan, que se associaram para dirigir Amor que Redime, melodrama urbano muito comentado em Porto Alegre.

Fonte: Nosso Século, Abril Cultural, 1981

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20 de novembro de 2011

Filme: O dia em que não nasci

A obra cinematográfica O dia em que não nasci (Alemanha, 2010, 95min, drama), de Floriam Cassem, trata dos débitos das ditaduras civis e militares latino-americanas. Um tema dual, já que sobre ele existem diversas obras – remontando à II Guerra, ao nazismo e ao surgimento da aliança militar ocidental – mas também porque essa produção provoca efeitos, parecendo ainda não ter esgotado a caudal de dores, ressentimentos e sonhos interrompidos, às dezenas de milhares, na América do Sul.odiaemq

O filme narra a história de uma nadadora que vive na Alemanha, viaja ao Chile e, durante a escala em Buenos Aires, ouve uma canção de ninar que a faz cantarolar as frases num espanhol que ela não fala. Ela se emociona, perde a conexão e fica em Buenos Aires. Telefona para o pai, que aparece no hotel dois dias depois. Isso inicia um processo de revelações sobre a ditadura militar, as razões de ter sido levada à Alemanha nos anos 80, chegando ao clímax de procurar a família dos verdadeiros pais.


Fatos como o contato com a polícia, o envolvimento com um policial, a revelação de que sua família alemã colaborou com o regime e o reencontro com sua família biológica são etapas que vão revelando a complexidade do crime, de um lado, e do outro, a calma, a paciência e o amor necessários ao restabelecimento da verdade, buscando não ferir quem errou, mas agiu de boa fé. Isso exige maior sensibilidade, coragem e humanidade para desconstruir o erro sem causar mais mal.


O filme é denso como o trânsito da capital argentina e tenso como os enredos que envolvem as histórias da repressão, sobretudo ao mexer na ferida aberta da estratégia de sequestrar filhos de opositores do regime para “purificar” o país da influência do comunismo. Na verdade, a segunda etapa de um monumental crime de Estado para enfrentar um perigo mais imaginário que real, resultante da repressão extrema em defesa da ideologia da segurança nacional.


O fato do filme estar em cartaz nesta época parece integrar esse kairós latino-americano – um tempo escatológico -apocalíptico em que nos  defrontamos com as dores desse tempo em que passamos a limpo nosso passado recente – acordando de um inebriante pesadelo, que se torna mais forte tanto quanto a consciência começa a se plenificar, nos fazendo, a um só tempo, tomar consciência do ocorrido, descobrir o que fazer para resgatar dignidades, apoiar a reconstrução da vida, justiçar as vítimas, recuperar a memória dos torturados, e confrontar os interesses que provocaram tanto sofrimento e morte.


Três fatos recentes emprestam importância a esse tema recorrente: a dificuldade do debate pelo controle das elites financeiras sobre a grande mídia; a condenação do Brasil pela Corte Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH) após o Supremo Tribunal Federal manter a lei da anistia e negar a justiça às vítimas da ditadura; a repatriação dos documentos que estavam na sede do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça), e do Center for Research Libraries, em Chicago (EUA); e a condenação de militares e civis envolvidos na repressão argentina, que produziu o maior número de mortos em nosso continente.

Para quem não tem medo de filme sobre o terror real e tem coragem para se defrontar com verdade e disposição, e amor para retomar a vida, compromissar-se com seu tempo e seguir em frente, recomendo assistir.

Por: Antonio Carlos Ribeiro/ALC

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31 de outubro de 2011

Tropa de Elite 2 para americano ver

O filme brasileiro, Tropa de Elite 2, estréia no próximo dia 11 nos EUA começando por Nova York. RepresentaCptNascnte do Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro, este lançamento nos EUA é estratégico para dar visibilidade ao filme juntos aos votantes da Academia de Hollywood.

Tropa de Elite 2 chega aos EUA com credenciais que são ressaltadas neste trailer especialmente feito para o mercado norte-americano: é o filme de maior sucesso na história no Brasil, o agora coronel Nascimento é um tipo "durão" que combate o crime, e o roteirista (Braulio Mantovani) é o mesmo de Cidade de Deus.

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3 de setembro de 2011

Brasil na China

Entre os dias 3 e 25 de setembro, a China recebe a 2ª edição do DocBrazil Festival. O evento estará presente nas principais cidades chinesas com sete documentários, ciclo de palestras, intervenções artísticas e música ao vivo. Os títulos selecionados para o festival apresentam temas ligados à diversidade cultural brasileira, a ruptura de estereótipos e o papel do Brasil no século XXI.

Em Pequim, capital do país, o DocBrazil Festival terá destaque como uma das principais atrações internacionais do Festival 789, maior evento dedicado ao público jovem chinês organizado pelo megaportal Sohu.com, que há três anos reúne cerca de 20 mil espectadores .BRnaCH

O festival e a Raffles-BIFT International College mantêm parceria e repetem a experiência de oferecer uma coleção exclusiva de pôsteres criados por uma equipe de designers chineses e estrangeiros estabelecidos em Pequim. A proposta é descobrir, através da percepção da equipe, qual é a imagem que o Brasil contemporâneo transmite.

Fiel ao conceito de plataforma criativa que supera uma experiência cinematográfica, o DocBrazil Festival continua a crescer em parcerias e atividades paralelas para envolver cada vez mais público no encontro e reinvenção da percepção do Brasil e dos brasileiros no mundo.

Maiores informações pelo site do festival.

Fonte: Ministério da Cultura

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18 de novembro de 2009

Trailer do filme Odyssey 2050

A Embaixada Britânica na Costa Rica está produzindo um filme de animação em 3D sobre o tema da mudança climática chamado Odyssey 2050. O filme tem por objetivo motivar adultos e adolescentes a tomarem medidas contra as alterações climáticas.

Um processo interativo vai permitir que jovens de todo o mundo apresentem suas ideias sobreOdyssey2050_site as cenas e personagens para publicação no site do filme. Este processo interativo é chamado Club 2050 e pretende ser divertido e motivador para os jovens agirem sobre a mudança climática.

Para quem quiser participar é só entrar em contato com Bruce.Callow@fco.gov.uk

Este é um trailer do Odyssey 2050 em espanhol.

 

Fonte: Acton Compenhagen

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6 de outubro de 2009

Um galinheiro é transformado na Holywood brasileira

Numa grande área verde em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, a avicultura cede lugar ao sonho do cinema brasileiro.

No final de 1946, Francisco Matarazzo Sobrinho faz sua habitual visita a uma imensa área verde em São Bernardo do Campo, onde o industrial paulista possui uma próspera criação de galinhas. Nessa ocasião, o escritor José Mauro de Vasconcelos, que acompanhava-o, teria dito: “ Aqui daria um ótimo lugar para se fazer cinema no Brasil”. Três anos depois, a 4 de novembro de 1949, a avicultura cede lugar ao graveracruz200nde sonho hollywoodiano do cinema brasileiro. Franco Zampari e Cicillo Matarazzo fundam a Cia Cinematográfica Vera Cruz, com capital inicial de 7,5 milhões de cruzeiros, uma fortuna para época.

Eu estava disposto a fazer da Vera Cruz a mais perigosa experiência da minha vida. Acreditava no talento brasileiro. Eu estava disposto a perder quanto fosse necessário, nos primeiros anos. Depois, tinha certeza, a coisa melhoraria. Afinal, somos ou não somos um povo de heróis?”,  diria o engenheiro italiano, Franco Zampari.

No começo de 1950, depois de uma série de conferências sobre cinema no Museu de Arte de São Paulo, o cineasta Alberto Cavalcanti é convidado por Zampari para dirigir a recém-criada Vera Cruz. Dispondo de amplos recursos, Cavalcanti contrata técnico ingleses, italianos, diretores brasileiros e um grande elenco nacional, para iniciarem a fase do cinema brasileiro em bases industriais.

O primeiro filme com o selo da Vera Cruz foi Caiçara, com direção do italiano Adolfo Celi, e trazendo no elenco nomes como: Eliane Lage, Carlos Vergueiro e Mário Sérgio. Com muitos contratempos e acirradas brigas entre Celi e Cavalcanti, as filmagens demoraram aproximadamente seis meses, com toda a equipe sem poder sair de Ilhabela, local das filmagens.

Fonte de pesquisa: Nosso Século, Abril Cultural, 1980.

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23 de junho de 2009

Tangos, el exílio de Gardel

O próximo filme do Ciclo de Cinema Argentino – entre gaúchos e compadritos será exibido nesta quarta-feira, 24/6, às 16h, no Auditório Henrique Fontes, do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina.

Carlos Gardel. Foto divulgação

Tangos, o exílio de Gardel, do diretor Fernando Solanas foi estreado em 1985, com a Argentina saindo de uma terrível ditadura imposta pelos militares. O diretor é Solanas, que já era um cineasta dos mais conceituados no país vizinho, e lidera um grupo de artistas que pioneiramente começam a fazer um balanço daqueles “anos de chumbo”, mal haviam eles acabado.


Ao contrário do que costumam argumentar certas figuras tupiniquins, sempre buscando justificar o injustificável, trata-se de um filme criado no calor da hora, quase sem nenhuma perspectiva histórica dos acontecimentos que inundaram de sangue a Argentina. E o que é mais significativo, feito sem nenhuma gota de rancor, muito pelo contrário.


Percebe-se no filme um profundo e cálido sentimento de solidariedade para com um país que se encontrava em frangalhos do ponto de vista afetivo e emocional. Contagia, também, por ser uma criação estética que, apesar da dureza e mesmo da tragédia dos temas que trata, não perde nunca o sentido do humor diante dos acontecimentos, por pior que eles sejam. O que não deixa de ser um avanço admirável em termos do comportamento argentino em geral, tão propício a altas temperaturas, difíceis de serem mantidas e suportadas nestes tempos gelados da pós-modernidade.


O filme de Solanas, composto por uma equipe afinadíssima de artistas, incluindo figuras geniais como Piazzolla e um dos maiores cantores de tango jamais vistos, Roberto Goyeneche, consegue atingir um equilíbrio surpreendente entre a indignação típica daquele gaucho argentino, que teve no Martin Fierro sua mais perfeita representação, e a picardia portenha tão pouco conhecida fora da Argentina. É bom lembrar que o habitante de Buenos Aires, muitas vezes, é compreendido de forma algo redutora, quando visto apenas pelo viés melodramático tão difundido pelo tango. Melhor
dizendo, por um determinado tipo de tango.


Quanto aos acontecimentos dramáticos, são difíceis de resumir, ao mesmo tempo em que o enredo básico é muito simples, já que corresponde a um grupo de artistas argentinos que se refugiam em Paris, em torno de 1980, como forma de fazer frente aos duros tempos da ditadura. E lá enfrentam todas as dificuldades típicas que assolam os latino-americanos para se estabelecerem nos chamados países do primeiro mundo. No caso, tentam encenar em Paris o que chamam de uma tanguedia, intitulada justamente El exílio de Gardel, o mesmo título do filme que estamos vendo, o que sugere, ou melhor, explicita mesmo a estrutura em espelho do filme. Há outros espelhamentos interessantes que poderão ser conferidos.


O título em si já se constituía em uma afronta à ditadura do general Videla, já que, como se sabe, Gardel, o símbolo maior da Argentina, nunca esteve exilado. O fato gera um dos momentos mais dramáticos do filme, quando algumas cenas da tanguedia são vistas por personalidades argentinas de passagem por Paris. Personalidades, claro, vinculadas ao regime militar do momento, e que se retiram no meio do ensaio aberto, indignadas com a “mentira histórica”. Claro, a mensagem da tanguedia e, por espelhamento, do próprio filme que assistimos, é explícita: se o maior ídolo do país encontra-se exilado, todo o país está no exílio. Não importa se o fato ocorreu ou não, se Gardel esteve alguma vez exilado ou não. Trata-se de uma metáfora evidente, mas sabemos todos os simpatizantes desse tipo de governo não costumam primar pela inteligência.


Enfim, o que realmente importa é que “os filhos de Gardel”, naquele momento – 1980 – estavam, ou se sentiam, exilados, mesmo que estivessem em Buenos Aires ou qualquer outro lugar do país. Por isso, aliás, que a tanguedia é composta a quatro mãos por Juan Uno e Juan Dos, que se comunicam por telefone e tentam levar adiante, e concluir, uma confusa peça musical “que não encontra o seu final”, numa clara alusão ao pesadelo que estavam vivendo não poucos argentinos.
Para concluir: de certa forma, e pelos motivos expostos no início, pode ser mais importante para nós, brasileiros, assistir a esse filme hoje do que para os argentinos. Pelo menos no que se refere ao que um narrador machadiano chamaria sutilmente de “capítulo dos tapetes”. Ou, mais grosseiramente, como talvez deva ser o caso, do “capítulo revisão histórica decente.”


O Ciclo de Cinema Argentino – entre gaúchos e compadritos é organizado pelo Núcleo Juan Carlos Onetti de Estudos Literários Latino-Americanos . Tem apoio do Instituto Cervantes, Programa de Pós-Graduação em Literatura e Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE).

Fonte: Cláudio Celso Alano da Cruz / Professor de Literatura da UFSC

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17 de junho de 2009

Festival de Cinema Ambiental

Empresários e profissionais poderão participar de mais de 30 oficinas, encontros de negócios e orientações sobre todos os elos deste mercado

A 11ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), na histórica Cidade de Goiás, será inaugurado nesta terça-feira (16), prosseguindo até domingo (21). Muitos cineastas e amantes do cinema aguardam por este evento, cuja envergadura cresce a cada ano. Além deles, empresas, profissionais e parceiros de toda a cadeia produtiva do audiovisual goiano também esperam por este momento, especialmente para participar do VI Empório Sebrae Fica, uma realização do Sebrae em Goiás e parceiros dentro do Festival.


O Empório Sebrae Fica, nos dias 17 a 20 de junho, vai oferecer capacitações para todos os elos da cadeia produtiva do audiovisual: desde o planejamento, elaboração do projeto, passando pela captação e parcerias, até chegar na produção, distribuição e pós-produção. “A proposta é grandiosa, ousada, mas vamos conseguir graças a parcerias importantes, como com a Agepel e o Senac”, informa o coordenador do Empório, Décio Coutinho.

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Serão mais de 30 oficinas de temas variados desse universo, como: roteiro, fotografia, edição, linguagem cinematográfica, tratamento de imagens, autoração de DVD, efeitos especiais, maquiagem artística, documentário, animação etc. Os oficineiros convidados são profissionais de renome nacional e internacional, como Maria Thereza Azevedo, Gabriela Amaral Almeida e Luis Guilherme de Pádua de Sousa Lima.


Outro momento muito esperado dentro do Empório é a rodada de negócios, quando os empresários e profissionais terão encontros com compradores e investidores do setor para apresentar seus trabalhos e tentar parcerias de produção, co-produção e distribuição.


O Empório terá, ainda, uma feira com obras e serviços das empresas e instituições que compõem esse mercado em Goiás. Já estão confirmadas: Carmelice Maquiagens, Coletivo Perro Loco, Go Film Commission, Sambatango Filmes, Universidade Estadual de Goiás, Universidade Católica de Goiás, APL do Audiovisual de Goiânia, Senac e Pequininos.

Serviço:
VI Empório Sebrae Fica
17 a 20 de junho de 2009
Cidade de Goiás - Goiás
XI Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica)
Dias 17 a 20 de junho de 2009
Cidade de Goiás – Goiás

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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19 de abril de 2009

Stanley Kubrick um cineasta que deixou saudades

Stanley Kubrick foi um dos mais importantes cineastas do século XX. A obra, deste nova-iorquino, marcou a história do cinema mundial. Obsessivo e perfeccionista, Kubrick mudou-se para a Inglaterra no inicio dos anos 1960, em busca de liberdade para criar. Seus filmes vão do polêmico Laranja Mestanley_kubrickcânica, passando pelo sensual Lolita, até o emblemático 2001: Uma Odisséia no Espaço. Três de seus filmes estão entre os 50 maiores filmes de todos os tempos, de acordo com American Film Institute. Kubrick trabalhou com atores consagrados, como Jack Nicholson, Sydney Pollack, Tom Cruise e Nicole Kidman.

Stanley Kubick nasceu em Nova York, no dia 26 de julho de 1928 e faleceu, no dia 7 de março de 1999, enquanto dormia de um ataque cardíaco. O último projeto cinematográfico em que esteve envolvido, mas que por questões de saúde não dirigiu, foi AI: Inteligência Artificial, de Steven Spielberg. Seus principais filmes foram:

lolita

Lolita (1962) - Adaptação do livro homônimo do russo Vladimir Nabokov, Lolita apresenta a paixão de um professor por uma garota de 14 anos. Para manter-se próximo dela, o professor resolve se casar com mãe da menina.

2001

 

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968) - O filme traça a trajetória do homem desde quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano 2001. Abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia e os perigos da inteligência artificial.

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Laranja Mecânica (1971) - Ambientado na Inglaterra, mostra a vida do jovem Alex DeLarge, deliquente que lidera a gangue dos droogs. Seus gostos vão da música clássica e estupro até a ultra violência.

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Barry Lyndon (1975) - Conta a história de ascensão e declínio social de Barry, um pedante jovem irlandês.

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O Iluminado (1980) - Adaptado do livro de Stephen King, conta a história de uma família contratada para cuidar de um hotel durante o inverno. O isolamento faz com que o chefe da família passe a ter problemas mentais.

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Nascido para Matar (1987) - Sobre a guerra do Vietnã, na primeira parte trata de um grupo de recrutas em treinamento na ilha Parris. A segunda mostra o sargento Joker cobrindo a guerra para o jornal militar Stars & Stripes.

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De Olhos Bem Fechados (1999) - É a última obra de Kubrick. Neste filme, Tom Cruise e Nicole Kidman, interpretam um casal abalado por uma possível traição. A trama é inspirada na obra Traumnovelle, do vienense Arthur Schnitzler.

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13 de abril de 2009

Saiba como nasceu o cinema brasileiro

Temos hoje todas as facilidades de uma vida moderna. Conseguimos nos comunicar instantaneamente com outras pessoas. Por telefone fixo ou celular, pelo rádio ou pela TV ou pela internet que nos oferece as mais variadas ferramentas. Orkut, twitter, email e blog são algumas maneiras de mandarmos nossos recados e opiniões bem como recebê-los. Fazer download de aplicativos, fotos, filmes, etc. é brincadeira de criança. Máquinas digitais e celulares que fotografam e filmam, sem que para isto você tenha que ser um expert no assunto. E por falar em filmes e cinema você tem idéia quando e como foi feito o primeiro filme no Brasil? Não?  Continue lendo para ficar sabendo.

No dia 19 de junho de 1898, a bordo do navio francês Brésil, Affonso Segreto, filmou vistas da baía da Guanabara, com uma câmara que comprara em Paris. Nascia o cinema brasileiro, fato destacado pelos jornais da época. Os irmãos Segreto, Affonso e Paschoal, além de principais exibidores, foram os únicos produtores nacionais até 1903. Mas o panorama desta nova arte no Brasil era paupérrimo, pois faltava energia elétrica na quantidade suficiente para a nova invenção.

Somente em 1907, com a inauguração da usina Ribeirão das Laje, que inundou o Rio de Janeiro de energia elétrica, é que o cinema ganhou um novo impulso. Entre agosto e dezembro deste ano foram inauguradas dezoito novas salas de projeção, entre as quais, os luxuosos cinematógrafos Pathé, Rio Branco, Parisiense e Palace. Já em São Paulo, com os progressos da Light, já haviam surgido cinematógrafos como o Íris, na rua São Bento, e o Bijou na São João.

Isto fez desenvolver, também, a produção de filmes nacionais. A exemplo de Paschoal Segreto, outros pioneiros da sétima arte atuaram simultaneamente como importadores, exibidores e produtores. Foi o caso dos italianos Giuseppe Labanca e Giacomo Staffa, do fotógrafo Marc Ferrez e do espanhol Francisco Serrador. A partir de 1908, o cinema brasileiro passou por uma verdadeira febre de produção. Foi neste ano, que foi exibido no Pathé,  o primeiro filme brasileiro com enredo. De Julio Ferrez Nhô Anastácio Chegou de Viagem, com duração de 15 minutos, esta comédia contava as aventuras de um matuto passeando pelo Rio de Janeiro.

Multiplicaram-se os filmes de curta duração, registrando a paisagem nativa ou com algum enredo. Eram exibidos em cinemas permanentes e, principalmente,  em circos, teatros e por companhias ambulantes, que percorriam as cidades brasileiras. Os atores em sua maioria eram recrutados no teatro ou no circo. Começava o tempo das grandes divas, atrizes de decantada beleza e projeção na boemia elegante da Belle Époque.

 

Fonte de pesquisa: Nosso Século, Abril Cultural, 1980.

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18 de março de 2009

Saiba como chegou ao Brasil a primeira diversão de massa

"O Omniographo, que tanta atração teve em Paris, de que já nos ocupamos nesta folha, vai ser exibido de amanhã em diante, em uma casa na rua do Ouvidor" assim noticiava o Jornal do Commercio no dia 8 de julho de 1896. E o jornal explicava a seus incrédulos leitores: "Trata-se de um aparelho que projeta sobre uma tela colocada ao fundo de uma sala, onde diversos espetáculos e cenas animadas, por uma série enorme de fotografias. O espetáculo é curioso e merece ser visto, mas aconselhamos os visitantes a se acautelarem contra os gatunos. Na escuridão negra em que fica a sala durante a visão, é muito fácil aos amigos do alheio o seu trabalho de colher o que não lhes pertence".

Era a primeira vez que o público brasileiro iria experimentar os prazeres da sétima arte, invenção patenteada pelos irmãos Lumière em 1895. Após três semanas de exibição na então Capital Federal, Rio de Janeiro, o Omniographo saiu de cena. Mas logo o fantástico aparelho, agora sob outros nomes, retornaria atraindo multidões nas grandes cidades. Mágicos e ilusionistas acrescentavam o cinema a seus números; nos teatros de revista e cafés-concertos volta e meia se apresentavam fitas.

Em 1897, o ilusionista espanhol Enrique Moya alugou uma sala no número 109 da rua do Ouvidor, no Rio, e ali instalou o Cinematógrafo Edison, primeiro salão de cinema permanente no Brasil. Ainda nesse mesmo ano, na mesma rua do Ouvidor número 141, surgiria o Salão Paris. Disseminava-se a primeira diversão de massa no Brasil.

Fonte de Pesquisa: Nosso Século, Abril Cultural,1980.

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3 de março de 2009

Filme histórico rodado em Chapecó será lançado este mês: Aos Espanhois Confinantes

Pela primeira vez nos 91 anos de história, Chapecó será palco de um lançamento nacional de uma obra filmográfica: AOS HESPANHOIS CONPHINANTES. Rodado em Chapecó e no oeste catarinense, o filme é uma superprodução para os padrões brasileiros pois reuniu 150 atores e 47 técnicos e exigiu seis anos de filmagens e pós-produção do diretor catarinense Ângello Cllemente Sganzerla.

A pré-estréia está programada para dia 26 deste mês de março, às 21 horas, no Cinema Arco Íris, localizado no Mercocentro. O avant-première será ao estilo de Hollywood, com tapete vermelho, atrizes, filmeatores, diretores e imprensa com participação de 400 convidados. No dia seguinte, o filme entra em circuito nacional pela rede de cinemas Arco Íris e entrará em cartaz em sessão noturna nos Cinemas de Chapecó. O lançamento conta com apoio da Prefeitura Municipal de Chapecó e da Rede Brasil Sul.

Aos Hespanhois Conphinantes é um longa-metragem, filmado em 35 mm, do gênero ficção/faroeste, com 85 minutos de duração e é uma adaptação do livro homônimo de Othon Gama D’Eça  que narra a viagem da integração do litoral com o Oeste Catarinense, no ano de 1929, com as disputas por esta região entre argentinos, paulistas, paranaenses e gaúchos.

O filme foi concluído em setembro de 2008 e concorreu na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro o ano passado, no 10° Festival Internacional de Cinema de Brasília, em novembro de 2008 e do V Ibero Brasil Cine Festival de Valencia, na Espanha, em fevereiro de 2009. “No festival de São Paulo o filme “Aos Hespanhois Conphinantes”, concorreu com 1.200 filmes do mundo inteiro e foi selecionado entre os 350 que foram exibidos na mostra oficial”, explica o diretor Ângello Sganzerla.

SINOPSE

Em março de 1929, uma comitiva excursionista foi formada por integrantes do alto escalão do governo catarinense para uma viagem visando à integração do litoral com o extremo oeste Catarinense, pois foram inúmeras às disputas por esta região.

A aventura dos excursionistas inicia na localidade de Passo Bormann, em Chapecó, descendo as perigosas corredeiras do Rio Uruguai, em lanchas, pernoitando e visitando as vilas ribeirinhas, seguindo viagem em lombo de burro e cavalo, acampando no mato, percorrendo trechos a pé, de automóvel e de trem. Percorreram 2.830 km em 30 dias, de Florianópolis a Dionísio Cerqueira. Uma aventura inédita, perigosa e prolífica em encontros e descrições.

Por: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
Assessoria de Imprensa
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11 de fevereiro de 2009

As desventuras de uma atriz francesa no Brasil

A visita de Sarah Bernahrdt ao Brasil, em 1886, foi um acontecimento sensacional. Tão sensacional que a imprensa da época não falava em outra coisa. Não só nas seções de teatro, mas também em rubricas especiais, nas primeiras páginas. Pelas colunas de O País, Joaquim Nabuco, em artigo entusiástico, queria que ela fosse aclamada duas vezes: porque ela vinha como Sarah Bernhardt e como a própria França.

Musa inspiradora dos maiores escritores europeus, como Proust, que a exaltou em A la Recherche du Temps Perdu, a atriz francesa ficou frustrada com o público do Rio de Janeiro, que reagiu com frieza às suas representações na Fedra,  de Sardou, e em  A Dama das Camélias, de Dumas Filho, interrompida devido a brigas de estudantes na platéia. Mais tarde, seu filho foi espancado por um indivíduo, no hotel em que estavam hospedados. Tudo isso e a ameaça de febre amarela fizeram a divina Sarah bater em retirada para a Europa.

Voltando ao Brasil em 1893, sofreu novas decepções ao ter sua casa assaltada por ladrões que levaram todos os seus valores em jóias e dinheiro. E, para cúmulo da má sorte, o navio em que embarcou foi bombardeado, à saida da baia da Guanabara, durante as refregas da Revolta da Armada.

No entanto, a sucessão de desastres da atriz no Brasil não terminou aí. Em 1906, ela voltaria pela última vez ao Rio de Janeiro, onde teve mais uma surpresa amarga. Na representação da Tosca, tinha que atirar-se, no final, do alto de um parapeito. No chão eram colocados grossos colchões que receberiam a atriz em sua queda. Mas um funcionário desavisado retirou os colchões. Chega a cena do suicídio e uma velha de 61 anos se atira confiante, ao espaço, se esborrachando no tablado. A queda provocou violenta contusão em uma de suas pernas que teve de ser amputada posteriormente. Nunca mais voltou ao Brasil.

Fonte de pesquisa: Nosso Século, Abril Cultural,1980.

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2 de fevereiro de 2009

Conheça a bela mulher do ano de Harvard

A atriz texana Renée Zellweger foi escolhida Mulher do Ano no mundo das artes pela Universidade de Harvard na semana passada. Os nomes do homem e da mulher do ano são escolhidos anualmente e homenageiam "aqueles que estão dando uma contribuição duradoura e impressionante como artistas". O Homem do Ano deverá ser divulgado na próxima semana.

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Renée fará uma pequena caravana pelas ruas de Cambridge, Massachusetts, nos arredores da Universidade de Harvard, acompanhadas de estudantes fantasiados de mulher, na tarde da próxima quinta-feira (5). Depois, ela deverá contracenar com estudantes.


A atriz de 38 anos recebeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em "Cold Mountain" em 2004, 2 Globos Dourados entre outros prêmios. Ela atua junto com Russell Crowe em "A Luta Pela Esperança - Cinderella Man" e faz o papel principal em "O Diário de Bridget Jones".

O prêmio tradicional da Harvard é conhecido como "Hasty Pudding", e já foi concedido a atores e atrizes reconhecidos mundialmente. Na lista de premiados há nomes como Julia Roberts, Meryl Streep, Elizabeth Taylor, Jodie Foster,Charlize Theron, Clint Eastwood, Tom Cruise e Robert DeNiro.


Fonte: André Abreu, Direto de Boston para Rádio Criciúma

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29 de dezembro de 2008

Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual

A Agência Nacional do Cinema (Ancine), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, lançou na última sexta-feira, 19 de dezembro, o Observatório Brasileiro do Cinema e Audiovisual (O.C.A.). Este novo espaço na web traz informações e análises técnicas sobre o atual mercado audiovisual, que foi interrompido no início dos anos 90 quando da extinção da Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme) e do Conselho Nacional de Cinema (Concine).

O Observatório terá cinco seções: Notas Técnicas e Informes; Relatórios; Teses e Monografias; Metodologia e Índices; e Dados do Mercado Internacional. Lá ficarão disponíveis informações sobre o mercado de salas de cinema, além de relatórios contendo números compilados sobre a distribuição no segmento de vídeo doméstico e sobre as programações das TVs abertas e por assinatura.

De acordo com o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, “com a implantação do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, haverá maior compartilhamento de informações e transparência com relação aos números do mercado, possibilitando a todos um melhor planejamento e uma política pública organizada de forma mais sistêmica e articulada”.

O O.C.A. pode ser acessado no endereço eletrônico www.ancine.gov.br/oca.

Fonte: Ancine
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18 de dezembro de 2008

O dia que o rádio foi maior que o fogo

A Produtora Pangéia lança nesta sexta-feira (19), o documentário “O dia que o rádio foi maior que o fogo” no Auditório do Porto de Itajaí. O documentário, realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura será exibido em três sessões: 17, 18 e 19 horas. A entrada é franca.

Em 1965 um navio da Petrobrás Norte, atracado no Porto de Itajaí, explodiu e causou um dos maiores desastres que a cidade já presenciou. Na época, o rádio era o principal meio de comunicação e toda a população foi alertada a deixar suas casas, pelo perigo das explosões.

Tempos depois, algumas pessoas acusaram estes radialistas de sensacionalismo. Este documentário de 25 minutos pretende recriar estes acontecimentos e criar um diálogo entre os personagens deste incidente.

Assista ao trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=dP6JLW-g6bc
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16 de dezembro de 2008

A vida do grande mestre do cinema


Para os fãs ou para quem queira conhecer um pouco mais a vida do grande mestre do cinema Charles Chaplin, o canal Futura apresenta no próximo sábado(20/12/2008) as 18:30 horas, o documentário "Carlitos: a arte de Charles Chaplin". A direção é do historiador americano Richard Schickel.


O filme explora a vida de Chaplin, desde sua infância em Londres, até sua morte em 1977. O documentário tem cenas da sua carreira multifacetada no cinema e de sua tão publicada vida privada.

Imagens de arquivos são mescladas com entrevistas atuais com personalidades de Hollywood como Woody Allen, Martin Scorsese, Johnny Depp e a narração do artista Sydney Pollack.


Charles Chaplin morreu aos 88 anos no dia de Natal (25/12/1977) em Vevey, Suíça em conseqüência de um derrame cerebral e foi enterrado no Cemitério Corsier-Sur-Vevey em Corsier-Sur-Vevey, Vaud, Suíça.
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10 de novembro de 2008

Leão da Metro no YouTube

A partir de hoje (10/11), o YouTube exibirá algumas séries de TV e longas-metragens completos do estúdio MGM, de Hollywood.

O site do Google realizou um acordo com o Metro Goldwin Mayer (aquele do leão rugindo na apresentação) para disponibilizar gratuitamente a série “American Gladiators”, e os filmes: “O Monge à Prova de Balas”, “Sete Homens e um Destino” e “Legalmente Loira”, como os primeiros exemplares do canal, que contará com anúncios publicitários ao lado da tela de exibição.
Os números do acervo, porém, não devem ultrapassar 30 ou 40 vídeos, segundo declarações do presidente do estúdio, que não anda muito bem financeiramente. Para a MGM, o YouTube não é a ferramenta ideal para suportar filmes longos, mas é importante por ser o mais acessado da rede.

Já para o YouTube, o acordo serve como um passo inicial para se aliar às grandes companhias cinematográficas de Hollywood, que nunca gostaram de ter trechos de suas obras publicadas no site sem licença, e se livrar do estigma de “reunião de vídeos caseiros”.
Também mostra que o Google quer que sua ferramenta concorra com o Hulu, site de vídeos online que vem crescendo de público e anunciantes nos EUA, principalmente por ter conteúdos licenciados de shows televisivos e filmes.

Recentemente, o YouTube firmou um vínculo com o estúdio independente Lionsgate e com a CBS, que começou a postar, em novembro, episódios completos de seriados antigos como "StarTrek" e "Barrados no Baile".
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