16 de janeiro de 2010

Uma carência atroz

A tibieza da cultura associativista é uma carência atroz em nossas instituições e se manifesta em todos os setores da vida em sociedade. Ela está presente nas entidades de natureza econômica (empresarial) ou de natureza profissional (classista) e tem o poder deletério de minar os alicerces das mais atuantes e operosas entidades.

Cultura associativista é a capacidade que o indivíduo tem ou deveria ter de compreender a importância das organizações humanas – baseadas na livre associação – para a construção de uma sociedade livre, pluralista, democrática, fundada no estado de direito e na igualdade de oportunidades. É a habilidade de abstrair que as instituições associativas têm um papel muito mais importante e fundamental do que proporcionar benefícios materiais, objetivos e concretos para cada um dos associados. Sim, isso também é importante, mas a postulação em favor dos superiores interesses da coletividade é muito mais fundamental.MarcosBedin1

Por isso, ao participar de uma associação, sindicato, cooperativa, clube etc, mesmo que não tenha benefícios concretos no curto prazo, é imperioso reconhecer e valorizar que a entidade à qual participamos está cumprindo um desiderato maior ao defender em tese e na prática os princípios da liberdade e da justiça.

O cooperativismo, que representa uma forma evoluída de associativismo, ostenta resultados sociais e econômicos mensuráveis que se refletem na elevação da qualidade de vida de todos aqueles que dela participam – os cooperados. Baseadas em sete princípios - linhas orientadoras através das quais levam os seus valores à prática – as cooperativas se transformaram em eficientes instrumentos de desenvolvimento das comunidades onde atuam: adesão voluntária e livre, gestão democrática, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação e informação, intercooperação, interesse pela comunidade.

Em face dessas constatações, é melancólica e perturbadora a freqüência com que as pessoas se desligam ou se recusam a participar de associações. Em razão do exercício de atividade profissional de comunicação corporativa no âmbito das entidades, testemunho, amiúde, empresários, profissionais e outros agentes econômicos desligando-se de suas entidades com justificativas como “não recebo nenhum benefício” ou “a entidade não oferece nada” e outras demonstrações de incultura associativista.

Esses beócios desconhecem que, quando suas instituições reivindicam, protestam, denunciam ou defendem ações e projetos em áreas sensíveis como segurança pública, infraestruturação regional, duplicação de rodovias, implantação de ferrovias, formação profissional gratuita, redução de carga tributária, proteção ambiental, celeridade da Justiça, programas habitacionais, etc, etc, estão defendendo suas vidas, suas empresas, suas famílias.

A associação de homens, talentos e capitais é uma exitosa estratégia milenar que, nos primórdios, permitiu a sobrevivência dos grupos sociais e, hodiernamente, garante a eficiência e a longevidade dos agentes econômicos em cenários agressivos e competitivos, seja no mercado doméstico ou no mercado internacional. Nas nações evoluídas, onde se consolidou e viceja o cooperativismo, a prática da cooperação e do associativismo encontrou centenas de fórmulas, envolvendo pessoas, empresas e instituições em criativas parcerias e com benignos resultados.

Para o quadro brasileiro, soa promissora e alvissareira a decisão tomada por muitas cooperativas de exigir, aos candidatos ao ingresso no quadro social, a participação em curso básico de cooperativismo visando aprofundar a compreensão sobre princípios, deveres e direitos. Essa iniciativa é basilar na cristalização de uma cultura associativista pois, em seu rastro, contribui para a formação da cidadania.

Por: Marcos A. Bedin - Jornalista, diretor da MB Comunicação e diretor regional da Associação Catarinense de Imprensa (ACI)

mb@mbcomunicacao.com.br

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12 de janeiro de 2010

Baixo desejo sexual?

É um tema bastante estudado e para muitas mulheres é fator de certificação do bem estar sexual. Várias conjecturas já foram feitas para tentar explicar o baixo desejo sexual. Algumas delas, na esfera social, levantam discussões sobre a superpopulação mundial, em que a forma da natureza diminuir e controlar a natalidade (número de nascimentos) seria suprimir o interesse sexual.


Conjecturas do ponto de vista orgânico procuram responsabilizar o balanço alterado de algumas substâncias cerebrais pela diminuição da motivação sexual, ou mesmo, culpar algum defeito físico ou alguma doença pelo desinteresse.sexo100


Já a perspectiva psíquica aborda traumas e inibições sofridas, muitas vezes, em tenra idade ou em épocas onde a desilusão é o motivo maior de quebrar o paradigma do binômio amor/sexo ou emoções/repressões. A questão é que hoje, na atual forma da medicina ver os transtornos e as doenças em geral, o que determina os males é uma rede intrincada de fatores.


Na grande maioria das vezes, estes fatores agem conjuntamente, reforçando-se mutuamente. Na forma correta de se pensar é saber que o corpo humano é um todo que funciona de maneira harmônica e coerente e atua diretamente com o meio ambiente presente. Dessa forma, ao se falar em Transtornos do Desejo Sexual, estamos discutindo uma série de causas diferentes, mas com uma forma de apresentação clínica que pode variar apenas entre dois quadros distintos: O Desejo Sexual Hipoativo e a Aversão Sexual.


A aversão sexual ou evitação fóbica nada mais é do que o sofrimento causado pela premente necessidade de evitação de oportunidades e de encontros sexuais com parceiros, devido a sensações de desagrado, de medo, de "nojo", de repulsa e de perigo iminente. Por vezes, a razão da repulsa são as secreções genitais; em outros casos, o simples pensar em sexo, o toque ou o beijo já é evitado com angústia. Também podem aparecer sinais de pânico, como náuseas, suor excessivo e falta de ar quando a pessoa tenta enfrentar esse medo, aproximando-se de seu parceiro.


Desejo sexual hipoativo


O desejo sexual hipoativo é a diminuição ou ausência total de fantasias e de desejo de ter atividade sexual. Simplesmente, a pessoa sente que tanto faz ter sexo ou não, pois não faz falta para si. Há um grande sofrimento por sentir essa desmotivação e pelos problemas que causa a um casal, gerando comumente conflitos, que muitas vezes levam a separações.


O que causa o baixo desejo sexual


Sempre devemos observar se há alguma causa orgânica determinando a baixa do desejo ou a aversão, como, por exemplo, os desequilíbrios hormonais, os nódulos, infecções nos genitais ou o uso de algumas medicações que têm, como efeito colateral, a diminuição do apetite sexual. Enfim, deve-se falar sempre com o médico a este respeito, pois na imagem do ginecologista reside um profissional habilitado a orientar e muitas vezes fazer um tratamento de suporte especializado para ajudar a resolver estes problemas.


Algumas doenças psiquiátricas, como a depressão, podem também suprimir a motivação por sexo. As causas psicológicas mais profundas são:
- situações traumáticas de abuso sexual,
- mensagens anti-sexuais durante a infância,
- comportamento sedutor por parte dos pais,
- dificuldade em unir amor com sexo na mesma pessoa (esposa X prostituta),
- culpas,
- raivas entre o casal,
- competição temida com o pai ou mãe, entre outros.


Existe cura para os transtornos do desejo sexual?


Os problemas de desejo são bastante desgastantes, pois acabam afetando toda a motivação de vida de uma pessoa e também de seu cônjuge ou parceiro.


Entretanto, existe tratamento, é recomendável procurar um psiquiatra especializado em sexualidade humana para fazer uma avaliação. Evidentemente que em primeiro lugar, será necessário examinar com um ginecologista, para saber se o problema não é orgânico. Depois, uma revisão será feita para ver se existe alguma medicação que possa ser usada para aliviar os sintomas, visto que, em alguns casos de aversão, por exemplo, certas medicações podem ajudar muito.


Geralmente, alguma forma de psicoterapia pode ser indicada. Como, por exemplo:
- a Cognitivo-Comportamental (tarefas),
- a Nova Terapia Sexual (combina tarefas com terapia focal) e
- a Psicoterapia de Orientação Analítica (mais utilizada para elaboração de traumas mais profundos).


Fonte: Site Médico

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11 de janeiro de 2010

Direito de propriedade

A recente decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Gilmar Mendes, ao conceder liminar que  suspendeu os efeitos do decreto homologatório da reserva indígena  Arroio-Korá em Mato Grosso do Sul, gerou um sentimento de segurança aos atemorizados produtores rurais catarinenses, constantemente ameaçados de perder suas terras para comunidades indígenas.

Nessa interpretação, a Faesc revela total sintonia com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), órgão de cúpula do sistema confederativo patronal rural. No caso concreto examinado pelo STF, a demarcação da reserva indígena foi decretada pelo Presidente da República em 21 de dezembro de 2009, ato contestado imediatamente pelos titulares da Fazenda Iporã (MS) que impetraram mandado de segurança no Supremo. De forma oportuna e coerente, o presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes,   concedeu a medida liminar ainda em 24  de dezembro.raposa

Tanto a Faesc quanto a CNA entendem que a decisão do ministro Gilmar Mendes representa um novo marco de segurança jurídica no país por consolidar, de forma clara e inequívoca,  o  direito de  propriedade. Além disso, comprova, mais uma vez, que a Suprema Corte cumpre com rigor seu papel histórico de guardiã da Constituição e do Estado de Direito.

A comprovação da existência do registro do imóvel desde 1924, ou seja, há praticamente um século, foi fundamento determinante da decisão. Ao dar a correta relevância a esse dado, o STF  reforça a orientação, já antecipada no julgamento da Reserva Raposa Serra do Sol,   de que as demarcações  só alcançam terras efetivamente ocupadas por populações indígenas na data de promulgação da atual Constituição, ou seja, em 5 de outubro de 1988.  Segundo o STF,   ocupações indígenas ocorridas em passado remoto não justificam novas demarcações.

O caso é muito semelhante ao que acontece em Santa Catarina, onde a criação de novas áreas indígenas e a ampliação de outras já existentes geram situações potencialmente explosivas. A FAESC pede há dez anos que o Ministério da Justiça priorize a solução dos conflitos de terras entre produtores rurais e indígenas no Oeste para recuperar a paz e a tranquilidade de centenas de famílias. As comunidades rurais vêm convivendo com invasões e expropriações ocasionadas pela criação de novas terras indígenas ou decorrentes da ampliação das já existentes.

O caso da  reserva Arroio-Korá evidencia, ainda, a urgência de providência de maior alcance, visando inibir a atuação da administração pública – notadamente da Fundação Nacional do Índio – que insiste em ignorar os parâmetros que definem os marcos temporais a serem considerados nos processos de demarcação de terras indígenas, induzindo o chefe do Poder Executivo a tomar medidas que contrariam a Constituição.

Consideramos de extrema importância a proposta de súmula vinculante que a CNA apresentou ao STF em setembro passado com a finalidade de ampliar a abrangência da orientação que impede a demarcação em áreas não mais ocupadas por índios em 5 de outubro de 1988. Essa definição não constitui prerrogativa a ser reconhecida apenas aos proprietários da Fazenda Iporã – como no caso da reserva Arroio-Korá –, mas direito a ser assegurado indistintamente a todos produtores rurais do país.

Por: José Zeferino Pedrozo/Presidente da FAESC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina)

Fonte: MARCOS A. BEDIN/MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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