18 de abril de 2013

Para salvar audiência, Globo se aproxima dos evangélicos

A próxima novela das 21h da Rede Globo terá uma mocinha evangélica e um personagem gay, que será o vilão da trama. A emissora busca, assim, a aproximação com os evangélicos, uma das estratégias da empresa para estancar a queda de audiência de sua programação. "Amor à vida", título provisório, será, segundo definição do seu autor, Walcyr Carrasco, uma novela clássica sobre relações familiares e amorosas, ambientada num hospital de São Paulo.

A mocinha, antes uma periguete (mulher que vive na balada, auto-suficiente, que escolhe com quem quer ficar sem se importar com a opingloboião alheia) , converte-se ao evangelho e transforma-se numa cantora gospel.

Um dos interlocutores da Globo é Silas Lima Malafaia, 54 anos, pastor pentecostal há 30 anos e líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que sofre contestação de colegas por causa dessa aproximação. A Globo é alvo de pesadas críticas de setores evangélicos por fazer apologia, assim entendem, de princípios que ferem o cristianismo, como a infidelidade conjugal, o aborto e a homossexualidade.

"Precisamos aprender que a televisão não é de Deus nem do diabo; depende de quem a usa", contrapõe Malafaia. "Se radicalizarmos ao ponto de dizermos que nenhum pastor ou cantor deve dar entrevista ou participar de programas da Rede Globo, estaremos reafirmando com essa atitude que aquilo tudo é do diabo e não temos a capacidade de intervir", argumenta.

Em comunicado público, Malafaia afirma que só não prega no inferno porque o diabo não tem salvação mesmo. "Mas, se um programa de TV me convidar, por mais pecador que ele seja e independente da emissora, estarei lá", escreve.

Com exceção da novela das 21h, diferentes programas da Rede Globo, até mesmo o Jornal Nacional, o Domingão do Faustão, Esporte Espetacular, Fantástico e o Jornal Hoje apresentaram índices de audiência negativa em 2012 comparado ao mesmo período do ano anterior.

A Globo realizou, em março e abril, maciça campanha para anunciar novos programas e alterações em quadros existente, na tentativa de reverter os índices negativos colhidos no ano passado.

Fonte: ALC

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13 de abril de 2013

Bebidas energéticas prejudicam os dentes

Bebidas energéticas removem o cálcio dos dentes. É o que comprovou uma pesquisa feita no curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), pelas acadêmicas Gabriela Faccienda e Michelly Espíndola, com orientação da professora Lídia Morales Justino.

A pesquisa investigou as alterações do esmalte dentário, e constatou que a acidez das bebidas energéticas causa erosão dental. As pesquisadoras realizaram o estudo em laboratório utilizando dentes bovinos, que possuem a mesma composição dos dentes humanos.

Durante cinco dias, os dentes foram colocados diariamente em contato com a bebida energética pelo período de uma hora (quatro sessões de 15 minutos). Com auxílio de equipamentos eletrônicos, os pesquisadores puderam verificar que o cálcio se despendeu dos dentes e ficou no líquido.

“O esmalte dos dentes são como uma capa composta, predominantemente, por cálcio. A deterioração dessa capa deixa a estrutura porosa”, explica Lídia Morales Justino, orientadora da pesquisa.

Lídia explica que a boca possui pH 7, que é o neutro e, abaixo dessa medida, as substâncias são consideradas ácidas. “Os alimentos ou bebidas com pH abaixo de 5,5 removem o cálcio dos dentes. No caso das bebidas energéticas o pH é em torno de 3,0”, esclarece.Dentes

De acordo com a professora, os energéticos não são as únicas bebidas com acidez capazes de alterar o esmalte do dente. Os sucos artificiais, isotônicos e refrigerantes também causam corrosão.

A pesquisa será apresentada no dia 16 de abril, durante a 39ª Semana de Iniciação Científica do curso de Odontologia. Além deste, outros 13 trabalhos de pesquisas relativos a hábitos, cuidados e alterações da saúde bucal serão mostrados e avaliados por banca. As apresentações ocorrem nos dias 16, 17 e 18, no Bloco C5, do Campus Itajaí.

Fonte: Univali

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9 de abril de 2013

Ombro que sai do lugar

O problema de instabilidade do ombro, conhecido como “ombro que sai do lugar”, gera insegurança e falta de firmeza na articulação. Quando a situação se torna mais frequente, aumenta a lesão óssea e da cartilagem. De acordo com o médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann o problema também provoca o envelhecimento precoce da articulação. “A repetição do problema pode causar outras doenças no ombro, como por exemplo, SLAP Lesion, que agrava a frouxidão e aumenta a dor do paciente”, explica.

A SLAP Lesion, que se refere a desinserção (soltura) do tendão do bíceps dentro da articulação, ocorre em cerca de 20% dos casos de luxação. A única forma de tratamento é a videoartroscopia.ombro

A instabilidade do ombro pode ser provocada por um trauma de grande impacto, que pode provocar alterações ósseas, tendinosas ligamentares e/ou articulares. Em alguns casos o paciente já nasce com hiperelasticidade articular generalizada, ou seja, apresenta um movimento acima do normal, ou ainda, apresenta a ausência de alguns ligamentos do ombro, decorrentes de má formação.

Para diagnosticar a doença, Reichmann explica que é necessário conversar com um especialista e realizar os exames físicos. “Exames como Raio X, ultrassonografia e artroressonância magnética auxiliam no diagnóstico preciso”, esclarece.

Sobre o tratamento, Reichmann diz que pode variar de acordo com a gravidade. “Em alguns casos, quando o diagnóstico é realizado cedo, o tratamento pode ser feito com imobilização e fisioterapia que deverá resultar no reforço muscular do paciente. Em outros casos, somente a cirurgia”, alerta. O médico destaca que até pouco tempo as cirurgias de ombro eram feitas de forma tradicional, com cortes. “Hoje, com o avanço tecnológico, é possível operar o ombro do paciente através da videoartroscopia, com o uso de microcâmeras e mini-cortes na pele e o risco do problema voltar é mínimo, de três a oito por cento” comemora Reichmann.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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